Cinematório

Renato Silveira e Kel Gomes

Os jornalistas e críticos Renato Silveira e Kel Gomes analisam filmes e séries e convidam especialistas para debater lançamentos no cinema e no streaming, filmes clássicos, sucessos da Sessão da Tarde e filmografias de grandes diretoras e diretores.

  1. Aug 8

    Em Foco: “Ela Quer Tudo“ (1986), de Spike Lee

    Nesta edição do podcast Em Foco, nós analisamos "Ela Quer Tudo" (She's Gotta Have It, 1986), primeiro longa-metragem de Spike Lee ("Faça a Coisa Certa", "Infiltrado na Klan"). Este episódio especial celebra os 40 anos de lançamento do filme e traz uma entrevista exclusiva com o próprio Spike Lee. Selecionado para a Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes e premiado no Independent Spirit Awards, "Ela Quer Tudo" tem como protagonista Nola Darling, uma artista independente do Brooklyn, em Nova York, que se mantém fiel a si mesma e recusa as regras tradicionais da sociedade ao se relacionar com três homens ao mesmo tempo. Ela é interpretada por Tracy Camilla Johns e seus namorados são vividos por Tommy Redmond Hicks, John Canada Terrell e Spike Lee. Uma das estreias mais impressionantes de diretores de todos os tempos, "Ela Quer Tudo" chama a atenção pela discussão feminista sobre liberdade sexual e pela representação de personagens negros fora de estereótipos de violência e miséria. Ao mesmo tempo, é um filme bem-humorado e um deleite para os olhos e ouvidos, com Spike Lee esbanjando estilo na construção de sequências inventivas e de uma narrativa envolvente e moderna (com referências que vão de "Rashomon" a "O Mágico de Oz"), embalada pela trilha sonora de jazz composta pelo lendário músico Bill Lee, pai do cineasta. Confira abaixo a minutagem dos quadros e capítulos do podcast: 00:00:00 - Introdução 00:04:19 - Grande Angular: conheça a equipe por trás de “Ela Quer Tudo” 00:12:23 - Close-Up: saiba detalhes e curiosidades sobre a realização  do filme 00:19:22 - Entrevista exclusiva com Spike Lee 00:23:45 - Ponto de Vista: nossa análise do filme 00:57:12 - Zoom: nossas cenas favoritas comentadas 01:02:49 - Fora de Quadro: a série "Ela Quer Tudo" que Spike Lee dirigiu para a Netflix - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Tradução da entrevista com Spike Lee: Cinematório: “Luta de Classes” começa em um tom mais dramático até chegarmos a Denzel e Jeffrey indo atrás do sequestrador. Há tensão naquela primeira metade é claro, mas eu tive a impressão de que você quis tentar algo diferente ali, indo mais fundo no drama. Essa era a sua intenção? Spike Lee: Bem, eu não sei se posso dizer realmente que... Quero dizer, a minha intenção é sempre contar a melhor história que eu posso. E mesmo na fonte original, o filme de Akira Kurosawa, “Céu e Inferno”, as coisas realmente não começam a ficar movimentadas até o dinheiro ser pago. Digo, o dinheiro do resgate. E neste filme são $17,5 milhões de francos suíços. Então, você tem que reservar um tempo para estabelecer isso. E uma vez que está estabelecido, é quando Denzel, o personagem que ele interpreta, deixa sua cobertura e vai para o metrô. Então, eles descem lá e é aí que o filme realmente decola. Então, nós sabíamos que para chegar ali teríamos que estabelecer as bases primeiro. Cinematório: Com certeza. E já que a primeira adaptação do livro de Evan Hunter foi feita por Kurosawa, eu gostaria de saber como Kurosawa inspirou você como cineasta? Spike Lee: Minha inspiração como cineasta veio de, grande parte, do meu primeiro ano estudando na Escola de Cinema de Nova York, onde Ernest Dickerson, meu diretor de fotografia de longa data, e Ang Lee éramos colegas de sala. Foi lá que eu realmente fui apresentado ao cinema mundial. E a premissa de “Rashomon” eu usei no meu primeiro longa-metragem, “Ela Quer Tudo”. E como você pode ver, esta foto [aponta para a parede] foi autografada pelo mestre. Então, na sala de edição, imagino que ele está sempre olhando por cima do meu ombro! [risos] E eu perguntaria pra ele: “Como estamos indo, senhor? Como estamos? Está ficando bom?” E ele me daria o polegar para cima! [risos] Cinematório: Maravilhoso! E você poderia falar sobre a música? Tanto a música escrita e cantada por Ayanna, que é linda, e a música composta por Howard Drossin, que me pareceu tão épica para um drama tão pessoal. Spike Lee: Bem, a música é uma das ferramentas mais importantes que tenho na minha caixa. Para melhor ou pior, dependendo de quem são as pessoas, para mim a música é tão importante quanto a fotografia, a montagem, a direção de arte, o figurino. É uma ótima ferramenta se você usá-la corretamente. E para mim nunca foi apenas sobre fazer uso da música como se fosse uma jukebox onde você pega um monte de músicas de sucesso e põe para tocar, a menos que seja talvez em um filme de época. Um filme que se passe em uma determinada época. Mas eu amo música. E eu conheço o poder da música. Porque eu sei, veja bem, o público no cinema não sabe como uma cena fica sem a música e depois com a música... E eu sei o que estou fazendo sem a música. É uma ferramenta, da mesma forma que as outras que eu mencionei, fotografia, montagem... É uma ferramenta para contar a sua história. -- O podcast Em Foco é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório. Aqui você ouve debates e análises de filmes, sejam eles clássicos, grandes sucessos de bilheteria e de crítica, produções que marcaram época ou que foram redescobertas com o passar dos anos, não importa o país de origem. Além disso, você revisita conosco a filmografia de cineastas que deixaram sua assinatura na história do cinema. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br Este episódio contém trechos meramente ilustrativos da trilha sonora de "Ela Quer Tudo", composição de Bill Lee. Todos os direitos reservados aos artistas.

