Opará

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Este é o Opará. Nasceu livre, negro e forte como o sonho dos nossos ancestrais. O programa, tocado por Zane do Nascimento, apoia-se no estilo narrativo, percorrendo histórias junto a povos e comunidades tradicionais. Quinzenalmente, às segundas-feiras, independente. Escreva pra gente. E-mail: oparapodcast@gmail.com Siga-nos nas redes sociais. Instagram: oparapodcast

Episodes

  1. 12/29/2021

    Mulungu | 4. Negras Antropologias (Parte II)

    Na segunda parte do bate-papo, Marina Fonseca e Lucas Coelho a partir da experiência acumulada junto a coletivos negros da pós-graduação continuam a pensar a importância da Política de Ações Afirmativas. Lucas conta sobre sua inserção na antropologia da imagem e, por sua vez, Marina situa-se nas encruzas enquanto antropóloga-anarquista-ciclista-podcaster. Em 2021, realizou-se em Glasgow, na Escócia, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, por conta disso, abriu-se no país muitas discussões acerca dos direitos socioambientais, culturais e territoriais dos povos e comunidades tradicionais. O episódio em si foi uma oportunidade de escutar o Lucas, mestre e doutor em antropologia pela UnB, compartilhar sua experiência na elaboração de um contra-estudo antropológico, produzido pelo Centro de Defesa Ferreira de Sousa, na cidade de Teresina- PI. Fechando o episódio, ouvimos Marina Fonseca, doutoranda em antropologia pelo Museu Nacional, elaborar reflexões sobre a agenda do bem-viver, teorias do decrescimento e o giro ecoterritorial desde a América Latina, de maneira muito leve e didática. Inclusive, a Marina convidou a acompanhar o programa “Conversas da Kata”, também tocado por ela aqui na podosfera, que conta com uma série dedicada ao tema. ||| FICHA TÉCNICA Roteiro: Lucas, Marina, Hellen e Zane Produção: Zane e Hellen Gravação: Marina Fonseca Edição de som: Zane Redes Sociais: @oparapodcast e @oficinaescrevivencias Realização: Podcast Opará, Oficina Escrevivências e Diretoria da Diversidade (DIV/UnB) Agradecimentos especiais: À Marina Fonseca pelo apoio técnico (gravação) e ao Lucas Coelho pelas sugestões das pautas. ||| REFERÊNCIAS AMADO, Luiz Henrique Eloy (Terena). Vukapánavo: O despertar do povo Terena para os seus direitos. Movimento indígena e confronto político. Rio de Janeiro: E-papers, 2020. AMADOR DE DEUS, Zélia. Caminhos trilhados na luta antirracista. Belo Horizonte: Autêntica, 2020. GRUPO DE TRABALHO ANDRÉ REBOUÇAS-UFF: 43 anos do GTAR: “ainda” em busca de um espaço - Luena Nascimento. Disponível no Acervo do CULTNE TV e no Youtube. FERREIRA, Joelson; FELÍCIO, Erahsto. Por Terra e Território: caminhos da revolução dos povos no Brasil. Arataca (BA): Teia dos Povos, 2021. FONSECA, Marina de Barros. Retomando o que é nosso!: Uma análise das retomadas de terra dos Terena de Buriti. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social)—Universidade de Brasília (Unb), Brasília, 2021. PEREIRA, Lucas Coelho. Os reis do quiabo: Meio ambiente, intervenções urbanísticas e constituição do lugar entre vazanteiros do médio Parnaíba em Teresina-Piauí. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social)—Universidade de Brasília (UnB), Brasília, 2017. SOLÓN, Pablo. Bem Viver, decrescimento, comuns, ecofeminismo, direitos da Mãe Terra e desglobalização. São Paulo: Elefante, 2019. SANTINI, Daniel; SANTARÉM, Paíque; ALBERGARIA, Rafaela (Orgs.). Mobilidade Antirracista. São Paulo: Autonomia Literária, 2021. SANTOS, Milton. Geografia e planejamento: o uso do território - geopolítica. Revista Eletrônica: Tempo-Técnica-Território. v. 2 n. 2, p. 1-49, 2011. SANTOS, Antônio Bispo dos. Colonização, Quilombos: modos e significados. Brasília: INCTI-UnB, 2015.

