Mulheres Sustentáveis

Mulheres Sustentáveis

Nesse grande círculo feminino, a jornalista Geiza Rocha conversa sobre os desafios e aprendizados que moldam as escolhas de líderes que trabalham com a agenda da sustentabilidade. Em um bate papo alto astral e profundo, vamos aprender juntas como práticas do dia a dia mudam realidades e podem fazer diferença no futuro das novas gerações.

  1. 12/07/2022

    Joanita Karoleski "Na sustentabilidade, assim como na inovação, tem sempre um jeito de fazer melhor"

    Essa semana o Podcast Mulheres Sustentáveis apresenta a trajetória e a experiência da presidente do Fundo JBS para a Amazônia, Joanita Maestri Karoleski. Focado em três pilares: conservação da natureza e restauração da floresta; desenvolvimento socioeconômico das comunidades e desenvolvimento científico e tecnológico, o Fundo tem impulsionado a criação de novos negócios e a conectividade das comunidades.   Em janeiro de 2020, quando estava planejando se aposentar, já no auge da carreira como CEO da Seara, Joanita assumiu o programa Fazer o Bem faz Bem pela JBS. "A pandemia nos deu a oportunidade de conhecer o Brasil", relembra.   A experiência de apoio a municípios em todo o país para ultrapassar a crise lançou as bases de um novo desafio: presidir o Fundo JBS pela Amazônia, lançado em setembro do mesmo ano.   Com dois anos de funcionamento, os resultados que começam a ser colhidos são grandiosos como a própria região: R$ 60 milhões investidos, em 18 projetos que impactam 15.590 famílias. Ao fim de cinco anos ela espera entregar cinco milhões de hectares preservados. O segredo? Fazer junto. "Quando montamos o Fundo, procuramos quem já estava atuando no território, e a ajuda daqueles que conhecem a Amazônia", explica.  Ela conta, ainda, sobre a transformação interna pela qual passa em suas imersões na Amazônia. "Temos que ouvir mais, observar. As vezes numa conversa, na hora do jantar, ou durante os deslocamentos de dez horas, que vamos descobrindo mais sobre os desafios e podendo trazer ideias para somar", explica.   Para conhecer mais sobre o Fundo acesse: https://fundojbsamazonia.org/ Acesse nosso site: https://www.podpage.com/mulheres-sustentaveis-1/joanita-karoleski-na-sustentabilidade-assim-como-na-inovacao-tem-sempre-um-jeito-de-fazer-melhor/ Assista no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=RcAokTKYDd0 Acesse nossa comunidade no whatsapp para acompanhar as novidades: https://chat.whatsapp.com/LNTLYLVz4o1AEurZPxk6Pn Mostrar menos

  2. 11/23/2022

    Rodrigo Sabatini: "Por meio do Lixo Zero as pessoas iniciam uma jornada para a cultura do cuidar"

    Fundador do Instituto Lixo Zero Brasil, o engenheiro Rodrigo Sabatini iniciou o movimento de promoção da destinação correta dos resíduos desafiado pelas duas filhas. "Desde pequenas elas diziam que no futuro iriamos ser guerrilheiros por causa da falta de água, e me perguntavam o que podíamos fazer", relata.   Da constatação de que o lixo deveria ser o foco até a consolidação de um movimento que hoje mobiliza pessoas em todo o país para a troca de ideias, e para a realização de ações em conjunto, foi uma longa caminhada, que começa por chamar atenção para a nossa responsabilidade individual. "Todos os dias, várias vezes ao dia produzimos resíduos pelos quais somos responsáveis. Portanto cabe a nós tomar a decisão sobre o que fazer com esse resíduo e romper o círculo vicioso que leva esse resíduo para os lixões", desafia. E completa: “Lixo Zero é uma ferramenta para transformações individuais e corporativas. Por meio dele as pessoas iniciam uma jornada para a cultura do cuidar”.  Durante nossa conversa, Sabatini revela que 70% dos integrantes do Movimento Lixo Zero são mulheres, maioria que ele deve à uma característica que julga natural das mulheres. "Vocês mulheres tem a cultura do cuidado seja porque nascem com isso, seja porque são instadas a desenvolver ao longo da vida. O segredo portanto é fazermos juntos, e não deixar as características masculinas como a da competitividade atrapalharem", ressalta.  Para quem não conhece o Movimento Lixo Zero, todos os anos, na última semana de outubro, ele estimula as pessoas a promoverem eventos que compartilhem experiências em torno do tema. Esses eventos acabam gerando propostas de políticas públicas que ampliam o impacto dessa ação. "Os governos dependem da vontade pública. Por isso estimulamos a inclusão dessa semana no calendário das cidades e estados, para estimular as boas práticas e bons exemplos".  Também conversamos sobre a experiência de ver nascer a primeira "Escola Lixo Zero" certificada no interior de Santa Catarina. "Nela desafiamos os jovens a reduzir a produção de resíduos e eles movimentaram toda a comunidade para fazer isso acontecer".  Quem quiser conhecer mais sobre essa experiência, podem acessar o documentário "A Revolução começa aqui"  Assista a entrevista completa e comente o que achou!  Para conhecer mais sobre o Instituto Lixo Zero Brasil acesse: https://ilzb.org/ Assista no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=HFqXRM3Wjt4 Acesse nosso site: https://www.podpage.com/mulheres-sustentaveis-1/rodrigo-sabatini-por-meio-do-lixo-zero-as-pessoas-iniciam-uma-jornada-para-a-cultura-do-cuidar/ Acesse nossa comunidade no whatsapp para acompanhar as novidades: https://chat.whatsapp.com/LNTLYLVz4o1AEurZPxk6Pn

