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ecos de fatima

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  1. 11h ago

    Santíssima Trindade - Parte 11

    O mistério da Santíssima Trindade - O que a Igreja nos ensina sobre o mistério da Santíssima Trindade? É bom conhecer para que a adoração da Santíssima Trindade seja feita com devoção esclarecida e conhecimento de nossa religião. 1. Que lugar ocupa o mistério da Santíssima Trindade na fé e na vida cristã? Ocupa lugar central. “O mistério central da fé e da vida cristã é o mistério da Santíssima Trindade. Os cristãos são batizados no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. 2. O mistério da Santíssima Trindade pode ser conhecido só pela razão humana? Não. “Deus deixou alguns sinais do seu ser trinitário na criação e no Antigo Testamento. Entretanto, a realidade da vida da Trindade Santa constitui um mistério inacessível à razão humana sozinha. A existência deste mistério foi revelada por Jesus Cristo e é a fonte de todos os outros mistérios”.  3. Que significa ”mistério da Santíssima Trindade”? Significa “algo que a nossa inteligência não compreende. Se você, por exemplo, não é físico, a teoria da relatividade de Einstein é um mistério para você, mas não é para os físicos. Se você não é biólogo a complexidade da célula, dos cromossomos e dos gens pode ser um mistério, mas não é para aquele que estudou tudo isso. Ora, Deus é um Mistério para todos nós, porque a Sua grandeza infinita não cabe na nossa inteligência limitada de criatura”. 4. O que nos revela Jesus Cristo sobre o mistério do Pai? “Jesus Cristo revela-nos que Deus é «Pai», não só enquanto é Criador do universo e do homem, mas sobretudo porque, no seu seio, gera eternamente o Filho, que é o seu Verbo, «resplendor da sua glória, e imagem da sua substância» (Hb 1, 3)”. 5. Quem é o Espírito Santo que Jesus Cristo nos revelou? “É a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Ele é Deus, uno e igual ao Pai e ao Filho. Ele «procede do Pai» (Jo 15, 26)” e ”procede também do Filho (Filioque), pelo dom eterno que o Pai faz de Si ao Filho. Enviado pelo Pai e pelo Filho encarnado, o Espírito Santo conduz a Igreja «ao conhecimento da Verdade total» (Jo 16, 13)”. 6. Como é que a Igreja exprime a sua fé trinitária? “A Igreja exprime a sua fé trinitária confessando um só Deus em três Pessoas: Pai e Filho e Espírito Santo”. As três Pessoas divinas são um só Deus, porque cada uma delas possui a mesma natureza divina. “Elas são realmente distintas entre si, pelas relações que as referenciam umas às outras: o Pai gera o Filho, o Filho é gerado pelo Pai, o Espírito Santo procede do Pai e do Filho”. [...] Enfim, se entendêssemos Deus, este não seria mais Deus. “Depois de tentar de muitos modos desvendar o Mistério da Santíssima Trindade, Santo Agostinho, (+430) abdicou: ‘Deus não é para se compreendido, mas para ser adorado!’”.É o que a Igreja ensina sobre a Trindade. Diante da magnitude deste mistério, resta-nos, dobrar os joelhos, e numa reverente adoração, contemplar humildemente, a “glória do Pai, ao Filho e do Espírito Santo!” Fontes (textos/créditos):  http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/211/41/ Prof. Felipe Aquino, no artigo “O que é o mistério da Santíssima Trindade”, no site Editora Celofas. Catecismo da Igreja Católica Imagem (créditos): https://br.depositphotos.com/425870090/stock-photo-icon-holy-trinity.html Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima ; Apostolado Mundial de Fátima - https://worldfatima.com/pt/ Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=Yk-So4rt1cc.  Chopin - Valsa da Primavera, Spring Waltz (Mariage d'Amour) - 4K - Classical Relaxation 4K

  2. Aug 9

    3ª Bem-Aventurança - 4º Tópico.