    Mulungu | 4. Negras Antropologias (Parte II)
  2. 12/28/2021

    Mulungu | 4. Negras Antropologias (Parte I)

    Neste último episódio da série Mulungu, que por conta de todo bate-papo gostoso foi dividido em duas partes, nos reunimos com Marina Fonseca, mineira radicada em Brasília, antropóloga e podcaster, e Lucas Coelho, piauiense, antropólogo e brincante de boi, que tecem seu fazer antropológico para além do par objeto-pesquisador/a, afirmando a necessidade de uma antropologia militante, engajada e comprometida com os povos e comunidades tradicionais. Ambos se conheceram na realização do primeiro “Negras Antropologias”, evento ocorrido em 2017 que marcou a criação do Coletivo Zora Neale Hurston, na UnB. Marina e Lucas estabelecem um rico diálogo contemplando suas trajetórias acadêmicas, destacando a importância da Política de Ações Afirmativas, das/os docentes universitários negras/os, de colegas que os/as antecederam que foram fundamentais na entrada e permanência de jovens negras/os na pós-graduação pelo país. As participações de hoje contemplam a potência da organização política das/os intelectuais negras/os que não se dobram ao academicismo. Este episódio de fechamento da série Mulungu é carregado de nostalgias, e também fôlego para continuarmos. Ao fechar essa importante iniciativa, podemos dizer aqui que a semente Mulungu germinou. ||| FICHA TÉCNICA Roteiro: Lucas, Marina, Hellen e Zane Produção: Zane e Hellen Gravação: Marina Fonseca Edição de som: Zane Redes Sociais: @oparapodcast e @oficinaescrevivencias Realização: Podcast Opará, Oficina Escrevivências e Diretoria da Diversidade (DIV/UnB) Agradecimentos especiais: À Marina Fonseca pelo apoio técnico (gravação) e ao Lucas Coelho pelas sugestões das pautas. ||| REFERÊNCIAS AMADO, Luiz Henrique Eloy (Terena). Vukapánavo: O despertar do povo Terena para os seus direitos. Movimento indígena e confronto político. Rio de Janeiro: E-papers, 2020. AMADOR DE DEUS, Zélia. Caminhos trilhados na luta antirracista. Belo Horizonte: Autêntica, 2020. GRUPO DE TRABALHO ANDRÉ REBOUÇAS-UFF: 43 anos do GTAR: “ainda” em busca de um espaço - Luena Nascimento. Disponível no Acervo do CULTNE TV e no Youtube. FERREIRA, Joelson; FELÍCIO, Erahsto. Por Terra e Território: caminhos da revolução dos povos no Brasil. Arataca (BA): Teia dos Povos, 2021.  FONSECA, Marina de Barros. Retomando o que é nosso!: Uma análise das retomadas de terra dos Terena de Buriti. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social)—Universidade de Brasília (UnB), Brasília, 2021. PEREIRA, Lucas Coelho. Os reis do quiabo: Meio ambiente, intervenções urbanísticas e constituição do lugar entre vazanteiros do médio Parnaíba em Teresina-Piauí. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social)—Universidade de Brasília (UnB), Brasília, 2017. SOLÓN, Pablo. Bem Viver, decrescimento, comuns, ecofeminismo, direitos da Mãe Terra e desglobalização. São Paulo: Elefante, 2019. SANTINI, Daniel; SANTARÉM, Paíque; ALBERGARIA, Rafaela (Orgs.). Mobilidade Antirracista. São Paulo: Autonomia Literária, 2021. SANTOS, Milton. Geografia e planejamento: o uso do território - geopolítica. Revista Eletrônica: Tempo-Técnica-Território. v. 2 n. 2, p. 1-49, 2011. SANTOS, Antônio Bispo dos. Colonização, Quilombos: modos e significados. Brasília: INCTI-UnB, 2015.

