República de Ideias

Ateliê de Humanidades

Este é o podcast República de Ideias do Ateliê de Humanidades! Ele se constitui como espaço de debate de ideias, autores e reflexões sobre questões clássicas e contemporâneas. Ele tem por missão propiciar, por meio de experiências digitais, a ampliação e a difusão de conhecimento e cultivo em filosofia e ciências humanas. Com isso, objetivamos ser um canal público tanto de livre-formação de alta qualidade, quanto também de pensamento sobre a atualidade, que presta um trabalho intelectual a serviço do público e orientado para a formação democrática.

  1. 3D AGO

    #161 Debates Latino-América. A conjuntura latino-americana: crises e transformações – com Felipe Maia, Alexis Cortés e Pablo Gonzalez Velasco

    Série de debatesLatino-América: ensaios de conjunturaEsta série de debates pretende ser uma contribuição para pensar, a partir de uma pluralidade de vozes, nacionalidades e posições, quais seriam as dinâmicas, os conflitos e os desafios que configuram a conjuntura presente na região. Como esses processos podem ser pensados a partir de realidades nacionais ou regionais distintas? Como se conectam com dinâmicas globais mais amplas? Que atores e quais interpretações se mostram relevantes como alternativas na região? E como as Humanidades podem se constituir como um conhecimento próprio e colaborar para o autoentendimento das sociedades latino-americanas e para um aprendizado democrático para lidar com seus problemas?1º debateA conjuntura latino-americana: crises e transformações O primeiro debate da série propõe uma visão de conjunto sobre os processos políticos na região. Após um longo período de conflito entre projetos de orientação neoliberal e um campo muito heterogêneo de forças alternativas, a configuração política da região se alterou, com a emergência de novos atores e novas orientações políticas. As instituições democráticas sofreram ataques em muitos países, houve crises políticas e sociais de grande vulto e, mais recentemente, a política norte-americana passou por mudanças que afetam muito diretamente as realidades nacionais. Cabe então interrogar: quais são as caracterísiticas decisivas da conjuntura política presente na América Latina? Como ela se vincula às transformações no plano global? Que linhas de interpretação do presente poderiam oferecer perspectivas democráticas e transformadoras?

    1h 54m
  2. #158 Conversas de Ateliê - O que é soberania digital e por que ela importa? #55

    10/14/2025

    #158 Conversas de Ateliê - O que é soberania digital e por que ela importa? #55

    Seja bem-vinda/o ao Conversas do Ateliê! Na mesa temos Bia Martins, Leopoldo Lusquino Filho, André Magnelli e Lucas Faial Soneghet. Neste episódio, conversamos sobre soberania digital. A revolução digital foi o grande tópico das últimas décadas. Embora discutida enquanto conceito nos círculos técnicos e acadêmicos, a promessa de um mundo conectado e sem fronteiras se espalhou para o senso comum e marcou época. Contudo, desde o pico do seu otimismo, ela já causava controvérsias. De um lado, visionários celebravam o surgimento de uma nova esfera pública global. De outro, críticos alertavam para o surgimento de novas formas de controle e dependência. Embora pareça, a princípio, prometer um mundo sem fronteiras, o espaço digital é marcado por concentração de poder e recursos, como todo espaço social. As chamadas “big techs” – Google e Amazon, por exemplo – concentram recursos de infraestrutura, dados e tecnologias, crescendo em poder e afetando diretamente sistemas políticos e a vida social ao largo. Diante disso, o debate sobre soberania digital ganha espaço. Sucintamente, podemos entender soberania digital como controle sobre ativos digitais, incluindo dados e estrutura operacional (datacenters e hardware no geral). Evocando o conceito de soberania das nações, o qual se refere ao governo autônomo de uma nação sobre seu próprio povo e território, a busca da soberania digital se consolida tanto em movimentos sociais que se opõem ao controle de grandes empresas de tecnologia, quanto em governos nacionalistas. Em comum está um olhar cético à dependência, velha companheira da sociedade brasileira, em relação a poderosos atores corporativos. Hoje falaremos sobre a soberania digital no Brasil. Qual é nossa situação atual? Estamos caminhando em direção a uma soberania digital sustentável e firme? Ou estamos cada vez mais suscetíveis às influências externas? Tópicos: Soberania Digital; Dependência; Tecnologia; Geopolítica. Youtube: https://youtu.be/MnbnyyCQwVMSpotify: Torne-se sócio-apoiador do Ateliê Clube! Clique no link para apoiar o Ateliê de Humanidades nos regimes Padrão, Premium e Sócio-leitor e receba quinzenalmente uma conversa com um dedo de prosa, um tanto de inteligência e um bocado de questões do momento. Você encontra as opções de apoio na página inicial do site, clicando em "Torne-se Sócio-Apoiador Aqui": https://ateliedehumanidades.com/

