Uakani

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Pensar Uakani é pensar que é tempo de aquilombar-se, tempo de cuidado, de conexão conosco e com nossa ancestralidade, é tempo de trocar conhecimento, afeto, saberes e dores, é tempo de resistir e acreditar em um futuro melhor. Somos pessoas de lugares, histórias e profissões diversas, mas também somos iguais em muitas dores, experiências e vivências. Aqui a vida será pauta, não há limite ao que a gente tem a dizer, porque nós somos o podcast que tem muita a dizer.

  1. 50- Maconha: por que é que essa erva é proibida?

    11/03/2022

    50- Maconha: por que é que essa erva é proibida?

    Está começando Uakani o podcast que tem muito a dizer, esse podcast é patrocinado pela Zkaya Moda Afro-brasileira  uma marca autoral que tem como propósito levar criatividade, afeto, autoestima e alegria ao mundo através das estampas exclusivas. Eu sou Verdi Vilela e estou aqui hoje com Lino Gabriel,  Laís Zkaya e Karoline Reis. Ganja, chá, xibaba, beck, baseado, taba, são alguns dos muitos nomes atribuídos para a cannabis sativa, mais popularmente conhecida como Maconha. A planta que Luísa Saad aponta que  pode ter sido a primeira a ser cultivada segundo evidências de pesquisas antropológicas e arqueológicas. Dela, nada se perdia: o óleo extraído das sementes tem inúmeras finalidades, dentre elas a medicina, assim como fibra oriunda dos talos, chamada de cânhamo, é responsável por talvez um dos tecidos mais antigos que se tem registro, encontrado inclusive nas velas e cordames das embarcações de nossa colonização e muito provavelmente também das roupas da tripulação. Ainda não menos importante, em suas flores se encontram uma psicoatividade que foram elementos aproveitados por numerosas sociedades ao longo dos tempos. Seu uso tanto recreativo, quanto medicinal, ou economico é milenar, o que é novo é a sua criminalização, um discurso que vem sendo forjado a menos de 100 anos. Uma corrida baseada, ou melhor, forjada em argumentos falaciosos, intencionais ou por ignorância. O que sabemos hoje é que argumentos da criminalização relacionados ao uso recreativo não tem comprovação científica, pelo contrário, seus benefícios é que já foram comprovados cientificamente. E nesse lenga, lenga todo, a pergunta de hoje é: Se Deus criou a natureza e também as belezas desta vida, Bezerra da Silva, Planet hemp, o Uakani e inúmeras outras pessoas querem saber “porque é que essa erva é proibida?” Para responder essa questão, estamos  aqui hoje com Laís Eloá, pesquisadora do programa em Mudança Social e Participação Política na USP. Ela que pesquisa maconha terapêutica com perspectiva de cultivos, associações, regulamentação e descriminação. Boa noite Eloá, seja bem vinda e pode se apresentar. Fale conosco: E-mail: contato@uakani.com.br Uakani nas redes: https://twitter.com/uakanioficial https://www.instagram.com/uakanioficial/ Quem somos nós? https://www.instagram.com/laiszkaya/ https://www.instagram.com/jorgemnguerra/ https://www.instagram.com/karolinefernanda/ https://www.instagram.com/verdivilela/ https://www.instagram.com/lgsantosoficial/

    1h 22m
  2. 49- Reconhecer a nossa potência

    10/27/2022

    49- Reconhecer a nossa potência

    Está começando UAKANI, o podcast que tem muito a dizer! Eu sou o Jorge Guerra e estou aqui com Laís Zkaya, com a Karol Reis, com a Verdi Vilela e com o Lino Gabriel. Costumamos falar muito sobre racismo e seus efeitos negativos sobre a população negra aqui nesse podcast, mas eu tenho feito cada vez mais uma reflexão sobre mecanismos para sair dessa lógica colonial e pensar a nossa existência fora do trauma racial. Katiuscia Ribeiro, filósofa preta, discursa sobre a importância de buscarmos o nosso passado tomando a consciência de que a nossa história não é só de chicotes, correntes, troncos e subalternização. Katiuscia discursa ainda no sentido de que o processo de escravização da população negra se deu a partir do medo sentido pelo homem branco ao pisar no território africano e constatar a grandiosidade da produção dos nossos ancestrais em termos de ciência, cultura, matemática, arquitetura, etc. Existe uma máxima que diz “Ser negro e minimamente consciente é viver o tempo todo com raiva”. Eu não sou esses branco tilêlê que só fala de paz e amor e quer pintar o mundo de colorido, distante da realidade, mas reconheço que é muito fácil cair na lógica de que a nossa luta deve ser movida apenas pela inquietude e revolta dessa realidade que criaram para a gente, porém tenho procurado me amparar no pensamento de que os meus passos vem de longe, que posso ser tão grande quanto meus ancestrais foram e que se ainda estamos aqui, sendo maioria da população brasileira mesmo após tantos anos de violência, é em razão da nossa grandiosidade. Mas e aí amigos, vocês já refletiram sobre o quão potentes nós somos? Fale conosco: E-mail: contato@uakani.com.br Uakani nas redes: https://twitter.com/uakanioficial https://www.instagram.com/uakanioficial/ Quem somos nós? https://www.instagram.com/laiszkaya/ https://www.instagram.com/jorgemnguerra/ https://www.instagram.com/karolinefernanda/ https://www.instagram.com/verdivilela/ https://www.instagram.com/lgsantosoficial/

    1h 3m
  3. 45-É possível falar em branquitudes?

