Teologia Pra Gente

Pr. Fabiano Almeida

Devocionais bíblicos diários que nos ajudam a conhecer a palavra de Deus e o Deus da palavra.

  1. 2d ago

    O PROBLEMA DO LITÍGIO ENTRE IRMÃOS

    DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 31/10/2026 TÍTULO O PROBLEMA DO LITÍGIO ENTRE IRMÃOS TEXTO O início do sextocapítulo da primeira epístola de Paulo aos coríntios nos revela uma dasdificuldades enfrentadas pela igreja em Corinto, o litígio entre irmãos emCristo, fato que preocupou o apóstolo e que deve também ser motivo devigilância e cuidado por parte de nós, como bem descreve Paulo “OUSA algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir ajuízo perante os injustos, e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deveser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisaspertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondespara julgá-los os que são de menos estima na igreja? Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmoum, que possa julgar entre seus irmãos? Mas o irmão vai a juízo com o irmão, e isto perante infiéis. Na verdade, é já realmente uma falta entre vós, terdesdemandas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por quenão sofreis antes o dano? Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, eisto aos irmãos” (1 Coríntios 6.1 a 8). Ocontexto histórico de fatos como este nos revela que em cada cidade pertencenteao império romano havia um tribunal onde os litígios entre seus cidadãos eratratado. Este tribunal era público e aberto, de forma que qualquer pessoa quepassasse poderia ouvir o que estava sendo tratado ali. Nas cidades romanas osjuízes eram eleitos a cada dois anos, de eleição de conotação política einvariavelmente muita corrupção envolvida. Por esta razão as pessoas optavampor tratar seus casos por meio da mediação, sem a necessidade de levar o caso aestas autoridades. Podemos entender a razão disto ao acompanhar o fato ocorridocom o apóstolo Paulo e narrado no décimo oitavo capítulo do livro de Atos “Mas,sendo Gálio procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus concordemente contraPaulo, e o levaram ao tribunal” (Atos 18.12). Percebendo que ganho algum haveria daquele lítigio,Gálio os expulsa do tribunal,de forma que este imbróglio acaba porterminar em grande demonstração de violência “Então todos os gregos agarraramSóstenes, principal da sinagoga, e o feriram diante do tribunal; e a Gálio nadadestas coisas o incomodava”.É a este contexto de disputas, violência e baixarias que o apóstolo Paulo serefere ao escrever aos coríntios. Seu objetivo claramente era impedir que eleschegassem a este ponto. Haviatambém uma razão espiritual que levava o apóstolo Paulo a exortar os coríntiosquanto a esta questão “OUSA algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízoperante os injustos, e não perante os santos? ” (1 Coríntios 6.1). Seu questionamento é claro, um litígioentre santos foi tratado entre injustos e não na esfera da igreja. Tal açãolevou pessoas salvas em Cristo, habitadas pelo Espírito Santo, a resolver suasdiferenças por meio de homens que desprezavam e zombavam dos princípios dapalavra de Deus, quando os próprios cristãos devem ser capazes de resolver suasquestões na esfera da própria igreja, sem necessitar do auxílio dos homensmundanos. Queos salvos em Cristo sejam conscientes da importância de seu testemunho cristãodiante deste mundo, resolvendo questões que existam entre eles por meio de umaconduta sábia e espiritual, e não como aqueles que não conhecem a Cristo.

