Maria, a mulher que acreditou e modelo para todos aqueles que acreditam em Deus. Quando Maria chegou à casa de Zacarias, como nos relata o Evangelho de S. Lucas (Lucas 1,43), Isabel, repleta do Espírito Santo, com voz forte, ela exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar”? Isabel reconhece, portanto, as maravilhas que Deus realizara em Maria e é a primeira daqueles que, em todas as gerações, proclamarão bem-aventurada a Mãe de Jesus (Lc 1,48). O texto de S. Lucas sublinha, também, que as palavras de Isabel foram inspiradas pelo Espírito Santo. Isto quer que o mesmo Espírito que desceu sobre a Virgem no momento da Anunciação é também a fonte de onde provém a alegria das palavras de Isabel, que proclamam Maria bendita entre todas as mulheres. É, pois, pela força do Espírito que as grandes coisas que Deus realizou na humildade da sua serva (Lc 1,48), na intimidade da casa de Nazaré, se tornam conhecidas por todas as gerações. Portanto, Isabel não fala como uma pessoa individual, mas representa a voz da primeira comunidade cristã que venera a Mãe do Senhor, não apenas pela sua maternidade, mas também pela sua fé exemplar. Na expressão «feliz és tu porque acreditaste» encontra-se a chave que abre o acesso à realidade íntima de Maria, Daquela que foi saudada pelo Anjo como «cheia de graça» (Lucas 1,28). Foi mediante a fé que Ela se dedicou, sem reservas nem hesitações, à pessoa e à obra do Seu Filho. [...] Assim, a fé desta mulher, escolhida para permitir que o Filho de Deus entrasse no mundo, é o espaço interior que Deus Pai preparou para iniciar a nova Aliança na história da Humanidade. O Anjo expôs a Maria o projeto de Deus para que Ela pudesse, com a sua fé, contribuir para o seu cumprimento. A Encarnação de Jesus Cristo é obra do Espírito Santo mas também é obra da fé ativa de Maria que, ao aceitar o desafio do Anjo, reconhece a Palavra de Deus como válida e digna de confiança. Maria acredita em Deus, acolhe como verdadeira a sua Palavra e aceita a Sua vontade. A fé que se formou em Maria no momento da Anunciação não esteve isenta de momentos de dura prova e de tribulações. Exatamente porque faz parte do grupo dos pequeninos a quem Deus se revela e que aceitam o desafio da fé (Mateus 11,25), a Mãe de Jesus é a primeira daqueles que acreditam sem terem visto (João 20,29). Guiada pela fé, Maria leva Jesus ao Templo para que se cumprissem os sinais da sua maternidade messiânica, tornando-se testemunha privilegiada do cumprimento do que tinha sido prometido aos humildes de Israel que, como Simeão, esperavam «a consolação de Israel» (Lucas 2,25) e, como Ana, aguardavam a «libertação de Jerusalém» (Lucas 2,38). Só pela fé Ela pôde compreender o verdadeiro mistério de Cristo, luz para todos os povos, e o mistério da espada de dor que Simeão lhe anuncia de forma clara (Lucas 2,28-35). Só pela fé pôde aceitar a decisão do Seu Filho Jesus em ocupar-se «das coisas de seu Pai» (Lucas 2,49). Pela sua fé perseverante antecipou a hora da revelação de Jesus, quando Ele deu início «aos seus sinais» em Caná, transformando a água em vinho (João 2,1-11). Sem ter visto ainda os milagres de Jesus, Ela acreditou no Seu poder. Mas será que hoje é pertinente e importante falar da fé? Terá Maria algo a dizer aos discípulos do seu Filho nos dias de hoje? Fonte (texto/créditos): http://www.fatima2017.org/pt/menu-topo/planificacao Imagem (créditos): AdobeStock_96518148_Preview Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=HFFRzug1wfY. Braveheart Theme: An Amazing Piano Solo - Jacob's Piano. Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima e ao Apostolado Mundial de Fátima - (AMF) - https://worldfatima.com/pt/