Garimpando Bolachas

Junão Amato

JUNÃO AMATO tem como missão poupar o tempo de pesquisa dos seguidores, oferecendo músicos novos de extrema competência nos estilos: Soul/blues/jazz/rock/funk, garimpados com 50 anos de experiência.

  1. 19h ago

    Garimpando Bolachas- Episódio 66- HOWARD TATE

    Fala, garimpeiros e garimpeiras a postos! Sejam bem-vindosao Garimpando Bolachas, o podcast onde a gente limpa a poeira dos vinis e desenterra as histórias mais absurdamente fascinantes da música. Hoje a gente vai falar de um nome que talvez não pule na suamente de primeira, mas que moldou o som de gigantes, gravou hinos definitivos e teve uma das trajetórias mais cinematográficas — e dolorosas — da história do soul: Episódio 66- Howard Tate – O Tesouro Perdido do Soul Aperta o cinto, solta a agulha e vem com a gente. Para entender a genialidade de Howard Tate, a gente precisavoltar para a Filadélfia dos anos 1960. Tate começou cantando gospel, aquela escola que transformava qualquer palco profano em um altar de arrepiar os cabelos. Mas o ponto de virada da carreira dele acontece quando ele cruza o caminho de um compositor e produtor lendário chamado Jerry Ragovoy. Essa dupla era dinamite pura. Ragovoy escrevia cançõesviscerais, dramáticas, cheias de alma, e Tate tinha uma voz capaz de arrancar lágrimas de uma pedra — com um falsete cortante e uma entrega emocional misturando soul com muita sofisticação. É dessa parceria que saem petardos absolutos como "Ain't Nobody Home", "Stop" e a obra-prima transcendental: "GetIt While You Can". E aqui vai o primeiro detalhe curioso que muita genteignora: se você acha que "Get It While You Can" é uma criaçãooriginal da Janis Joplin, foi o Howard Tate que gravou a original em 1967. A versão da Janis é antológica, rasgada, visceral?  Sim, com certeza. Mas foi Tate quem deu o primeiro sopro de vida àquela letra, num verdadeiro grito de sobrevivência. E não para por aí. A influência de Tate na música da épocaera subterrânea, mas gigantesca. O som dele era tão à frente e tão respeitado pelos músicosque virou  segredo de estado: Mas se a música era brilhante, a indústria fonográfica foicruel. Brigas por direitos, contratos leoninos e a falta de retorno financeiro justo começaram a moer Howard. Nos anos 70, frustrado com o meio musical, Tate tomou umadecisão drástica: ele simplesmente largou a música. Pendurou o microfone, sumiu dos palcos e foi vender seguros de vida em Nova Jersey. A partir daí, a vida do cara virou um enredo de blues pesado. Nos anos 80, o destino desferiu o golpe mais cruel imaginável: sua filha de 13 anos morreu em um incêndio em sua casa. O baque emocional foi imenso. Tate afundou nas drogas e, nos anos 90, o homem que já havialotado casas de shows e emplacado hits nas paradas da Billboard estava vivendo em abrigos para moradores de rua. Parecia o fim definitivo da linha para mais um gênio esquecido pelo tempo. Mas o garimpo às vezes nos reserva milagres. Enquanto morava nas ruas e lutava, Tate deu a volta por cimade uma forma linda: Limpou sua vida, virou conselheiro de dependentes químicos e começou a pregar em igrejas locais. Foi num desses giros do destino que um radialista e fã obcecado por soul music chamado Gary Calamar começou a caçar o paradeiro de Tate, achando que ele já podia ter falecido. Calamar encontrou Tate trabalhando como pregador em NovaJersey. Em 2003, aos 64 anos de idade, Howard Tate foi "redescoberto". Entrou em estúdio e lançou um álbum chamado apropriadamente de Rediscovered. O disco foi aclamado pela crítica mundial, rendeu turnêsinternacionais e garantiu a ele um final digno de lenda viva. Howard Tate pôde ver o mundo aplaudir de pé o seu talentoantes de nos deixar em 2011, vítima de câncer. Para que vozes como a de Howard Tate nunca sejam soterradas pelo tempo e pelo esquecimento. Se você curtiu essa história, corre nas plataformas digitaisou revira o sebo mais perto da sua casa atrás de um vinil original da Verve dos anos 60. E não esquece: curte, compartilha esse episódio com aqueleamigo que acha que soul music se resume a três artistas, e assina o site e canal do Garimpando Bolachas.

