Spirituality

ecos de fatima

Disponibilizamos para você, gratuitamente, podcasts sobre a Mensagem de Fátima, Aparições do Anjo da Paz e de N S de Fátima, os 3 Segredos de Fátima, e muito mais. Também disponibilizamos, gratuitamente, podcasts sobre Espiritualidade, Meditação e também Momentos de Reflexão. We make available for you, free of charge, podcasts on the Message of Fatima, Apparitions of the Angel of Peace and of Our Lady of Fatima, the 3 Secrets of Fatima, and much more. We also provide free podcasts on Spirituality, Meditation and Reflection Moments. Enjoy!

  1. 2d ago

    4ª Bem-Aventurança - Introdução

    “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão saciados”. Os que não pactuam com nenhuma mentira, venha ela donde vier, nem se deixam subornar. Os que não toleram que outros vivam na miséria. Os que sempre e em toda a parte são honrados e não permitem o roubo camuflado. Os que não fazem discriminação de pessoas pela cor da pele, sexo, credo ou situação social. QUARTA BEM-AVENTURANÇA “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”. Na formulação desta Bem-aventurança fala-se dos conceitos “fome”, “sede” e “justiça” e que quem tenha “fome e sede” dessa “justiça”, num determinado momento, ficará saciado. Ter “fome e sede de justiça” equivale, para o Evangelista Mateus, sentir-se dominado por uma disposição interior pela qual nos entregamos inteiramente a Deus, exclusivamente, sem reservas. É a incessante procura de sermos perfeitos como Deus é perfeito. É o desejo ardente de que a Sua vontade se cumpra totalmente, a todo o custo, não apenas com palavras mas também com obras e verdade. Por outro lado, ser “justo” para Mateus equivale a trabalhar em tudo, segundo as normas de Deus, respeitando tanto os direitos divinos como os humanos. E esta conduta, esta atitude, que será critério de eleição e motivo de bênção no Juízo Final (Mt 25, 34-40), reflete-se de modo singular na ajuda aos necessitados: “Porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolheste; estava nu e me vestiste; adoeci e fostes me visitar; estive na prisão e foste ter Comigo” (Mt 25, 35-39). Aqui podemos lembrar das palavras de Dom Bosco: Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas. Talvez possamos dizer que o vocábulo “justiça” sugere, pelo menos, três atitudes diferentes: - A justiça de Deus ou a salvação final que Ele oferece a todos os homens e mulheres. - A justiça dos homens, isto é, as suas boas obras ou obras de misericórdia. - A justiça social, baseada em nossas relações justas. Não se trata, pois, de espiritualizar ou materializar essa fome ou essa sede, de discutir significados literais ou simbólicos, mas de comprovar como estas três atitudes estão tão relacionadas umas com as outras como pode estar uma planta com a raiz, a flor e o fruto: - A raiz é a justiça de Deus. É Ele que, com a Sua graça, nos torna justos, santos. - A flor são as nossas boas obras, realizadas de acordo com a vontade divina. - Os frutos aparecerão na forma de justiça social, solidariedade, caridade. Atitudes e virtudes com as quais cada homem e cada mulher não tem como objetivo a sua própria satisfação ou interesse mas a do seu próximo e, dentro destes, os mais necessitados. CRÉDITOS Texto: https://ens.pt/protected/wp-content/uploads/2018/05/tema-de-estudo-2004-as-bem-aventurancas.pdf Imagem: https://www.maosdadas.ong.br/bem-aventurados-os-que-tem-fome-e-sede-de-justica/ Trilha sonora: acervo pessoal.