    O PROBLEMA DO LITÍGIO ENTRE IRMÃOS
  2. 3d ago

    COMO APRENDER A AMAR PESSOAS INVISÍVEIS

    DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 30/10/2026 TÍTULO COMO APRENDER A AMAR PESSOAS INVISÍVEIS TEXTO A leitura dos evangelhostem como propósito central apresentar a pessoa e obra de Jesus Cristo, o filhode Deus, em meio a um contexto histórico, geográfico e cultural que não nosdeve passar desapercebido. Jesus vivia em meio a sua gente, relatada nosevangelhos como um povo escravizado e em sua maior parte miserável. Este fatonão passou desapercebido aos olhos de Jesus cujo comportamento para com estaspessoas foi absolutamente o oposto ao praticado pelos líderes judaicos de seutempo. Faremos bem em observar como Jesus se relacionava com uma multidão depessoas invisíveis ao estado e a religião daqueles dias. Primeiramente,reconheçamos a compaixão de Jesus em reconhecer e dialogar com pessoasinvisíveis aos líderes religiosos judeus, como nos é descrito por Mateus “E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegarammuitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seusdiscípulos. E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Porque come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, porém, ouvindo,disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei oque significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamaros justos, mas os pecadores, ao arrependimento” (Mateus9.10). Jesus conhecia a real necessidade daquelas pessoas, mesmo que aos olhosda elite religiosa judaica isso parecesse algo incoerente. Sua missão salvadoranivelava todos os homens em um mesmo patamar, sem discrimina-los por grupos ouclasses. Onde os fariseus viam merecimento e privilégios, Jesus via anecessidade de misericórdia. Outro fato que nos chamaa atenção quanto ao comportamento de Jesus em relação as pessoas de seu tempo ésua capacidade de quebrar paradigmas firmemente estabelecidos em sua sociedade,como no fato narrado por Lucas “E aconteceu que, indoele a Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galileia; E, entrando numa certa aldeia,saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe; E levantaram a voz,dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. Eaconteceu que, indo eles, ficaram limpos” (Lucas 17.11 a 14). Pessoas leprosasdeveriam ser imediatamente excluídas da sociedade, eram literalmenteconsiderados mortos-vivos, separados de suas famílias e impossibilitados departiciparem da vida religiosa. Pois também a estes esquecidos e invisíveis asociedade Jesus demonstrou seu amor, curando-os de seu mal. Possivelmente a narrativabíblica que mais nos permita perceber esta característica na pessoa de Jesusseja a relatada por Mateus no nono capítulo de seu evangelho “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogasdeles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades emoléstias entre o povo. E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavamcansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9.35,36). Jesusandava onde os líderes judeus se negavam a ir, e por isso mesmo era capaz deenxergar mazelas que os orgulhosos fariseus preferiam ignorar. Jesus nãosomente curou seu povo, mas se fez acessível a eles, demonstrando algo quepossivelmente jamais tivessem sentido, em Jesus aquelas pessoas invisíveisencontraram compaixão. Que reconheçamos que o evangelho nos chama a estamesma atitude ao firmemente nos exortar “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve tambémem Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas fez a si mesmo denenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Filipenses2.5 a 7). Que o exemplo do Mestre nos desperte a amar aqueles que este mundoconsidera pessoas invisíveis.

