Isaias Costa

Isaias Costa

Reflexões filosóficas a partir de lindas músicas, quase sempre de artistas pouco conhecidos.

  1. 03/19/2022

    Os momentos mais difíceis também são os de maior crescimento

    Às vezes tudo precisa sair do lugar porque já não nos encaixamos mais nas coisas como eram. Assim como algumas roupas e calçados já não nos servem mais quando crescemos fisicamente, alguns hábitos, situações e até pessoas deixam de se encaixar em nossas vidas quando crescemos de forma emocional e espiritual. O crescimento tem suas dores, traz seus desconfortos, nos tira do lugar, mexe com nossas certezas, nos faz rever sentimentos e procurar novos rumos, caminhos e sentidos. No meio desse processo é comum se sentir perdido, mas creia, você não está perdido, você está se transformando! A gente precisa se reinventar, se transformar, ter novas atitudes, deixar ir aquela roupa velha do nosso “eu antigo” e se permitir renovar. A vida muda a cada instante e quem resiste ao fluxo das transformações cria conflitos consigo e com a vida. O novo assusta, mas nem sempre precisamos ter todas as certezas. Muitas vezes o mais importante é ter paciência com nossas emoções e processos e permitir que a vida nos conduza ao melhor, enquanto fazemos a nossa parte. Os momentos em que nos sentimos mais perdidos são os momentos das maiores transformações. São como tempestades intensas que levam tudo aquilo que não tinha raízes fortes para ficar. Mas está tudo bem. Porque tempestades também passam, limpam e renovam a nossa existência de dentro para fora. É no casulo de nossas crises internas que na verdade sentimos as dores do parto da nossa melhor versão e vislumbramos a luz de novos caminhos. Apenas se lembre que você não está perdido, você está sendo direcionado a caminhos melhores!" Alexandro Gruber

    Os momentos mais difíceis também são os de maior crescimento
  2. 03/16/2022

    A vontade divina e a vontade carnal

    Eu desejo desejar menos. Para encontrar a paz e a realização no que é essencial. Para apreciar a beleza das cores que me envolvem. Nosso espírito está constantemente a nos proteger de alcançar coisas que não são úteis ao nosso progresso e que obscurecem a essência. Um grande desafio desta experiência terrena é despertar a Vontade e, ao mesmo tempo, acalmar o ímpeto dos desejos. A Vontade emana da nossa centelha divina, da luz que clareia os passos. Ela purifica os desejos incessantes até que eles se harmonizem com a nossa busca pelo que é Eterno. ⠀ A verdadeira percepção espiritual só pode ser obtida por meio da atenção plena, que leva ao esforço correto. É preciso parar de correr, escutar as nossas verdadeiras necessidades e observar para onde estamos direcionando a nossa energia. Algumas pessoas passam uma vida imersas no desejo ou na aversão. Querem algo ou não querem algo. Dificilmente conseguem se manter tranquilas na suficiência do momento presente. O excesso de ansiedade e de avidez acaba nos privando de alcançar aquilo que pode nos preencher com a satisfação profunda e duradoura. ⠀ A Vontade é a força enérgica da alma e nos conduz à libertação. Os desejos, quando não são inspirados pela Vontade, nos aprisionam. Nos acostumamos a caminhar movidos pelos desejos, mas cada vez mais distantes das aspirações da alma. Às vezes, é preciso parar de procurar para encontrar o que realmente buscamos. É quando a divina Vontade prevalece e nos leva montanha acima, nutrindo-nos com paciência, sabedoria e constância. Abrimos espaço para criar inspirados pela luz radiante da consciência. ⠀ Todos os dias, temos a oportunidade de estabelecer metas mais elevadas e de canalizar o nosso infinito poder criador para manifestá-las. Os desejos continuarão a nos acompanhar por aqui. Mas, alinhados com a Vontade do Espírito, a nossa joia mais pura, eles passarão a nos servir, e não o contrário. Desejaremos ardentemente o que sacia a nossa sede por amor, união e eternidade. Abrigados no coração do aprendiz, Vontade e desejo destroem os muros da ilusão e erguem os palácios da transcendência. Felipe Rocha