    Mulungu | 4. Negras Antropologias (Parte I)
  3. 11/29/2021

    Mulungu | 3. Das nossas escrevivências

    No terceiro episódio da Série Mulungu, aquilombamos com outras duas escritoras negras que marcam a nossa trajetória enquanto extensionistas universitárias para falar sobre algo que amamos: palavra preta. Waleska Barbosa, jornalista, ativista, e Débora Rita, mais conhecida como Mc Debrete, escritora, produtora cultural e rapper, que compartilharam seus processos na condição de escritoras publicadas, inicialmente, de forma independente, sem perder de vista o fazer artístico de mulheres negras. É um bate-papo necessário que entrelaça temas como o amor, a importância de espaços de produção e acolhida para escritoras e artistas negras, o apoio do fazer artístico negro feminino em suas comunidades, entre outros diálogos. “Das Nossas Escrevivências”, o título deste terceiro episódio, que chega em plena data do aniversário da escritora Conceição Evaristo, é marcado por uma interlocução genuína criada em um espaço seguro no qual nossas trajetórias denotam a força e intento de uma agenda em comum. Assim como os episódios anteriores, este também é carregado de ancestralidade e, de maneira particular, por uma sensibilidade compartilhada de maneira singela. Essa iniciativa é apoiada pelo edital universitário “Formação e Informação em Direitos Humanos e Diversidade” da Diretoria da Diversidade da Universidade de Brasília (DIV/ UnB). ||| Ficha Técnica Pesquisa, entrevista e roteiro: Zane e Hellen Produção: Hellen Edição de som: Zane Redes Sociais:@oparapodcast e @oficinaescrevivencias Realização: Podcast Opará, Oficina Escrevivências e Diretoria da Diversidade (DIV/UnB). ||| Trilha: “O grito das esquecidas” Debrete “Maré Mansa” / As Ganhadeiras de Itapoã Obras das convidadas: RITA, Débora. Cartas para NegraLua. Brasília: Padê Editorial:Cole-sã Escrevivências, 2018. BARBOSA, Waleska. Que o nosso olhar não se acostume às ausências. Brasília: Primeira edição independente, 2019. ||| Outras referências bibliográficas: ANGELOU, Maya. Cartas para a minha filha. Rio de Janeiro: Agir, 2019. bell hooks. Erguer a Voz. Tradução de Cátia Bocaiúva Maringolo. São Paulo: Elefante, 2019. MUNIZ, Fernanda. A saudade é mulher. Brasília: Padê Editorial:Cole-sã Escrevivências, 2018. CÁRDENAS, Teresa. Cartas para minha mãe. Rio de Janeiro: Pallas, 2020. RIBEIRO, Djamila. Cartas para minha avó. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2021. PIMENTA, Nanda Fer. Sangue. Brasília: Padê Editorial. Cole-sã Odoyá, 2018. SOUTO, Kati. Escura Noite. Brasília: Padê  Editorial. Cole-sã  Escrevivências, 2018. SENA, Kika. Periférica. Brasília: Padê Editorial, 2017. Documentário: AmarElo- É tudo pra ontem. Direção: Fred Ouro Preto. Disponível na plataforma de streaming Netflix.