    COMO APRENDER A AMAR PESSOAS INVISÍVEIS
  3. 4d ago

    A OBRA QUE JESUS CRISTO ESTÁ REALIZANDO NESTE MUNDO

    DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 29/10/2026 TÍTULO A OBRA QUE JESUS CRISTO ESTÁ REALIZANDO NESTE MUNDO TEXTO Por mais que os bonsleitores das Escrituras se esforcem por conhecer e entender a magnifica pessoade seu Salvador, nossas limitações nos impedem de contempla-lo a luz de quemverdadeiramente Ele é. Até que a promessa de vê-lo face a face se cumpra,garimpamos as Escrituras em busca de crescer em sua graça e conhecimento. Porisso faremos bem em examinar a declaração do Mestre no décimo segundo capítulodo evangelho segundo Mateus, proclamada em meio a contradição dos fariseuscontra seu ministério, quando nos diz “Ou, comopode alguém entrar na casa do homem valente, e furtar os seusbens, se primeiro não amarrar o valente, saqueando então a sua casa?” (Mateus 12.29). A questão que causou esta declaração por parte de Jesus tem inicioem um milagre praticado pelo Senhor “Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado cego emudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via” (Mateus 12.22), o que levou a multidão ali areconhecer “Não é este o Filho de Davi?” (verso 23). Tomados de inveja,imediatamente os fariseus também se posicionam quanto ao milagre realizado porJesus, lhe acusando “Este não expulsa os demônios senão por Belzebu,príncipe dos demônios” (verso 24). A resposta de Jesus mostrou-se lógica, afim de demonstrar a insensatez deles “Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, oucasa, dividida contra si mesma não subsistirá. E, se eu expulso os demônios por Belzebu,por quem os expulsam então vossos filhos? Portanto, eles mesmos serão os vossosjuízes” (versos 26,27). Jesus então trata de revelar aquilo que os fariseusforçosamente se negavam a aceitar, que Deus estava agindo em meio a seu povo “Mas,se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reinode Deus” (verso 28). O verso seguinte é uma forma ilustrativa de Jesusdemonstrar a eles o porquê de suas ações, ao propor-lhes “Ou, como podealguém entrar na casa do homem valente, e furtar os seus bens,se primeiro não amarrar o valente, saqueando então a sua casa?” (verso29). Encontramos neste verso uma metáfora que nos permite entender oobjetivo de Jesus ao vir a este mundo. Primeiramente, Jesus compara satanás a umhomem valente, o qual por seu poder mantém controle sobre sua casa, ou seja,este mundo. Ao nascer entre os homens Jesus invadiu o reino que até ali estavanas mãos de satanás, Ele literalmente adentrou ao reino de Lúcifer, assumindo anatureza humana. A partir daí a missão do Mestre é “furtar os seus bens”, ou seja, tirar de satanás aquilo de maisvalioso que ele possui, o controle sobre os homens, escravizados e cegos pelopecado. Para isso é necessário que Jesus primeiro amarre o homem valente,justificando assim sua ação para com os demônios. O plano de Jesus serácumprido em etapas, iniciada em sua vinda e ministério, e que teriacontinuidade através da sua igreja, chamando aqueles que se encontram debaixodo poder de satanás a refugiarem-se no Salvador. A última etapa deste plano sedará quando o Senhor definitivamente saquear a casa do homem valente, ou seja,quando Cristo vier em glória, acompanhado de sua igreja, a fim de reinarsoberanamente neste mundo por mil anos. Ao final destes mil anos satanásreceberá mais uma oportunidade, e então ele será definitivamente derrotado,sendo lançado no lago de fogo. Reconheçamos, pois, que aatual agitação que verificamos neste mundo tem sua causa no fato que o inimigodo Senhor sabe que pouco tempo lhe resta. Portanto, estejamos atentos aexortação da palavra de Deus “Porque não temos quelutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra aspotestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostesespirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura deDeus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”(Efésios 6.12,13).