    Em Foco: “Ela Quer Tudo“ (1986), de Spike Lee
  2. Jul 28

    De Volta Para o Sofá: “Mestres do Universo“ (1987)

    Neste episódio do podcast De Volta Para o Sofá, nós rebobinamos a fita até o ano de 1987 para revisitarmos "Mestres do Universo", primeira adaptação em live-action das aventuras de He-Man, sucesso absoluto dos desenhos animados dos anos 80. Também comparamos o filme clássico com a nova adaptação, lançada nos cinemas em 2026. O filme tem direção de Gary Goddard e no elenco principal estão Dolph Lundgren (He-Man), Frank Langella (Esqueleto), Meg Foster (Maligna), Jon Cypher (Mentor), Billy Barty (Gwildor) e uma novata Courteney Cox. Empunhe a sua espada mágica e aperte o play para revisitar "Mestres do Universo" com a gente! Venha descobrir se o filme ainda é tão marcante quanto na época em que o vimos pela primeira vez. Confira abaixo a minutagem dos quadros do podcast: 00:00:00 - Introdução 00:06:45 - Memória Afetiva: quando vimos o filme pela primeira vez e como foi revê-lo agora? 00:12:24 - Almanaque: uma coleção de informações, reflexões e curiosidades 00:33:04 - Deu Tilt: aspectos que ficaram datados ou cenas que não funcionam mais 00:47:16 - Momento Supra Sumo: nossas cenas favoritas 00:53:56 - Comentários sobre o filme de 2026 01:08:07 - Por Onde Anda: saiba o que o elenco principal está fazendo hoje em dia 01:16:35 - Música de Encerramento - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Em "Mestres do Universo" -- filme escrito por David Odell, baseado nos personagens criados por Roger Sweet e lançados pela Mattel --, He-Man e seus amigos Mentor e Teela fogem para a Terra após serem derrotados por Esqueleto e sua horda. Acompanhados do astuto Gwildor, os heróis recebem a ajuda de dois jovens terráqueos para usar a poderosa Chave Cósmica e evitar que as forças do mal dominem Eternia para sempre. No podcast, nós relembramos quando assistimos a "Mestres do Universo" pela primeira vez e você conhece diversas curiosidades sobre a produção. O programa traz ainda o quadro "Deu Tilt", no qual nós listamos aspectos ou cenas que não funcionaram na revisão do filme, e o "Momento Supra Sumo", quando nós elegemos nossas cenas favoritas. Você também fica sabendo por onde andam os principais integrantes do elenco. O De Volta Para o Sofá é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br. Este episódio contém trechos meramente ilustrativos do tema principal de "Mestres do Universo", composição de Bill Conti, e da música "He-Man", gravação do Trem da Alegria, composição de Michael Sullivan e Paulo Massadas. Todos os direitos reservados aos artistas.

