O Porquê

Ponto MP3

O podcast diário O Porquê conta o que você precisa saber sobre a corrida eleitoral de 2026 em Sorocaba e região, de forma leve e simples. De segunda a sexta o programa explica, com ajuda de entrevistados especialistas e repórteres do Porque, o fundamental da eleição.

  1. Oct 2

    Memórias póstumas do debate da Globo

    Entrevistado: Ian Alves Ferreira, sociólogo e doutorando em ciências políticas pela UFMG O debate presidencial da Globo, visto como o mais importante da corrida eleitoral, foi cancelado a menos de 2h do início planejado. Tudo começou quando Renan Santos (Missão), através de uma determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, pôde participar do encontro.  O Tribunal Superior Eleitoral,  também teve algumas ressalvas sobre a realização do debate, que iam inclusive em proteção ao atual presidente. E com a ausência no debate confirmada, Lula optou por dar entrevista ao Flow Podcast, atingindo picos de um milhão e meio de pessoas acompanhando ao vivo. A substituição de Lula por uma entrevista em um podcast se mostrou um verdadeiro jogo de mestre, pois foi o único que pode aparecer ao vivo na noite de ontem. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que desistiu de participar do debate por causa da presença de Renan, até chegou a fazer uma live também com boa parte do panteão da direita, mas ficaram abaixo das metas de audiência, com picos de 520 mil pessoas assistindo simultâneamente.  Para entender como os candidatos pretendem seguir as campanhas a menos de 48h do primeiro turno, como a interferência jurídica tornou a reta final anticlimática e se houve um vencedor com a não realização de mais um debate, conversamos com Ian Alves Ferreira, sociólogo e doutorando em ciência política pela UFMG.

  2. Sep 30

    A terceira idade e a construção de imagem na campanha

    Entrevistada: Mary Del Priore, historiadora e autora do livro "Uma História da Velhice no Brasil". O presidente Lula (PT) tem 80 anos, se alcançar um quarto mandato será a pessoa mais velha a ter ocupado à Presidência da República. Diante desse cenário, o petista passou a falar mais de políticas públicas e incentivos para a terceira idade. Se tornou comum Lula falar em espaços para idosos se divertirem e se exercitarem, além de cobrar a presença desse público nas urnas no próximo domingo (4). O presidente também passou a fazer mais demonstrações de vitalidade, diante das hipóteses e temores de que não concorreria a um novo mandato por conta da idade. Se tornou comum ver Lula nas redes sociais fazendo exercício físico e incentivando o público a também fazer. Diferente do que aconteceu com Joe Biden nos Estados Unidos em 2024, que sob forte pressão, desistiu de concorrer à reeleição por conta de tropeços —físicos e mentais—, Lula quer mostrar que ainda pode mais. A preocupação do presidente ultrapassa as questões físicas de demonstrar uma imagem de vitalidade e parte de alguém que sabe que o voto da terceira idade é crucial para a eleição.  De acordo com uma pesquisa realizada pela Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados, com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que o eleitorado 60+ cresceu 74% entre 2010 e 2026, uma expansão de 20 milhões para 36 milhões de pessoas no período.  Fora os índices que mostram um país cada vez mais velho. Vale também lembrar que além de Lula, a campanha também conta com outros candidatos na terceira idade: Ronaldo Caiado (PSD) com 77 anos, Augusto Cury (Avante) com 67 e Romeu Zema (Novo) com 61.  O Porquê de hoje analisa os elementos que pesam para políticos mais velhos na campanha, o simbolismo das demonstrações de vitalidade e a importância da terceira idade para o pleito. A gente conversa com a historiadora Mary Del Priore, autora do livro “Uma História da Velhice no Brasil”.

  3. Sep 24

    As chances de uma interferência ainda mais explícita dos EUA nas eleições brasileiras

    Entrevistado: Maurício Santoro, cientista político e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha O governo dos Estados Unidos tem emitido sinais ao menos desde 2025, de que planeja interferir ou ao menos, influenciar no processo eleitoral brasileiro. A sensação de que a intromissão é crescente só se agravou nas últimas semanas quando o jornal O Estado de S. Paulo revelou que nas negociações para derrubar o primeiro tarifaço, o governo de Donald Trump entregou uma lista com 52 exigências ao Brasil e uma delas era a permissão de que "dissidentes políticos" participassem da eleição. Não está claro quem seriam esses dissidentes. A colunista da Folha de S.Paulo, Mônica Bergamo, também revelou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), fez um relatório onde eleva as ameaças a eleição a um "nível de criticidade". Aliado a isso, tem a participação do presidente argentino Javier Milei, na convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro e as suspeitas de que o senador tenha parte da campanha financiada por instituições estrangeiras, que fez com que as campanhas de Lula (PT) e Renan Santos (Missão), entrassem com representação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo uma investigação sobre o caso. Para entender como o Brasil se encontra dentro de uma disputa internacional de poder e influência, além de como podemos nos defender de possíveis intervenções estrangeiras arbitrárias, conversamos com Maurício Santoro, cientista político e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha.

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