    CONVIDO VOCÊ HOJE PARA REFLETIR CONOSCO SOBRE O QUARTO TÓPICO DA TERCEIRA BEM-AVENTURANÇA: - “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. FALAREMOS HOJE SOBRE O NOSSO DEUS DE TODA A CONSOLAÇÃO. 4º Tópico a ser considerado nessa bem-aventurança: O DEUS DE TODA A CONSOLAÇÃO. Você já parou para pensar que há algo sagrado na linguagem das lágrimas? Substitui a impotência da palavra para expressar o quanto de indefinível e de inconsolável está contido na dor. Detém todo o diálogo; diante das lágrimas nada mais há a fazer senão calar-se. Voltemos o nosso olhar para os que choram, para os aflitos encerrados na sua dor. “Vós que chorais, vinde a este Deus, pois Ele chora”. Esta frase que Victor Hugo escreveu junto ao crucifixo é a afirmação desconcertante do prodígio da Encarnação do Filho de Deus. Este Deus Que chora é um Deus perdido em alturas inacessíveis, Que não se comoveu com os suspiros dos homens. Este Deus é o mesmo que Jesus nos descreveu com a fisionomia de um Pai compassivo não apenas com a angústia, mas também com a rebeldia dos Seus filhos. Não obstante, como sair do obscuro labirinto onde se cruzam e embaralham a bondade de Deus e aparentemente a Sua impassibilidade? O Deus que quer secar as nossas lágrimas não é suficientemente poderoso para afastar os males que nos fazem chorar? Jesus, cujo poder é manifestamente sobre-humano, devolve aos paralíticos o uso dos seus membros, aos mudos o da palavra, o ouvido aos surdos, a vista aos cegos, a vida aos mortos. Por onde quer que passe “cura todas as enfermidades e moléstias” (Mt 9,35), escrevem os evangelistas. Uma vez que pode, porque não o faz para que desapareça o sofrimento do nosso pobre mundo? Aí está o grande mistério. Jesus tira o pecado do mundo, mas deixa nele o sofrimento. [...] O Salvador ressuscitado vai repetir às testemunhas da Sua nova vida, dizendo: “Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na Sua glória?” (Lc 24,26). Era preciso! E porquê? O mistério da dor continua a ser indecifrável para nós. Emanuel – Deus entre nós – não nos explicou os enigmas do universo. Veio para ensinar-nos a viver e a triunfar do mal. É este o consolo anunciado na Bem-aventurança de que nos ocupamos e que não é a promessa de uma anestesia impossível. [...] Jesus, o vencedor da morte, não só chorou como nós mas também, quando chega a hora de Ele próprio “enxugar as lágrimas de todos” (Is. 26,8; Ap 21,4), une as nossas dores às Suas com vista a ajudar a todos a sofrer, para que as nossas lágrimas, como as Suas, tenham um valor redentor. Que importa que não possamos sofrer o que muitos intitulam de “problema do mal” e que, na verdade, é um mistério impenetrável, uma vez que, de qualquer maneira, havemos de sofrer? Coisa estranha: mal a ciência encontra a cura de uma doença, logo lhe aparece outra desconhecida; contudo, os usos da maioria das descobertas cientificas para a humanidade têm a finalidade, normalmente, para fins mortíferos. É como se uma porção constante de dor tivesse de afligir sempre a terra! Mas Jesus preferiu voltar os nossos olhos para o futuro e assegurar-nos de que a nossa dor não é inútil. Os cristãos ficarão consolados se aceitarem os sofrimentos inevitáveis, dos quais nenhum homem e nenhuma mulher está isento, como um sacramento que os une a Cristo para a realização da Sua obra redentora. Bem-aventurados os cristãos que, quando choram, dizem com Jesus: “Pai, faça-se a Tua vontade. Pai, perdoa os que me fazem sofrer! Pai, em Tuas mãos entrego a minha vida!”. Eles já não estão sós. Estão consolados. CRÉDITOS Texto: https://ens.pt/protected/wp-content/uploads/2018/05/tema-de-estudo-2004-as-bem-aventurancas.pdf Imagem: https://br.pinterest.com/pin/418553359136112976/visual-search/?x=16&y=16&w=414&h=447.2127659574468&cropSource=6&surfaceType=flashlight Trilha sonora: acervo pessoal.

