Série de debates sobre Fotografia e o Smartphone

Rodolfo Viana

O Celular é história no percurso da câmera fotográfica. É a primeira vez que vivenciamos uma relação corporal com um dispositivo imagético, de modo tão intenso. Dormimos, acordamos, levamos para cama, para o banheiro, cozinha, todos os cômodos da casa. O dispositivo participa desde velórios, instantes de clímax emocionais e em atos sexuais. Um cotidiano que parece ter naturalizado a vivência com o aparelho acoplando-o em nosso corpo diariamente, acumulando registros e memórias. Que tipo de estéticas e políticas estão em jogo? Escute o debate com diferentes perspectivas de abordagem.

Episodes

  1. 11/11/2021

    #9 Entre os regimes visuais e as experiências estéticas das novas tecnologias – Um debate com Simone Pereira de Sá e Benjamin Picado

    Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc apresentam: Episódio #9: Para fecharmos essa série de podcasts com uma sólida reflexão, convidei dois pesquisadores para analisar as temáticas tratadas até aqui em um debate a partir de suas perspectivas acadêmicas. Sendo ambos pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM/UFF): MiniBio dos Convidados: Dr. Benjamin Picado – coordenador do Grupo de Pesquisa em Análise da Fotografia e de Narrativas Visuais e Gráficas (GRAFO/NAVI) e se interessa por pesquisas a partir de materiais expressivos da cultura mediática, com especial ênfase nos modelos semióticos, estéticos e narratológicos da discursividade visual e da figuração narrativa, no campo do fotojornalismo, da retórica visual da publicidade, no universo gráfico e narrativo dos quadrinhos e na ficção seriada televisiva. Dra. Simone Pereira de Sá – coordenadora do LabCult (Laboratório de Culturas Urbanas e Tecnologias) que investiga temáticas em torno da cultura pop, música popular e periférica brasileira, cultura de fãs, videoclipes, produtos audiovisuais e plataformas de música na cultura digital. #Fotografiaetelefonecelular #RiodeJaneiro #Rj #SececRJ, #CulturaPresente #LeiAldirBlancRJ, #CulturaPresenteRJ

    #9 Entre os regimes visuais e as experiências estéticas das novas tecnologias – Um debate com Simone Pereira de Sá e Benjamin Picado
  2. 11/11/2021

    7# A fotografia de celular, o caos da paisagem carioca e a estética política de Luiz Baltar

    Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc apresentam: Episódio #7: O dinamismo da paisagem carioca é o tema dessa conversa, mas não a partir do que conhecemos, mas sim, da perspectiva de quem anda de ônibus e cruza a cidade pela Av. Brasil, e, ainda, utiliza essa vivência como ponto de partida para sua criação artística fazendo o registro de paisagens ficcionais sobre um Rio de Janeiro que não estamos acostumados a ver. Luiz Baltar extrapola as possibilidades e potências de um telefone celular aliando sua formação em gravura, numa estética política. Falamos sobre o seu processo de trabalho e seus procedimentos de investigação com o smartphone. MiniBio dos Convidados: Formado em gravura pela Escola de Belas Artes/UFRJ, fotografia pela Escola de Fotógrafos Populares/Imagens do Povo, pós-graduado em fotografia e imagens pela Universidade Cândido Mendes - UCAM e mestrando em Linguagens Visuais PPGAV / UFRJ. Trabalha como fotógrafo documentarista e desenvolve projetos autorais no campo da arte contemporânea. Acredita na fotografia como forma de expressão ativista e crítica, daí sua busca em estabelecer um diálogo entre fotografia e questões sociais, sobretudo no que diz respeito ao olhar sobre a cidade. Carioca, morador dos bairros da zona Norte do Rio de Janeiro, em 2009, começa a fotografar o cotidiano, o processo de remoções forçadas e as ocupações militares em diversas comunidades e favelas. Os temas centrais de seus projetos autorais e documentações fotográficas são território, cultura e direito à cidade. Com particular interesse em mobilidade urbana, violência policial e direito à moradia. Colabora com publicações impressas e eletrônicas, no Brasil e no exterior, através de fotos e matérias sobre direitos humanos. #Fotografiaetelefonecelular #RiodeJaneiro #Rj #SececRJ, #CulturaPresente #LeiAldirBlancRJ, #CulturaPresenteRJ

    7# A fotografia de celular, o caos da paisagem carioca e a estética política de Luiz Baltar
  3. 11/10/2021

