Literatura em Ação

Tatyana e Mateus

Literatura em Ação é um Podcast para motivar jovens escritores. A escritora Tatyana Casarino e o escritor Mateus Bülow vão compartilhar as suas experiências literárias, fornecendo dicas e conselhos sobre literatura fantástica, ficção e poesia. Saiba como ser um bom influenciador literário e transformar a sua escrita em uma grande ferramenta de força, poder e voz na sociedade ao escutar esse Podcast. Dizem que a caneta pode ser mais poderosa do que a espada. Então, vamos incentivar você, escritor, a tirar as suas poesias e textos da gaveta e a mostrar a sua literatura com coragem para todos.

  1. 11/02/2021

    Sobre escrever enquanto escuta música

    Músicas para auxiliar na escrita. Leia a descrição para saber mais e descobrir as músicas tocadas!     Essa dica é um tanto pessoal, ao menos em comparação com as anteriores, mas se funciona comigo, talvez ajude outras pessoas, além de ser a instrução mais fácil de seguir. Apenas escolha uma música para cada situação, e vá em frente! Tudo bem, não é tão simples assim... Existem músicas que servem para situações específicas, e nem sempre aquela trilha inesquecível de Sandy & Júnior, dos Beatles, do Nirvana ou do Mano Lima caberá com o que você deseja escrever.     Essa é uma das razões pela qual eu prefiro usar trilhas sonoras de videogames e filmes, geralmente desprovidas de letras cantadas. Tentar escrever e ouvir palavras ao mesmo tempo pode ser desconcertante para algumas pessoas, porém o mesmo não ocorre quando a música possui apenas ritmo. Quando o ritmo de uma trilha sonora encontra sua mão empunhando o lápis, ou então o dedilhar sobre o teclado do computador, uma estranha e deliciosa harmonia toma controle de sua criatividade... Claro, não é exatamente isso o que ocorrerá, mas vocês entenderam o recado.         Resta ainda uma dúvida: como escolher a trilha sonora adequada para cada situação? Pessoalmente, prefiro apanhar trilhas de games em comparação com músicas de filmes, por estas serem mais “enérgicas” e ligeiras. Músicas de jogos de RPG são boas pedidas, pois estes são games que costumam investir pesado na emoção, mesmo com gráficos simples e mecânicas limitadas.       O mais adequado ao procurar uma música para a escrita é tentar mais de uma delas, até encontrar “aquela” perfeita, moldada ao seu estilo de prosa. Se o seu estilo é mais sombrio ou macabro, trilhas sonoras assustadoras farão mais o seu estilo.         Além de retratar aventuras e momentos tensos, uma boa história de fantasia deve conter momentos mais calmos, a fim de deixar os personagens (bem como os leitores) se aliviarem por algum período de tempo. Geralmente, as músicas mais calmas em games de RPG pertencem às cidades e vilas, lugares onde os aventureiros se reúnem antes de se prepararem para a próxima etapa da jornada.          Não existem limites para a escolha da trilha sonora. Se quiser, misture trilhas de games e filmes até atingir um resultado desejado, e deixe a criatividade aflorar!       E agora que terminamos com as dicas... O que está esperando? Apanhe seu lápis e caderno (ou laptop) e ponha a criatividade para funcionar!    Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow.        Músicas apresentadas como exemplos: *Intensa: Legend of Zelda: A link to The Past music. Overworld theme. *Melancólica: Tales Of Phantasia - Be Absentminded SNES version. *Serena: Final Fantasy V : 1 - 11 - Town Theme. Symphonic Remaster.  *Mateus, o autor do Episódio do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino".   *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com  Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é propiciar dicas e conselhos para jovens escritores.  *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty:  https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html

    Sobre escrever enquanto escuta música
  2. 09/04/2021

    Entrelinhas religiosas na Escrita de Ficção!