    3ª Bem-Aventurança - 4º Tópico.
  3. Aug 2

    A Santidade Cristã. (IV)

    Continuamos a conversar com você sobre a santidade do episódio do Evangelho de São João Capítulo 4, 5-42 que descreve o encontro e a conversa de Jesus com a Samaritana. Reconhecer os próprios erros é o primeiro passo para a Santidade! Se continuarmos fingindo para nós mesmos, não iremos a lugar nenhum; enquanto não reconhecermos as nossas necessidades, as nossas lutas, os nossos males, enquanto não dermos nomes aos nossos sentimentos e encará-los, eles serão maiores do que nós. É o poder do olhar de Cristo (da nossa consciência a nos chamar a atenção) que nos restitui, e no caso daquela mulher samaritana, fazendo com que ela pudesse descobrir as forças que antes desconhecia e reconhecer nas palavras de Jesus que ela nasceu para dar certo! Quantos de nós temos de passar pelo duro aprendizado de dizer “não deu certo”, “eu falhei” ou “pisei na bola”. Por orgulho, às vezes nós mentimos para o outro, mentimos para nós mesmos; mas não conseguimos mentir para Deus (ou seja, para a nossa consciência). Jesus deu àquela mulher samaritana a força para reconhecer: “Não nascemos para vivermos eternamente na condição de pecadores”. Contudo, assumir os erros sem nos lançarmos no Amor de Deus é perda de tempo! Deus quer nos levantar, mas antes é preciso admitir o erro! Não tenhamos medo de nos apresentar com os baldes vazios e permitir que Ele nos ajude a enchê-los de amor e de bondade. É importante reconhecer que quem nos leva para frente é o Amor de Deus, a Sua Divina Misericórdia que nos encoraja a olhar para nós mesmos e constatar: “Não deu certo, mas pode dar, acreditamos e temos esperança em Deus”. Às vezes, somos especialistas em reparar somente naquilo que não deu certo em nós. Assumimos a postura de acusador. E é ainda pior quando agimos assim com os outros: Aí, dá tudo errado! Quase sempre ficamos atentos aos erros das pessoas com as quais convivemos e, muitas vezes, não percebemos as nossas próprias falhas e imperfeições. São João da Cruz nos ensina que: “Não reparar nas imperfeições alheias e tratar estas questões continuamente com Deus desenraizam grandes imperfeições da alma, tornando a nossa alma proprietária de grandes virtudes”. Não repararemos nas falhas alheias; isto nos tornará virtuosos. O Santo Padre o Papa João Paulo II disse em 1993: CONVIDAMOS A TODOS QUE SE FAÇA UM ESFORÇO PARA SUPERAR A CRISE DO SENTIDO DO PECADO QUE SE VERIFICA NA CULTURA CONTEMPORÂNEA, E, MAIS AINDA, QUE SE VOLTE A DESCOBRIR CRISTO COMO MISTÉRIO DA MISERICÓRDIA, NO QUAL DEUS NOS MOSTRA O SEU CORAÇÃO COMPASSIVO E NOS RECONCILIA PLENAMENTE CONSIGO. TAL É O ROSTO DE CRISTO QUE IMPORTA FAZER REDESCOBRIR TAMBÉM POR MEIO DO SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO. SE O BATISMO É UM VERDADEIRO INGRESSO NA SANTIDADE DE DEUS POR INTERMÉDIO DA INSERÇÃO EM CRISTO E DA HABITAÇÃO DO SEU ESPIRITO SANTO, SERIA UM CONTRA-SENSO CONTENTAR-SE COM UMA VIDA MEDÍOCRE, PAUTADA POR UMA ÉTICA MINIMALISTA E UMA RELIGIOSIDADE SUPERFICIAL. OS SACRAMENTOS NOS AJUDAM A VENCER AS DIFICULADES DO DIA A DIA. Sejamos santos como Deus Pai é Santo. Fonte (texto/créditos): http://wiki.cancaonova.com/index.php/Santos_dos_Dias_de_Hoje. (Trecho extraído do livro "Santos de Calça Jeans" de Adriano Gonçalves). Santos de calça jeans - Adriano Gonçalves. Imagem (créditos): AdobeStock_543762138_Preview Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=YpeLdaOezmM.  CATHARSIS - Linda Música Ambiente Cinematográfica Cantos de Monges - Paz Interior e Exterior, Soneca - Meditações Ambientais. Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima e ao Apostolado Mundial de Fátima - (AMF) - https://worldfatima.com/pt/

