ku*radorya

Coletivo Kunyn

ku*radorya é uma tentativa de desprogramar o olhar. é uma conversa entre amigos. sem pretensão. sem filtros. e sem personagens. aceitando aquilo que somos. Afinal, toda bixa tem contas pra acertar. K*réditos: Elenco fixo: @pauloarcuri79; @luizfernandomarqueslubi; @lgjahjah; @ronaldoserruya; @flaviorodrigo Identidade visual do ku*: @sorianomarcio Artes da 2ª Temporada - @ficelestino Edição - @atilafauzi Música - @tiberiobarreira

  1. 07/20/2021

    T2 EP5 - MÃE DE BIXA

    O episódio dessa semana é sobre uma categoria complexa, canônica, universal e sagrada: as MÃES. Sempre preocupadas, insones, atentas, com medo de que algo nos aconteça, donas do tal amor incondicional. Dizem que as mães são todas iguais, e que só mudam de endereço. Será mesmo? Nós achamos que não, e aqui apresentamos uma subcategoria deste universo muito especial Toda bixa tem uma pra chamar de sua. E o maior recorde de bilheteria do nosso cinema nacional é de uma autêntica representante dessa linhagem: AS MÃES DE BIXA!!! Se ser mãe é padecer no paraíso, como dizem, ser MÃE DE BIXA é passar a vida tentando achar o paraíso, afinal só os Héteros vão pro céu. MÃE DE BIXA já estreia na labuta! Pra começar, elas recebem nos braços nós, os brinquedos quebrados e sem utilidade num mundo normativo e binário. Depois, nossas infâncias queers geram situações embaraçosas, saias justas, e as estratégias mais comuns se estabelecem entre o silêncio e o fingir não ver para ver se passa. Mas a gente garante: não passa. Ser BIXA é pra sempre, mãe! Embora a norma lhe roube o direito de celebrarem sem culpa as nossas existências LGBTQIA+, as mães sempre sabem o que somos, e às vezes é bonito ver como elas se deslocam e reconfiguram seu olhar para lidar com uma realidade que não lhes foi ensinada Mas nem todo o amor do mundo consegue salvaguardar as MÃES DE BIXA a perpetuarem de algum modo a homofobia estrutural, muitas vezes sendo mantenedoras da tradição do silêncio que apenas alimenta a vergonha de ser quem somos. Esse episódio é para celebrá-las, mas também para lembrar que nem tudo são flores. E pra avisar de uma vez por todas, caso alguém ainda não saiba: “É o mundo que é perigoso. Não a gente.” Siga-nos em nossas redes: Instagram: @kuradorya Facebook: Kunyn Kuradorya e-mail: ku.radorya@gmail.com YouTube: https://www.youtube.com/c/Kuradorya #kuradorya #teatrokunyn #orgulhodeser #LGBTQIA+ #bixa

  2. 07/13/2021

    T2 EP4 - LINGUAGEM NEUTRA

    A linguagem neutra não é uma imposição linguística. Muito menos um desejo de “manchar” a intocável pureza da língua. A linguagem neutra é uma reivindicação, um pedido e um convite feito pelas pessoas que desde sempre não se sentem representadas nas convocatórias binárias da língua portuguesa. Para que elas, essas pessoas, possam ser chamadas por aquilo que são. E assim, se reconhecerem. Se você nunca parou para pensar se o português, com seus pronomes e artigos, te incluí e te representa, é porque você é um corpo privilegiado que é contemplado pela gramática e pelos usos normativos da língua. Mas pasmem: a língua e seus usos não são categorias imutáveis, monolíticas. Pelo contrário, a língua é uma construção social, uma ficção arbitrária e que acompanha os movimentos do lugar onde ela é aplicada: a sociedade. Ou você fala como Pero Vaz de Caminha? Ou vai comprar seu KY na pharmácia da esquina? Em suma, a linguagem neutra não é sobre você. É sobre o outro. Conceda. Ou melhor, Acate. E não faça a fundamentalista da língua, com um livro de Gramática e um Aurélio debaixo do braço, fazendo as vezes da Bíblia. Como diria Galileu, a terra gira. E a língua muda. P.S final: Ah, e a linguagem neutra é sobre pessoas, existências, corporeidades. Portanto não faz a locah de sair botando um “e” no final de palavras que são objetos ou coisas para debochar de um assunto relevante desse. Vergonha é uma palavra agênera que serve pra todo mundo, mas não fica bem em ninguém. Beija! Siga-nos em nossas redes: Instagram: @kuradorya Facebook: Kunyn Kuradorya e-mail: ku.radorya@gmail.com YouTube: https://www.youtube.com/c/Kuradorya #kuradorya #teatrokunyn #orgulhodeser #LGBTQIA+ #bixa Referência do episódio: MANIFESTO ILE PARA UMA COMUNICAÇÃO RADICALMENTE INCLUSIVA https://diversitybbox.com/pt/manifesto-ile-para-uma-comunicacao-radicalmente-inclusiva/

