Ser Mãe é Freud

Ser Mãe é Freud

Uma investigação bem humorada da maternidade sob a visão da psicanálise e das vivências uma mãe, mulher e ser desejante.

  1. 12/01/2021

    MÃES BRASILEIRAS NO EXTERIOR: INGLATERRA E DUBAI.

    Está no ar o quarto episódio do quadro MÃES BRASILEIRAS NO EXTERIOR recebendo com carinho a psicoterapeuta Andreia e suas experiências maternas na Inglaterra e em Dubai. Uma conversa que me emocionou muito! Que presente poder conhecer e ouvir você Andreia! Ela teve seus dois filhos na Inglaterra, mas mudaram pra Dubai quando o caçula ainda tinha poucos meses. Foi uma adaptação desafiadora, mas Andreia foi “dando conta” até que o copo - diz ela - ficou vazio e de cabeça pra baixo. O acúmulo de funções, tensões e emoções levaram ela à um quadro depressivo. Não conseguia mais cuidar dela e nem das crianças. Começou a ficar muito agressiva, esgotada, irritada. Uma carga que, ao que tudo indica, vem de frases que ela sempre ouvia quando era criança: “Você é forte!”, “Você dá conta!”, “Você não precisa de ninguém!”, “Você é capaz sozinha!”. Quem nunca ouviu essas frases de mãe e pais? Era a demanda que criaram pra ela e que criam pra boa parte das mulheres que conheço. Felizmente ela buscou ajuda e precisou, inclusive, tomar medicamentos anti depressivos. Aos poucos foi se equilibrando, mas até este ponto percebeu que seu vínculo com o seu filho tinha sido prejudicado porque - adoecida - não pode estar presente como ele precisava. Só de escrever já me emociono. Andrei você é uma mãe incrível! Que sorte tem seus filhos! Foi MARAVILHOSO gravar esse episódio! Tudo que a Andreia trouxe está reverberando aqui dentro até agora. Seja uma MÃE SOL! Assistam e irão entender a metáfora. #mãesnoexterior #maternidadenomundo #maternidadereal #mãesnainglaterra #mãesemdubai #psicoterapia #depressão #vulnerabilidade #coragem #brenebrown #preconceito #resiliência #cryout #deixarbebechorando #meubebenãodorme #sermãeéfreud #freudexplica

    MÃES BRASILEIRAS NO EXTERIOR: INGLATERRA E DUBAI.
  2. 11/14/2021

    MÃES BRASILEIRAS NO EXTERIOR: Malásia, Peru, Argentina, Portugal.

    Qualquer mudança nos muda, imagina vivenciar mudanças de país e ao mesmo tempo precisar lidar com as mudanças internas dos filhos que nascem ou precisam se desenvolver em culturas diferentes da cultura onde seus cuidadores estão ambientados. Um grande desafio, uma enorme campo de aprendizado. Esse episódio abre uma série de episódios com mães muito corajosas que viveram ou vivem essa experiência: MÃES BRASILEIRAS NO EXTERIOR. Pra começar convidamos a mãe e psicanalista @marinalvalente que viveu essa experiência em diferentes países começando pela Malásia e depois passando pelo Peru, pela Argentina, por Portugal e algumas paradas a mais até finalmente retornar ao Brasil com suas filhas já adolescentes. Só de escrever esse trechinho aqui me arrepiei completamente lembrando da nossa conversa e do quanto eu a admiro por ter conseguido lidar com tantas questões emocionais e ainda sim ter se feito presente para suas filhas. É lindo ouví-la contando tudo que viveu, os traumas, as alegrias, as renúncias e os ganhos. Simplesmente maravilhosa! Marina, te admiro muito!!! Compartilhem com todas as mães que estejam vivendo no exterior ou que estejam se preparando pra essa jornada. Espero que sirva de exemplo e que consigam ver o quão rico essa experiência pode ser. Não é fácil, mas pode ser algo transformador. Afinal qual é o objetivo nesta vida se não for se desafiar pra evoluir? #mãesnoexterior #mãesbrasileirasnoexterior #mãesnomundo #psicanálise #podcastmaternidade #mãesnamalásia #mãesnaargentina #mãesnoperu #mãesemportugal

    MÃES BRASILEIRAS NO EXTERIOR: Malásia, Peru, Argentina, Portugal.
  3. 11/07/2021

    ROUND 6: VAMOS CONVERSAR COM AS NOSSAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES?

