Política ao Quadrado

Política ao Quadrado

Podcast de primeira, sempre na segunda. Apresentado por Lívia Carolina e Caio Barros, toda semana o Política ao Quadrado recebe um entrevistado diferente. Nosso objetivo é, junto com você, entender o que está acontecendo no Brasil. O Política ao Quadrado é uma produção independente ao quadrado.

  1. 07/04/2022

    #56 - Leandro Grass: Levando o "centro" para a "periferia" - Eleições DF 2022

    O episódio desta semana é o terceiro da nossa série “Eleições DF-2022”. Nosso convidado é Leandro Grass, Deputado Distrital (PV-DF) e pré-candidato ao governo do Distrito Federal pela federação PT-PV-PCdoB. No nosso bate-papo, Leandro relembra sua campanha de 2018 a Deputado Distrital e relata como se deu o processo decisório que o levou a optar por disputar o cargo de governador. O convidado também revela qual é, em sua opinião, a essência do poder político, afirma que, se eleito, colocará fim ao projeto de militarização de escolas públicas, o qual considera ilegal e inconstitucional, e apresenta suas propostas para aproveitar o potencial humano e material de todas as Regiões Administrativas, a fim de diminuir a desigualdade na capital federal.  Em relação ao xadrez político no DF, o pré-candidato opina a respeito da viabilidade de uma eventual aliança entre a sua federação e o PSB para a corrida ao Palácio do Buriti, criticando a não repetição, em Brasília, da aliança alcançada em âmbito nacional. Por fim, Leandro assevera ser indispensável derrotar tanto Ibaneis, de quem afirma ter sofrido perseguição ao longo do seu mandato como Deputado Distrital, quanto Bolsonaro, algo que, no seu ponto de vista, seria simbólico para Brasília e para o Brasil. Quer saber mais acerca dos pré-candidatos ao GDF? Então não perca os episódios dessa nossa série.

  2. 02/28/2022

    #51 - Beto Albuquerque: A única certeza da política é a traição

    Beto Albuquerque (PSB-RS) é o convidado do Ep #51 do Política ao Quadrado. Pré-Candidato ao governo do Rio Grande do Sul e Deputado Federal por quadro mandatos, Beto se destacou nacionalmente ao assumir a candidatura à vice-presidência da República em chapa com Marina Silva após a tragédia envolvendo Eduardo Campos. Beto relembra a campanha dura que a chapa sofreu, em particular o episódio envolvendo a propaganda petista acerca da independência do Banco Central, bandeira levantada por Marina. O deputado argumenta que Marina errou ao impor aquela agenda, mas classificou o marqueteiro João Santana, que concebeu a peça de propaganda que mostrava a comida sumindo da mesa das famílias como um “bandido da comunicação”. Como consequência, o partido apoiou Aécio Neves no 2° turno. Nas palavras do deputado: “aquela ferida ficou”. Ao ser questionado acerca da neutralidade do PSB nas eleições de 2018, Beto classifica a decisão do partido como um erro estratégico, mesmo porque “neutralidade não existe”. Em sua visão, o PSB deveria ter lançado candidatura própria. Sobre 2022 e as expectativas de federação do PT com PSB, ele não vê nenhum sentido nessa formação e aposta que não irá sair. Beto diz que o partido não precisa se federar com o PT para apoiar Lula e que única coisa que o PSB ganharia com essa federação seria sua “certidão de óbito”. Sobre o apoio a Lula em 2022, Beto diz: “o inimigo é muito pior que as broncas que tivemos no passado”. Ele também aponta para a fraqueza da 3° via nas pesquisas eleitorais, já que a polarização seria uma escolha do eleitor, e não dos partidos. Ao comentar sobre as candidaturas desse campo, o deputado faz uma provocação a Ciro Gomes dizendo que se Ciro não tivesse saído do PSB em 2014, ele teria sido o candidato a presidente após a morte de Eduardo Campos: “o destino atropela quem se apressa demais”. Beto Albuquerque ainda falou sobre seu programa para a disputa do governo do Rio Grande do Sul e, ao comentar sobre o incumbente, disse que Eduardo Leite é uma surpresa positiva, mas que foi muito beneficiado pela liminar que suspendeu o pagamento da dívida do RS com a União: “ninguém é superavitário quando deve 100 bilhões pra União. O marketing é muito caprichado”. Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto.

    #51 - Beto Albuquerque: A única certeza da política é a traição
  3. 02/21/2022

    #50 - Orlando Silva: “Classe, gênero e raça atravessam a luta popular”

    O Deputado Federal (PCdoB-SP) e ex-Ministro do Esporte (2006-2011) Orlando Silva está no 50º episódio do Política ao Quadrado. O programa inicia-se com a problematização a respeito do movimento “não vai ter Copa”. O convidado, autoridade máxima do Ministério do Esporte quando o país foi escolhido tanto para sediar a Copa do Mundo de 2014 quanto as Olimpíadas e as Paralimpíadas de 2016, analisa quais teriam sido as forças profundas e as agendas que protagonizaram, em torno do mundial, o conturbado ano de 2014 no Brasil. Posteriormente, ao ser indagado acerca da relação entre a grande mídia brasileira e os partidos de esquerda do Brasil, o Deputado relata sua experiência delicada com a imprensa durante seu período como Ministro de Estado e discute o papel social dos conglomerados brasileiros de comunicação. O episódio adquire densidade, quando o ex-Ministro faz um breve apanhado histórico para explicar o estado da arte do debate a respeito do racismo no Brasil. Segundo Orlando, entre a crença de que há uma democracia racial no Brasil e a formulação de conceitos que isolem as políticas de identidade de outras pautas sociais importantes, há um vasto caminho do meio que deveria permitir a elaboração de uma síntese teórica que realmente impulsionasse tanto o combate ao racismo quanto a inserção social de todas as minorias: “classe, gênero e raça atravessam a luta popular”, o convidado declara. Em relação a outro tema que também suscita muito debate – a regulação das mídias sociais e a divulgação em massa de notícias falsas -, o Deputado, relator do Projeto de Lei das “Fake News”, discorre acerca da essência da discussão: liberdade, responsabilidade e transparência na internet. O ex-Ministro tem a expectativa de que, em março (2022), o referido PL seja votado no plenário da Câmara: “o Congresso está emitindo sinais de que pretende regular as plataformas digitais e combater a desinformação”, opina Orlando.  Por fim, ao avaliar a conjuntura política brasileira, o convidado analisa a relação histórica entre o PCdoB e o PT, em face de avaliações que imputam ao Partido dos Trabalhadores um excesso de realismo político no trato com outros partidos. No que concerne às federações partidárias, o Deputado afirma que, na sua opinião, a experiência da federação, a dinâmica que poderá ser criada com esse sistema, fará que, em pouco tempo, tenhamos uma esquerda federada ainda mais ampla, com um programa nítido, algo que seria muito importante para a disputa pela construção de um projeto nacional. O ex-Ministro revela, ademais, sua opinião a respeito da chapa Lula-Alckmin e quais são os seus projetos pessoais para as eleições de 2022. Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto.

    #50 - Orlando Silva: “Classe, gênero e raça atravessam a luta popular”

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