  2. Sep 25

    Garimpando Bolachas- Episódio 65- PHILIP BAILEY

    Garimpando Bolachas | Episódio 65: A Voz Além das Nuvens – A Biografia de Philip Bailey Fala, garimpadores e garimpadoras de plantão! Sejam muito bem-vindos ao Garimpando Bolachas, o seu podcast dedicado às raridades do vinil e às histórias que moldaram a soul music pelo mundo. Eu sou Junão Amato, e hoje nós vamos abrir uma prateleira muito especial da nossa discoteca. No episódio 65, vamos mergulhar de cabeça na trajetória de uma das vozes mais impressionantes, celestiais e inconfundíveis da história da soul music. Vamos falar sobre ele: o homem das quatro oitavas, dono de um falsete que desafia a gravidade, pilar fundamentalde Philip Bailey. Aperte o cinto, ajeite seu fone e venha garimpar essa história com a gente. Bloco 1: Os Primeiros Passos em Denver e o Encontro com o Jazz Para entender a grandiosidade de Philip James Bailey, nascido em Denver, Colorado, em maio de 1951, a gente precisa voltar no tempo. Diferente de Detroit ou Chicago, Denver não era exatamente o epicentro comercial da soul music nos anos 60. Mas o jovem Philip tinha uma arma secreta: a curiosidade. Inspirado pelo acervo de jazz da mãe de um amigo e por gigantes como Miles Davis, John Coltrane e Sarah Vaughan,Bailey começou a entender que a voz humana não era apenas um meio para cantar letras, mas sim um instrumento de improviso, textura e emoção. Antes de mudar os rumos da música mundial, ele cantava em bandas locais como a Friends & Love. O que parecia ser apenas mais um grupo talentoso do Colorado acabou cruzando o caminho do visionário Maurice White. E aí, meu amigo... o jogo virou de vez. Bloco 2: A Era Dourada com o Earth, Wind & Fire Em 1972, Philip Bailey aceitou o convite de Maurice White para integrar o Earth, Wind & Fire. A partir dali, nascia uma das duplas vocais mais dinâmicas e magnéticas da história: obarítono encorpado e místico de Maurice encontrando o falsete estratosférico e cortante de Philip. O Earth, Wind & Fire não era só uma banda de funk e soul; era uma experiência espiritual, visual e sonora que quebrou barreiras raciais e culturais na indústria fonográfica. E no centro desse furacão sônico estava Philip Bailey, dividindo o palco com uma seção de sopros lendária e distribuindo grooves na percussão. Bloco 3: O Voo Solo e o Clássico com Phil Collins Mas um artista com tanta ânsia por evolução não cabia em um lugar só. Nos anos 80, enquanto o grupo dava uma pausaestratégica, Philip começou a explorar sua identidade fora do coletivo. Em 1984, ele lançou seu álbum solo Chinese Wall, produzido por Phil Collins. A faixa Easy Lover estourou nas paradas do mundo todo, rendeu indicações ao Grammy e provou que o alcance de Bailey ia muito além— ele dominava a música global com a mesma facilidade com que rasgava notas em cima de um arranjo complexo de jazz. Ao longo da carreira, Philip ainda explorou a música gospel (vencendo prêmios importantes) e álbuns de jazz instrumental sofisticados, mostrando que sua curiosidade musical nunca teve fim. O Legado de uma Lenda Viva Ele nos ensinou que a verdadeira música atemporal nasce da mistura de rigor técnico, alma e muita, mas muita verdade. Quando você for à playlist do Garimpando Bolachas, e clicar no play, repare nos detalhes dos agudos, na delicadeza das harmonias. Ali está a assinatura de um mestre. E com isso fechamos o episódio 65 do Garimpando Bolachas! Se você curtiu essa viagem sonora, compartilha esse episódio com aquele amigo que ama um bom vinil e cola com a gente nas redes sociais. Um grande abraço, bons garimpos a todos, e até a próxima Discografia:  Continuation (1983) The Wonders of His Love (1984) — Primeiro álbum gospel do artista Chinese Wall (1984) Triumph (1986) — Álbum gospel premiado com o Grammy Inside Out (1986) Family Affair (1989) Philip Bailey (1994) Life and Love (1998) Dreams (1999) — Foco maior na vertente do jazz Soul on Jazz (2002) Love Will Find a Way (2019)

