Tendências de Mercado e Consumo - Celia Linsingen

Célia Linsingen

Toda tendência conta uma história sobre o que está mudando no consumo, no marketing e nas marcas. No podcast Tendências de Mercado e Consumo, eu, Célia Linsingen, trago uma ou mais tendências por episódio e mostro como elas podem — e devem — ser exploradas no mercado. Enquanto você apaga incêndios, eu acendo faróis. Faço a curadoria, corto o ruído e entrego o que importa — com alma, contexto, coragem e aquele tipo de provocação que não impõe, mas faz pensar. Aqui, tendência não é modinha: é ferramenta estratégica pra quem quer criar futuro com intenção.

  1. Mar 12

    #118 MIDDLESCENCE: 55–75 e a nova meia-idade, sem estereótipo

    Neste episódio, eu te apresento o conceito de middlescence: a fase dos 55 aos 75 em que propósito, poder e prazer se encontram e em que muita gente vive um “segundo começo”. A ideia é simples, mas muda tudo: essa etapa não é uma “ponte” para o fim da vida. Ela vira um novo centro de decisões, de identidade e de consumo, porque a vida ficou mais longa e o mercado ainda não atualizou o jeito de enxergar a meia-idade. Com dados da Edelman Longevity Lab e da OMS, eu explico por que o crescimento da população 60+ e a expansão da longevidade criam uma janela maior de relacionamento com marcas, produtos e experiências. E mostro como middlescence redefine a lógica de segmentação: não é só idade cronológica, é uma fase com mais autonomia, repertório e intenção de escolha. Isso muda o que as pessoas valorizam (clareza, consistência, qualidade, confiança), muda como elas decidem (menos impulso, mais confirmação) e muda o tipo de marca que ganha espaço (a que respeita o ritmo da vida real, sem estereótipos). A gente também conversa sobre o principal descompasso apontado pela Edelman: o mercado ainda subestima esse público na comunicação, mesmo quando ele tem grande peso econômico e influencia categorias inteiras. Ou seja: middlescence não é nicho. É uma lente nova para entender o consumo contemporâneo. Fontes:Edelman Longevity Lab – The 100-Year Life: https://www.edelman.com/expertise/longevity-lab/100-year-lifeOMS – Ageing and health: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/ageing-and-health

    46 min
  2. Feb 26

    #117 O COLAPSO DO FUNIL DE VENDAS CLÁSSICO

    O funil de vendas morreu? Ou pior: ele continua sendo usado como se ainda explicasse o comportamento real? Durante anos, estruturamos marketing digital, inbound, marketing de conteúdo e automação em cima de uma lógica clara: topo, meio e fundo de funil. Atrair. Nutrir. Converter. Só que o consumidor parou de obedecer essa ordem. Hoje ele descobre no TikTok, valida no Reclame Aqui, pesquisa no Google, compara no YouTube, pergunta no grupo da família e compra pelo WhatsApp. Às vezes nessa ordem. Às vezes não. Consultorias como McKinsey, Google e BCG já mostram há anos que a jornada não é linear. Ela é circular, dinâmica e fragmentada. O chamado “Messy Middle” virou o território real da decisão. Neste episódio, eu analiso: • Por que o funil clássico deixou de explicar o mercado • Como o inbound marketing herdou essa estrutura linear • O impacto dos algoritmos na formação do “topo” • O papel da reputação pública e do Reclame Aqui na decisão • Por que métricas tradicionais já não são suficientes • E o que entra no lugar do funil Mais do que discutir modelo, este episódio é um convite para repensar estratégia, estrutura organizacional e forma de medir marketing. Porque talvez o colapso do funil não seja o fim da jornada. Seja o fim da ilusão de controle. Se você trabalha com marketing, branding, growth, estratégia ou liderança, este episódio vai reorganizar a forma como você enxerga aquisição, reputação e decisão de compra. A pergunta é simples: Se o consumidor já está vivendo em um modelo novo… Sua empresa já está?

    40 min

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Toda tendência conta uma história sobre o que está mudando no consumo, no marketing e nas marcas. No podcast Tendências de Mercado e Consumo, eu, Célia Linsingen, trago uma ou mais tendências por episódio e mostro como elas podem — e devem — ser exploradas no mercado. Enquanto você apaga incêndios, eu acendo faróis. Faço a curadoria, corto o ruído e entrego o que importa — com alma, contexto, coragem e aquele tipo de provocação que não impõe, mas faz pensar. Aqui, tendência não é modinha: é ferramenta estratégica pra quem quer criar futuro com intenção.