  4. Jul 26

    Perdoai, para que Deus vos perdoe.

    Continuemos a conversar com você sobre o apelo da Mensagem de Fátima: Meus Deus, peço-Vos perdão. Perdoai, para que Deus vos perdoe: Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (Mateus 5,7). Porque quem não pratica a misericórdia será julgado sem misericórdia. Mas a misericórdia não teme o julgamento. (Tiago 2,13). Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai não perdoará as vossas. (Mateus 6,14-15). Se o teu semelhante pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás conquistado o teu semelhante. (Mateus 18,15). Estes versículos eram destinados a moderar o rigor dos que exigiam a expulsão imediata dos pecadores da comunidade. Daí o apelo a conquistar para a comunidade uma pessoa arrependida, que estava prestes a ser excluída. Tende cuidado convosco! Se o teu irmão te ofender, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. (Lucas 17,3). O corte da comunidade com os impenitentes vem do costume judaico de não contatar com gentios nem cobradores de impostos, considerados pessoas impuras. [...] Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda briga, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza da alma cultivará sempre a simpatia das pessoas imparciais. Como é que vedes um cisco no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um cisco ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o cisco do olho do vosso irmão. (Mateus 7, 3-5). Fontes (textos/créditos): http://www.catequisar.com.br/texto/catequese/crisma/apostila/01/imaculada/sacramento/10.htm http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/329/Deus-perdoa-a-todos-os-nossos-pecados Imagem (créditos): AdobeStock_233117652_Preview Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima; Apostolado Mundial de Fátima - https://worldfatima.com/pt/ Trilhas sonoras (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=oFta9CIHFZw.  Salmo 23 - Canto gregoriano - Mariano https://www.youtube.com/watch?v=rNsgHMklBW0.  Pachelbel - Canon in D (Best Piano Version) - grimgroove

  5. Jul 20

    3ª Bem-Aventurança - 3º Tópico.