    A OBRA QUE JESUS CRISTO ESTÁ REALIZANDO NESTE MUNDO
  4. 5d ago

    A CONDUTA DOS SALVOS EM TEMPOS DIFÍCEIS

    DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 28/10/2026 TÍTULO A CONDUTA DOS SALVOS EM TEMPOS DIFÍCEIS TEXTO A leitura das sagradasEscrituras constitui-se para o salvo em Cristo em um fator absolutamenteinsubstituível no enfrentamento das vicissitudes desta vida de tal forma quenada pode ser comparada a sua importância. O entendimento de como o povo deDeus na antiguidade enfrentou e sobrepujou momentos de dificuldade constitui umtesouro inestimável ao povo de Deus, de tal forma que faremos bem em examinar apassagem registrada no vigésimo nono capítulo do livro do profeta Jeremias.Este capítulo registra a carta enviada pelo profeta a todos os judeus que seencontravam no cativeiro babilônico. Sua intenção é desfazer o engano criado porfalsos profetas, de que em breve Judá seria liberto e voltaria a habitar emJerusalém, fazendo cessar a insubmissão dos judeus a disciplina de Deus, elevando-os a entender que deveriam aceitar as condições e aguardar o livramentodo Senhor. Esta carta escrita pelo profeta nos ensina aimportância de ajustarmos nossos planos e pensamentos a vontade de Deusenquanto passamos por tempos de aflição, e faremos bem em atentar a suainstrução. Oprofeta inicia seu direcionamento a seu povo revelando como deveria ser aconduta deles em meio aquele tempo de dificuldades na Babilônia, ao dizer-lhes “Edificaicasas e habitai-as; e plantai jardins, e comei o seu fruto. Tomai mulheres egerai filhos e filhas, e tomai mulheres para vossos filhos, e daí vossas filhasa maridos, para que tenham filhos e filhas; e multiplicai-vos ali, e não vosdiminuais. E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar emcativeiro, e orai por ela ao Senhor;porque na sua paz vós tereis paz” (Jeremias 29.5 a 7). Em suma, Jeremias lhesexorta a não paralisarem suas vidas enquanto o difícil tempo do cativeirodurasse. Aquele não era um tempo perdido, mas que deveria ser usado para ofortalecimento do povo de Deus. Asegunda instrução de Jeremias diz respeito a serem criteriosos quanto a quemeles dariam ouvidos em meio aquele tempo de lutas. Sabedor dos perigos querondavam seu povo o profeta os exorta “Não vos enganem os vossos profetasque estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deisouvidos aos vossos sonhos, que sonhais; porque eles vos profetizam falsamenteem meu nome; não os enviei, diz o Senhor”(Jeremias 29.8,9). Mesmo que tais falsos profetas fossem muitos erepetissem suas mentiras a fim de serem acreditadas, o povo de Deus deveriaouvir apenas a seu Senhor, por meio de seus reais mensageiros. Finalmente,Jeremias os exorta a confiarem na providência de Deus em meio a um tempodifícil, revelando a eles a promessa do Senhor de que voltaria a traze-los asua terra “Certamente que passados setenta anos em Babilônia, vos visitarei,e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar” (Jeremias29.10). Mesmo que fosse necessário cumprir-se o período difícil pelo qualpassariam, o Senhor promete que ouviria o clamor de seu povo “E serei achadode vós, diz o Senhor, e fareivoltar os vossos cativos e congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos oslugares para onde vos lancei, diz o Senhor,e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei” (Jeremias 29.14). Estestrês princípios revelados nesta carta de Jeremias servem de grande ajuda aopovo de Deus hoje, lhes ensinando a importância de não paralisarem suas vidasdevido as dificuldades, pois ainda muito pode e deve ser feito pelo salvos doSenhor.  É importante também que determinemem sua mente não dar ouvidos ao clamor deste mundo e sim ao Espírito de Deus esua orientação através da Bíblia. Como também manter sua confiança no Senhor esua santa providência. Que o coração e mente dossalvos estejam firmes na verdade do Senhor “E sabemosque todas as coisas contribuem juntamente para o bem daquelesque amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos8.28).

