Historia

PAULO FEITOSA DE LIMA

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  1. História da África - Parte 1

    08/13/2021

    História da África - Parte 1

    Estudar a História da África é também se debruçar sobre a história de sua historiografia, entendendo as passagens das concepções históricas eurocêntricas e positivistas para os pressupostos de uma historiografia sobre a África baseada nos pressupostos da Escola dos Annales e da História Cultural Dentro desse entendimento novo, não é mais possível considerar que as únicas fontes históricas possíveis sejam as escritas, percebendo-se que relatos orais, objetos materiais e vestígios arqueológicos são fontes tão legítimas quanto documentos escritos, Portanto, mesmo as sociedades ágrafas são possuidoras de história. Não é mais possível, como Hegel, entender que a África do norte ou setentrional “não é África”, mas sim parte da Europa ou da Ásia. Mesmo o chamado “modo de produção asiático” do marxismo é hoje um conceito muito problematizado para lermos a realidade de sociedades africanas, como a egípcia. Conclui-se também que a visão que inferioriza a África não é antiga, mas sim construída pelos eu- ropeus da Idade Moderna, pois, se considerarmos os gregos antigos, há grande admiração pelos povos e conhecimentos africanos, havendo fortes indícios históricos de que a própria filosofia grega tenha sido fortemente influenciada pela filosofia africana. Há, hoje, muita produção bibliográfica e acadêmica feita por intelectuais e acadêmicos negros, e embora seja legítima a produção de história africana por parte de autores não-africanos, é imprescindível ouvir-se o que a própria intelectualidade africana tem a dizer sobre sua própria história. Considera- -se a importância da obra História Geral da África, organizada pela UNESCO, não sem considerarmos que, não obstante o seu inegável valor, ela não está isenta de críticas, conforme apontado.

    47 min
  2. HISTORIA CONTEMPORANEA DO BRASIL - PARTE 1

    08/10/2021

    HISTORIA CONTEMPORANEA DO BRASIL - PARTE 1

    HISTÓRIA DO BRASIL CONTEMPORÂNEO: REVOLUÇÃO DE 30 ATÉ A ATUALIDADE (Erick Reis Godliauskas Zen) A Era Vargas significou um período de intensa transformação econômica e social para o Brasil. Nele se definiram muitas das características que a nossa sociedade apresenta até os dias atuais. Considerando o período que se estende de 1930 a 1945, podemos dividi-lo em três partes distintas. Um golpe de Estado, autodenominado “Revolução de 1930”, levou Getúlio Vargas provisoriamente ao poder; um período constitucional, a partir de 1934, e um novo golpe de Estado, em 1937, dando origem ao Estado Novo, que chegou ao fim, em 1945. Em cada uma dessas etapas, podemos observar uma escalada no autoritarismo de Vargas articulado a partir dos órgãos de Estado, do uso da repressão, e das perseguições políticas. Ao mesmo tempo, o varguismo buscou cooptar e disciplinar os trabalhadores por meio do sindicalismo vinculado ao Estado e da CLT. A pacificação dos trabalhadores foi um processo fundamental para promover a industrialização. O Estado se colocou, assim, como um mediador no conflito entre capital e trabalho, razão pela qual se avaliará a atuação de Vargas como populista, aquele que evita os conflitos sociais; ou como paternalista, aquele que aparece como alguém que concede direitos aos trabalhadores, o “salvador da pátria”, o “pai dos pobres”. Ao mesmo tempo, esse processo, sob uma visão patriótica e nacionalista, não raramente inspirada nos regimes fascistas europeus, acabou por redefinir a noção de brasilidade, enfatizando a miscigenação racial como principal característica, o que se evidenciava na adoção do dia da raça e de uma forma de samba que valorizava o trabalho e o patriotismo. A difusão dessa perspectiva foi facilitada pelo uso do rádio, que se difundia no Brasil, e a Rádio Nacional e o programa a Hora do Brasil foram seus instrumentos para levar a todos os recantos do território nacional a mesma mensagem, por meio de uma propaganda de massa e do culto à personalidade do ditador. Podemos concluir que o varguismo promoveu um processo de modernização da economia, do Estado e da cultura, mas essa modernização não foi acompanhada da democratização, da participação popular e da pluralidade, mas sim realizada de cima para baixo. Portanto, uma modernização autoritária e conservadora.

    55 min

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