    Mulungu | 3. Das nossas escrevivências
  4. 10/25/2021

    Mulungu | 2. Encruzilhada dos saberes

    No segundo episódio da série Mulungu, reunimos três convidadxs: Aline Stéfany Rezende, Camila Cruz e Pedro Henrique Pereira, que compartilharam diálogos necessários sobre arte, cultura e educação. Encruzilhada dos saberes, título deste episódio, sugere bem a importância de repensar os conhecimentos a partir dos fundamentos ancestrais negros. Além da poética carregada de sensibilidade política, temas como pertencimento periférico, os desdobramentos da pandemia sobre a educação de estudantes negras/os e pobres e as políticas de permanência nas universidades brasileiras atravessam os assuntos que muito bem abordamos. Essa iniciativa é apoiada pelo edital universitário “Formação e Informação em Direitos Humanos e Diversidade” da Diretoria da Diversidade da Universidade de Brasília (DIV/UnB). ||| FICHA TÉCNICA Pesquisa, entrevista e roteiro: Zane e Hellen Produção: Hellen Edição de som: Zane Redes Sociais: @oparapodcast e @oficinaescrevivencias Realização: Podcast Opará, Oficina Escrevivências e Diretoria da Diversidade (DIV/UnB) Agradecimentos especiais: Aline e Pedro pelo apoio técnico (gravação) ||| TRILHA Biblioteca de áudio do Youtube. ||| REFERÊNCIAS AMADOR DE DEUS, Zélia. Caminhos trilhados na luta antirracista. Belo Horizonte: Autêntica, 2020. COLLINS, Patricia Hill. Pensamento Feminista Negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. Tradução de Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Boitempo, 2019. DIOP, Cheikh Anta. A unidade cultural da África Negra: esferas do patriarcado e do matriarcado na Antiguidade Clássica. Luanda-Angola: Edições Mulemba; Edições Pedago, 2014. DU BOIS, W.E.B. As Almas do Povo Negro. Tradução de Alexandre Boide. São Paulo: Veneta, 2021. FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Renato Silveira. Salvador-BA: EDUFBA, 2008. GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020. hooks, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017. MOURA, Clóvis. Sociologia do negro brasileiro. São Paulo: Perspectiva, 2019.

    Mulungu | 2. Encruzilhada dos saberes
  5. 09/08/2021

    Mulungu | 1. Mulher negra de nome e sobrenome

    No episódio que abre a série Mulungu, Maíra de Deus Brito, jornalista, escritora e intelectual, mestra e doutoranda em Direitos Humanos e Cidadania pela UnB, enunciou palavras inspiradoras às calouras/os, que por conta do cenário pandêmico de COVID-19 ainda não puderam conviver de maneira plena os ambientes presenciais que a vida universitária possibilita. Essa iniciativa é apoiada pelo edital universitário “Formação e Informação em Direitos Humanos e Diversidade” da Diretoria da Diversidade da Universidade de Brasília (DIV/UnB). Com muita leveza, a convidada acalenta e arrebata em suas respostas à conversa proposta. Ela tratou de assuntos delicados como o assassinato da juventude negra operado pelo Estado brasileiro e sua força policial e militar cada vez mais violentas, claro, sem perder de vista o protagonismo e agência do Movimento de Mães, Familiares e Amigos/as das vítimas da violência letal institucional. O lado de quem fica também precisa ser dito, a autora de “Não. Ele não está” manifesta seu apoio junto às mães das vítimas. Em sua obra, as importantes contribuições e ensinamentos destas mulheres organizadas em seus coletivos, bairros, cidades e nacionalmente transformam o ativismo negro, a luta pela democracia e o movimento de mulheres atuais. Este episódio é um chamado à luta, ao passo que também é um ato corajoso de afeto que inspira o nosso projeto de libertação plena. |||| Ficha Técnica |||| Pesquisa, entrevista e apresentação: Zane do Nascimento e Hellen Rodrigues Produção: Hellen Rodrigues Gravação e edição: Zane do Nascimento Realização: Opará, Oficina Escrevivências e Diretoria da Diversidade (DIV/UnB) Divulgação: @oparapodcast @oficinaescrevivencias @leitora.77 |||| Referências do episódio |||| BRITO, Maíra de Deus. Não. Ele não está. Curitiba: Appris, 2018 (Coleção Direitos Humanos e Inclusão) BRITO, Maíra de Deus. “O sonho acabou”: o extermínio e a negação do futuro para a juventude negra brasileira. In: FLAUZINA, Ana Luiza Pinheiro; PIRES, Thula Rafaela de Oliveira (Org). Rebelião. Brasília: Brado Negro, Nirema, 2020, p. 147-156. Disponível em: FBSP – FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021. São Paulo: FBSP, Ano 15, 2021. Disponível em: GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Flávia Rios e Márcia Limas (Org). Rio de Janeiro: Zahar, 2020. MUNANGA, Kabengele. Nosso racismo é um crime perfeito – Entrevista com Kabengele Munanga. Fundação Perseu Abramo. São Paulo. Fundação Perseu Abramo. 8 de setembro de 2010. Disponível em: Outras fontes importantes: Documentário: Autos de Resistência. Direção de Natasha Neri e Lula Carvalho (2018) Páginas de Facebook: Mães de Manguinhos, Mães de Maio e Lélia Gonzalez Vive Oficial Instagram: @jornalistabrito @nao.ele_nao_esta @leliagonzalezvive Podcasts:  “Amefricanifesto - por mulheres negras” (Lélia Gonzalez Vive), Episódio “O nascimento do Samba” e a série “O Samba das Pretas”, ambos do História Preta/Thiago André.