    A CONDUTA DOS SALVOS EM TEMPOS DIFÍCEIS
  5. 6d ago

    O DEVER DO ESTADO E O DEVER DA IGREJA

    DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 27/10/2026 TÍTULO O DEVER DO ESTADO E O DEVER DA IGREJA TEXTO O ensino registrado nodécimo terceiro capítulo da epístola de Paulo aos romanos nos revela que aobediência as autoridades constituídas é algo requerido por Deus dos salvos emCristo. A desobediência ao princípio de governo, lei e ordem somente éjustificada mediante leis contrárias a princípios claros da palavra de Deusquanto ao relacionamento com os salvos. Por esta razão, não devem os salvosparticipar de rebeliões ou levantes contra a autoridade estabelecida, os meioslegais devem ser buscados primeiramente. Havendo real necessidade de defesa élícito que os salvos se defendam usando da força. Igreja e Estado são entidadesdistintas e não há princípio bíblico algum que demonstra que a Igreja devecontrolar o Estado ou este a Igreja. O salvo deve ser consciente de sua posiçãocomo cidadão de seu país, ao mesmo tempo que reconhece sua cidadania celestial.Entender estas questões é de suma importância no posicionamento que somoschamados a tomar em nossos dias. O Estado comoestabelecido por Deus possui uma função de repressão a manifestação do pecado,como Pedro revela em sua primeira epístola “Sujeitai-vos, pois,a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por eleenviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem” (1 Pedro 2.13,14). O cristão em seu entendimento bíblico compreende estanecessidade, e reconhece que se, não houve governo, lei e ordem a vida humanaseria um caos. Não se deveesperar do estado que este promova os princípios cristãos, pois de nada adiantaque as pessoas adotarem princípios cristãos sem o serem. Tal fato produziráaquilo que Pedro bem alertou em sua epístola ao falar das características dosfalsos mestres “Porquanto se, depois de terem escapadodas corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo,forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se lhes o último estadopior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que,conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; deste modo sobreveio-lhes oque por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seupróprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama” (2 Pedro 2.20 a 22). Damesma forma, a Igreja como estabelecida por Deus tem entre seus deveres fazer oevangelho de Jesus Cristo conhecido por todos os homens, como bem nos ordenou oMestre “E disse-lhes: Ide por todo o mundo,pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos16.15). É também dever da Igreja edificaros salvos, como bem Paulo nos instrui em sua epístola aos efésios “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outrospara evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos,para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4.11,12). A Igreja como entidade criada porDeus não se alia ao governo, uma vez que suas funções são diferentes. A igreja como corpo de Cristo não participa de forma diretada vida política da nação. Porém isso nãosignifica que a Igreja não instrua seus membros quanto aquilo que se esperadeles como cidadãos deste país. A igreja falade política no sentido de instruir biblicamente os salvos quanto aquilo queDeus deseja deles. A igreja faz isso semassumir uma postura a favor ou contra o governo momentaneamente estabelecidosobre ela, mas demarcando com fidelidade o que é exigido por Deus dasautoridades constituídas, de acordo com sua santa palavra.

    O DEVER DO ESTADO E O DEVER DA IGREJA
  6. Oct 26

    A CONEXÃO ENTRE A IGREJA E O ESTADO

    DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 26/10/2026 TÍTULO A CONEXÃO ENTRE A IGREJA E O ESTADO TEXTO Podem Igreja e Estadoserem parceiros a fim de promover os interesses de Deus neste mundo? Até queponto uma aproximação entre Igreja e Estado é lícito e saudável ao testemunhoda Igreja? Primeiramente reconheçamos que ambos são ordenadospor Deus. Paulo diz aos romanos “porque não háautoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas porDeus”, assim como diz aoscoríntios que a igreja é a “igreja de Deus”. Éreconhecível que os cristãos pertencem a ambos, mesmo que peregrinos nestaterra, e que ambos, Estado e Igreja, possuem o mesmo cabeça, uma vez que oSenhor Jesus recebeu do Pai autoridade sobre o céu e a terra, sendo Ele ocabeça da Igreja. Porém, devemos também reconhecer as diferenças em Estado e Igreja,começando por sua origem, uma vez que a forma pela qual a Igrejae o Estado vieram a existir são distintas. O Estado passa a existir pelo decreto de Deus, como diz Paulo “as autoridades que há foram ordenadas por Deus”. Jáaigreja veio a existência como resultado da obra redentora de Cristo, como lemosno livro de Atos “a igreja de Deus, que ele resgatoucom seu próprio sangue”. Estado e Igreja são diferentes,porém, quanto ao seu objetivo. O Estado se ocupa da preservação da paz,por meio da força “... porque é ministro de Deus, evingador para castigar o que faz o mal”.AIgreja se ocupa de objetivos espirituais, por meio da pregação do evangelho,como Paulo revela aos coríntios “De sorte que somos embaixadores daparte de Cristo”. Estado e Igreja são também diferentes quanto aopoder que lhes foi confiado. O Estado possui poder coercitivo “... pois não traz em vão a espada; porque é ministro de Deus, e vingadorpara castigar o que faz o mal”.AIgreja opera pelo poder do Espírito Santo, como nos dito no livro de Atos “Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de virsobre vós”. É também notório que o Estado possuimagistrados, como registrado por Paulo “Porque os magistradosnão são terror para as boas obras, mas para as más”, enquanto a Igreja possui servoslíderes, como dito na carta aos efésios“E ele mesmo deu uns paraapóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros parapastores e doutores”. Oensino de Romanos 13 diz que os salvos devem se submeter as autoridadesconstituídas, porém não dizem que estas autoridades devem dirigir ouinfluenciar o andar da Igreja. Não há nada que justifique a associação entreIgreja e Estado, de forma que o Estado interfira na obra cristã. A piorcondição que pode ocorrer a igreja é se permitir dirigir pelos governantesseculares. Por isso, é importante que os salvos abandonem qualquer concepção deum Estado que venha a apoiar a Igreja e seus propósitos. A confusão entreIgreja e Estado serve apenas para enfraquecer a obra evangelística. Qualquerassociação entre Igreja e Estado foge da sabedoria de Deus. Há duas condiçõesperigosas para a igreja em assumir uma posição em relação a um governante. Éperigoso quando a Igreja se afeiçoa a um governante, pois a possiblidade de interferênciadeste governante nos rumos da Igreja se torna algo perigoso. É tambémpreocupante quando a Igreja assume uma oposição aberta a um governante, poisneste caso ela dá ensejo a perseguição por parte do governo e acabaprejudicando a si mesma.