    Como não falar sobre ROUND 6 no momento atual, não é mesmo? Uma série da Netflix que bateu a marca de 111 milhões de visualizações em 17 dias com certeza tem algo a nos ensinar sobre a nossa sociedade capitalista, sobre nós mesmos como sujeitos e sobre como estamos - como cuidadores e educadores - conseguindo lidar (ou não) com o desejo de nossas crianças e adolescentes de também assistir à série que tem indicação de faixa etária para 16 anos. Nesse episódio convido a maravilhosa jornalista, cineasta e estudante de psicanálise @instagabsfran para falarmos sobre a importância de falar sobre a série com as nossas crianças. É realmente uma conversa para convidar à reflexão de todos que estiverem dispostos a assumir seus papéis de adultos responsáveis diante de crianças e adolescentes curiosos. Existem políticos e outras frentes que pedem para que a Netflix tire a série do ar, mas será que o problema é o conteúdo da série ou o sistema que inspira o seu enredo? Será que vamos ter que tirar todos os conteúdos violentos de nossas mídias porque como cuidadores não somos capazes de conseguir trabalhar como moderadores ao invés de ditadores? Será que precisamos proibir ou poderíamos nos esforçar mais em criar espaços de diálogos apropriados a cada faixa etária com essas crianças e adolescentes que desejam assistir ao ROUND 6 ou que, por descuido, já assistiram? Será que a banana está comendo o macaco? São muitas questões que se abrem a partir dessa série e, ao invés de lutarmos contra, precisamos aproveitar os debates saudáveis e necessários que surgem. Vamos conversar sobre ROUND 6 ou vamos nos deixar nocautear por ignorância? Espero que gostem. Compartilhem com os cuidadores e educadores que precisam entrar nesse debate com a gente e fala pra gente como vocês estão lidando com isso. Episódio disponível no Spotify e no Youtube. Nos siga no IG @sermaeefreud. #round6 #netflixbrasil #parentalidadeconsciente #resilienciadigital #cybersecurity #classificaçãoetária #tempodetelacrianças #jogoseletrônicos #videogame #roblox #sindromedoimperador

    ROUND 6: VAMOS CONVERSAR COM AS NOSSAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES?
  4. 10/31/2021

    PARINDO A REALIDADE MATERNA.

    NOVO EPISÓDIO no Spotify e Youtube! Link na Bio. “Parindo a realidade materna” define muito bem esse bate-papo delicioso com a querida mãe psicanalista Erika Solon ( IG @erikasolon ). A Erika teve seu primeiro filho aos 19 anos, hoje ele tem 23 anos e o segundo tem 11 anos. Antes de gravar tínhamos “estruturado” uma narrativa, mas o inconsciente não aceita pauta e nem roteiro, ele se apresenta quando encontra uma fresta. Nos perdemos, porque ser mãe é também esse “perder-se”, esse “anular-se” pra poder se descobrir. A maternidade dói. Dói porque esperam de nós só amor, esquecendo que não é possível só amar quando se é humano. É um lugar onde a construção de um amor único é possível, mas nenhuma construção acontece sem sujeira e entulho. A maternidade é uma grande obra que nos fascina, mas que eventualmente também tem infiltrações, desníveis, rachaduras. Uma obra permanente onde colocaram as mães como mestres de obra, pedreiros, pintores, eletricistas e esqueceram da nossa humanidade. A sociedade precisa parir com as mães pra que as mães possam ter força para sustentar sua grande obra, sua prole. Obrigada Erika pela sua história, pela sua coragem e pelo seu exemplo. Uma história que nos mostra a importância dessa auto investigação que a psicanálise promove e o poder da fala e da escuta nesse processo. Siga SER MÃE É FREUD! no Instagram @sermaeefreud. #maternidadereal #paisefilhos #parirumamãe #parentalidadeconsciente #psicanálise

    PARINDO A REALIDADE MATERNA.
  5. 10/24/2021

    MAMÃE FOI TRABALHAR.

    O que acontece quando a mãe precisa se dividir entre as demandas dos filhos, as demandas da sua profissão ou ocupação e as demandas inconscientes construídas a partir da sua história e da sociedade onde habita?   Nesse episódio vamos iniciar essa conversa, já que são tantos cenários possíveis de mulheres vivenciando esse mesmo enrosco. Pra começar a falar sobre isso chamei a querida Marcela, cujo perfil do IG - @mamaequetrabalha - já explica porque a convidei pra participar desse bate-papo que sempre acaba virando um desabafo inclusive da psicanalista aqui.  Nossas jornadas são bem diferentes quando olhadas superficialmente, mas se nos aprofundamos na conversa vamos percebendo que todas nós mulheres que nos dividimos entre ser mãe e ser profissional temos muitas dores e alegrias em comum.  As dores podem ser minimizadas se conseguirmos ter mais empatia com todas essas mães, compreendendo o quão cruel a nossa sociedade é com elas, exigindo sacrifícios absurdos pra que possam cumprir a demanda de "dar conta de tudo". Não, não existe essa possibilidade. Está na hora de rasgarmos essa capa de heroína e a transformarmos em uma saia bem curta e com uma fenda enorme pra dançar celebrando nossa humanidade. Acordei inspirada.    Assistam e, se você tiver uma história pra compartilhar, escreve pra gente e vem contar pra transformar. O que você viveu pode ajudar outras mães! Compartilhem com as mães que precisam de um carinho.   INSTAGRAM @sermaeefreud #maternidadereal #mãesquetrabalham #mãescansadas #patriarcado #feminismo

    MAMÃE FOI TRABALHAR.

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