  3. Jul 5

    Garimpando Bolachas- Episódio 63- BLACK JOE LEWIS

    "Se você acha que o Blues moderno se resume a caras de terno tocando solos bonitinhos em grandes festivais... você precisa resetar os seus ouvidos agora mesmo.   O nosso personagem de hoje não aprendeu a tocar na Igreja e nem herdou uma guitarra de família. Ele aprendeu a arranhar os primeiros acordes escondido no expediente de uma loja de penhores onde trabalhava. E mesmo depois de tocar no Coachella e rodar o mundo, ele continuou batendo concreto na construção civil para pagar as contas. Hoje, no Garimpando Bolachas, nós vamos abrir as portas do mundo sonoro e realista de Black Joe Lewis. Aumente o volume, porque o som aqui é sujo, é bruto, e é 100% real.   Bloco 1: A Introdução Impactante ·       "Você provavelmente já ouviu histórias de astros da música que enriqueceram e esqueceram as origens.Mas o cara de quem vamos falar hoje faz o caminho inverso. Ele já tocou nos maiores festivais do planeta, mas se você bobear, encontra ele batendo concreto em uma obra no Texas para pagar as contas da semana. Bem-vindos ao [Garimpando Bolachas]. Hoje nós vamos quebrar tudo com o som garageiro, visceral e operário de Black Joe Lewis."    "Se o blues tradicional chora as pitangas, o blues de Black Joe Lewis chuta a porta. Misturando o peso do punk rock com o groove do funk de James Brown, ele criou um dos sons maisbarulhentos da última década. Mas o mais impressionante não é o som. É de onde ele veio." Bloco 2: A Origem na Loja de Penhores e o TrabalhoBraçal        "Joe Lewis nasceu no Arizona, mas foi em Austin, no Texas, que a mágica — ou o acidente — aconteceu.Ele não foi um garoto prodígio. Aprendeu a tocar guitarra já adulto por puro tédio. Ele trabalhava em uma loja de penhores e, entre um cliente e outro, pegava as guitarras do estoque para arranhar uns acordes."       "Dessa crueza nasceu seu estilo: sem frescura, sem teoria musical perfeita, apenas pura energia. E essa realidade dura moldou sua carreira. Joe Lewis é a definição do músico decolarinho azul. Ele nunca largou o trabalho braçal. Em entrevistas, ele conta com naturalidade que alterna turnês mundiais com empregos em redes de fast-food ou na construção civil. É essa vida real que dá o tom das suas letras sobre falta de dinheiro, frustração e sobrevivência." Bloco 3: O Sucesso com os Honeybears e a Ironia doNome ·      "Em 2007, as coisasescalaram. Joe juntou uma cozinha de peso e uma seção de metais violenta, fundando o Black Joe Lewis & The Honeybears. O impacto foi imediato.A revista Esquire apontou os caras como grande promessa. ·      "O álbum de estreia, Tell 'Em What Your Name Is!, levou a banda para os palcos principais do Coachella e do Bonnaroo. Mas preste atenção no nome: Black Joe. Essa é uma provocação histórica genial. 'Old Black Joe' era uma canção do século XIX que romantizava a escravidão no sul dos Estados Unidos. Joe Lewis adotou o nome de forma totalmente irônica, como quem diz: 'Agora o Black Joe está no controle, e o som é meu'." Bloco 4: A Crise com a Indústria e o Legado Punk     "Mas a indústria da músicaadora domesticar os artistas, e com o Joe não deu certo. No disco ElectricSlave, de 2013, ele mandou as fórmulas pop para o espaço. O som ficou mais sujo, quase um hard rock garagem. Ele preferiu o circuito de clubes barulhentos a se render ao comercialismo."       "Para ele, o palco não é umlugar de glamour, é uma válvula de escape. É onde ele descarrega a raiva docansaço diário da vida de trabalhador. Se você gosta da crueza de Gary Clark Jr., The Black Keys ou The White Stripes, Black Joe Lewis é parada obrigatória na sua playlist."