    Os 9 segredos da Fantasia Mística! Segredo 2 no episódio do Podcast "Literatura em Ação" desse mês. *Obs: Esse é um Podcast mensal. Temos o episódio de um autor diferente de fantasia a cada mês, já que Tatyana Casarino e Mateus Bülow revezam os seus episódios por mês. Nesse mês, temos uma dica da escritora criativa e poetisa Tatyana Casarino.  2) Entrelinhas religiosas       Sabe aquela passagem bíblica de Jesus que é a sua favorita? Ou aquela parábola budista bonita? Faça releituras dela através da ficção. Coloque dilemas éticos e morais em sua história que são solucionados através de antigas filosofias ou ensinamentos religiosos. Junte os elementos da sua religião (ou de várias religiões ao mesmo tempo se sua mente for mais aberta) e crie cenas fantásticas ou arquétipos sobre eles.      Traduza os grandes conhecimentos filosóficos em uma linguagem de entretenimento. Eu, particularmente, gosto de beber nas fontes bíblicas para me inspirar a escrever. As passagens bíblicas de Salomão inspiram a escrever sobre dilemas de justiça (Reis 3:16-28), assim como a parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37) pode inspirar o autor místico a criar situações onde o raro espírito de caridade foi essencial para salvar a história.        Você pode se inspirar nas passagens bíblicas, por incrível que pareça, para criar histórias de fantasia. Isso dará a "aura" mística para a sua história, mas deixe apenas sinais de sua inspiração. Nunca seja tão explícito, senão estraga a "magia". A graça da literatura mística é deixar o leitor perceber a referência religiosa por si próprio e ficar encantado pelas analogias.          Você que é místico, como leitor, adoraria ver referências místicas espalhadas em um livro e ficar tendo "insights" o tempo todo, não é mesmo? Espalhe referências místicas nas suas entrelinhas, como escritor, e faça a alegria do seu leitor.  Tatyana Casarino.  Leia o texto no blog "Recanto da Escritora":  Os 9 segredos da Fantasia Mística https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/os-9-segredos-da-fantasia-mistica.html

    Entrelinhas religiosas na Escrita de Ficção!
  3. 08/13/2021

    O segredo da linguagem dos personagens!

    Faça linguagens adequadas a cada personagem.         Antes que alguém se levante e faça objeções, quero deixar claro que esta dica não se trata de criar idiomas novos, como fez Tolkien, Frank Herbert (autor da série Duna), entre outros escritores, mas não vejo nada de errado em quem desejar fazê-lo. Por “fazer linguagens adequadas a cada personagem”, eu me refiro a escrever os diálogos de forma convincente, conforme o histórico e plano de fundo disponível sobre eles.         Um aspecto comum da literatura fantástica é a presença de muitos personagens com histórias passadas diferentes entre si, vendo-se obrigados a montar uma equipe. Experiências de vida moldam não apenas o caráter, como também a linguagem: um guerreiro bárbaro não terá o vocabulário de um cavaleiro nobre; um bruxo nascido e criado em um lugar ermo, longe da civilização, não se comunicará com a formalidade de um rei.         À primeira vista, criar vocabulário diferenciado pode soar difícil, porém é mais simples que se imagina. Pessoas de origens modestas costumam falar de forma direta, e raramente soltam expressões como “porvir”, “gorjeio”, “veemência” e “triênio”. Não estou afirmando que estes indivíduos são ignorantes, e sim apontando um fato; e se a história se passa durante a Era Medieval (ou num mundo fantástico inspirado nesse período), pode ter certeza que a diferença de linguagem entre nobres e plebeus será ainda mais acentuada.         Entretanto, a linguagem deve servir ao personagem, e não o contrário. Digamos, por exemplo, que o protagonista é um caçador rude vindo das terras montanhosas, em busca de serviço como mercenário nas tropas de um reino civilizado; o destino acaba aproximando-o da filha mais velha do rei, uma leitora contumaz, e ambos absorvem traços um do outro: o “bárbaro” aprende a gostar de ler, buscando falar de forma mais polida perto da princesa, enquanto ela utiliza menos formalidade ao lado dele. Essas mudanças graduais nas linguagens dos personagens são excelentes para demonstrar o crescimento deles.         Na escrita da fantasia é comum ver dois vícios nos diálogos dos personagens mais humildes: uso frequente de erros propositais de ortografia e xingamentos. Evite o primeiro, e seja moderado no segundo. Retratar gente mais humilde falando errado é um método preguiçoso, ainda mais se considerarmos as dicas aqui apresentadas... E para os palavrões, sugiro deixá-los para ocasiões nas quais seu uso é compreensível, como quando um monstro horrível aparece diante dos heróis, ou quando um personagem está muito irritado.   Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow.    Mateus, o autor do episódio do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino".      Mateus Bülow está em parceria e colaboração com Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é fornecer dicas e conselhos para jovens escritores.      Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty:  https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html https://poetisataty.blogspot.com/

    O segredo da linguagem dos personagens!
  4. 06/24/2021

    Não revele toda a magia!