    A CONEXÃO ENTRE A IGREJA E O ESTADO
  7. Oct 25

    A ATITUDE DOS SALVOS PARA COM SEUS GOVERNANTES TERRENOS

    DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 25/10/2026 TÍTULO A ATITUDE DOS SALVOS PARA COM SEUSGOVERNANTES TERRENOS TEXTO Desde os primeiros diasda existência da igreja de Cristo neste mundo sua relação com as autoridadesgovernamentais constituídas tem sido pautada pela desigualdade de tratamento.Enquanto o evangelho instrui os salvos a manifestarem um comportamentoexemplar, submetendo-se as autoridades e colaborando com a ordem e progresso dasociedade, os governos humanos de forma geral tem dispensado um tratamento quevai da indiferença a perseguição aqueles que reconhecem Jesus Cristo comoSenhor sobre todos os homens. Quão importante é que os filhos de Deus mantenhamuma atitude pautada pela verdade bíblica, a fim de glorificarem ao Senhor emmeio as provações terrenas. A principal atitude apautar o comportamento dos salvos quanto aos governos humanos é oreconhecimento que a autoridade que possuem é ordenada pelo próprio Deus, comonos ensina o apóstolo Paulo em Romanos 13.1. Esta exortação encontra suarazão no propósito divino em constituir tais autoridade “Porque osmagistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu,pois, não temer à autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teubem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz em vão a espada; porque éministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal” (Romanos 13.3,4). A existência dos governoshumanos reside no fato que é necessária uma força que reprima e limite amanifestação do pecado entre os homens, reprimindo os maus intentos de homensperversos. Se o temor do castigo serve de freio a manifestação do pecado,estimulando a obediência civil, em relação aos salvos a razão que os deve levara mesma atitude é a sua própria consciência para com Deus, como nos exorta oapóstolo Paulo “Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somentepelo castigo, mas também pela consciência” (Romanos 13.5). Desta forma,aquilo que se espera dos salvos é que sua submissão aos governos constituídosseja fruto da submissão a autoridade do próprio Deus “Por isso quem resisteà autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre simesmos a condenação” (Romanos 13.2). Porém há um ponto neste ensino que nos deve levar a uma profundareflexão: como devem os salvos agir quando seus governantes humanos manifestamserem incapazes e despreparados para o exercício de sua função? Creio que osábio autor humano do livro de Eclesiastes nos concede bom auxílio nestaquestão ao nos disser “Ainda há um mal que videbaixo do sol, como o erro que procede do governador. A estultícia está posta em grandesalturas, mas os ricos estão assentados em lugar baixo. Vi os servos a cavalo, e os príncipesandando sobre a terra como servos” (Eclesiastes10.5 a 7). Primeiramente reconheçamos que a causa de tal mal é a escolha porparte das nações de governantes inaptos ao cargo que ocupam, entronizando aestultícia em um lugar que ela não deveria ocupar. Uma vez alçados pela próprianação aos cargos de autoridade, é inevitável que tais governantes passem a agirconforme suas más inclinações. O que se espera dos santos de Deus? “Levantando-se contra ti o espírito do governador, nãodeixes o teu lugar, porque a submissão é um remédio queaplaca grandes ofensas” (Eclesiastes 10.5). Ou seja, a palavra de Deus jamais nos encoraja aoenfrentamento que visse destituir governantes legitimamente eleitos, mas ademarcarmos firmemente nossa posição, não contra os homens, mas em oposição atodo pensamento que se levante contra nosso Deus. Quão importante é que os salvos se recordem da preciosa exortação doapóstolo Paulo “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas,sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes dastrevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”(Efésios 6.12).