    Mulungu | 1. Mulher negra de nome e sobrenome
  6. 04/05/2021

    Ep. #4 Aquilombar o Direito

    No quarto episódio, recebemos Rodrigo Portela Gomes, advogado popular, pesquisador-extensionista e professor universitário, para compartilhar suas andanças junto ao Movimento Quilombola do Piauí e nacionalmente. Em 2012, após conhecer a prof. Maria Sueli Rodrigues, passou a integrar o grupo de pesquisa e extensão que deu origem ao Coletivo Antonia Flor. Desde então, Rodrigo Portela - como é bastante conhecido no meio - esteve à frente da litigância judicial a favor dos direitos territoriais quilombolas das comunidades de Contente e Barro Vermelho, região do semiárido piauiense, extremamente atingidas pela construção da Nova Transnordestina. No episódio, o convidado refletiu e aprofundou acerca das dimensões ligadas à violação de direitos que acometeram mais de 101 comunidades tradicionais nos estados do Piauí, Ceará e Pernambuco, com ênfase para este primeiro. Passando pela história da fundação da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais e Quilombolas (CONAQ), o convidado destaca eventos históricos como a Constituinte e Marcha Zumbi dos Palmares: 300 anos como pilares da institucionalização do Movimento Quilombola que, em incidência com os movimentos sociais de luta pela terra e o Movimento Negro - apontam outros modos de viabilidade da vida negra que abarcam a sociedade brasileira, como um todo. Referências do episódio: Livro do convidado 🔻 GOMES, Rodrigo Portela. Constitucionalismo e Quilombos: famílias negras no enfrentamento ao racismo de Estado. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2019. Indicações do convidado: 🔻 DIAS, Vercilene Francisco. Terra versus Território: uma análise jurídica dos conflitos agrários internos na comunidade Quilombola Kalunga de Goiás. Dissertação (Mestrado). UFG, Goiânia-GO, 2019. 🔻 MARTINS, Camila Cecilina. Assessoria Popular em Direitos Humanos: o Coletivo Antônia Flor e as comunidades quilombolas de Contente e Barro Vermelho no contexto desenvolvimentista piauiense. Belo Horizonte-MG: Letramento, 2019. Outras 🔻 SILVA, Givânia Maria. Educação e luta política no quilombo de Conceição das Crioulas. Curitiba- PR: Appris, 2016. 🔻 SOUZA, Aquilombar-se: panorama sobre o Movimento Quilombola brasileiro. Curitiba- PR: Appris, 2016. 🔻 MOURA, Clóvis. Dicionário da Escravidão Negra. São Paulo-SP: EDUSP, 2013. 🔻 CONAQ; Terra de Direitos. Racismo e violência contra Quilombos no Brasil, 2018. OUTRAS FONTES Documentário “Quilombos da Bahia”, Antonio Olavo, 2004; “Conheça aqui a comunidade Quilombola Tapuio, município de Queimada Nova PI”, Diocese de Picos; “Obras do PAC: Ferrovia Nova Transnordestina”, canal do Planalto. ⏩⏯ ⏩⏯ ⏩⏯ ⏩⏯ 'Sindô lê lê' trecho do grupo sul-baiano“Mulheres em Domínio Público; “Canto dos Escravos: canto I e III”, Clementina de Jesus, Doca e Geraldo Filme; “Beradêro”, Chico César; “Mulher rendeira”, Pé de Cerrado; “Sanfona de Cordel”, Yamandu Costa e Dominguinhos.