    A vontade divina e a vontade carnal
  3. 03/10/2022

    A nossa grande missão é trabalhar a autocura

    “A única missão que temos ao estar neste planeta é a de realizar a auto-cura. Esse é o propósito que tanto se procura, e não qualquer outra coisa. E a própria vida se encarrega de trazer as experiências e os relacionamentos necessários para que tal cura seja estabelecida. Em seu DNA está armazenada uma série de informações, potenciais e debilidades que o farão atrair as experiências necessárias para ficar diante daquilo que precisa ser transcendido e purificado. Curar-se significa abandonar a ilusão do medo e aceitar o amor como guia interior. Só isso. É tão simples que o ego não aceita e cria uma série de subterfúgios mentais para distância-lo da sua verdadeira missão. O problema que gera uma enorme distração, é alguém não olhar para este objetivo e acreditar que está aqui para salvar o mundo e curar os outros. Todos acham que possuem uma missão com outra pessoa ou com o coletivo, e daí por diante acham que entram na vida do outro para salvá-lo, perdendo assim um enorme tempo tentando mudar e curar aquele que é o seu próprio objeto de cura. Uma grande inversão de papéis que cria carmas de longas datas e que mantém a humanidade nesse ciclo interminável de nascimento e morte. Você recebe o dinheiro que precisa, a profissão que precisa e as pessoas que precisa para trabalhar sobre si mesmo. Portanto, mude a sua percepção e compreenda que todos aqueles que estão ao seu redor são anjos que estão mostrando aspectos escondidos, não compreendidos e negados por você, inclusive aqueles que fazem aquilo que você chama de mal. Tudo diz respeito a você, sempre. Toda experiência e toda relação é uma oportunidade de cura. Use o outro como espelho e permita-se olhar aquilo que te incomoda, deixando assim que a luz ilumine a escuridão e a cura chegue até você.” Dr. Vinícius Maia

    A nossa grande missão é trabalhar a autocura
  4. 03/09/2022

    Quando diminuímos o querer, o essencial nos preenche

    Aqueles que correm demais perdem a apreciação das paisagens. Aqueles que buscam demais não encontram. Até que decidam agir com naturalidade, sob a guiança serena da essência. Sem aguardar recompensas ou resultados. Acalmando a tensão dos opostos e a agitação da mente, alcançamos a reconciliação com a paz profunda do Eterno. Talvez o Caminho nos convide a fazer menos, para que as coisas se façam por elas mesmas. Somente o coração transparente e tranquilo pode nos apontar a melhor direção. Quando se cala o querer, o que nos sobra? O que é essencial. ⠀ Livrem-se do esforço exaustivo associado aos desejos e às paixões... Movam-se no ritmo sereno da Natureza, conduzidos por aquele balanço perfeito e constante do mar que se move tão espontaneamente, sem precisar pensar em fazê-lo. Abandonem o esforço artificial e se aproximem do movimento natural, aquele desprovido do peso do querer. Há uma força harmoniosa que conduz todas as coisas ao seu porto de chegada. Uma corrente de ar que percorre o seu caminho entre as montanhas e que repousa no coração de quem aprendeu a ler a poesia do Espírito. ⠀ Valorizem o repouso entre cada passo. Abandonem a pressa, a ansiedade e as expectativas. Tudo isso gera ruídos que nos impedem de escutar a sublime melodia do silêncio. Voltem o rosto para a eternidade e as coisas transitórias vão se ajustar com mais suavidade, sem tanta interferência ou preocupação. Confiem no fluxo, unam-se a ele. Pois o controle é um labirinto sem saída. Observem o curso da sua natureza interna e entreguem-se aos bons ventos da providência. Deixem que o Vazio devolva a quietude ao Templo. ⠀ Coragem mesmo é se entregar, sem medo, aos desígnios do Mistério. Quando acalmamos a ânsia dos desejos, nossas ações geram frutos mais maduros e saborosos, inspiradas pela disposição enérgica do espírito. Encontramos o ponto de equilíbrio entre a angústia e a euforia, o lugar onde tudo se realiza. Compreendemos que a vida deve seguir o seu curso e seguimos com ela, confiantes e pacientes. Nossos olhos não se perdem mais em horizontes distantes. Repousam na imensidão do Ser. Ali, tudo é belo. Tudo É. Felipe Rocha

    Quando diminuímos o querer, o essencial nos preenche

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