Ao longo do tempo, o "ser homem" teve vários significados, códigos e manifestações; podendo algumas de suas versões serem irreconhecíveis hoje. Se essa performance muda com o tempo, significa que ela possui historicidade. Não é fixa! Ao longo de milênios, inclusive, tivemos períodos em que identidade de gênero não implicava em uma orientação sexual hegemônica. Enfim, outros tempos! Apesar de ser uma metamorfose ambulante, a História está repleta de punições e constrangimentos aos indivíduos que não performaram a sexualidade em vigor. Do imperador Alexandre à Alan Turing, passando por Joana D'Arc, muitos sofreram com esse tensionamento. Se tivessem nascido alguns séculos antes ou depois, suas experiências de vida privada possivelmente seriam mais amenas. Esse julgamento moral atravessou milênios e chegou ao México do início do século XX, onde as fronteiras entre o espaço público e privado por vezes se confundem. No filme "Baile dos 41", um evento histórico é o ponto de partida para um mergulho na vida privada da elite que orbitava o presidente Porfiro Díaz. Para conversar sobre sexualidades não-hegemônicas, América Latina e seus códigos visuais impressos em roupas, cenários e objetos, convidamos para conversa a professora, doutora, diretora de arte e figurinista, Nívea Faso (@niveafaso). Vai ser com ela que vamos discutir as trajetórias de Ignácio, Evaristo e Amanda nessa narrativa sobre os impactos históricos da homofobia em indivíduos, famílias, e em um país inteiro. Convite feito, é hora de reunir o pessoal para discutir identidade, gênero e sexualidade na História. Assiste ao filme e segue no nosso debate aqui no podcast. Esse 21.º episódio pode ser ouvido nas plataformas Spotify, Anchor, Pocket Podcast, Soundcloud e Deezer. Vamos deixar o link do Spotify na Bio por enquanto. Ah, não esqueçam de enviarem os feedbacks sobre essa conversa pelas nossas redes 🥰🎙