    Ep. #4 Aquilombar o Direito
  7. 03/15/2021

    Ep. #3 Ser(tão) Quilombola

    No terceiro episódio, a convidada Fabiana Carneiro de Souza, presidente da Associação dos Trabalhadores (as) Rurais e Quilombolas da Torrinha (ATRQCT), compartilha conosco como tem sido o percurso da autodenominação à demarcação do território quilombola de Torrinha.  Embora ainda não esteja totalmente concluído pelo INCRA da Bahia, a elaboração parcial do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) desta comunidade, a primeira a receber a certificação da Fundação Cultural Palmares, animou outras comunidades de três municípios do interior baiano, Barra, Muquém do São Francisco e Ibotirama a confluírem experiências e esperanças a partir da fundação da Articulação Quilombo Liberdade (AQL), transformada em espaço da irmandade quilombola.  No passado, tais territórios foram fazendas escravistas ou baseadas na servidão, hoje, as associações quilombolas, apoiadas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), buscam afirmar a história e resistência negra encoberta pelo porão da história sertanista.   * O Opará é independente e experimental, acompanha o percurso da escrita da minha dissertação de mestrado na área de antropologia social. FICHA TÉCNICA: Produção, entrevista e edição por Zane do Nascimento Referências deste episódio. 🔻PIRES, Maria de Fátima; SANTANA, Napolitana; SANTOS, Paulo Henrique (Orgs.). Bahia: escravidão, pós-abolição e comunidades quilombolas. Salvador-BA: EdUneb; EDUFBA, 2018. 🔻VIEIRA JUNIOR, Itamar. Torto Arado. São Paulo-SP: Todavia, 2019. 🔻Sobre a Comissão Pastoral da Terra (CPT), conferir o site. Disponível em: https://www.cptnacional.org.br/sobre-nos/historico  🔻SANTOS, Jucélia Bispo. Comunidades Quilombolas do Portal do Sertão da Bahia: a luta entre o reconhecimento e a redistribuição. In: Revista Iluminuras. Dossiê Vidas rurais, contextos agrários, paisagens interioranas: desafios para uma antropologia com imagens, v. 17, n. 41, 2016. ⏩⏯ ⏩⏯ ⏩⏯ ⏩⏯ "Toada", Caixa de Folia; "Mulher rendeira", Pé de Cerrado; "Aboio", Sa Grama e "Despedida do vaqueiro", Vavá e Marcolino.

