Pautas Femininas

Rádio Senado

Os temas mais importantes que afetam a vida das mulheres entram em debate no Pautas Femininas, uma parceria da Rádio Senado com a Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Produção e a presentação: Ana Beatriz Santos e Ritta Zumba Toda quinta-feira, às 21h. Disponível na internet às quintas-feiras

  1. Jul 3

    Violência contra mulheres trans e travestis ainda é pouco notificada

    A violência contra mulheres trans e travestis é uma das realidades mais invisibilizadas pelas estatísticas oficiais, embora seja cotidiana e ocorra em diferentes espaços sociais. O tema é destaque da edição desta semana do programa Pautas Femininas, menos retratadas pelos levantamentos oficiais, embora esteja presente em diferentes contextos do cotidiano. O tema é destaque da edição desta semana do Pautas Femininas, que apresenta os dados inéditos da 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Instituto DataSenado em parceria com a Nexus. O levantamento confirma que essa população está exposta a diferentes formas de violência e discriminação e traz um dado que chama a atenção: muitas entrevistadas inicialmente afirmaram não ter sofrido violência, mas, ao responderem sobre situações concretas do dia a dia, reconheceram experiências de hostilidade, agressões verbais e exclusão. Muitas vezes, situações contínuas de hostilidade, como xingamentos, discriminação e mau atendimento, acabam sendo normalizadas pelas próprias vítimas, o que dificulta o reconhecimento da violência, a denúncia e a busca por ajuda institucional. No programa, o psicólogo e chefe do Serviço de Pesquisa e Análise do DataSenado, Rolf Regehr, explica os principais resultados do levantamento, comenta os desafios de medir a violência contra uma população historicamente invisibilizada e analisa como esses dados podem contribuir para o aprimoramento das políticas públicas. A edição também conversa com a colaboradora do Senado Scarlety Pereira, que compartilha sua trajetória e relembra a conquista do primeiro emprego com carteira assinada. Ela fala sobre os desafios enfrentados por pessoas trans na busca por trabalho e sobre a importância de iniciativas de inclusão profissional para ampliar oportunidades.

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  2. Jun 25

    Violência patrimonial: forma silenciosa de abuso compromete autonomia financeira das mulheres

    A violência patrimonial é uma das formas menos reconhecidas de violência doméstica, embora esteja prevista na Lei Maria da Penha e afete milhares de mulheres em todo o país. O tema é destaque da edição desta semana do programa Pautas Femininas, que debate como o controle financeiro pode ser utilizado como instrumento de dominação e manutenção de relações abusivas. Esse tipo de violência ocorre quando o agressor controla o dinheiro da vítima, impede que ela trabalhe, retém cartões, documentos e bens pessoais, faz dívidas em seu nome ou destrói objetos e instrumentos de trabalho. Muitas vezes, essas situações são confundidas com conflitos do relacionamento ou dificuldades financeiras, o que dificulta sua identificação e denúncia. No programa, a advogada Ana Flávia Mendes Lopes explica que a destruição de bens é uma das manifestações mais frequentes da violência patrimonial. Segundo ela, quebrar celulares, computadores, veículos ou outros instrumentos utilizados pela mulher para gerar renda compromete sua independência financeira e reforça a dependência em relação ao agressor. A edição também traz entrevista com a jurista Alice Bianchini, doutora em Direito Penal e integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Ela destaca que a Lei Maria da Penha é considerada uma das legislações mais avançadas do mundo, mas ainda enfrenta desafios para garantir que os direitos previstos sejam efetivamente acessados pelas vítimas. O programa aborda ainda a tramitação de um projeto de lei aprovado pelo Senado que fortalece o combate à violência patrimonial, permitindo que crimes de dano ao patrimônio cometidos em contexto de violência doméstica sejam processados sem a necessidade de representação da vítima.

    Violência patrimonial: forma silenciosa de abuso compromete autonomia financeira das mulheres
  3. Jun 11

    Relacionamentos e cuidado: quando amar vira mais uma tarefa

    A ideia de que o amor é uma construção compartilhada faz parte do imaginário de muitas pessoas. Mas, na prática, nem sempre o cuidado com a relação, a atenção aos vínculos e a responsabilidade pela vida afetiva são divididos de forma equilibrada. Cada vez mais mulheres relatam cansaço, frustração e até solidão mesmo estando acompanhadas, diante da sensação de carregar sozinhas responsabilidades que deveriam ser compartilhadas. No Pautas Femininas desta edição, a terapeuta integrativa, especializada no atendimento de casais, Jhenevieve Cruvinel, fala sobre responsabilidade afetiva, trabalho emocional e os impactos de assumir, quase sempre sozinha, a tarefa de manter a conexão, o diálogo e o cuidado dentro dos relacionamentos. A entrevista aborda ainda as transformações nas relações contemporâneas e os desafios para a construção de parcerias mais equilibradas. O programa também discute a divisão das responsabilidades de cuidado na sociedade. A senadora Leila Barros (PDT-DF) fala sobre os desafios de conciliar maternidade, vida profissional e atuação política. Já a economista Amanda de Albuquerque analisa como a sobrecarga com filhos, familiares e tarefas domésticas continua limitando as oportunidades das mulheres. Você vai conhecer ainda iniciativas previstas na Política Nacional de Cuidados e ouvir a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) sobre a importância de ampliar a rede de apoio a quem cuida.

    Relacionamentos e cuidado: quando amar vira mais uma tarefa
  4. Jun 8

    Racismo e desigualdade marcam a vida das mulheres negras

    O Pautas Femininas desta semana discute como o racismo e as desigualdades sociais continuam impactando a vida das mulheres negras no Brasil. A partir dos dados do Atlas da Violência 2026, o programa analisa os desafios enfrentados por essa parcela da população e as iniciativas voltadas à promoção da equidade de gênero e raça. Segundo o levantamento, 67,5% das mulheres assassinadas em 2024 eram negras. O estudo também mostra que 77% das vítimas de homicídio no país pertenciam à população negra, revelando a persistência de desigualdades históricas e estruturais. Para refletir sobre esses números e suas consequências para a sociedade brasileira, a jornalista Marcela Diniz entrevista a professora e filósofa Katiúscia Ribeiro. A especialista destaca a importância do recorte racial para compreender a violência no Brasil e defende o fortalecimento de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades. O programa também aborda a necessidade de ampliar o letramento racial e de gênero nas instituições públicas, tema que ganha destaque diante dos desafios para o reconhecimento e o enfrentamento da violência contra mulheres negras. Na segunda parte da edição, a coordenadora do Comitê Permanente pela Promoção da Equidade de Gênero e Raça do Senado Federal, Stella Vaz, apresenta iniciativas voltadas à construção de ambientes mais inclusivos e representativos no serviço público. Entre elas estão os novos materiais lançados pela Rede Equidade para estimular reflexões sobre diversidade, inclusão e combate às discriminações.

    Racismo e desigualdade marcam a vida das mulheres negras

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