  3. 11/16/2022

    Alice Hagge: "Na década da emergência climática, as secretarias de meio ambiente precisam ser prioridade"

    "Não é possível mais romantizar nem a posição da mulher (não somos super heroínas, temos limites), e nem a responsabilidade e a necessidade de estruturar os órgãos municipais de meio ambiente". Essa foi uma constatação que surgiu nessa entrevista porque a minha entrevistada no Podcast Mulheres Sustentáveis dessa semana é a secretária municipal de Meio Ambiente do município de Areal, Alice Hagge. Alice é presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma – RJ), e líder MLG, formada pelo Centro de Liderança Pública (CLP).   E nessa conversa, pudemos abordar os desafios da gestão pública nos municípios, a necessidade de buscar bons exemplos e a troca de experiências, mas pudemos mergulhar um pouco mais fundo para conhecer de que forma Alice foi forjando a sua atuação e trajetória a partir dos aprendizados que teve durante a formação em Ciências Biológicas. "Quando entrei na gestão pública eu me apaixonei pela possiblidade de fazer, mas também entendi que a velocidade em relação à iniciativa privada é outra". Ao assumir cargos de gestão, como técnica, Alice entendeu a importância de manter a equipe motivada a superar as dificuldades de estrutura e fazer. "Vejo com otimismo o desafio que temos de a médio prazo transformar as secretarias de meio ambiente estratégicas, que possam atuar como um grande guarda-chuva, mas isso demanda a melhoria da estrutura dessa pasta".  Segundo Alice, a palavra equilíbrio e a busca por ele vem aparecendo para ela como um lema muito forte atualmente. "Ele está na natureza e em todas as nuances da questão ambiental. E é óbvio que esta presente em nós. Pensar no próximo sim, mas não esquecer de mim", ensina.    Conheça o site Mulheres Sustentáveis: https://bit.ly/3rd3YZl Inscreva-se para receber nossa newsletter: https://forms.gle/dK1U2oTjjXXxa2RD8  Ajude o projeto: https://www.catarse.me/pt/projects/156503/subscriptions/start?reward_id=275702  Ouça o Podcast Mulheres Sustentáveis na sua plataforma preferida ou assista o programa no Youtube: https://youtu.be/n8pMDs0-K2o

  4. 11/09/2022

    Silvia Fazio: A diversidade nas empresas deixou de ser boa prática e passou a ser estratégica nos últimos anos