    4ª Bem-Aventurança - Introdução
  2. 6d ago

    Exame de Consciência. VI

    O exame de consciência - Vigiar e orar Você se lembra de que, no Horto da Oliveiras, quando Jesus fez um intervalo na sua oração e foi ver se os Apóstolos o acompanhavam na prece, achou-os dormindo. Com pena, disse a Pedro: Não pudeste vigiar uma hora comigo? E a todos: Vigiai e orai, para não entrardes em tentação (Mt 26,40-41)? Uma das melhores maneiras de “vigiar”, como Jesus nos pede, é fazer todos os dias o exame de consciência: um balanço do nosso dia diante de Deus, cheio de sinceridade, que se pode resumir nas três perguntas que São Josemaria às vezes aconselhava: O que fiz bem? O que fiz mal? O que poderia fazer melhor amanhã? Algumas sugestões para começar: 1) O exame deve ser simples e breve (podem bastar três minutos), nunca complicado. O exame será bom se nos ajudar a enxergar algumas falhas daquele dia e a pedir perdão a Deus por elas. O exame será completo se terminar com alguma resolução, muito concreta, de melhorarmos em algum ponto no dia seguinte (por ex., ser pontual no trabalho, ser amável ao cumprimentar tal ou qual pessoa). Veremos isso a seguir. 2) É importante ter em conta que não é “obrigatório” fazer o exame à noite, na última hora, quando já estamos caindo de sono e nos preparamos para dormir. Convém fazê-lo num momento em que a cabeça esteja ainda lúcida. Cada qual tem que achar seu “bom horário”. 3) O que se deve evitar é fazer o exame na cama, já deitado. Esse mesmo conselho – lembra? – dávamos ao falar da oração mental. Quem tiver suficiente autocontrole da sonolência ou falta de sono, pode arriscar-se a ler, a orar mentalmente, a rezar o terço, a fazer o exame na cama. Mas não se engane. Você já se conhece. Se tiver o cochilo fácil…, sabe muito bem o que acontecerá: vai adormecer sem fazer nada. 4) Ainda uma sugestão dirigida às pessoas sinceras que quiserem fazer o exame com o máximo proveito: não faça o exame sem ter à mão uma agenda (ou um caderninho) e a caneta. Daqui a pouco veremos o que é bom anotar. Em que assuntos nos convém pensar? Sugestões: 1) Comece pedindo luz ao Espírito Santo, para fazer um bom exame: “Vinde, Espírito Santo!” “Que eu veja!”. 2) Pode ser útil, inicialmente, dar uma olhada rápida ao dia, procurando lembrar alguma coisa que pese um pouco mais na consciência: “Tive uma briga feia em casa”, “Tive preguiça de cumprir um dever”, “Deixei-me dominar pela ira”, “Abusei na comida”, “Falei palavras ofensivas a um colega”, “Cedi à imoralidade da Internet”… São faltas fáceis de lembrar, sem necessidade de uma análise complicada.Uma vez recordadas, peça perdão a Deus: “Senhor Jesus, Filho de Deus, tenha piedade de mim, que sou um pecador”, e proponha-se lutar. 3) Mas e bom não reduzirmos o exame diário a uma espécie de exame preparatório para uma confissão (ainda o exame diário facilite preparar boas confissões). Muitas vezes, mais do que deter-nos nas “faltas”, será bom deter-nos mais nas “coisas boas”. Concretamente, todos deveríamos ter um pequeno programa das melhoras que desejaríamos alcançar (de preferência listadas na agenda ou caderno). Por exemplo: a) um plano diário de orações, de recitação do terço, de leituras espirituais, com seus horários previstos; b) duas ou três mortificações (sacrifícios), que nos ajudem a ter, se precisarmos, mais ordem, a segurar a língua, a controlar a gula…; c) um pequeno programa de ajuda aos outros, também de ajuda espiritual e apoio moral, etc. 4) Se revisarmos diariamente essas listas, veremos os pontos positivos que houve e aqueles em que estivemos mais falhos, e poderemos então fazer um propósito ou propósitos de luta (não mais de dois) para o dia seguinte. Texto (adaptações/créditos): https://padrefaus.org/2010/05/07/o-exame-de-consciencia/ Imagem (créditos): https://pt.wikihow.com/se-Confessar Trilha sonora: arquivo pessoal.

    Exame de Consciência. VI
  3. Aug 30

    Pedir perdão e a conversão a Deus.