    De Volta Para o Sofá: “Mestres do Universo“ (1987)
  3. Jun 26

    Impressão Crítica: “Natal Amargo” e a introspecção metalinguística de Almodóvar

    Em sua volta à língua espanhola, Pedro Almodóvar olha para dentro e propõe uma profunda reflexão sobre a dor, a alegria e a ética do processo de criação artística. No longa, selecionado para competir pela Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, nós acompanhamos o cineasta Raúl (Leonardo Sbaraglia) que, em meio a um bloqueio criativo, usa os dramas reais de pessoas próximas para escrever um roteiro autoficcional. A obra ganha vida em 2004 através de seu alter ego, a publicitária Elsa (Bárbara Lennie), uma mulher marcada por tragédias pessoais. Alternando entre a Madrid do passado e o verão de 2026 nas Ilhas Canárias, "Natal Amargo" usa a metalinguagem para conectar as linhas temporais em uma narrativa que nos envolve nas perdas e paixões, memórias e inspirações de seus personagens, distanciando-se completamente de um conto natalino tradicional. Almodóvar assina o roteiro e a direção de "Natal Amargo", uma produção da El Deseo com distribuição da Warner Bros. Escute ou veja o podcast com a crítica de "Natal Amargo" por Renato Silveira e Kel Gomes, com participação de Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG. Gostou do podcast? Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema. Visite o nosso site para saber como participar. NATAL AMARGO (Amarga Navidad, 2026, Espanha) Direção: Pedro Almodóvar Roteiro: Pedro Almodóvar Produção: Agustín Almodóvar Elenco: Bárbara Lennie, Leonardo Sbaraglia, Aitana Sánchez-Gijón, Victoria Luengo, Patrick Criado, Milena Smit, Quim Gutiérrez, Rossy de Palma Fotografia: Pau Esteve Birba Montagem: Teresa Font Música: Alberto Iglesias Duração: 1h 52min Distribuição: Warner Bros. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br

    Impressão Crítica: “Natal Amargo” e a introspecção metalinguística de Almodóvar
  4. Jun 19

    Impressão Crítica: “Backrooms” e o horror psicológico entre padrões e contrastes

    Dos fóruns da internet para as telas de cinema, "Backrooms: Um Não-Lugar" traz o realismo para o fantástico com uso de found footage e cenários surrealistas. Dirigido pelo novato Kane Parsons, mais jovem cineasta contratado pela produtora A24, o filme traz Chiwetel Ejiofor ("12 Anos de Escravidão", "Coisas Belas e Sujas") no papel de Clark, um arquiteto que passa por uma crise pessoal após o fim do casamento e a frustração com a carreira profissional. Vivendo como vendedor de móveis, ele descobre acidentamente uma passagem para uma dimensão paralela em sua loja e adentra um mundo de imensas salas e corredores labirínticos que guardam perigos imprevisíveis. Intrigada com a história de Clark, a psicológa Mary, vivida por Renate Einsve ("Valor Sentimental", "A Pior Pessoa do Mundo"), tenta ajudá-lo, mas no caminho também se lança ao risco de se perder. Situado nos anos 90, "Backrooms" se apropria de códigos do cinema de horror e estéticas surrealistas, que passam por Lewis Carroll, Escher e David Lynch, para criar uma noção de nostalgia distorcida na qual objetos, lugares e imagens de conforto se convertem em formas ameaçadoras e inóspitas. Veja ou escute a crítica de "Backrooms" por Renato Silveira e Kel Gomes. Gostou do podcast? Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema. Visite o nosso site para saber como participar. BACKROOMS: UM NÃO-LUGAR (Backrooms, 2026, EUA) Direção: Kane Parsons Roteiro: Will Soodik (baseado na web série criada por Kane Parsons) Produção: James Wan, Shawn Levy, Osgood Perkins Elenco: Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell Fotografia: Jeremy Cox Montagem: Greg Ng Música: Edo Van Breemen, Kane Parsons Duração: 1h 40min Distribuição: A24, Imagem Filmes Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br

