A Ponte

Benjamin Rosenthal & Adriana Arcuri

A Ponte conecta o profissional de marketing com o melhor da Academia. Nossos episódios tratam de interesses cotidianos de marketing e consumo por meio de lentes teóricas que vem sendo trabalhadas por pesquisadores na academia. O nosso objetivo é que você passe a fazer novas pontes e entenda a realidade com novas lentes. Apresentado por Benjamin Rosenthal e Adriana Arcuri

  1. 10/06/2021

    #24 - Consumo Ético e a Moda

    E estamos de volta, com mais um episódio da @apontepodcast, dessa vez para falar de moda e consumo ético. A moda é uma das indústrias mais poluentes do mundo, embora muitas pessoas que reciclem lixo, comam orgânicos e estejam preocupadas com o futuro do planeta, continuem consumindo o fast fashion e alimentando essa indústria. Por que? É sobre isso esse papo profundo e gostoso com Andrea Bisker, que tivemos a honra de receber aqui. Essa resposta não é simples, nem fácil. Andréa é uma especialista em tendências e está há muitos anos pesquisando e trabalhando na indústria da Moda, então ninguém melhor para trazer um olhar ampliado para essa questão tão complexa.  A  lógica de produção de coleções, o modelo como esta indústria se estrutura para vender para o consumidor, estaria com os dias contados no  pós pandemia? Os consumidores estão pressionando a indústria a mudar? Como a geração Z, X e os maduros estão lidando com essas questões do nosso tempo? O que os artigos científicos estão falando sobre isso recentemente? A indústria está realmente mudando, preparada para mudar, e o slow fashion veio ou não para ficar? Essas e outras questões são abordadas aqui! Vem com a gente, aperta o play e depois nos conta o que achou!!  Referências:  Mellander, E., & Petersson McIntyre, M. (2021). Fashionable detachments: wardrobes, bodies and the desire to let go. Consumption Markets & Culture, 24(4), 343-356. Joy, A., Sherry Jr, J. F., Venkatesh, A., Wang, J., & Chan, R. (2012). Fast fashion, sustainability, and the ethical appeal of luxury brands. Fashion theory, 16(3), 273-295.

  2. 06/29/2021

    #22 - Mensuração de Impacto Social

    Responsabilidade social corporativa é hoje um imperativo estratégico nas empresas. Há muito deixou de lado a filantropia e passou a influenciar a estratégia do negócio e até mesmo sua sobrevivência, impactando a imagem corporativa, a percepção dos empregados, a cultura organizacional, e a sociedade de forma mais ampla. CSR é parte do que a sociedade cobra das empresas hoje para que elas se justifiquem (e sejam legítimas aos olhos da sociedade). No entanto, como podemos saber quais os impactos se não medirmos? E como podemos saber quem está de fato walk the talk se não tornarmos accountable o que as empresas fazem?  Além dos relatórios de sustentabilidade, é preciso também mensurar os impactos sociais. Essa tendência de olhar para o social, o S da sigla ESG é mais recente, e a letra menos desenvolvida. Já existem metodologias muito maduras e objetivas para mensuração de governança e medição de impacto ambiental, mas a avaliação de impacto social é bem mais complexa.  Como entender, mensurar, tanto o impacto do "core business" da empresa, do negócio principal quando dos projetos sociais? Estamos falando de muitas variáveis, de públicos diferentes e dimensões até conflitantes, e não é algo universal.  Para tratar desse tema e explorar o assunto, convidamos para o episódio 22 do @apontepodcast, Mauricio de Almeida Prado, diretor e CEO da Plano CDE, uma consultoria especializada em pesquisa para base da pirâmide. Maurício está envolvido em inúmeras pesquisas, em diferentes setores, com start ups, empresas, governo e grandes fundações, e compartilha conosco sua visão sobre mensuração de impacto social, em uma conversa muito bacana! Aperta o play e vem ouvir com a gente : ). Referências:  Latif, K. F., & Sajjad, A. (2018). Measuring corporate social responsibility: A critical review of survey instruments. Corporate Social Responsibility and Environmental Management, 25(6), 1174-1197. Lazzarini, S. G., & Barki, E. Avaliação de impacto social. Negócios de impacto socioambiental no Brasil, 295. Yunus, M. (2010). Building social business: The new kind of capitalism that serves humanity's most pressing needs. PublicAffairs.

    #22 - Mensuração de Impacto Social
  3. 05/24/2021

    #20 - É possível o consumo Ético?