    Continuemos a conversar com você sobre o apelo da Mensagem de Fátima: Meus Deus, peço-Vos perdão. A oração do Anjo, e também o conjunto da Mensagem de Fátima são contínuo convite a pedir perdão pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo, convite que podemos tomar como tema da nossa reflexão e oração. O Anjo convidou primeiro a pedir perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não amam. Mas, na oração à Santíssima Trindade, não só se faz a referência à reparação, pois há blasfêmias, sacrilégios, indiferenças, mas também se afirma: «peço a conversão dos pobres pecadores». Somos convidados a ter um coração universal e a pedir perdão por todos. Levar o mundo pecador ao Coração de Deus pelo Coração lmaculado de Maria. Sentir-se solidário com todos os pecados e falhas do mundo, sentir pena por todos os pecados e pedir perdão, suplicar misericórdia, ser reparador. O pecado, mais que uma falta à lei, é um atentado ao amor. Trata-se sempre, quando pecamos, de magoar as pessoas, de trair o amor, de negar o amor na nossa vida. Não basta pedir perdão. É urgente a conversão pessoal, da família, da paróquia, da sociedade. Enquanto cada um de nós não der o tempo e a intensidade suficientes à vida de oração, enquanto não vivermos com mais empenho a vida sacramental, enquanto Deus não for o nosso Tudo, é preciso conversão. Enquanto Deus não for tudo em todos, enquanto Cristo não reinar no coração e na vida de cada pessoa, enquanto Maria Santíssima não for amada como verdadeira Mãe, enquanto a Igreja não for para nós a Esposa santa de Cristo, é preciso conversão. Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o Vosso Nome; venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Fonte (texto e créditos): Trechos do Livro: ORAI, ORAI MUITO. Padre Dário Pedroso - MEU DEUS PEÇO-VOS PERDÃO. Imagem (créditos): AdobeStock_195240852_Preview Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima; Apostolado Mundial de Fátima (Fátima/Portugal). https://worldfatima.com/pt/ Trilhas sonoras (créditos):  https://www.youtube.com/watch?v=iXcftUVYSHA.   Música Kyrie Eleison, Christe Eleison (com Letras) - Paróquia Nossa Senhora. https://www.youtube.com/watch?v=Bs4PW1QsYHQ.  Misericórdia Senhor - Ato Penitencial - Nice Iász.

  4. Aug 16

    Santíssima Trindade - Parte 11

    O mistério da Santíssima Trindade - O que a Igreja nos ensina sobre o mistério da Santíssima Trindade? É bom conhecer para que a adoração da Santíssima Trindade seja feita com devoção esclarecida e conhecimento de nossa religião. 1. Que lugar ocupa o mistério da Santíssima Trindade na fé e na vida cristã? Ocupa lugar central. “O mistério central da fé e da vida cristã é o mistério da Santíssima Trindade. Os cristãos são batizados no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. 2. O mistério da Santíssima Trindade pode ser conhecido só pela razão humana? Não. “Deus deixou alguns sinais do seu ser trinitário na criação e no Antigo Testamento. Entretanto, a realidade da vida da Trindade Santa constitui um mistério inacessível à razão humana sozinha. A existência deste mistério foi revelada por Jesus Cristo e é a fonte de todos os outros mistérios”.  3. Que significa ”mistério da Santíssima Trindade”? Significa “algo que a nossa inteligência não compreende. Se você, por exemplo, não é físico, a teoria da relatividade de Einstein é um mistério para você, mas não é para os físicos. Se você não é biólogo a complexidade da célula, dos cromossomos e dos gens pode ser um mistério, mas não é para aquele que estudou tudo isso. Ora, Deus é um Mistério para todos nós, porque a Sua grandeza infinita não cabe na nossa inteligência limitada de criatura”. 4. O que nos revela Jesus Cristo sobre o mistério do Pai? “Jesus Cristo revela-nos que Deus é «Pai», não só enquanto é Criador do universo e do homem, mas sobretudo porque, no seu seio, gera eternamente o Filho, que é o seu Verbo, «resplendor da sua glória, e imagem da sua substância» (Hb 1, 3)”. 5. Quem é o Espírito Santo que Jesus Cristo nos revelou? “É a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Ele é Deus, uno e igual ao Pai e ao Filho. Ele «procede do Pai» (Jo 15, 26)” e ”procede também do Filho (Filioque), pelo dom eterno que o Pai faz de Si ao Filho. Enviado pelo Pai e pelo Filho encarnado, o Espírito Santo conduz a Igreja «ao conhecimento da Verdade total» (Jo 16, 13)”. 6. Como é que a Igreja exprime a sua fé trinitária? “A Igreja exprime a sua fé trinitária confessando um só Deus em três Pessoas: Pai e Filho e Espírito Santo”. As três Pessoas divinas são um só Deus, porque cada uma delas possui a mesma natureza divina. “Elas são realmente distintas entre si, pelas relações que as referenciam umas às outras: o Pai gera o Filho, o Filho é gerado pelo Pai, o Espírito Santo procede do Pai e do Filho”. [...] Enfim, se entendêssemos Deus, este não seria mais Deus. “Depois de tentar de muitos modos desvendar o Mistério da Santíssima Trindade, Santo Agostinho, (+430) abdicou: ‘Deus não é para se compreendido, mas para ser adorado!’”.É o que a Igreja ensina sobre a Trindade. Diante da magnitude deste mistério, resta-nos, dobrar os joelhos, e numa reverente adoração, contemplar humildemente, a “glória do Pai, ao Filho e do Espírito Santo!” Fontes (textos/créditos):  http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/211/41/ Prof. Felipe Aquino, no artigo “O que é o mistério da Santíssima Trindade”, no site Editora Celofas. Catecismo da Igreja Católica Imagem (créditos): https://br.depositphotos.com/425870090/stock-photo-icon-holy-trinity.html Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima ; Apostolado Mundial de Fátima - https://worldfatima.com/pt/ Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=Yk-So4rt1cc.  Chopin - Valsa da Primavera, Spring Waltz (Mariage d'Amour) - 4K - Classical Relaxation 4K