  3. 07/06/2021

    T2 EP3 - PINK MONEY

    O episódio dessa semana do Kuradorya é sobre o famoso PINK MONEY. Abram os seus cofrinhos, porque afinal atrás de todo arco-íris tem um pote de ouro. Será que tem mesmo? Termo usado para caracterizar a comercialização de produtos para o público LGBTQIA+, o PINK MONEY está diretamente relacionado ao poder de compra da comunidade. É uma expressão ligada ao capital, ao consumo e ao neoliberalismo. Então a primeira coisa que a gente já tem que se perguntar é: Quem tem poder de compra no vale? Precisamos mesmo responder? Ao mirar seus interesses na fatia ryca da população LGBTQIA+, as empresas querem lucro e vendas, e quase sempre reproduzem a visibilidade dos mesmos corpos hegemônicos de sempre. A indústria quer lucro sempre, nem precisa ser a bixa Gil do BB, nossa economista honorária, para saber disso! E aí talvez esteja o principal problema: é muito fácil levantar bandeiras em prol da diversidade mirando dobrar ou triplicar a receita. Mas o que de fato tem sido feito pelas empresas aliadas da causa para produzir reais deslocamentos dos maiores problemas da comunidade, como por exemplo, diminuir os altos índices de violência, abandono familiar e suicídio que acertam em cheio as existências LGBTQIA+? Questões como representatividade e visibilidade não podem virar slogan barato e clichê publicitário apenas. É preciso ir além. A gente precisa ocupar todos os espaços: nas artes, nas mídias, na política, nas empresas.  Mas a gente precisa mais ainda é parar de morrer. Então invistam cada vez nisso ao invés de produzir uma representatividade oportunista e midiática, para que o PINK MONEY não esteja sempre manchado de VERMELHO. Siga-nos em nossas redes: Instagram: @kuradorya Facebook: Kunyn Kuradorya e-mail: ku.radorya@gmail.com YouTube: https://www.youtube.com/c/Kuradorya #kuradorya #teatrokunyn #orgulhodeser #LGBTQIA+ #bixa

  4. 09/08/2020

    EPISÓDIO 10: KUTROSPECTIVA: melhores momentos do ku*radorya.

    Chegamos ao fim desta temporada! Porque as bixas aqui são loKas e acham que a vida é um seriado. E vai ver seja mesmo. E no caso, do Brasil, interminável e com uma péssima equipe de roteiristas. Criamos o canal do Ku*radorya em junho. Em pouco mais de 2 meses foram quase 600 inscritos. Essas pessoas que estão com a gente em cada conversa, de um jeito diferente do que estávamos acostumados, no teatro. Mas é um jeito, o jeito possível agora. E tem calor, tem troca. Tem escuta e deslocamento. Este último episódio é uma espécie de retrospectiva, onde trouxemos pra conversa essa plateia invisível, os seguidores, essa categoria toda nova pra gente. Um apanhado dos muitos comentários, troca de sensações, sugestões  de temas para os futuros programas. É um episódio sobre olhar pra tudo isso que fizemos, e tentar entender como podemos continuar fazendo algum sentido. Até já já, galere! Siga-nos em nossas redes: Instagram: @kuradorya Facebook: Kunyn Kuradorya e-mail: ku.radorya@gmail.com YouTube: -https://www.youtube.com/c/Kuradorya #kuradorya #teatrokunyn #orgulhodeser #LGBTQIA+ #bixa #criancaviada #filmeslgbt #paisgays #familiagay #sairdoarmario #representatividadetrans Adaptado do artigo sobre racismo dentro da comunidade LGBTQIA+, de Owen Jones para o jornal The Guardian. Publicado no site LadoBi e indicado pelo Paulo durante este programa.  https://www.ladobi.com.br/2017/01/racismo-lgbt/

  5. 09/01/2020

    EPISÓDIO 9: CORPOS ALIADOS.

    É preciso realmente pensar a ideia do humano numa relação de interdependência. E entender de uma vez por todas que qualquer vida precária escancara a precariedade da minha própria vida. Foi a partir dessa ideia que nos lançamos nesse desafio de entender o que significa ser aliado. O que significa pensar uma real aliança entre corpos com vivências diversas ? Como a aliança se concretiza em real ação política de transformação? Quem define o corpo aliado? De quantas formas é possível ser aliado? E como essas alianças acontecem entre as diversas identidades que compõem a sigla LGBTQIA+? Há de fato liga nessa sigla? Para falar disso tudo, sem nenhuma pretensão de fincar respostas, mas apontar caminhos, ser bússola e não régua, o episódio dessa semana do ku*radorya convidou a atriz, pesquisadora e transpóloga Renata Carvalho, a mulher mais censurada do Brasil pós-golpe (Sim, foi golpe!) por ter tido a ousadia de querer interpretar Jesus à sua imagem e semelhança, ou seja um Jesus travesti, no espetáculo “O Evangelho segundo Jesus, Rainha do céu”. Renata e seu espetáculo é uma das chaves centrais para se entender a territorialização do ódio e as fobias estruturais que rondam corpos dissidentes no Brasil. A conversa foi linda e nos revelou a certeza de que estamos em constante aprendizado e desconstrução e que essa é a tarefa que define uma CORPA VIVA. Ser aliado talvez seja um eterno devir. Um estado permanente de deslocamento. Uma reconfiguração da velocidade do nossos caminhares. Uma nova forma de perceber nossos corpos a partir dos corpos de outres. Porque  meu bem   não adianta poder correr se essa sensação de vento na cara e liberdade não for pra TODES. #kuradorya #teatrokunyn #orgulhodeser #LGBTQIA+ #representatividadetrans

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ku*radorya é uma tentativa de desprogramar o olhar. é uma conversa entre amigos. sem pretensão. sem filtros. e sem personagens. aceitando aquilo que somos. Afinal, toda bixa tem contas pra acertar. K*réditos: Elenco fixo: @pauloarcuri79; @luizfernandomarqueslubi; @lgjahjah; @ronaldoserruya; @flaviorodrigo Identidade visual do ku*: @sorianomarcio Artes da 2ª Temporada - @ficelestino Edição - @atilafauzi Música - @tiberiobarreira