    Atingir a posição de sócia da Norton Rose Fulbright, escritório britânico, sendo uma mulher latino americana em Londres foi apenas a primeira das conquistas da advogada Silvia Fazio. Ali ela já percebia, e trocava com outras mulheres, as dificuldades e desafios de ter a sua voz ouvida, e pensava de que forma ela, estando em uma posição almejada, poderia tornar o caminho mais fácil para as gerações seguintes.  Em 2013, ao voltar ao Brasil, depois de 18 anos vivendo em Londres, Silvia criou a WILL- Women in Leadership in Latin America, uma organização internacional sem fins lucrativos, com sede em São Paulo e conselhos consultivos em Nova Iorque, Miami, Washington, Bogotá e Londres. "No inicio dos anos 2000, aquelas primeiras reuniões eram quase um pedido de ajuda. Hoje o tema já evoluiu bastante, mas o interessante é que ter vivido na pele me faz ter uma empatia enorme por questões que hoje emergem", relata. A missão da organização é apoiar e promover o desenvolvimento da carreira das mulheres na América Latina, reconhecendo suas habilidades e competências, além de estimular as empresas sediadas na América Latina a implementarem programas relacionados com as mulheres e negócios, promovendo o intercâmbio das melhores práticas entre as organizações nacionais e internacionais. "Conforme fomos evoluindo optamos por criar como uma organização de projetos e dar um passo adiante a conversar e auxiliar empresas a instituir programas para a aceleração de carreiras de mulheres". A pesquisa Mulheres na Liderança, em parceria com Valor Econômico, O Globo, Época Negócios e Marie Claire, e com o apoio do Instituto Ipsos, está em sua 5ª. edição e inclui o Prêmio Mulheres na Liderança, que reconhece as melhores políticas, processos e práticas para a promoção da liderança feminina e a diversidade e inclusão nas empresas. "A cultura das empresas mudou. Deixou a ser um "nice to have" e passou a ser uma necessidade do negócio". Confira a entrevista completa e saiba mais sobre a organização, esse e outros projetos no site . Conheça o site Mulheres Sustentáveis: https://bit.ly/3rd3YZl Inscreva-se e assista o episódio em nosso canal no Youtube: https://youtu.be/6h8VXKlrku0 Inscreva-se para receber nossa newsletter: https://forms.gle/dK1U2oTjjXXxa2RD8  Ajude o projeto: https://www.catarse.me/pt/projects/156503/subscriptions/start?reward_id=275702

  5. 11/02/2022

    Eliane Chaves e o desafio de trabalhar a sustentabilidade junto às micro e pequenas empresas

    Nessa edição do Podcast Mulheres Sustentáveis tive a honra de receber a Eliane Chaves, do Sebrae Mato Grosso. Conversamos sobre a necessidade de traduzir e tornar palpáveis os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da ONU, para os micro e pequenos empresários. Falamos também sobre o papel do Centro Sebrae de Sustentabilidade, localizado em Cuiabá, Mato Grosso, no Sistema Sebrae, e como estar próximo ao Pantanal aprofunda alguns desafios: "Estamos trabalhando no programa ProPantanal, mapeando as realidades culturais, econômicas, sociais e ambientais, e os agentes atuantes procurando achar soluções para os problemas despertados. Sabemos que é um processo lento de recuperação, mas necessário", explica Eliane. Segundo ela o Mato Grosso possui 3 biomas e para articular os atores em torno de uma agenda de desenvolvimento sustentável é necessário convocar setores e segmentos responsáveis pelas novas tecnologias e ambientes de inovação para formar novas lideranças. "Quando falamos com os empresários sobre o tripé da sustentabilidade, o econômico. ambiental e o social estamos falando de humano para humano. A mudança não e fácil", ressalta.   Confira a entrevista completa! Saiba mais sobre o Centro Sebrae de Sustentabilidade: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/centro-sebrae-de-sustentabilidade-css,d89190821da4d410VgnVCM1000003b74010aRCRD