    A ATITUDE DOS SALVOS PARA COM SEUS GOVERNANTES TERRENOS
  8. Oct 24

    A ATITUDE DO CRISTÃO DIANTE DAS AÇÕES DO ESTADO

    DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 24/10/2026 TÍTULO A ATITUDE DO CRISTÃO DIANTE DAS AÇÕESDO ESTADO TEXTO Qual a função do Estadopara um cristão? Paulo responde isto em sua epístola a Timóteo “ADMOESTO-TE, pois, antesde tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças, portodos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, paraque tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade”(1 Timóteo 2.1,2). A função primordial dogoverno é ordenar uma vida quieta e sossegada. E ele pode fazer isso de duasmaneiras: a primeira restringindo o mal e suas manifestações. A crueldade doshomens precisa ser combatida e limitada. Se não houvesse este limite da ordemgovernamental, a humanidade teria se autodestruído há séculos. É por esta razãoque Paulo nos faz saber “Porque os magistrados não são terrorpara as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer à autoridade?Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme,pois não traz em vão a espada; porque é ministro de Deus, e vingador paracastigar o que faz o mal”. Da mesmaforma, oEstado deve promover o bem-estar de seus cidadãos “Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para asmás. Queres tu, pois, não temer à autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela” (Romanos 13.3). Destaforma, louvar aqueles que promovem uma vida moralmente boa, cumpridora das leise da ordem, é um dever do Estado. Tal verdade nos conduz a um justo questionamento,quando o Estado não cumpre suas funções, deve o cristão procurar mudar ocaráter do Estado? É preciso relembrar que Deus estabeleceu ogoverno, a lei e a ordem, por isso, podemos aplicar princípios claros quanto aesta questão. Primeiramente, élícito que o cristão se utilize dos meios legítimos previstos em lei a fim de mudara natureza de seu governo, a isto chamamos eleições. O cristão pode se utilizar de forma legítima reconhecida na lei afim de modificar a condução do Estado.Da mesma forma, é lícito que um cristão tome parte de uma rebelião a fimde modificar a condição de governo? Quandoum Estado assume a forma de tirania, desobedecendo a lei de Deus, o que deve umcristão fazer? Quando isto ocorre aprimeira coisa a fazer é julgar a questão tendo por base Romanos 13.1 a 7. O governo em questão está cumprindosua tarefa divina? Se sim, mesmoque discordemos de alguns posicionamentos do governo em questão, se ele estáagindo entro da lei, quer concordemos ou não, não é lícito que nos levantemosem rebelião contra o governo. Se,porém, o governo em questão assume uma posição autoritária e déspota, o que ocristão deve fazer? Neste ponto devemospensar em duas suposições. Se o nosso país for injustamente ameaçado poroutra nação, você como cristão se alistaria a fim de defender a pátria? Reconhecemos que não há nenhumprincípio bíblico que o repreenda por isso. Se durante um culto de sua igreja um homem com uma arma entrar notemplo e ameaçar a todos, inclusive sua família, você o enfrentaria? Semdúvida. Mas note que estesexemplos são casos extremos! Seum governante ímpio se dispuser a estabelecer um governo tirano em nosso país,é lícito que os cristãos tomem partido em prol de sua liberdade. Porém, isso somente ocorre quando asquestões legais se esgotarem.

    A ATITUDE DO CRISTÃO DIANTE DAS AÇÕES DO ESTADO

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