    Não explique toda a magia.        À primeira vista, essa dica parece incongruente, ao se tratar de histórias de fantasia, ainda mais ao tocar um assunto fundamental em sua caracterização. Por “magia” nessa dica, entenda tudo o que for estranho e fora da realidade, porém único à história, além de ser citado previamente no folclore interno.        Como já falamos bastante no folclore interno como elemento importante na história, não irei me encompridar aqui, e comentarei apenas as consequências de explicar tudo no caminho.       Cada regrinha extra em seu universo ficcional também serve de limitador à sua criatividade, assim como uma cerca em torno de um terreno; o mesmo elemento delimitador que serviu de ponto de partida não pode ser utilizado para definir toda a história e seu desenvolvimento.       Obviamente, surgirão situações na qual será necessário explicar algumas regras do mundo fictício, sem escapatória. Mesmo assim, é possível seguir a mesma metodologia das outras dicas, aplicando o velho bom senso. Quais aspectos fantásticos são mais relevantes aos três pilares* da sua obra? Eles necessitam ser explicados? Revelar a natureza deles prejudicaria a escrita, ou não?         Embora eu utilize a palavra “magia” para todos os aspectos do folclore interno, farei uma observação mais literal, aqui: delimitar regras para o controle da magia nem sempre acaba bem. Muitas vezes, o autor insiste em misturar aspectos científicos na concepção de seus bruxos e feiticeiros, causando uma estranheza fenomenal e certa artificialidade. Apesar de soar arbitrário, serei categórico: explique o que for necessário para o andamento do seu mundo fictício, porém evite explicar a magia em si. *Assim como uma casa é iniciada pelas suas fundações, a literatura fantástica possui uma base estrutural. Esses três pilares da fantasia são o Enredo, os Personagens e o Folclore.    Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow.    Mateus, o autor do Episódio do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino".      Mateus Bülow está em parceria e colaboração com  Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é fornecer dicas e conselhos para jovens escritores.      Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty:  https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html https://poetisataty.blogspot.com/

    Não revele toda a magia!
  5. 05/31/2021

    Reflexo do psiquismo do autor

    Os 9 Segredos da Fantasia Mística   Olá, pessoal! Há 11 anos eu escrevo poesias místicas e textos místicos no meu blog "Recanto da Escritora". Muitas das minhas poesias têm sabor de mistério, religiosidade e misticismo como vocês podem ver na maioria das postagens poéticas do blog. Hoje eu vou revelar para vocês os meus segredos da literatura mística fantástica, ou seja, aquela onde a ficção fantasiosa revela, nas entrelinhas, ensinamentos místicos.  Os 9 segredos da Fantasia Mística! Segredo 1 no Episódio de hoje! 1) Reflexo do psiquismo do autor. Pode parecer egocêntrico o que eu vou falar agora, mas a sua melhor fonte de inspiração é você mesmo (especialmente na literatura mística). Na verdade, não se trata de um egocentrismo tolo e sim de uma profunda e mística introspecção. Quais são as verdades que você carrega no coração? O que a sua intuição diz? Qual a sua história de vida? Quantos medos você já enfrentou? Reflita sobre essas questões com respeito e atenção.    "Descascar" a própria alma abre as portas para o psiquismo do universo e você começa a compreender as outras pessoas e os dilemas humanos e psicológicos de maneira melhor. E você nem precisa ser psicólogo para mergulhar nisso -- basta ter uma "veia" poética.      Uma música do grupo New Age místico chamado ERA diz assim em um dos versos: "If you look inside your soul, The World will open to your eyes. You'll see". Se você olhar dentro de sua alma, o mundo se abrirá para seus olhos. Você verá.        E, quando a inteligência e o dom criativo encontram a intuição da alma, sua literatura atingirá um patamar que poucos autores conseguem tocar. Sabe aquele livro que faz sucesso e você nem sabe o porquê? A razão está no psiquismo. Quando você escreve com a alma, a alma do leitor se prende à escrita do seu livro. Eis a lei da atração atuando na sua escrita.       Talvez a sua obra de sucesso não seja genial nem tenha grandes e inovadoras técnicas literárias, mas o fato de ser psíquica cria um "carisma" no enredo que faz o leitor se identificar. Afinal, todo leitor já experimentou alguma sensação psíquica que você expressa na literatura. Os sentimentos nos conectam e criam facilmente o fenômeno da identificação.         Muitos questionam o sucesso do Paulo Coelho, por exemplo. A escrita dele pode ser simples, mas é profundamente psíquica -- eis a razão do sucesso dele. Paulo Coelho expressa muitos dilemas da alma humana, porque se inspira na jornada espiritual dele próprio. E, ao divagar sobre questões humanas, psíquicas e místicas, ele criou uma literatura sensível e facilmente atraente, pois quase todo leitor se identifica com as questões humanas das histórias dele.            Você não precisa colocar a sua alma explicitamente no enredo (isso até faria a obra perder o sabor de mistério e perder a graça), mas é interessante expressar sentimentos já experimentados por você, vivências (narradas de outra forma e com elementos da ficção é claro, senão vira biografia) e tudo aquilo que você aprendeu na sua jornada espiritual. Por que você busca uma religião? Quais os vícios que você teve de lutar contra? Pense em tudo isso e crie um enredo único e cheio de personalidade.  Tatyana Casarino. Link do texto:  Os 9 Segredos da Fantasia Mística https://poetisataty.blogspot.com/2019/08/os-9-segredos-da-fantasia-mistica.html

