Cafezinho

Luciano Pires & Café Brasil Editorial Ltda

Uma pausa para o café com média de 2 minutos e meio de Iscas Intelectuais sobre comportamento, sociedade, política, economia, educação… tudo aquilo que envolve a complexidade de ser humano.

  1. 3d ago

    Cafezinho 739 - O que não se vê

    Políticas públicas costumam nascer de uma intenção clara, mas começam a mudar no instante em que encontram pessoas reais, capazes de perceber e explorar os incentivos criados por uma regra. Partindo da história das cobras de Délhi, este episódio acompanha o caminho que leva do chamado Efeito Cobra à ideia de Frédéric Bastiat sobre aquilo que se vê e aquilo que permanece invisível. No percurso, aparece um problema maior: quando governos medem resultados por números fáceis de exibir, benefícios ganham remetente e custos se espalham sem assinatura, tornando muito mais difícil perceber quem realmente produziu cada consequência. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways • Uma política pode estimular exatamente o comportamento que pretendia combater quando as pessoas descobrem como transformar sua regra em vantagem. • Indicadores deixam de representar bem a realidade quando passam a ser tratados como metas e começam a orientar o comportamento de quem será avaliado por eles. • Benefícios públicos são facilmente identificados por quem os recebe, enquanto custos indiretos, investimentos perdidos e oportunidades que deixaram de existir permanecem muito menos visíveis. Capítulos A armadilha escondida numa boa intenção As cobras de Délhi Quando o incentivo muda o comportamento O Efeito Cobra Quando a medida vira a meta O benefício que tem remetente Bastiat e aquilo que não se vê O problema também pode estar na solução Links relevantes • Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com • Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Cafezinho 739 - O que não se vê
  2. Aug 1

    Cafezinho 738 - A economia da dependência

    Uma plataforma vendeu filmes digitais como compra definitiva, mas depois os retirou da biblioteca dos clientes sem reembolso. O episódio parte desse caso para investigar como a propriedade está sendo substituída por licenças, assinaturas e permissões revogáveis. Bancos de automóveis, impressoras, câmeras, relógios e outros produtos continuam sob o controle de seus fabricantes mesmo depois da venda. Aos poucos, a receita recorrente transforma objetos em serviços e o consumidor descobre que pagou para ter algo que continua pertencendo, em parte, a quem vendeu. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways • A palavra “comprar” perdeu parte de seu significado quando o acesso ao produto continua condicionado a contratos, servidores e decisões do fabricante. • A receita recorrente incentiva empresas a transformar funções já instaladas em cobranças permanentes, mesmo quando não existe uma nova entrega ao consumidor. • O principal custo desse modelo não está apenas nas mensalidades, mas na perda de controle sobre objetos que permanecem fisicamente com seus proprietários. Capítulos O filme que deixou de ser seu Quando comprar significava possuir O vendedor que continua dentro do produto A assinatura que apenas evita o bloqueio O condomínio invisível das pequenas cobranças O preço do controle Cercados de coisas, dependentes de permissões Links relevantes • Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com • Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Cafezinho 738 - A economia da dependência
  3. Jul 24

    Cafezinho 737 - Eu já sabia

    Link para o À Mesa;  https://www.lucianopires.com.br/amesa/a-mesa-instagram?utm_source=Podcast&utm_medium=Cafezinho&utm_campaign=Amesa A eliminação do Brasil na Copa do Mundo parecia pedir indignação, mas a reação mais comum veio em forma de resignação: “eu já sabia”. A frase, que soa como prova de lucidez, revela um mecanismo mais profundo. Depois de sucessivas frustrações, aprendemos a não esperar, a não confiar e, por fim, a não agir. Partindo do futebol, Luciano Pires investiga como a impotência aprendida se espalha pela vida pública, alimenta a procura por salvadores e enfraquece a responsabilidade individual. A saída não está em fabricar otimismo, mas em reconstruir uma esperança adulta, sustentada por instituições que funcionem e por resultados que devolvam sentido ao esforço. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways • A descrença pode parecer uma proteção contra a frustração, mas se torna perigosa quando nos convence de que nenhum esforço produzirá resultado. • A busca recorrente por salvadores revela uma sociedade que transfere responsabilidades e abandona o jogo quando seus heróis fracassam. • A esperança coletiva não nasce de discursos, mas de experiências concretas que comprovem a relação entre participação, responsabilidade e mudança. Capítulos A derrota que ninguém estranhouA inteligência aparente do “eu já sabia”Como se aprende a desistirQuarenta anos de esperanças frustradasA procura por novos salvadoresO espaço deixado por quem cruza os braçosA esperança precisa de provasQuem entra derrotado já começou a perder Links relevantes • Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com• Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Cafezinho 737 - Eu já sabia
5
out of 5
16 Ratings

About

Uma pausa para o café com média de 2 minutos e meio de Iscas Intelectuais sobre comportamento, sociedade, política, economia, educação… tudo aquilo que envolve a complexidade de ser humano.

You Might Also Like