A Sindrome do T-Vírus no Trabalho

Ana Gardenia Brito

A disrupção tecnológica, o desemprego estrutural e o apocalipse social. Os 6 Ds da Disruptura e a necessidade de se preparar para o cenário do Futuro do Trabalho que a Pandemia acelerou.

Episodes

  1. 12/27/2020

    TECNOLOGIA NÃO É NEUTRA

    Este é  mais um episódio da Série A Síndrome do T-Vírus no Trabalho. A sociedade do século 21 se distingue muito mais pelas conquistas da Tecnologia do que pelos valores. A forma como a tecnologia conquistou as forças sociais está na maneira como ela consegue suavizar a luta pela sobrevivência, mas será que o próximo passo será pôr um fim na luta pela sobrevivência ou acirra-la ainda mais? Quem luta pela sobrevivência sabe que a vida humana vale a pena, mas quando observamos o conjunto da sociedade, percebemos uma infinidade de contradições, a tecnologia melhora sim as condições e possibilidades humanas, mas ela impõe um ritmo, na verdade, é preciso entender o quê e quem está por trás da máquina, para saber o que de fato está sendo pensado como evolução para a Humanidade. Quais são os valores no comando da tecnologia? A tecnologia não pode ser encarada pela noção tradicional de neutralidade.  O seu uso não pode ser isolado do sistema econômico, político e social em que está inserida. A sociedade tecnológica já é em si um novo conceito coabitando com ideologias anteriores. Com isso queremos chamar a sua atenção para a maneira como a sociedade organiza a vida. Se não houver mudanças também no comportamento humano, essa mesma forma de organização social e suas contradições vão ser mantida com muito mais eficácia por conta da tecnologia. O jogo de interesses antevê maneiras específicas de utilizar recursos naturais, força de trabalho e tecnologia como um projeto de poucos ou de alguns.  Questionar essas estruturas do passado em busca da inovação humana é um comportamento altamente disruptivo e tido como criador de inovação. Perguntar não ofende: A Tecnologia nos faz transcender etapas de dor e sofrimento ou ela dificulta ainda mais a vida de quem já não tinha tantos privilégios? A tecnologia atende ao interesse de todos ou somente aos interesses de grupos? Você! Como e para quê você usa a tecnologia? Ela atende e soluciona seus problemas ou é canal para o prolongamento de suas deficiências? A tecnologia atende aos seus interesses ou você é o produto que, usando a tecnologia, atende aos interesses de alguém? O reflexo dessas transformações que a tecnologia traz, vão aparecer no futuro das cidades e consequentemente no trabalho para a construção do novo e destruição do velho. Vocês estão preparados para esse impacto? No próximo podcast:  as cidades inteligentes, a disrupção tecnológica incomodando a comunidade ou tirando a comunidade do conformismo.

    TECNOLOGIA NÃO É NEUTRA
  2. 07/15/2020

    Você é Zumbi?

    O segundo episódio da Série A SÍNDROME DO T-VÍRUS NO TRABALHO explica como chegamos à 4ª Onda da Revolução Industrial e como isso vai provocar o desempego estrutural. Explica também a personalidade Zumbi, uma pessoa que sucumbe à inércia, à preguiça, procrastinação e que por isso vai perder a utilidade no mundo do trabalho.  O paradigma da Quarta Onda da Revolução Industrial se resume a 4 pontos: criação de novos modelos de negócio, controle de tudo em tempo real, e portanto acompanhamento.... com capacidade de intervenção imediata. A utilização inteligente e sustentável de recursos naturais, há uma forte demanda para  reduzir o uso de recursos naturais ( madeira por exemplo) e também há uma pressão social crescente para a redução dos impactos da indústria no meio ambiente. Chega de indústria que destrói, que polui e que mata por lucro. É o que o novo paradigma industrial está nos dizendo. E finalmente, as novas tecnologias reduzem a possibilidade de erros, e ai está a origem do apocalipse zumbi, os erros serão reduzidos com base na diminuição da intervenção humana nos processos. Humano erra muito, máquina não erra. Máquinas não mentem para faltar ao trabalho, não têm vícios, não cansam, não exigem contribuições previdenciárias, não têm baixo rendimento, não têm problemas de relacionamento. Não precisam de férias e nem de licença para se ausentar. Não é preciso ser nenhum gênio para entender essa fórmula: redução de custos, redução de erros, máquina substituindo pessoas, redução dos empregos, milhões sem postos de trabalho. Mas o que farão essas pessoas? Essa é a pergunta que se recusa a calar. Sem trabalho e sem espaço nos meios de produção, essas pessoas vão integrar uma massa imensa que vai lutar com todas as garras e dentes para sobreviver, os zumbis.

    Você é Zumbi?

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