  5. Aug 9

    3ª Bem-Aventurança - 4º Tópico.

    CONVIDO VOCÊ HOJE PARA REFLETIR CONOSCO SOBRE O QUARTO TÓPICO DA TERCEIRA BEM-AVENTURANÇA: - “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. FALAREMOS HOJE SOBRE O NOSSO DEUS DE TODA A CONSOLAÇÃO. 4º Tópico a ser considerado nessa bem-aventurança: O DEUS DE TODA A CONSOLAÇÃO. Você já parou para pensar que há algo sagrado na linguagem das lágrimas? Substitui a impotência da palavra para expressar o quanto de indefinível e de inconsolável está contido na dor. Detém todo o diálogo; diante das lágrimas nada mais há a fazer senão calar-se. Voltemos o nosso olhar para os que choram, para os aflitos encerrados na sua dor. “Vós que chorais, vinde a este Deus, pois Ele chora”. Esta frase que Victor Hugo escreveu junto ao crucifixo é a afirmação desconcertante do prodígio da Encarnação do Filho de Deus. Este Deus Que chora é um Deus perdido em alturas inacessíveis, Que não se comoveu com os suspiros dos homens. Este Deus é o mesmo que Jesus nos descreveu com a fisionomia de um Pai compassivo não apenas com a angústia, mas também com a rebeldia dos Seus filhos. Não obstante, como sair do obscuro labirinto onde se cruzam e embaralham a bondade de Deus e aparentemente a Sua impassibilidade? O Deus que quer secar as nossas lágrimas não é suficientemente poderoso para afastar os males que nos fazem chorar? Jesus, cujo poder é manifestamente sobre-humano, devolve aos paralíticos o uso dos seus membros, aos mudos o da palavra, o ouvido aos surdos, a vista aos cegos, a vida aos mortos. Por onde quer que passe “cura todas as enfermidades e moléstias” (Mt 9,35), escrevem os evangelistas. Uma vez que pode, porque não o faz para que desapareça o sofrimento do nosso pobre mundo? Aí está o grande mistério. Jesus tira o pecado do mundo, mas deixa nele o sofrimento. [...] O Salvador ressuscitado vai repetir às testemunhas da Sua nova vida, dizendo: “Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na Sua glória?” (Lc 24,26). Era preciso! E porquê? O mistério da dor continua a ser indecifrável para nós. Emanuel – Deus entre nós – não nos explicou os enigmas do universo. Veio para ensinar-nos a viver e a triunfar do mal. É este o consolo anunciado na Bem-aventurança de que nos ocupamos e que não é a promessa de uma anestesia impossível. [...] Jesus, o vencedor da morte, não só chorou como nós mas também, quando chega a hora de Ele próprio “enxugar as lágrimas de todos” (Is. 26,8; Ap 21,4), une as nossas dores às Suas com vista a ajudar a todos a sofrer, para que as nossas lágrimas, como as Suas, tenham um valor redentor. Que importa que não possamos sofrer o que muitos intitulam de “problema do mal” e que, na verdade, é um mistério impenetrável, uma vez que, de qualquer maneira, havemos de sofrer? Coisa estranha: mal a ciência encontra a cura de uma doença, logo lhe aparece outra desconhecida; contudo, os usos da maioria das descobertas cientificas para a humanidade têm a finalidade, normalmente, para fins mortíferos. É como se uma porção constante de dor tivesse de afligir sempre a terra! Mas Jesus preferiu voltar os nossos olhos para o futuro e assegurar-nos de que a nossa dor não é inútil. Os cristãos ficarão consolados se aceitarem os sofrimentos inevitáveis, dos quais nenhum homem e nenhuma mulher está isento, como um sacramento que os une a Cristo para a realização da Sua obra redentora. Bem-aventurados os cristãos que, quando choram, dizem com Jesus: “Pai, faça-se a Tua vontade. Pai, perdoa os que me fazem sofrer! Pai, em Tuas mãos entrego a minha vida!”. Eles já não estão sós. Estão consolados. CRÉDITOS Texto: https://ens.pt/protected/wp-content/uploads/2018/05/tema-de-estudo-2004-as-bem-aventurancas.pdf Imagem: https://br.pinterest.com/pin/418553359136112976/visual-search/?x=16&y=16&w=414&h=447.2127659574468&cropSource=6&surfaceType=flashlight Trilha sonora: acervo pessoal.

