Tristeza dos tolos Despejo e bem faço, realço, reuso e retrato sob pesos pesados ouviu-se gritos, de certo, fatos. Sobre os pesos, agora digo e doisdigo que apreço à vida não há não queda, não sobrevive, tal apreço Mas afinal, o que eu tento dizer? Não adianta falar, não bastam fatos ainda que fatos sejam fatos devotos os negam e dançam dança fúnebre. Tento lhos mostrar tal verdade, Mas que verdade? Eco belo em fogo desaguando no meio de tristes faces. Ah é a mais pura verdade, a que não existe, a que mata, a que sente, a que chora, a que cabe a nós. E ainda ouço gritos os tolero mas não os fito e ainda que não o faça, choro, lágrima cái, estilhaça. Não chore, não ame, não veja, não pense. Quede em desprezo, quede em ignorância. Sou como ébrio sabe, tendo para lá e para cá, sento e observo o inferno em chamas ácidas. Grito aos céus, choro, estremeço e sinto frio, muito frio. Até quando? Tantos vícios, tantos seres dançando e pisando em sangue fresco. Se queres saber de que lado estou? Estou do lado da vida e sendo vida, sou nação, sendo nação sou fogo, e por fim sou o que sou, mas mesmo que eu ainda tente, pertenço ao que hoje somos, Drama banal de triste escravidão... aquela que desconhecem, aquela que não entendem, aquela nos trouxe miséria.