    1h 19m
  3. #157 Conversas de Ateliê - O que podemos aprender com o liberalismo? #54

    08/11/2025

    #157 Conversas de Ateliê - O que podemos aprender com o liberalismo? #54

    Seja bem-vinda/o ao conversas do Ateliê! Na mesa temos Felipe Freller, André Magnelli e Lucas Faial Soneghet. Nesse episódio conversamos sobre liberalismo. O liberalismo não saiu da agenda política ou acadêmica desde sua gênese. Nas ciências sociais, permanece seja como pano de fundo implícito ou como objeto explícito de reflexão. Já foi criticado, rejeitado, reabilitado e criticado novamente. O atual contexto geopolítico fomenta a retomada do termo por alguns motivos: a ascensão da extrema direita ao redor do mundo, em particular sua combinação com pautas econômicas autodenominadas liberais ou denominadas por seus detratores e críticos como “neoliberais”; a guerra entre Rússia e Ucrânia, agravada após invasão russa no território ucraniano em 2022; o conflito no Oriente Médio entre Israel e o HAMAS; a reeleição do presidente Donald Trump nos Estados Unidos e suas medidas protetivas nacionalistas que contrariam a longa tradição de abertura econômica do país, um signo do liberalismo no século XX. Na história do pensamento político, o liberalismo tem raízes nos séculos XVII e XVIII, com pensadores como Locke, Montesquieu e Adam Smith. Os iluministas escoceses, franceses e ingleses desafiaram a monarquia absolutista e o Antigo Regime em nome de uma ordem fundada nos direitos naturais do indivíduo humano, fundamentados racionalmente. No lugar da tradicional divisão de trabalho baseada em linhagem, parentesco e subsistência, o livre mercado das transações entre produtores e consumidores. No lugar da ordem política sacramentada por Deus e pela hereditariedade, um arranjo de indivíduos racionais que entram em acordo acerca dos modos de reger sua vida em comum. Durante a Guerra Fria, o liberalismo volta ao palco como a opção associada ao capitalismo e oposta ao socialismo. Na perspectiva de países do bloco ocidental, ser “liberal” significava o oposto de governos autoritários como o recém derrotado regime nazista e o ameaçador espectro comunista da União Soviética. Tal narrativa é inevitavelmente simplista. Dentro do liberalismo há variações: o liberalismo social-democrata keynesiano está distante do liberalismo da escola austríaca de Hayek, e não é igual ao “liberalismo utópico” clássico, para parafrasear Pierre Rosanvallon. O adjetivo “liberal” é usado em conexão a vários substantivos – o feminismo liberal, por exemplo, diferencia-se do radical e do marxista – e adquire sentido diferente a depender do contexto nacional. Ser liberal nos Estados Unidos não é a mesma coisa que ser liberal no Brasil. Ante tal riqueza de significados, muitos dos quais se contradizem, e ante o momento atual em que grupos e nações outrora proximamente identificados com a tradição liberal parecem estar se comportando de maneira peculiarmente errática, como falamos de liberalismo? Antes ainda, por que falar dele? Estaríamos assistindo o ocaso dessa vertente, sinalizado pelos ataques às suas instituições características, como a imprensa e o Estado democrático de direito? O que podemos aprender com um novo olhar sobre o liberalismo hoje? Tópicos: Liberalismo; Política; Teoria política. Youtube: https://youtu.be/3G_lLpdj8jsSpotify: Torne-se sócio-apoiador do Ateliê Clube! Clique no link para apoiar o Ateliê de Humanidades nos regimes Padrão, Premium e Sócio-leitor e receba quinzenalmente uma conversa com um dedo de prosa, um tanto de inteligência e um bocado de questões do momento. Você encontra as opções de apoio na página inicial do site, clicando em "Torne-se Sócio-Apoiador Aqui": https://ateliedehumanidades.com/