    3ª Bem-Aventurança - 4º Tópico.
  6. Aug 2

    A Santidade Cristã. (IV)

    Continuamos a conversar com você sobre a santidade do episódio do Evangelho de São João Capítulo 4, 5-42 que descreve o encontro e a conversa de Jesus com a Samaritana. Reconhecer os próprios erros é o primeiro passo para a Santidade! Se continuarmos fingindo para nós mesmos, não iremos a lugar nenhum; enquanto não reconhecermos as nossas necessidades, as nossas lutas, os nossos males, enquanto não dermos nomes aos nossos sentimentos e encará-los, eles serão maiores do que nós. É o poder do olhar de Cristo (da nossa consciência a nos chamar a atenção) que nos restitui, e no caso daquela mulher samaritana, fazendo com que ela pudesse descobrir as forças que antes desconhecia e reconhecer nas palavras de Jesus que ela nasceu para dar certo! Quantos de nós temos de passar pelo duro aprendizado de dizer “não deu certo”, “eu falhei” ou “pisei na bola”. Por orgulho, às vezes nós mentimos para o outro, mentimos para nós mesmos; mas não conseguimos mentir para Deus (ou seja, para a nossa consciência). Jesus deu àquela mulher samaritana a força para reconhecer: “Não nascemos para vivermos eternamente na condição de pecadores”. Contudo, assumir os erros sem nos lançarmos no Amor de Deus é perda de tempo! Deus quer nos levantar, mas antes é preciso admitir o erro! Não tenhamos medo de nos apresentar com os baldes vazios e permitir que Ele nos ajude a enchê-los de amor e de bondade. É importante reconhecer que quem nos leva para frente é o Amor de Deus, a Sua Divina Misericórdia que nos encoraja a olhar para nós mesmos e constatar: “Não deu certo, mas pode dar, acreditamos e temos esperança em Deus”. Às vezes, somos especialistas em reparar somente naquilo que não deu certo em nós. Assumimos a postura de acusador. E é ainda pior quando agimos assim com os outros: Aí, dá tudo errado! Quase sempre ficamos atentos aos erros das pessoas com as quais convivemos e, muitas vezes, não percebemos as nossas próprias falhas e imperfeições. São João da Cruz nos ensina que: “Não reparar nas imperfeições alheias e tratar estas questões continuamente com Deus desenraizam grandes imperfeições da alma, tornando a nossa alma proprietária de grandes virtudes”. Não repararemos nas falhas alheias; isto nos tornará virtuosos. O Santo Padre o Papa João Paulo II disse em 1993: CONVIDAMOS A TODOS QUE SE FAÇA UM ESFORÇO PARA SUPERAR A CRISE DO SENTIDO DO PECADO QUE SE VERIFICA NA CULTURA CONTEMPORÂNEA, E, MAIS AINDA, QUE SE VOLTE A DESCOBRIR CRISTO COMO MISTÉRIO DA MISERICÓRDIA, NO QUAL DEUS NOS MOSTRA O SEU CORAÇÃO COMPASSIVO E NOS RECONCILIA PLENAMENTE CONSIGO. TAL É O ROSTO DE CRISTO QUE IMPORTA FAZER REDESCOBRIR TAMBÉM POR MEIO DO SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO. SE O BATISMO É UM VERDADEIRO INGRESSO NA SANTIDADE DE DEUS POR INTERMÉDIO DA INSERÇÃO EM CRISTO E DA HABITAÇÃO DO SEU ESPIRITO SANTO, SERIA UM CONTRA-SENSO CONTENTAR-SE COM UMA VIDA MEDÍOCRE, PAUTADA POR UMA ÉTICA MINIMALISTA E UMA RELIGIOSIDADE SUPERFICIAL. OS SACRAMENTOS NOS AJUDAM A VENCER AS DIFICULADES DO DIA A DIA. Sejamos santos como Deus Pai é Santo. Fonte (texto/créditos): http://wiki.cancaonova.com/index.php/Santos_dos_Dias_de_Hoje. (Trecho extraído do livro "Santos de Calça Jeans" de Adriano Gonçalves). Santos de calça jeans - Adriano Gonçalves. Imagem (créditos): AdobeStock_543762138_Preview Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=YpeLdaOezmM.  CATHARSIS - Linda Música Ambiente Cinematográfica Cantos de Monges - Paz Interior e Exterior, Soneca - Meditações Ambientais. Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima e ao Apostolado Mundial de Fátima - (AMF) - https://worldfatima.com/pt/