    CONVIDO VOCÊ HOJE PARA REFLETIR CONOSCO SOBRE O TERCEIRO TÓPICO DA TERCEIRA BEM-AVENTURANÇA: - “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. FALAREMOS HOJE SOBRE A NATUREZA DA ALEGRIA CRISTÃ. 3º Tópico a ser considerado nessa bem-aventurança: ORIGEM E NATUREZA DA ALEGRIA CRISTÃ. Talvez se possa dizer que na alegria não se manda nem ela pode ser fruto de raciocínio, ou é espontânea ou não é. Isto poderá ajudar a todos nós a nos fixarmos melhor sobre a origem e a natureza da alegria cristã. O homem comum vive contente, quando a realidade, as decisões alheias ou os acontecimentos estão de acordo com os seus desejos; o cristão, por seu lado, está alegre desde que os seus desejos estejam de acordo com a vontade de Deus. O primeiro apenas sente prazer, quando “tudo lhe corre bem”, enquanto que o segundo descobre a forma de ser feliz mesmo quando “tudo lhe corre mal”. Será isto uma fantasia? De modo algum. A alegria do cristão é real, tem a sua fonte em si próprio, é um dom de Deus ou, como dizia S. Paulo, é o fruto do Espírito em nós próprios (Gal 5,22) que explica a sua espontaneidade. [...] O cristão deve aceitar tudo de bom agrado, a felicidade ou a infelicidade, o doce e o amargo, a saúde e a doença, a bonança ou a tempestade. E deve aceitar tudo de bom grado, porque, com a ajuda de Deus, poderemos fazer com que tudo o que nos aconteça sirva para o nosso bem ou para o bem dos outros. O olhar de Deus segue a todos em todos os acontecimentos, quaisquer que sejam, e não há um único pelo qual não possamos realizar os seus objetivos. Até mesmo os dias maus trazem a sua pequena alegria a quem confia em Deus; o ardor alegre na adversidade ou, pelo menos, a canção que acompanha o trabalho, o ímpeto interior que resiste ao perigo ou ao duelo ou, simplesmente, a poesia que transforma as miseráveis desventuras quotidianas. Os homens ficam tristes, porque não compreendem ou não aceitam. Mas o cristão entrega-se ao Pai Que sabe e Que decide, ao Deus Que distribui os dias de sol ou de tempestade, ao delicado Artista Criador Que imaginou os espinhos para proteger as rosas; sim, sem dúvida alguma, mas ainda se coloca mais à disposição de “Deus Que Se fez homem para que o homem chegasse a ser Deus”. “Para que o homem comesse o pão dos anjos, o Senhor dos anjos se fez homem.” E com esta frase de Sto. Agostinho descobrimos o grande segredo da alegria cristã. [...] “Depois da Encarnação, já não devemos admirar mais nada” escreveu um autor do séc. XVII. Nenhuma maravilha poderá igualar aquela e já não temos que nos admirar com nada. Pois, que mais poderíamos desejar? “Deus Pai que não poupou o próprio filho – escreve S. Paulo – mas O entregou por todos nós, como não havia de nos dar também, com Ele, todas as coisas?” (Rom 8,32). [...] Quem acredita na Encarnação do Filho de Deus já não tem medo da cruz, está “sempre alegre”. Esta obrigação do Apóstolo deveria ser ouvida em toda a terra nestes momentos da história em que tanto se ouve as chamadas pelo uso das armas, apelos incessantes pela desconfiança mútua e ao ódio de muitos corações duros. “Sejamos os mais fortes e os mais tenazes”, dizem uns. E outros continuam “Sejamos os mais audazes e os mais hábeis”. Estes inúmeros povos, condenados talvez a matar-se uns aos outros, poderiam recuperar instantaneamente a paz e a felicidade: bastaria que todos pudessem ouvir e compreender a mensagem de Emanuel - Deus conosco: “Alegrai-vos porque Deus está no meio de vós”. CRÉDITOS Texto: https://ens.pt/protected/wp-content/uploads/2018/05/tema-de-estudo-2004-as-bem-aventurancas.pdf Imagem: https://br.pinterest.com/pin/7529524364173397/visual-search/?x=0&y=4&w=385&h=523&cropSource=4&surfaceType=flashlight&full_feed_title=Obras%20de%20arte&rs=pin Trilha sonora: acervo pessoal.