    09/29/2022

    45-É possível falar em branquitudes?

    Está começando o uakani, o podcast que tem muito a dizer. Eu sou Lino Gabriel e estou hoje com: Laís Zkaya e Karol Reis. Hoje é um dia muito especial pra mim. Por dois motivos. O primeiro é a pessoa convidada que já já eu vou contar pra vocês. A segunda é a oportunidade de conversar sobre um tema como este que vem a seguir. A gente, pessoas pretas, sabemos que há uma coisa chamada colorismo. Já discutimos esse tema por aqui. Discutimos também o lugar ou o não lugar da pessoa parda. Ainda discutimos como a colorimetria é diferente a depender de que região estamos. Em Salvador, talvez uma pessoa não seja reconhecida como negra, enquanto em Santa Catarina ela com muita probabilidade não será vista jamais como branca. Uma coisa que ainda me marca é quando eu tava fazendo a minha dissertação que chama “"Não tinha espaço pra mim nessa história": moda, raça e resistência no espaço escolar’, foi que em alguns lugares de Santa Catarina também há colorismo entre as branquitudes, ou seja, branquitudes que se acham e se fazem mais legítimas e legitimadas do que outras. Nossa convidada de alguns capítulos atrás, a Furcifer Scher chama esse tipo de branquitude ‘exacerbada’, diríamos assim de brancos retintos. Os brancos retintos seriam aquelas pessoas loiras, de olhos claros, bem brancas mesmo. Juro, gente, uma pessoa de olhos verdes e cabelos loiros escuros me disse uma vez que o seu apelido, também no interior de Santa Catarina era ‘pretinha’. Pois bem, pra falar sobre as branquitudes eu tenho o imenso prazer de trazer aqui, Lia Vainer Schucman! Liaaaa, maravilhosa, se apresente pra nós, quem é você na fila do pão? Fale conosco: E-mail: contato@uakani.com.br Uakani nas redes: https://twitter.com/uakanioficial https://www.instagram.com/uakanioficial/ Quem somos nós? https://www.instagram.com/laiszkaya/ https://www.instagram.com/jorgemnguerra/ https://www.instagram.com/karolinefernanda/ https://www.instagram.com/verdivilela/ https://www.instagram.com/lgsantosoficial/

    1h 13m
  4. 44- Responsabilidade Afetiva

    09/22/2022

    44- Responsabilidade Afetiva

    Está começando Uakani, o podcast que tem muito a dizer. Eu sou Laís ZKaya, e estou com Karol Reis, com Lino Gabriel, e com Jorge Guerra Aqui em Uakani a gente já falou de relacionamentos e afetos, ouçam os podcast o que é o amor, amor colonial, relacionamento afrocentrado, e interracial, e uma serie de outros episódios, e o episódio de hoje é para falarmos sobre responsabilidade afetiva, mas afinal o que é responsabilidade afetiva? Responsabilidade afetiva é assumir o seu papel quanto às expectativas criadas em uma relação, porque vamos combinar que não é legal estimular um relacionamento, dizer que ama, fazer planos para o futuro, que ninguém pediu, e de um dia para o outro terminar. É normal repensar relações e querer encerra-las, aqui ninguém vai dizer que você é obrigado a ficar com alguém que não queira, afinal não estamos no século 19. Mas com responsabilidade afetiva há conversas racionais, respeito a essas conversas e as consequencias que essas promessas podem trazer. Mais do que um erro é uma irresponsabilidade levar a pessoa a acreditar que é amada e desejada quando, na verdade, não é. E para ajudar na reflexão trago o audio Não Seja Joana, gravado por Diego Queiroz, lá em 2017 mas que permanece atual, disponível no youtube, um video que sempre mando quando algum amigo está em uma desilusão causada pela falta de responsabilidade afetiva. Fale conosco: E-mail: contato@uakani.com.br Uakani nas redes: https://twitter.com/uakanioficial https://www.instagram.com/uakanioficial/ Quem somos nós? https://www.instagram.com/laiszkaya/ https://www.instagram.com/jorgemnguerra/ https://www.instagram.com/karolinefernanda/ https://www.instagram.com/verdivilela/ https://www.instagram.com/lgsantosoficial/

    1h 2m

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