Portfólio - Lic. História/Área de Linguagens e Sociedade-Módulo C-Fase II

Marta Oliveira

Descreve o protagonismo feminino ao longo dos anos.

Episodes

  1. Season 1, Episode 1 Trailer

    Patrimônio, museus, mulheres e escrita - As inúmeras guerreiras do nosso cotidiano, memória. e História. Por MODantas - Licenciatura em História

    Cora Coralina, uma mulher a frente de seu tempo, muito me inspira e orgulha, ao manter acesa a chama de poetiza ao longo dos anos de dona de casa, mãe e doceira. Cumpriu as obrigações que lhe foi imposta pela vida, contornou e algumas vezes atravessou o mar das circunstâncias com uma sabedoria que não se adquire nas universidades. Sua coragem me revigora pessoalmente, pois estou uma graduanda temporã em homenagem a minha mãe, a primeira e mais importante heroína do livro da minha vida. Me remete também, a história de minha tia, que transformou-se em uma espécie de matriarca da que a acolheu, quando ficou órfã, ainda criança, e hoje, como uma guerreira em combate, segue provando que a vida não é uma receita de bolo e que o improvável, o inesperado, a coragem, podem surgir a qualquer tempo, em qualquer vida humana, independente de etnia, gênero, religião, ou mesmo das probabilidades. Ultimamente, dentre as heroínas em que me inspiro, Cora Coralina é a que ajuda a validar minhas escolhas atuais.. "O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim tem o que colher." Cora Coralina." Uma das muitas heroínas brasileiras anônimas ou semi anônimas foi Maria Filipa, uma negra, trabalhadora braçal, marisqueira, quituteira, idade imprecisa, que viveu na ilha de Itaparica nos anos de 1800. Segundo o escritor Ubaldo Osório Pimentel ( A Ilha de Itaparica: História e Tradição -, Fundação Cultural da Bahia. OCLC 864756554), essa guerreira liderou um grupo composto em sua maioria de mulheres igualmente marisqueiras e pescadoras local, contra os soldados portugueses, usando estratégias simples, práticas e muito eficientes. O autor Xavier Marques, em seu romance “ O Sargento Pedro”, cita a figura histórica Maria Felipa. Declarada Heroína da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 13.697 em 26 de julho de 2018 e seu nome segue inscrito no “ Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria”, localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves”, situado em Brasília, Distrito Federal. Infelizmente, apesar da narrativa de sua trajetória se tratar de um patrimônio imaterial, não há um busto dessa lutadora que tanto contribuiu para nossa história, em praças ou museus aqui na Bahia. Recentemente a população de Itaparica em um ato audacioso, incluiu por conta própria o nome dessa heroína na Lápide aos Heróis da Cidade colocada na Capela da Piedade no ano de 1923, conforme apurado pela repórter Clarissa Pacheco do Correio da Bahia. “A mulher escravizada Muito castigo levou Mas dona Maria Felipa A cabeça levantou Recusou naquele tempo Ser levada pelo vento Sua luta começou” Aliás, o estado da Bahia, tem foi descuidado e ingrato com seus heróis em geral, mais ainda, tratando-se de mulheres e/ou negras(os).  O descaso aos nossos heróis e patrimônios históricos se observam, na pouca reverencia e referência dispensadas à sóror Joana Angélica, morta na porta do convento da Lapa, pelos portugueses, durante as lutas pela independência. A religiosa, que empresta seu nome a uma grande avenida no centro de Salvador, mas que deveria ser mais reverenciada pelo seu ato corajoso e fatal, que a tornoumártir. Referência: Pimentel, Ubaldo Osório - Fundação Cultural da Bahia. OCLC 864756554 Farias, Eny Kleide Vasconcelos, Maria Felipa de Oliveira Heróína da Independência da Bahia - |13/09/2010 Frasão, Diva, www.ebiografia.com,21/01/2019 Goes, Ana.- Annaes do Archivo Público da Bahia, vol. XXX, Bahia. Imprensa Official do Estado, 1947, p. 243-244. www.correiodabahia.com.br, 01.07.2017

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