    Reflexo do psiquismo do autor
  6. 04/07/2021

    Dicas e segredos para a criação de vilões!

    Dicas e segredos para a criação de vilões!      Antagonistas nem sempre são necessários ao desenrolar de uma história de fantasia, mas são raras as obras sem alguma forma de obstáculo com capacidade de raciocínio; mesmo histórias focadas em sobrevivência costumam ter predadores irracionais, porém inteligentes, ameaçando os heróis durante suas jornadas.         Assim como o nosso Código Penal descreve inúmeros crimes em espécie, existem diversos vilões na fantasia: temos o chefe dos ladrões ou dos piratas, o conquistador bárbaro truculento, o conselheiro real que é o verdadeiro “poder por trás do trono”, o feiticeiro morto-vivo vingativo, entre outros malfeitores. Ao lado do herói, o vilão costuma ser o segundo personagem a ser concebido pelo autor, e formular uma lista de possíveis “profissões” para o antagonista de sua história pode servir como ponto de partida.         Na construção do antagonista, alguns aspectos dos filmes de terror podem ser úteis: uma criatura de rara aparição, porém ainda ameaçadora, é mais eficiente que um sujeito bufante de risada histriônica, pela simples dificuldade da primeira opção cair no ridículo como a segunda. Estudar o comportamento de criminosos e psicopatas famosos também pode auxiliar o autor, ainda mais quando se percebe que os mais terríveis nesse “ramo” costumam falar pouco e manipular seus alvos, muitas vezes se passando por amigos.       O estereótipo mais comum dos vilões da fantasia ainda é o “Lorde das Trevas”, um personagem sem bondade alguma e capaz dos piores atos em nome dos seus objetivos. Entretanto, minha dica para quem busca ser original é fugir desse arquétipo, ou temperá-lo com aspectos únicos, a fim de torná-lo mais realista e complexo. Vale até mesmo procurar exemplos reais de grandes conquistadores históricos e seus feitos.      Outra sugestão para o autor desejoso de fazer um “Lorde das Trevas” diferenciado trata-se de uma lista bem humorada disponível na internet, chamada “Evil Overlord List” (literalmente, “Lista do Lorde Maligno”), onde são discutidos diversos clichês comuns a estes personagens, tais como ficar parado no trono e só partir para o combate quando todos os capangas foram derrotados, ou então forçar a donzela em perigo a se casar em uma cerimônia pública, um alvo fácil para os heróis. Não é necessário se opor a todos os clichês presentes na “Evil Overlord List”; escolha cinco ou seis dos aspectos, e busque fazer algo diferente. Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. *Mateus, o autor do episódio de hoje no nosso Podcast, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê: Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino".   *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com  Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é compartilhar dicas e conselhos para jovens escritores.  *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino. Confiram o texto que ele escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty:  *10 Dicas de Escrita de Fantasia (texto que inspirou o episódio de hoje).  https://tatycasarino.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html *Dica de leitura: 10 Governantes tirânicos que poderiam ser vilões da literatura. https://tatycasarino.blogspot.com/2018/04/10-governantes-tiranicos-que-poderiam.html