    Ep. #3 Ser(tão) Quilombola
  8. 02/25/2021

    Ep. #2 Quilombo Pesqueiro: caminhos das águas e terra

    “A vida é como um importante Costeiro de Pesca, ou melhor, como um Território Pesqueiro e Quilombola, rico, produtivo, diverso e complexo, guiado por lua, ventos, muitas marés e ancestralidade”, estas são palavras tecidas pela pescadora, mestra do saber e mestra pelo MESPT (UnB), Elionice Conceição Sacramento - a Leo - que conformam a melhor definição para Quilombo Pesqueiro, o tema do segundo episódio do Opará. A sua fala deságua na cadência-palavra de André Luiz Silva- o Pingo- pescador, mestre do saber, acadêmico da UFRB, rapper e liderança jovem quilombola, ambos do Quilombo Pesqueiro Conceição de Salinas, território ancestral banhado pela Baía de Todos os Santos, na Bahia. Hoje, vamos conhecer um pouco mais sobre a convergência das identidades múltiplas como quilombola e pescador (a), por exemplo, que são projetos políticos frente ao avanço desenfreado do desenvolvimentismo às vistas grossas do Estado e do município de Salinas da Margarida que, constitucionalmente, deveriam proteger os territórios tradicionalmente ocupados, mas na prática se revelam como autores das violações de direitos. FICHA TÉCNICA: Idealização, produção, entrevista, roteiro, edição e mixagem por Zane do Nascimento. *O Opará é independente e experimental, acompanha o percurso da escrita da minha dissertação de mestrado na área de antropologia social.  Referências do episódio 🔻SACRAMENTO, Elionice Conceição. Da diáspora negra ao território das águas: ancestralidade e protagonismo de mulheres na comunidade pesqueira e quilombola Conceição de Salinas-BA. 2019. 187 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2019. Disponível em: 🔻BISPO DOS SANTOS, Antonio. As fronteiras entre o saber orgânico e o saber sintético. In: OLIVA, A. R et alli (Orgs.). Tecendo Redes Antirracistas. Belo Horizonte-MG: Autêntica, 2019, p. 23-36.  🔻Conferir Relatório Técnico Preliminar do Quilombo Pesqueiro Conceição de Salinas, organizado pelo Grupo Geografar UFBA. Disponível em: 🔻Conferir o mapeamento "Racismo e violência contra Quilombos no Brasil", organizado pela CONAQ e Terra de Direitos, 2018. 🔻 Canal no Youtube Uma Dose de Rap, do qual André Luís- o Pingo- faz parte. Disponível em: 🔻Barbosa dos Santos , E., Aguiar Norberto Rios, K., Sacramento Santos, M., Menezes de Salles , M., & dos Santos Alves, T. (2019). ESCOLA DAS ÁGUAS. Mares: Revista De Geografia e Etnociências, 1(1), 143-152.  🔻Grupo Bongar: Festa de Terreiro -documentário. Disponível em: ⏩⏯ ⏩⏯ ⏩⏯ ⏩⏯ Cantiga de capoeira "Marinheiro só" cantada pelo capoeirista mestre Suassuna e Maria Bethânia; "Sindô lê lê" trecho do grupo sul-baiano Mulheres em Domínio Público; “Marisqueira” Mariene de Castro e Ganhadeiras de Itapuã; “Casa nova, raiz”, Dona Edith do Prato e Mariene de Castro; “Ogum Onirê”, Grupo Bongar e “Elevador”, Uma Dose de Rap.

    Ep. #2 Quilombo Pesqueiro: caminhos das águas e terra
  9. 02/08/2021

    Ep. #1: A Baixada é quilombola

    A convidada Josefina Serra dos Santos- a Doutora Jô- é mulher quilombola da Baixada Maranhense, advogada, ativista e militante do Movimento Negro Unificado do Distrito Federal desde a década de 1990. No episódio de estreia do Opará, vamos conhecer o movimento de desterro, a experiência de transmigração e sua trajetória política. Antes Mãe Rosa, sua avó e ancestral do Quilombo da Picada, hoje Doutora Jô, a mulher que se reinventou mundo afora sem perder a conexão com sua identidade quilombola. Referências 🔻  “Meu Negro Interno” [1982]. In: NASCIMENTO, Beatriz. Quilombola e Intelectual. São Paulo-SP: Editora Filhos da África, 2018, pp. 239-263; 🔻  Blog local do Jailson Mendes, tudo sobre a Baixada Maranhense. Disponível em: https://jailsonmendes.com.br/categoria/cajapio/ 🔻 Artigo: “Quilombola: conceitos, autodefinição e direitos”, segundo a Fundação Cultural Palmares. Disponível em: http://www.palmares.gov.br/?p=19099 🔻 Sobre a legislação quilombola conferir a compilação feita pela CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas ). Disponível em:  http://conaq.org.br/coletivo/278/ 🔻  Sobre o Movimento Quilombola no Maranhão. SOUSA, Igor Thiago Silva. Movimento Quilombola no Maranhão: estratégias políticas da ACONERUQ e MOQUIBOM. Curitiba-PR: Editora Appris, 2018. ⏭⏭⏭⏭⏭⏭⏭⏭⏭  A trilha de domínio público: Baião de Princesas (Maranhão) e Quarteto Vagamundo (MG)/ Contatos: e-mail: oparapodcast@gmail.com e Instagram @oparapodcast

    Ep. #1: A Baixada é quilombola

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