  4. May 3

    Garimpando Bolachas- Episódio 62- FANTASTIC NEGRITO

    A Fênix de Oakland  "Saudações, garimpeiros e colecionadores de histórias. Você está no Garimpando Bolachas, e hoje a nossa escavação nos levou a um dos personagens mais fascinantes da música contemporânea. No episódio 62, vamos abrir os arquivos de um homem que viveu três vidas em uma única jornada.Estamos falando de Fantastic Negrito."  "Para entender o som que sai dos alto-falantes hoje, precisamos voltar para 1968. Xavier Amin Dphrepaulezz nasceu em Massachusetts, o oitavo de 15 filhos em uma família muçulmana ortodoxa de origem somali. Aos 12 anos, ele foi jogado no caldeirão cultural de Oakland, Califórnia. E foi ali, entre o tráfico de drogas, o perigo das ruas e a efervescência do funk e soul, que ele aprendeu sua primeira lição: a sobrevivência."  "Xavier era um prodígio. Ele invadia as salas de música da UC Berkeley para praticar piano sem ser aluno. E esse talento bruto chamou a atenção da indústria. Em meados dos anos 90, ele assinou um contrato lendário de um milhão de dólares com a Interscope Records, sob o nome artístico de Xavier.  Ele tinha tudo: o dinheiro, o visual, o apoio da gravadora. Em 1996, lançou The X Factor. Mas o disco era polido demais, comercial demais. Não tinha a 'sujeira' da alma dele. O álbum fracassou, a gravadora o abandonou e ele se viu perdidono limbo da indústria fonográfica." "Mas o pior ainda estava por vir. Em 1999, um acidente de carro devastador quase o tirou deste mundo. Xavier ficou em coma por três semanas. Seus órgãos falharam.Seus músculos foram destruídos. Sua mão direita, a mão da guitarra, ficou permanentemente danificada.  Ele desistiu da música. Vendeu tudo. Mudou-se para uma fazenda e jurou que nunca mais subiria num palco. Durante anos, foi apenas um pai de família e um fazendeiro em Oakland."  "Mas o 'garimpo' da vida é imprevisível. O nascimento de seu filho Kyu mudou tudo. Ao tentar tocar uma nota simples para ninar o pequeno, sentiu o chamado novamente.Mas agora, ele não queria o milhão de dólares da Interscope. Ele queria a verdade. Ele adotou o nome Fantastic Negrito. O 'Fantastic' veio da vontade de criar algo maior que a vida, e o 'Negrito' foi uma homenagem à 'música de raiz negra' que construiu o mundo. Ele foi para as ruas. Começou a tocar em estações de trem,onde ninguém se importava com quem ele era. Ali, ele redescobriu o blues — não o blues de museu, mas o blues do trabalhador, da dor e da superação, principalmente o novo blues." É considerado o mais criativo e inovador bluesman da atualidade.  "Em 2015, ele venceu o concurso Tiny Desk Concert da NPR entre milhares de inscritos. O mundo finalmente ouviu o que Oakland já sabia. O que se seguiu foi uma das maiores sequências da história da música: três prêmios Grammy consecutivos de Melhor Álbum de Blues Contemporâneo. The Last Days of Oakland (2016) Please Don't Be Dead (2018) Have You Lost Your Mind Yet? (2020)  Fantastic Negrito provou que o blues não é um gênero antigo, mas um estado de espírito. Ele mistura o punk, o funk de Prince, o rock de Led Zeppelin e o Delta Blues de Robert Johnson em uma maçarica sonora que queima qualquer rótulo."