    3ª Bem-Aventurança - 3º Tópico.
  6. Jul 18

    A fé - Catecismo da Igreja Católica. (VIII)

    Crer não significa acrescentar uma opinião às outras. E a convicção, a fé, que Deus existe não é uma informação como as outras. Sobre muitas informações, pouco nos importa se são verdadeiras ou falsas, pois não mudam a nossa vida. Mas se Deus não existe, a vida é vazia, o futuro é vazio. E se Deus existe, tudo se transforma, a vida é luz, o nosso futuro é luz e temos a orientação para a nossa vida. Por isso, acreditar TER FÉ EM DEUS constitui a orientação fundamental da nossa vida. Maria disse: "Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra". E o anjo retirou-se (Lucas 1,38). Maria pronunciou este “faça-se” na fé. Foi mediante a fé que ela disse seu Sim a Deus sem reservas e se consagrou totalmente à pessoa e à obra do seu Filho Jesus. O Evangelho da anunciação termina com uma observação que não pode passar despercebido: "E o anjo retirou-se". Essa afirmação parece indicar não só o fim de um diálogo, mas o início de um longo silêncio de Deus, isto é, a partir daí, nunca mais Maria deve ter tido nenhuma revelação divina. O anjo se afastou e ela passou a viver na obscuridade da fé. Maria nos ensina a importância da busca de Deus e de sua vontade. Seu "faça-se em mim" nasceu da convicção de que Ele é o Senhor. Ela viveu de acordo com o que acreditou. Sua vida era uma expressão de sua fé. Perseverou no caminho iniciado em Nazaré mesmo quando descobriu os sofrimentos que precisaria enfrentar para ser coerente. Não é fácil perseverar no caminho do bem por alguns dias. Mais difícil ainda é perseverar dia após dia, ano após ano. A perseverança de Maria a levou, um dia, à cruz, onde precisou renovar o seu "faça-se em mim". Se com o primeiro SIM havia gerado Jesus, agora passava a gerar seus irmãos, conquistados por seu Filho Jesus Cristo. Se formos perseverantes como Maria, por quais caminhos de fé o Senhor nos conduzirá? Fonte (texto/créditos): Fonte: http://www.fatima2017.org/pt/menu-topo/planificacao Imagem (créditos): AdobeStock_275924102_Preview Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=cXYJeGNXcL8.  Ala Gialla - Autumn - ala gialla Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima e ao Apostolado Mundial de Fátima - (AMF) - https://worldfatima.com/pt/

  7. Jul 4

    Oração como diálogo vital com Deus.

    A oração é um acontecimento de vida e tem uma eficácia própria. Sempre que rezamos fazemos um ato deliberado e consciente de nos abrirmos à ação do Espirito Santo e de nos disponibilizarmos para acolher a Sua ação em nós. Nesse sentido a oração é sempre eficaz: Deus entra sempre no nosso coração e toca-o mesmo se não sentimos essa ação. A energia transformadora do amor que é a santidade de Deus, passa muitas das vezes pela escuta da Palavra das Escrituras. Mas podemos também dirigir-nos a Ele sem o recurso a um texto escrito, seja a Bíblia ou outras orações escritas. Podemos recitar orações vocais (como o Terço) ou pequenas frases repetidas de modo recitativo e meditativo: um versículo da Bíblia que nós mais gostamos. Podemos também dirigir as nossas preces diretamente a Deus como o faríamos com alguém presente à nossa frente já́ que Ele está verdadeiramente conosco, onde quer que estejamos. Deus “está atento􏰁 aos nossos corações”, mesmo se estamos a sós no nosso quarto ou numa grande multidão. Estamos em geral muito mais distraídos de Deus do que Ele, no Seu amor. Jesus ensinou os discípulos a rezar dizendo-lhes: «Quando orardes, entrai no quarto mais secreto e, fechada a porta, rezai em segredo a vosso Pai, pois Ele, que vê̂ o que está oculto, há de recompensar-vos. Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos. Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de começarem a pedirdes» (Mt 6, 6-8). [...] Crescer na relação com Deus, na experiência da oração e serviço do Senhor acontece também por meio destas provas. Porém, por vezes, podemos ficar em aridez e em impasse espiritual por nossa própria responsabilidade, em que permitimos e nos expomos às mais variadas tentações. Que fazer então? Jamais abandonar a oração mas procurar alguém experimentado no serviço e no amor do Senhor com quem possamos abrir nosso coração e receber luz, ânimo, conselho, a Graça sacramental de Cristo. Fechar-se em si mesmo e fugir da abertura prudente mas confiante na graça de Jesus presente na Igreja nunca é boa solução. Esse é o momento para confiar no amor de Cristo presente na Igreja que, mesmo se não o sentimos, nunca nos falta e sempre providencia todas as ajudas e graças necessárias ao nosso crescimento, mesmo por caminhos que são, como os de Cristo, em certos momentos, de perseguição, provação, luta e uma certa experiência de morte interior. Fontes (textos/créditos): Santuário de Fátima. Coleção: Estudos. Autora: Teresa Messias. Título: Atitude crente – Oração. Documento número: E002. Ano: 2014. https://comshalom.org/ascese-crista/ Imagem (créditos): AdobeStock_301812434_Preview Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima Agradecimentos: Apostolado Mundial de Fátima (AMF) - https://worldfatima.com/pt/ Trilhas sonoras (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=H3v9unphfi0  Miserere mei, Deus - Allegri - Tenebrae conducted by Nigel Short - Tenebrae Choir https://www.youtube.com/watch?v=beyiFNEhsQI Gregorio Allegri - Miserere mei, Deus - LostMoonlight