    1h 33m
  4. #156 Conversas de Ateliê - Vivemos numa era de desglobalização? #53

    06/30/2025

    #156 Conversas de Ateliê - Vivemos numa era de desglobalização? #53

    Seja bem-vinda/o ao conversas do Ateliê! Na mesa temos Paulo Henrique Martins, André Magnelli e Lucas Faial Soneghet. Nesse episódio conversamos sobre a desglobalização. A globalização foi o grande tópico da década de 1990. Embora discutida enquanto teoria nos círculos acadêmicos, a noção se espalhou para o senso comum e marcou época. Contudo, desde o pico da sua popularidade ela já causava controvérsias. Em 1999, o sociólogo britânico Anthony Giddens defendeu o conceito e falou de seus “céticos” e “críticos”. Enquanto alguns duvidam que o mundo tenha mudado a ponto de precisarmos de um novo conceito, outros criticam a globalização tanto como projeto político quanto como fato consumado. Em outras palavras, a globalização produz seus descontentes. Movimentos de alter-globalização, por exemplo, condenam os efeitos nocivos da globalização em seu aspecto econômico, especialmente no quesito ambiental e na proteção de modos de vida locais ameaçados pela expansão do mercado capitalista. Não obstante, valorizam a cooperação e interação global em prol de um mundo melhor. Movimentos étnicos e nacionalistas, até mesmo supremacistas, emergem com uma retórica anti-globalista, vista em Olavo de Carvalho e no atual presidente Donald Trump, por exemplo. Para estes, os grandes males da sociedade contemporânea resultam ora de um suposto concerto de organizações e elites políticas nefastas que operam para além das fronteiras nacionais, ora do enorme influxo de imigrantes, refugiados e bens que fluem do “terceiro mundo” para o “primeiro mundo”. Partilham de uma visão cética em relação às emergências climáticas e ambientais, rejeitando então a percepção correlata de um mundo interconectado e interdependente. A solução seria desglobalizar e reforçar as barreiras étnico-nacionais. Estaríamos diante de um momento de desglobalização? O mundo globalizado terminou? Ou estaria esgotada a força política e relevância cultural da noção de globalização? Tópicos: Globalização; Anti-globalismo; Alter-globalização. Youtube: https://youtu.be/g-nJwUIChNc Torne-se sócio-apoiador do Ateliê Clube! Clique no link para apoiar o Ateliê de Humanidades nos regimes Padrão, Premium e Sócio-leitor e receba quinzenalmente uma conversa com um dedo de prosa, um tanto de inteligência e um bocado de questões do momento. Você encontra as opções de apoio na página inicial do site, clicando em "Torne-se Sócio-Apoiador Aqui": https://ateliedehumanidades.com/

    1h 10m
  5. #155 Conversas de Ateliê - Ainda há lugar para a leitura hoje? #52

    06/16/2025

    #155 Conversas de Ateliê - Ainda há lugar para a leitura hoje? #52

    Seja bem-vinda/o ao conversas do Ateliê! Na mesa temos Paulo Henrique Martins, André Magnelli e Lucas Faial Soneghet. Nesse episódio conversamos sobre a leitura no mundo de hoje. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil de 2024, o percentual de leitores caiu em todas as regiões do Brasil no período de 2019 a 2024. Por exemplo, na região Sudeste caiu de 51% para 46% e na região Norte, de 63% para 48%. Dados do American Times Use Survey de 2021 mostram que, nos Estados Unidos, o tempo médio dedicado à leitura por dia para adultos é de apenas 17 minutos. No mundo das telas e do conteúdo rápido, temos acesso a um enorme volume de informação em formatos e entonações variadas. É bem possível afirmar que lemos uma grande quantidade de coisas em nossos celulares, notebooks e tablets. Diante disso, podemos perguntar: estaríamos lendo menos ou nossa relação com a informação, incluindo o modo de ler, mudou? Na década de 1960, o estudioso das mídias Marshall McLuhan argumentou que o advento da televisão mudaria radicalmente o jeito que pensamos. Não somente porque, para ecoar sua célebre frase, a mídia é a mensagem, mas também porque os meios de veiculação da informação têm efeitos profundos no nosso modo de apreensão. Segundo McLuhan, a cultura letrada, associada à prensa, engendra uma ênfase visual baseada na continuidade, na uniformidade e na sequência, como as linhas de um texto. A televisão, por sua vez, não funciona por lógica linear ou sequencial e exige um envolvimento sensorial maior dos usuários, apresentando-os um conjunto de imagens e sensações simultaneamente. Atualmente, lemos cada vez mais informações fragmentadas, recortadas em pequenos segmentos e em mídias que carregam em si uma variedade de outros estímulos. A imagem do leitor com seu livro não parece mais ser predominante. O que isso significa para nós? Quais efeitos isso acarreta nosso modo de processar o conhecimento? Estaria a leitura acabada ou profundamente transformada? Se mudou, qual é seu lugar no mundo de hoje? Fontes: Retratos da Leitura: https://www.prolivro.org.br/pesquisas-retratos-da-leitura/as-pesquisas-2/ American Times Use Survey: https://www.cnbc.com/2019/01/29/24-percent-of-american-adults-havent-read-a-book-in-the-past-year--heres-why-.html Tópicos: Leitura; Conhecimento; Informação. Youtube: https://youtu.be/r702-sfbt5Y Torne-se sócio-apoiador do Ateliê Clube! Clique no link para apoiar o Ateliê de Humanidades nos regimes Padrão, Premium e Sócio-leitor e receba quinzenalmente uma conversa com um dedo de prosa, um tanto de inteligência e um bocado de questões do momento. Você encontra as opções de apoio na página inicial do site, clicando em "Torne-se Sócio-Apoiador Aqui": https://ateliedehumanidades.com/

    46 min

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