    Garimpando Bolachas- Episódio 62- FANTASTIC NEGRITO
  5. Apr 10

    Garimpando Bolachas- Episódio 61- RAUL MIDÓN

    Raul Midón   Nasceu em 14 de março de 1966 prematuramente em um h Hospital rural em Embudo, Novo México, filho de pais de ascendência argentina e afro-americana. Raul e seu irmão gêmeo, Marco, ficaram cegos ainda bebês após passarem um tempo em uma incubadora sem a devida proteção ocular. Sabia desde muito cedo que tinha interesse por música. Escreveu em seu site que, quando criança, "andava de carro e ouvia o ritmo da seta. Eu ouvia música em tudo, da buzina do carro ao canto dos grilos". A música tornou-se parte integrante da vida de Midón aos quatro anos de idade, quando seu pai o apresentou à bateria. . Em seguida, ingressou na Universidade de Miami, e escolheu o currículo de jazz, formando-se em 1990. Ouvia a coleção de discos de Charlie Parker e Miles Davis do pai, além da música pop da época:Stevie Wonder, James Taylor, Joni Mitchell e Paul Simon. Essas influências o levaram a explorar o jazz. Começou a ter aulas de violão com um músico flamenco, passou para o violão clássico e, em seguida, para o jazz.  Começou sua carreira como cantor de estúdio para artistas latinos como Shakira, Alejandro Sanz, Julio Iglesias e José Feliciano. Após excursionar com Shakira, mudou-se para Nova York para seguir carreira solo. Lá, trabalhou com o produtor e DJ Little Louie Vega. O álbum contou com uma participação especial de Stevie Wonder, um de seus ídolos, outra com Jason Mraz e uma música escrita em homenagem a Donny Hathaway intitulada"Sittin' in the Middle". Midón é um ávido entusiasta do rádio amador, que usava seu indicativo de chamada (KB5ZOT). 2005, a estréia de Midon na televisão nacional aconteceu no programa Late Show com David Letterman Participou no álbum Possibilities de Herbie Hancock de 2006, com a música " I Just Called to Say I Love You " de Stevie Wonder. Em 2016, ele fez uma turnê pelos Estados Unidos sob o nome Monterey Jazz Festival com Gerald Clayton, Nicholas Payton, Gregory Hutchinson e Joe Sanders. Várias faixas deste álbum contam com a participação Lionel Cordew na bateria e Richard Hammond no baixo. Em 2017, Raul lançou seu álbum Bad Ass And Blind, que foi indicado ao prêmio de Melhor Álbum Vocal de Jazz . Em 2019, Raul recebeu o prêmio de ex-aluno ilustre do ano da Universidade de Miami. Em 2020, foi muito produtivo, lançou seu álbum "The Mirror",  Também "Hold Tight" do compositor latino da Broadway Jaime Lozano, "Rise Up" com o DJ e produtor alemão Henrik Schwarz. Participou da releitura de "Along The Watchtower/Breathe" com o vibrafonista Joe Locke em homenagem ao movimento Black Lives Matter. Raul também contribuiu para o Tiny Desk Home Edition da NPR com uma apresentação virtual gravada em seu estúdio caseiro. Em 2021, o álbum The Mirror, foi indicado ao prêmio Libera /A2IM de melhor álbum de jazz. Durante a pandemia, Raul gravou seu primeiro álbum instrumental, Eclectic Adventurist, que contou com duetos com Mike Stern, Alex Cuba, Lionel Loueke, Lindsey Blair,Julia Bailen, Dean Parks, Stephane Wrembel, Romero Lubambo e Marvin Sewell. O álbum foi lançado em novembro de 2022 por sua própria gravadora, ReKondite ReKords. Em 2022, Raul se apresentou no Kennedy Center com a NSO, regida por Vince Mendoza, com Lalah Hathaway, Jimmie Herrod, Renee Fleming, entre outros. O show foi gravado para a PBS e posteriormente exibido no programa Next At The Kennedy Center, Temporada Um, Episódio 2. Em 2023, Raul gravou seu 13º álbum de estúdio solo, Lost & Found .  Discografia Thanks to Life (1999) Live Limited Edition (2004) State of Mind (2005)A World Within a World (2007) Synthesis (2010)Blind to Reality (2010) Invisible Chains Live from New York (2012) Don't Hesitate (2014) Bad Ass and Blind (2017) If You Really Want (2018) The Mirror (2020) Eclectic Adventurist (2022) Lost & Found (2024)