  8. Jun 20

    Santíssima Trindade - Parte 10

    A SSMA. Trindade é Una. Não confessamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: "a Trindade consubstancial" (Cc. Constantinopla II, ano 553: DS 421). As pessoas divinas não se dividem entre si a única divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro: "O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus quanto à natureza” (Cc. de Toledo XI, ano 675: DS 530). "Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina" (Cc. de Latrão IV, ano 1215: DS 804). As pessoas divinas são realmente distintas entre si. "Deus é único, mas não solitário" (Fides Damasi: DS 71). "Pai", "Filho”, Espírito Santo" não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: "Aquele que é o Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho" (Cc. de Toledo XI, ano 675: DS 530). São distintos entre si pelas suas relações de origem: "É o Pai que gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede" (Cc. Latrão IV, ano 1215: DS 804). A Unidade divina é Trina. As pessoas divinas são relativas umas às outras. Por não dividir a unidade divina, a distinção real das pessoas entre si reside unicamente nas relações que as referem umas às outras; "Nos nomes relativos das pessoas, o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, o Espírito Santo aos dois; quando se fala destas três pessoas considerando as relações, crê-se todavia em uma só natureza ou substância" (Cc. de Toledo XI, ano 675: DS 528). Pois "todo é uno (neles) lá onde não se encontra a posição de relação" (Cc. de Florença, ano 1442: DS 1330). "Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho" (Cc. de Florença 1442: DS 1331). Aos Catecúmenos de Constantinopla, S. Gregório Nazianzeno, denominado também "o Teólogo", confia o seguinte resumo da fé trinitária: Antes de todas as coisas, conservai-me este bom depósito, pelo qual vivo e combato, com o qual quero morrer, que me faz suportar todo os males e desprezar todos os prazeres; refiro-me à profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Eu vo-la confio hoje. É por ela que daqui a pouco vou mergulhar-vos na água e vos tirar dela. Eu vo-la dou como companheira e dona de toda a vossa vida. Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Una nos Três, e que contém os Três de uma maneira distinta. Divindade sem diferença de substância ou de natureza, sem grau superior que eleve ou grau inferior que rebaixe... A infinita co-naturalidade é de três infinitos. Cada um considerado em si mesmo é Deus todo inteiro... Deus os Três considerados juntos. Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim (0r. 40,41: PG 36,417). Fonte (texto/créditos): http://cnbb.org.br/site/articulistas/dom-paulo-mendes-peixoto/3484-santissima-trindade Imagem (créditos): AdobeStock_447416962_Preview Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima ; Apostolado mundial de Fátima - https://worldfatima.com/pt/ Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=JcWIh8U5FJo.  Peder B. Helland - Together.

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