    Dicas e segredos para a criação de vilões!
  7. 12/04/2020

    Donzela em perigo na Literatura

    Donzela em perigo? Faça valer a pena!        Voltando às personagens, entraremos em um ponto que se tornou polêmico, porém continua tão intimamente ligado à fantasia heroica que se tornou difícil ignorá-lo. A figura da donzela em perigo vem desde a antiguidade, sendo contestada por diversos motivos; entretanto, aqui deixaremos de lado a visão pós-moderna feminista, concentrando-nos na construção do enredo e das personagens.         Em diversas histórias, percebemos que as donzelas em perigo não passam de artifícios para mover o enredo, ou ao menos para motivar o herói. Não afirmo que deveríamos riscá-las de vez dos enredos, e sim ponderar sobre seu papel na construção da trama. Faça um teste: quantas personagens femininas em obras de fantasia poderiam ser substituídas por objetos (pedras mágicas, amuletos e afins) roubados pelos vilões, sem ocorrer prejuízo no enredo? Se elas forem inexpressivas na trama, é o mais sensato a se fazer, até para evitar o excesso de personagens desinteressantes.       O problema de caracterização costuma ser evitado quando a personagem é criada pelo autor antes da situação na qual ela precisará ser resgatada, ou se o leitor a conhece antes de assumir a condição de donzela em perigo na trama. Em tramas onde o resgate dessa donzela é o ponto principal do enredo, é possível dividir a história em dois núcleos, sendo um deles o dos heróis indo salvá-la e o outro focado na prisioneira e suas agruras; este segundo núcleo pode servir como uma oportunidade perfeita para desenvolver os vilões, mostrando sua base, seus exércitos, objetivos, etc...         É possível aumentar a importância da donzela no enredo, de diversas maneiras: que tal uma princesa que escapa sorrateiramente da prisão, enquanto heróis e vilões digladiam? Ou então uma garota que seduz o vilão, a fim de arrancar segredos dele, e contá-los aos heróis mais tarde? A fantasia é tão ampla que permite alternativas interessantes para a mocinha em perigo se destacar. Por exemplo: a princesa foi induzida a um sono profundo pela magia do vilão, e trancafiada em um cristal gigante? Sem problemas! Ela é uma feiticeira que consegue viajar pelo mundo dos sonhos, e se comunica com o herói quando ele dorme.         Se preferir o caminho tradicional, com a mocinha indefesa sendo salva pelo herói, apenas vá em frente. Não tenha medo de usar esse arquétipo, mesmo se aparentar clichê, ou se alguém o acusar de “diminuir a figura da mulher”, até porque essas possibilidades no resgate também são válidas para autores que preferirem usar homens em situação de perigo, no lugar das donzelas. O diferencial aqui está em tornar essa personagem relevante, bem como sua captura na história. Autor: Mateus Ernani Heinzmann Bülow. *Mateus, o autor do Podcast de hoje, é gaúcho da cidade de Santa Maria/RS, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), escritor, poeta e autor dos livros "Taquarê -- Entre a Selva e o Mar" e "Taquarê: Entre um Império e um Reino".   *Mateus Bülow está em parceria e colaboração com  Tatyana Casarino no Podcast "Literatura em Ação" no Spotify e no YouTube. O objetivo do Podcast "Literatura em Ação" é compartilhar dicas e conselhos para jovens escritores.  *Mateus também é colunista do Blogue "Recanto da Escritora" de Tatyana Casarino.  *Blogue da Taty Casarino: https://tatycasarino.blogspot.com/ *Confiram o texto que o Mateus Bülow escreveu sobre Literatura Fantástica no Blogue da Taty:  https://tatycasarino.blogspot.com/2019/08/dicas-de-escrita-fantasia.html

    Donzela em perigo na Literatura

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