  6. 10/26/2022

    Economia circular e sustentabilidade com a especialista Beatriz Luz

    Uma longa jornada de aprendizado, incômodos e inspiração: é assim que a engenheira química Beatriz Luz se tornou especialista em Economia Circular. Hoje ela atua como CEO da Exchange for change Brasil e é líder do Hub de Economia Circular Brasil. Nessa entrevista falamos sobre o conceito de economia circular e sobre o papel dos mobilizadores para educar os diferentes elos da cadeia já que passamos a entender todo o processo desde a produção até a fase de uso e pós uso. "A Economia Circular provoca o olhar de inovação tecnológica e de engajamento dos atores. E aponta para a necessidade de um olhar sistêmico, porque ser eficiente não é mais eficiente nesse contexto de desgaste do ecossistema."   A grande disruptura proposta pela Economia Circular está em admitirmos que não temos todas as respostas, e que a indústria terá que criar soluções de forma conjunta para resolver seus desafios. A missão da Beatriz nesse cenário é ser a articuladora de uma agenda comum, atuando como um elo independente com habilidade de falar com os demais elos, trazendo conhecimento, consciência e sensibilizando-os a atuar nessa pauta. "A transição só vai acontecer se conseguirmos ativar esses diferentes atores e eles entenderem o que precisam fazer", explica. Bia também participa do debate internacional de criação de uma norma ISO para a Economia Circular: "Em breve teremos uma normatização que ajude a olhar para o sistema. O desafio o unir os atores é criar mecanismos de construção de confiança".  Em 2017, Beatriz foi a primeira autora a falar sobre a Economia Circular no Brasil. De lá para cá muita coisa avançou. Em 2020, ela lançou o Hub de Economia Circular do Brasil. "Lancei a iniciativa no inicio de 2020 e veio a pandemia. O senso de urgência ficou visível porque conseguimos ver o impacto do nosso dia a dia no meio ambiente e começamos a nos conectar muito com os parceiros internacionais. entendemos a nossa interdependência. Para mudanças climáticas nós não temos vacina." Como resultado de colocar os elos do mercado para conversar nesse hub estão surgindo soluções interessantes. Uma delas é um projeto que está sendo desenvolvido de reciclagem de plástico filme.  Outro resultado desses debates é o livro "Economia Circular: debate global, aprendizado brasileiro". "Podemos aprender muito com os paises porque poderemos co-criar soluções e saídas", afirma. Bia revela sua fonte de resiliência, para se manter nessa agenda: "O tema exige um aprendizado permanente. É uma constante montanha russa. Por isso quando a energia baixa eu pego um livro, dou uma parada... e para ir de novo para o topo da montanha russa eu me cerco de pessoas que vibrem no mesmo propósito." E aí, gostou das dicas? Então clica para ouvir!   Referências: Curso sobre Economia Circular do Senai   Instagram: economiacircularbr Site: www.e4cb Conheça o site Mulheres Sustentáveis: https://bit.ly/3rd3YZl Inscreva-se para receber nossa newsletter: https://forms.gle/dK1U2oTjjXXxa2RD8 Apoie o Podcast Mulheres Sustentáveis: https://www.catarse.me/assinemulheressustentaveis

  7. 10/19/2022

    Ana Lúcia Barbosa e a missão de fazer mulheres e homens enxergarem mais longe

    Nesse papo, entrevisto a advogada de formação Ana Lucia Barbosa, CEO do negócio de impacto social Visão do Bem. Todo negócio começa a partir de uma visão. No caso a da Ana Lúcia é democratizar o acesso aos óculos e gerar renda para as mulheres nas comunidades. A partir disso, e das experiências que acumulou em sua trajetória, em novembro de 2017, Ana Lucia Barbosa resolveu empreender. Em princípio, achou que no ramo das organizações não-governamentais mas, ao ter contato com a ONG Asplande e participar de uma aceleração oferecida pela organização, entendeu que o que tinha nas mãos era um negócio de impacto socioambiental. "Nessa aceleração, tive a oportunidade de ir a Londres e conhecer negócios que nascem com foco na solução de um problema e geram impactos visíveis, invisíveis, individuais e coletivos", enumera Ana Lucia, ao lembrar das conquistas de seus parceiros e agentes do Visão do Bem. Sustentado nos pilares da democratização do acesso à saúde visual, da consulta a exames de vista e óculos a preços justos, e em inserir mulheres que estão fora do mercado de trabalho, Ana Lucia partiu para a formação de agentes de saúde da visão nas comunidades, capazes de acompanhar os clientes e conscientizá-los sobre o cuidado que devem ter com a visão. O impacto na vida dos pais também é enorme. "Colecionamos histórias de pais que chegam com receitas de óculos caríssimos e que conseguimos viabilizar com a ajuda de padrinhos e madrinhas. E a evolução desses casos é incrível", conta. O modelo de negócio está baseado no marketing porta e porta. Do início, no Morro de Sáo Carlos, até hoje, cresceu e já se desenvolve em mais de 30 comunidades na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, com data para chegar na Zona Oeste, e em São Gonçalo. O Visão do Bem possui ainda mais de 35 clínicas oftamológicas parceiras, que atendem os clientes a um preço mas acessível. O sonho? Chegar a mais países e continuar esse círculo virtuoso. Sobre a concorrência com as óticas, Ana afirma que atua com um público que nem pensa em entrar nela. "Na verdade, somos a porta de entrada de clientes para as óticas. Não concorremos: formamos os futuros clientes que na medida em que entendem a importância da saúde visual e têm mais recursos vão procurá-las. O que quero é quebrar essa barreira. Óculos não pode ser caro, e o oftamologista inacessível". Durante a conversa falamos sobre a importância da família e dos mentores, que ajudaram a formatar o projeto e a unir as peças desse grande quebra cabeças que une empresas de lente, fábricas de óculos, clínicas oftamológicas, agentes da visão, e a formatação de nanofranquias que ajudam a espalhar o negócio pelo território. "Quando estou cansada, me recolho, me abasteço na minha família. Negócio de impacto tem meta, e temos que cuidar do nosso time, motivando as mulheres para buscarem o que elas desejam. Elas têm que ver a consequência do impacto." Sobre a importância da rede, Ana ensina que em sua caminhada foi o contato com profissionais de diferentes áreas e a sede por conhecimento que permitiram que ela estruturasse a sua própria rede. "Você não precisa ter dinheiro para ter o seu negócio. O que precisa é de pessoas do teu lado que acreditam em você e dizem: vamos caminhar juntos! O visao do bem é uma rede porque sem a mentoria jamais teriamos chegado até aqui", reconhece essa mulher porreta que você precisa conhecer! Tá esperando o que? Só aperta o play! Ah, e se você tiver na sua gaveta óculos que não usa mais, procure o Instagram do Visão do Bem.   Eles recebem esses óculos e trabalham para dar a destinação adequada a esse material! Você pode, ainda, fazer contato com o Visão do Bem pelo whatsapp (21)983757923 Conheça o site Mulheres Sustentáveis;  Inscreva-se para receber nossa newsletter  e Apoie o Podcast Mulheres Sustentáveis:

  8. 10/12/2022

    "Movimentos de transformação social e cultural não são lineares, ocorrem em espiral", Teresa Villac

    Desde os sete anos, ter o privilégio de estar com a famíla em contato com a natureza nos fins de semana e se encantar com esse contato ajudou muito a definir as trajetórias e escolhas de Teresa Villac. Doutora em Ciência Ambiental, filósofa, advogada da União, coordenadora da Câmara Nacional de Sustentabilidade - Consultoria-Geral da União, Teresa atua voluntariamente na Educação Ambiental de servidores públicos e foi nesse espaço que a encontrei. Nessa conversa falamos sobre a perspectiva ética da sustentabilidade, da importância de criar ambientes que estimulem as pessoas a atuarem e realizarem as mudanças que precisam acontecer no mundo.     Também falamos do seu mais recente livro lançado, "Governança e Sustentabilidade". "Conversando com Renato Cader, fizemos uma reflexão de onde estamos e aonde devemos chegar.  A governança pública nos permite um controle social e é obrigatória. A governança e a sustentablidade precisam estar mais conectadas. E essa conexão é que é o grande desafio de operacionalizarmos nos órgãos públicos. Precisamos de um reforço de cidadania ecológica e sustentável dos gestores públicos. Se os recursos são finitos, como podemos ser contra a sustentabilidade?", questiona.  Para Teresa, o Brasil já possui fundamentos na Constitução, um princípio e um objetivo na Lei de Licitações, e um vastissimo quadro legal e infralegal que são obrigatórios e precisam ser inseridos nos editais. E citou o Guia de Contratações de Licitações Sustentáveis, como uma referência à disposição dos gestores de todo o País: "Não tem como avançar nas Licitações sustentáveis sem capacitação".   Perguntada sobre o porquê de ela não desistir, Teresa diz que a convicção é tão clara, e trabalhar com sentido gera perspectiva de futuro. As idas e vindas, segundo Teresa, fazem parte do que ela chama espiral da sustentabilidade. "Movimentos de transformação sociais não são ineares".  Ela sugere, ainda, a leitura do recente livro do filósofo Edgar Morin, que lançou ao completar cem anos de vida  (“É Hora de Mudarmos de Via – As Lições do Coronavírus”, da editora Bertrand Brasil).  Ela alerta, porém, que a perspectiva de valorizar as pequenas mudanças não afasta a necessidade que temos de institucionalizar e aperfeiçoar os instrumentos de governança da sustentabilidade. "Não podemos ficar no voluntarismo dos servidores. Sem indicadores e planejamento estratégico não conseguimos avançar".   Mãe de gêmeas, Teresa conta o segredo de sua resiliência: "Quando estou cansada, eu descanso. E uma coisa que me ajuda é estar com pessoas que sabem sobre o desafio de chegar onde queremos chegar. Viver é o hoje e essa conexão com a sustentabilidade ela permite uma conexão com o sentido das coisas".  Inspirador, não?  Então assista, ouça, e compartilhe!   Conheça o site Mulheres Sustentáveis Inscreva-se para receber nossa newsletter Ajude o projeto: https://www.catarse.me/pt/projects/156503/subscriptions/start?reward_id=275702 Visite nosso canal do Youtube

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Nesse grande círculo feminino, a jornalista Geiza Rocha conversa sobre os desafios e aprendizados que moldam as escolhas de líderes que trabalham com a agenda da sustentabilidade. Em um bate papo alto astral e profundo, vamos aprender juntas como práticas do dia a dia mudam realidades e podem fazer diferença no futuro das novas gerações.