  6. 12/27/2025

    Garimpando Bolachas- Episódio 59 I - BRIAN OWENS- Inglês

    BRIAN OWENS   Sentado à mesacom Brian Owens, pode-se ter a sensação de estar conversando com uma pessoa calma e autoconfiante, mesmo sendo uma poderosa voz da soul americana. Ele não projeta a vida agitada de um artista de sucesso internacional, mas sim a energia profunda que domina sua música.  Criado em St. Louis, sua música reflete uma cidade impregnada de blues, soul e folk, resultando em um estilo inconfundivelmente seu, mas que remete a artistas comoMarvin Gaye, Otis Redding, Al Green e seu pai, Thomas Owens. "Quero ter minha própria voz, mas de uma forma que seja familiar às pessoas", diz Owens. “Então, eu gosto das comparações porque significa que as pessoas se sentem confortáveis ​​com as minhas influências”. No início, como um dos vocalistas do Sidewinder, se tornou uma sensação no YouTube com 2,5 milhões de visualizações. “Estou muito animado com a exposição”, diz ele. “Exposição positiva é sempre boa, mesmoquando não estou no centro das atenções.  Em seu primeiro single com distribuição nacional, “I Just Want to Feel Alright”, Owens evoca suas experiências universais de dor e desespero, e ao mesmo tempo, esperançoso para os nossos tempos.  Brian atribui grande parte do seu estilo de interpretação à constância da natureza humana. "Descobri que não há nada de novo sobre o que escrever – apenas novas maneiras de escrever sobre os ciclos empolgantes, da vida.  A música que toca as pessoas é sobre a natureza humana. Isso não muda. O que nos torna vulneráveis, o que nos assusta, o que nos faz felizes." O primeiro grande lançamento de Brian, “Moods & Messages”, é, segundo ele próprio, a trilha sonora de sua jornada como artista de soul. Teve o apoio da gravadora Destin Records, de St. Louis, e distribuição pela RED, de Nova York, da Sony Music.  Owens afirma:“Moods & Messages fala sobre equilibrar os sentidos e transmiti-los.  “Moods & Messages” foi lançado em setembro de 2012 no Japão.  Encanta em Brian sua dedicação à esposa, Amanda, e aos quatro filhos, e seu compromisso como um cristão fervoroso, inclusive coordena programas comunitários da OrquestraSinfônica de St. Louis.    Discografia:   2008- The Cole Session 2009- & Martha Mae, Live at The Sheidon Concert Hall 2012- Moods & Messages 2014- You’re All I Need, Sings Marvin Gaye 2014- Preach! 2017- Soul of Ferguson 2017- Soul of Cash 2021- & The Royal Five 2025- Duets whith Dead

  7. 12/27/2025

    Garimpando Bolachas- Episódio 59- BRIAN OWENS

    BRIAN OWENS   Sentado à mesacom Brian Owens, pode-se ter a sensação de estar conversando com uma pessoa calma e autoconfiante, mesmo sendo uma poderosa voz da soul americana. Ele não projeta a vida agitada de um artista de sucesso internacional, mas sim a energia profunda que domina sua música.  Criado em St. Louis, sua música reflete uma cidade impregnada de blues, soul e folk, resultando em um estilo inconfundivelmente seu, mas que remete a artistas comoMarvin Gaye, Otis Redding, Al Green e seu pai, Thomas Owens. "Quero ter minha própria voz, mas de uma forma que seja familiar às pessoas", diz Owens. “Então, eu gosto das comparações porque significa que as pessoas se sentem confortáveis ​​com as minhas influências”. No início, como um dos vocalistas do Sidewinder, se tornou uma sensação no YouTube com 2,5 milhões de visualizações. “Estou muito animado com a exposição”, diz ele. “Exposição positiva é sempre boa, mesmoquando não estou no centro das atenções.  Em seu primeiro single com distribuição nacional, “I Just Want to Feel Alright”, Owens evoca suas experiências universais de dor e desespero, e ao mesmo tempo, esperançoso para os nossos tempos.  Brian atribui grande parte do seu estilo de interpretação à constância da natureza humana. "Descobri que não há nada de novo sobre o que escrever – apenas novas maneiras de escrever sobre os ciclos empolgantes, da vida.  A música que toca as pessoas é sobre a natureza humana. Isso não muda. O que nos torna vulneráveis, o que nos assusta, o que nos faz felizes." O primeiro grande lançamento de Brian, “Moods & Messages”, é, segundo ele próprio, a trilha sonora de sua jornada como artista de soul. Teve o apoio da gravadora Destin Records, de St. Louis, e distribuição pela RED, de Nova York, da Sony Music.  Owens afirma:“Moods & Messages fala sobre equilibrar os sentidos e transmiti-los.  “Moods & Messages” foi lançado em setembro de 2012 no Japão.   Encanta em Brian sua dedicação à esposa, Amanda, e aos quatro filhos, e seu compromisso como um cristão fervoroso, inclusive coordena programas comunitários da OrquestraSinfônica de St. Louis.    Discografia:   2008- The Cole Session 2009- & Martha Mae, Live at The Sheidon Concert Hall 2012- Moods & Messages 2014- You’re All I Need, Sings Marvin Gaye 2014- Preach! 2017- Soul of Ferguson 2017- Soul of Cash 2021- & The Royal Five 2025- Duets whith Dead

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