  7. Jul 26

    Perdoai, para que Deus vos perdoe.

    Continuemos a conversar com você sobre o apelo da Mensagem de Fátima: Meus Deus, peço-Vos perdão. Perdoai, para que Deus vos perdoe: Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (Mateus 5,7). Porque quem não pratica a misericórdia será julgado sem misericórdia. Mas a misericórdia não teme o julgamento. (Tiago 2,13). Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai não perdoará as vossas. (Mateus 6,14-15). Se o teu semelhante pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás conquistado o teu semelhante. (Mateus 18,15). Estes versículos eram destinados a moderar o rigor dos que exigiam a expulsão imediata dos pecadores da comunidade. Daí o apelo a conquistar para a comunidade uma pessoa arrependida, que estava prestes a ser excluída. Tende cuidado convosco! Se o teu irmão te ofender, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. (Lucas 17,3). O corte da comunidade com os impenitentes vem do costume judaico de não contatar com gentios nem cobradores de impostos, considerados pessoas impuras. [...] Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda briga, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza da alma cultivará sempre a simpatia das pessoas imparciais. Como é que vedes um cisco no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um cisco ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o cisco do olho do vosso irmão. (Mateus 7, 3-5). Fontes (textos/créditos): http://www.catequisar.com.br/texto/catequese/crisma/apostila/01/imaculada/sacramento/10.htm http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/329/Deus-perdoa-a-todos-os-nossos-pecados Imagem (créditos): AdobeStock_233117652_Preview Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima; Apostolado Mundial de Fátima - https://worldfatima.com/pt/ Trilhas sonoras (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=oFta9CIHFZw.  Salmo 23 - Canto gregoriano - Mariano https://www.youtube.com/watch?v=rNsgHMklBW0.  Pachelbel - Canon in D (Best Piano Version) - grimgroove

  8. Jul 20

    3ª Bem-Aventurança - 3º Tópico.

