BIRNFELT CAST

DANILO BIRNFELT

Vamos repensar a vida? “É em vão procurar por uma resposta quando ainda não fizemos a pergunta certa. O conflito seguirá infértil se não receber o benefício da lucidez que só o enfrentamento das perguntas proporciona. Uma vida que não é refletida não pode ser bem vivida.

  1. 02/11/2022

    Ser, aceitar ou praticar o nazismo sem você perceber

    A postura científica saudável e verdadeira exige que se questione. Responda, se puder e conseguir. Alguns regimes absolutistas, sanguinários e genocidas podem ser exaltados todo dia, em diferentes espaços, como acontece nas propagandas ideológicas? É aceitável conviver com quem defende regimes políticos autoritários? Com quem propaga ideologias totalitárias? Com quem é a favor de formas de repressão abusivas, a tudo e a todos? Com quem pratica cerceamento da liberdade individual? Com quem não respeita a opinião do outro? Com quem acredita que o ódio e a violência podem ser usados na atividade Política? Com quem aceita censura e prega o controle e regulação excessiva dos meios de comunicação? Com quem faz vista grossa para as diferentes formar de corrupção (sobretudo a moral)? O momento é tenso. Sinistro! O clima tribalista, de todos contra todos, é tóxico, inaceitável e destrutivo. Precisamos fazer autoanálises (ou autocríticas) permanentes. Não podemos aceitar, praticar e, muito menos, embarcar nos autoritarismos. Temos o dever de restabelecer a capacidade de mediação Política. O diálogo aberto, sincero e equilibrado é fundamental em todos os segmentos da sociedade. É imprescindível restabelecer a civilidade institucional, enquanto se combate e neutraliza o crime, a corrupção e a violência. Temos obrigação de dizer um “não rotundo” à barbárie. Sabedoria, serenidade e tolerância nunca foram tão necessários quanto agora. Nazismo, fascismo, comunismo e muitos outros ismos, nunca mais! Lacração, idem! Ideologia é ferramenta de otário. Pense nisso!

    Ser, aceitar ou praticar o nazismo sem você perceber
  2. 10/16/2021

    Você não sangra

    “Você não sangra, você não tem vagina”, responde o lugar de fala à conta matemática. A lógica vai além: num sistema capitalista, deveriam todos ter os meios para arcar com a própria sobrevivência. Emprego, trabalho, renda. Claro, ninguém razoável é estupidamente insensível para negar miséria e exclusão social num país como o Brasil e não querer arcar com alguma assistência básica à população miserável. Mas se distribui-se absorventes, por que não distribuir comida, roupas, escovas de dentes, papel higiênico, sabonete e outras centenas de produtos essenciais à saúde pública? Se tem gente que não sangra, todos defecam e deveriam ter papel higiênico de graça, por esta lógica distributiva geral, não? Já tentaram: fizeram uma coisa chamada socialismo. E descobriu-se que, neste sistema, se socializa a pobreza e a opressão do Estado, que distribui migalhas e sobras de autoritarismo à população. Uma economia de mercado que, ainda que falha e insuficiente, pode distribuir algum dinheiro (como já faz com o Bolsa Família e auxílio emergencial na pandemia), além da oferta maior de empregos, é muito mais eficiente que um sistema socializante amplo que sufoca as potencialidades do indivíduo ganhar dinheiro e distribuir trabalho por meio de seu livre empreendedorismo. Até mesmo governos petistas como os de Haddad e Dilma, intuitivamente, sacaram que distribuir absorventes ou tudo mais não funcionava neste sentido. Até eles perceberam que populismo social tem limites quando são eles os populistas que tomam conta das contas públicas.

    Você não sangra

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Vamos repensar a vida? “É em vão procurar por uma resposta quando ainda não fizemos a pergunta certa. O conflito seguirá infértil se não receber o benefício da lucidez que só o enfrentamento das perguntas proporciona. Uma vida que não é refletida não pode ser bem vivida.