    E chegamos ao episódio #20 da @apontepodcast continuando a conversa sobre consumerismo político, dessa vez procurando responder a pergunta: é realmente possível o consumo ético?  Com a participação da acadêmica, pesquisadora e professora Isleide Fontenelle, esse episódio colocou o foco em uma perspectiva crítica sobre o tema, com o olhar na produção do consumo e no papel das organizações no árduo trabalho de reverter ou mitigar o impacto de suas atuações no planeta e endereçar os problemas sociais e ambientais. Qual seria o papel dos indivíduos na busca pelo consumo ético? E o papel das organizações? Onde estariam os vícios, e as virtudes? É possível  conciliar  "vícios privados e benefícios públicos" de Mandeville? A "mão invisível" de Adam Smith leva realmente a sociedade para um lugar melhor para todos? Projetos de responsabilidade social corporativa mantendo o "business as usual" podem reverter o cenário da sociedade e do planeta sem mudar o paradigma do consumo e da sociedade do excesso? Estaríamos caminhando para cenários distópicos como "O conto de Aya/The handmaid's Tale"de Margareth Atwood ou como no filme "Filhos da Esperança""Childeren of Men"de Alfonso Cuarón, de 2006? Como continuar crescendo (empresas), consumindo (indivíduos), preservar o planeta e resolver as desigualdades sociais que são produzidas pelo próprio sistema? A Lógica de abundância e prosperidade vai continuar funcionando e a tecnologia será capaz de resolver todos os problemas? Algumas discussões difíceis mas importantes para a busca concreta por soluções e caminhos que nos guiem para além dos discursos. Esperamos que gostem! referências bibliográficas: Bradshaw, A., Campbell, N., & Dunne, S. (2013). The politics of consumption. ephemera, 13(2), 203. De Mandeville, B. (1992). The fable of the bees. Jazzybee Verlag. Fontenelle, I. A. (2010). O fetiche do eu autônomo: consumo responsável, excesso e redenção como mercadoria. Psicologia & sociedade, 22(2), 215-224. Fontenelle, I. (2013). From politicisation to redemption through consumption: The environmental crisis and the generation of guilt in the responsible consumer as constructed by the business media. ephemera, 13(2), 339. Fontenelle, I. A. (2017). Cultura do consumo: fundamentos e formas contemporâneas. Editora FGV Reich, R. B. (2008). Supercapitalismo. Elsevier Brasil. Wright, C., & Nyberg, D. (2015). Climate change, capitalism, and corporations. Cambridge University Press.

    #20 - É possível o consumo Ético?
  4. 04/23/2021

    #18 - Lifestyle, causas, consumo e tendências

    No episódio #18 de @apontepodcast recebemos Fabio Mariano, para um bate papo incrível, que passou por Zygmunt Bauman, Umberto Eco, Djamila Ribeiro e Suzana Herculano-Houzel. Misturamos tudo isso com Anthony Giddens e Georg Simmel, e todas as transformações políticas a partir da vida em metrópoles, da voz nas redes sociais aos grupos estigmatizados e abafados e do poder das hashtags como #metoo e #antirracismo. A partir de um olhar sobre lifestyle, movimentos de transformação, mentalidades e o cruzamento com o consumo, Fábio trouxe sua visão sobre como os comportamentos são moldados na vida prática e nas redes sociais. Como escolhemos quem cancelar, quem seguir, em quem votar, e o que comprar?  Como tendências como veganismo e movimentos antirracismo estão relacionados a algumas macro tendências, e tudo isso se funde na era da transparência e do marketing de causas? Como isso impacta o gerenciamento de marcas e negócios na atualizade? A partir de uma perspectiva multi disciplinar, um olhar cuidadoso, espirituoso e bem humorado, Fábio faz pontes entre teoria acadêmica, autores seminais e a vida prática, trazendo um tom otimista para a conversa, apesar dos tempos difíceis que vivemos! Vem com a gente ouvir mais esse episódio e depois nos conta o que achou! aperta o play : )  Referências:  Bauman, Z. (2001). Modernidade líquida. Editora Schwarcz-Companhia das Letras. Borges, F. M. (2015). Netativismo e Comportamento do Consumidor: Consumerismo nas Redes Sociais e a Formação do Consumo Ético. 3o Congresso Internacional de Negócios da Moda. Porto ‐ Portugal / 28 de setembro a 1 de outubro de 2015 Herculano-Houzel, S. (2017). A vantagem humana: Como nosso cérebro se tornou superpoderoso. Editora Companhia das Letras. Ribeiro, D. (2019). Lugar de fala. Pólen Produção Editorial LTDA.

    #18 - Lifestyle, causas, consumo e tendências

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