    CONVIDO VOCÊ HOJE PARA REFLETIR CONOSCO SOBRE O TERCEIRO TÓPICO DA TERCEIRA BEM-AVENTURANÇA: - “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. FALAREMOS HOJE SOBRE A NATUREZA DA ALEGRIA CRISTÃ. 3º Tópico a ser considerado nessa bem-aventurança: ORIGEM E NATUREZA DA ALEGRIA CRISTÃ. Talvez se possa dizer que na alegria não se manda nem ela pode ser fruto de raciocínio, ou é espontânea ou não é. Isto poderá ajudar a todos nós a nos fixarmos melhor sobre a origem e a natureza da alegria cristã. O homem comum vive contente, quando a realidade, as decisões alheias ou os acontecimentos estão de acordo com os seus desejos; o cristão, por seu lado, está alegre desde que os seus desejos estejam de acordo com a vontade de Deus. O primeiro apenas sente prazer, quando “tudo lhe corre bem”, enquanto que o segundo descobre a forma de ser feliz mesmo quando “tudo lhe corre mal”. Será isto uma fantasia? De modo algum. A alegria do cristão é real, tem a sua fonte em si próprio, é um dom de Deus ou, como dizia S. Paulo, é o fruto do Espírito em nós próprios (Gal 5,22) que explica a sua espontaneidade. [...] O cristão deve aceitar tudo de bom agrado, a felicidade ou a infelicidade, o doce e o amargo, a saúde e a doença, a bonança ou a tempestade. E deve aceitar tudo de bom grado, porque, com a ajuda de Deus, poderemos fazer com que tudo o que nos aconteça sirva para o nosso bem ou para o bem dos outros. O olhar de Deus segue a todos em todos os acontecimentos, quaisquer que sejam, e não há um único pelo qual não possamos realizar os seus objetivos. Até mesmo os dias maus trazem a sua pequena alegria a quem confia em Deus; o ardor alegre na adversidade ou, pelo menos, a canção que acompanha o trabalho, o ímpeto interior que resiste ao perigo ou ao duelo ou, simplesmente, a poesia que transforma as miseráveis desventuras quotidianas. Os homens ficam tristes, porque não compreendem ou não aceitam. Mas o cristão entrega-se ao Pai Que sabe e Que decide, ao Deus Que distribui os dias de sol ou de tempestade, ao delicado Artista Criador Que imaginou os espinhos para proteger as rosas; sim, sem dúvida alguma, mas ainda se coloca mais à disposição de “Deus Que Se fez homem para que o homem chegasse a ser Deus”. “Para que o homem comesse o pão dos anjos, o Senhor dos anjos se fez homem.” E com esta frase de Sto. Agostinho descobrimos o grande segredo da alegria cristã. [...] “Depois da Encarnação, já não devemos admirar mais nada” escreveu um autor do séc. XVII. Nenhuma maravilha poderá igualar aquela e já não temos que nos admirar com nada. Pois, que mais poderíamos desejar? “Deus Pai que não poupou o próprio filho – escreve S. Paulo – mas O entregou por todos nós, como não havia de nos dar também, com Ele, todas as coisas?” (Rom 8,32). [...] Quem acredita na Encarnação do Filho de Deus já não tem medo da cruz, está “sempre alegre”. Esta obrigação do Apóstolo deveria ser ouvida em toda a terra nestes momentos da história em que tanto se ouve as chamadas pelo uso das armas, apelos incessantes pela desconfiança mútua e ao ódio de muitos corações duros. “Sejamos os mais fortes e os mais tenazes”, dizem uns. E outros continuam “Sejamos os mais audazes e os mais hábeis”. Estes inúmeros povos, condenados talvez a matar-se uns aos outros, poderiam recuperar instantaneamente a paz e a felicidade: bastaria que todos pudessem ouvir e compreender a mensagem de Emanuel - Deus conosco: “Alegrai-vos porque Deus está no meio de vós”. CRÉDITOS Texto: https://ens.pt/protected/wp-content/uploads/2018/05/tema-de-estudo-2004-as-bem-aventurancas.pdf Imagem: https://br.pinterest.com/pin/7529524364173397/visual-search/?x=0&y=4&w=385&h=523&cropSource=4&surfaceType=flashlight&full_feed_title=Obras%20de%20arte&rs=pin Trilha sonora: acervo pessoal.

    3ª Bem-Aventurança - 3º Tópico.

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