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  5. May 30

    De Volta Para o Sofá: “Mortal Kombat“ (1995)

    Neste episódio do podcast De Volta Para o Sofá, nós rebobinamos a fita até o ano de 1995 para revisitarmos "Mortal Kombat", primeira adaptação para o cinema do popular jogo de luta. O filme tem direção de Paul W.S. Anderson (que mais tarde também levaria "Resident Evil" para a telona) e no elenco principal estão Robin Shou (Liu Kang), Cary-Hiroyuki Tagawa (Shang-Tsung), Christopher Lambert (Rayden), Bridgette Wilson (Sonya Blade), Linden Ashby (Johnny Cage) e Talisa Soto (Kitana). Prepare o seu Fatality e aperte o play para revisitar "Mortal Kombat" com a gente! Venha descobrir se o filme ainda é tão marcante quanto na época em que o vimos pela primeira vez. Confira abaixo a minutagem dos quadros do podcast: 00:00:00 - Introdução 00:01:23 - Memória Afetiva: quando vimos o filme pela primeira vez e como foi revê-lo agora? 00:22:02 - Almanaque: uma coleção de informações, reflexões e curiosidades 00:44:12 - Deu Tilt: aspectos que ficaram datados ou cenas que não funcionam mais 01:03:53 - Momento Supra Sumo: nossas cenas favoritas 01:14:59 - Por Onde Anda: saiba o que o elenco principal está fazendo hoje em dia 01:38:17 - Música de Encerramento - Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema Em "Mortal Kombat", três relutantes lutadores -- Liu Kang, Sonya Blade e Johnny Cage -- são enviados para uma ilha remota onde enfrentarão adversários perigosos em um torneio no qual o destino da Terra está em jogo. Com a ajuda do poderoso Lord Rayden, eles terão que passar por combates mortais até chegarem ao confronto final contra o temido feiticeiro Shang-Tsung. Lançado quando os jogos de "Mortal Kombat" já eram uma febre mundial, o filme fez sucesso de bilheteria, mas foi alvo de críticas por retirar quase que integralmente a violência extrema e o sangue que fizeram a fama do game e o tornaram o principal concorrente de "Street Fighter" nos fliperamas. O longa teve uma continuação, "Mortal Kombat - A Aniquilação" (1997), e mais tarde a franquia ganhou séries de TV e um reboot no cinema, em 2021. No podcast, nós relembramos quando assistimos a "Mortal Kombat" pela primeira vez e você conhece diversas curiosidades sobre a produção. O programa traz ainda o quadro "Deu Tilt", no qual nós listamos aspectos ou cenas que não funcionaram na revisão do filme, e o "Momento Supra Sumo", quando nós elegemos nossas cenas favoritas. Você também fica sabendo por onde andam os principais integrantes do elenco. O De Volta Para o Sofá é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório. Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br. Este episódio contém trechos meramente ilustrativos das músicas "Techno Syndrome (Mortal Kombat)" (1995), de The Immortals, e "Breathe" (1996), de The Prodigy. Todos os direitos reservados aos artistas.

    De Volta Para o Sofá: “Mortal Kombat“ (1995)

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