    #4 Glitch Arte e a estética do erro na arte contemporânea com Wilson Oliveira

    Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc apresentam: Episódio #4: O pesquisador e artista visual Wilson Oliveira falou de seu trabalho autoral #MeltingMoviePlaces, que pode ser visto nessa # no Instagram. No trabalho ele remixa, desmonta vídeos e fotos de salas de cinema, telas ou projeções usando glitches, anamorfoses e gifs animados. Falamos sobre esses cenários de imagens em séries que são repetidas e alteradas de maneira ruidosa. Trazendo pra arte contemporânea a aliança da reflexão acadêmica com experimentos visuais. Além disso, o artista tem outras séries todas disponíveis nas hashtags #AlfredGlitchcock e #VegaMeets. MiniBio do Convidado: Wilson Oliveira Filho é Doutor, professor e pesquisador no programa Pesquisa Produtividade do curso de Cinema e Audiovisual da UNESA. Atualmente é coordenador do curso de Fotografia da mesma instituição onde também se graduou em Comunicação Social (2003). Realizou entre 2016 e 2018, sob supervisão de André Parente, pesquisa de pós-doutorado na ECO/UFRJ aprofundando a temática do gif animado, do loop e da repetição na arte contemporânea. Como artista começou sua carreira no início dos anos 1990 sendo a música a arte que o impulsionou para o audiovisual. Em 2012 com Márcia Bessa criou o DUO2x4, coletivo que vem propondo trabalhos multimídia que foram exibidos em Mostras Coletivas em diversas cidades do Brasil. Em 2017 publicou o livro bilíngue "McLuhan e o cinema/ McLuhan and cinema" (editora Verve) prefaciado por Eric e Andrew McLuhan. Atualmente, é coordenador do Seminário temático Exibição Cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil na Sociedade Brasileira de Cinema (SOCINE). #Fotografiaetelefonecelular #RiodeJaneiro #Rj #SececRJ, #CulturaPresente #LeiAldirBlancRJ, #CulturaPresenteRJ

    #4 Glitch Arte e a estética do erro na arte contemporânea com Wilson Oliveira
  4. 11/10/2021

    #3 – Trocas simbólicas, fotografia e as redes de criação artística com Alexandre Sequeira

    Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc apresentam: Episódio #3: Debati com Alexandre Sequeira seu modo de criar pautado no encontro, nas relações e nos acontecimentos que este percurso lhe revela. Observamos nessa prosa como o celular pode fazer parte desse modo de criar baseado nos afetos. Falamos de modo especial sobre sua obra “A constelação de Tião”, exposta no MAR (Museu de Arte do Rio), onde o artista observou uma série de imagens de um retratista de bairro do Morro da Providência, oferecendo aos espectadores um modo de observar as relações que Tião construiu ao longo da década de 1980 com a memória da comunidade. A conversa com esse experiente e generoso artista é inspiradora para quem deseja pensar o seu processo de criação envolvendo imagens e relações sociais. MiniBio do Convidado: Alexandre Sequeira é artista visual, de Belém-PA, é Doutor em Arte pela UFMG e professor da UFPA.  Desenvolve trabalhos que estabelecem relações entre fotografia e alteridade social tendo participado encontros de Fotografia, Seminários e Exposições no Brasil e exterior. Tem obras no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas/PA, Coleção Pirelli/MASP, Museu de Arte do Rio/MAR, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Museu da Fotografia/CE, Coleção de Fotografia da Associação Brasileira de Arte Contemporânea/ABAC e Biblioteca nacional da França. #Fotografiaetelefonecelular #RiodeJaneiro #Rj #SececRJ, #CulturaPresente #LeiAldirBlancRJ, #CulturaPresenteRJ

    #3 – Trocas simbólicas, fotografia e as redes de criação artística com Alexandre Sequeira
  5. 03/31/2021

    #1 "Um lugar de pegação" - Processos de pesquisa e criação de um filme autoral com Jean Costa

    Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc apresentam: Episódio #1: Nós conversamos sobre o processo de criação do filme “Levados” (Gare aux Coquins), que mistura ficção, documentário e animação, representando um pouco da experiência do autor em aplicativos de relacionamentos na Córsega (ilha no sul da França). Falamos sobre o encontro e as trocas durante a pesquisa de criação para o filme. Em nosso debate, discutimos como as relações em torno do telefone celular ofereceram materiais de criação levando em conta a homossociabilidade específica da ilha, a partir dos apps de “pegação”, como o Grinder e o Tinder. Também falamos sobre sua pesquisa atual, que envolverá o aplicativo OnlyFans, que igualmente, será um recurso para criação de um novo filme. MiniBio do Convidado: Jean Costa é graduado em Rádio e TV pela ECO/UFRJ, mestre em História Social pelo PPGHIS/UFRJ e em Histoire du Cinéma pela Université Paris 1 - Panthéon-Sorbonne. Ele trabalha como editor, diretor e roteirista de filmes. Seu curta metragem Gare aux Coquins (Naughty Spot, 2021) foi selecionado para as mostras competitivas do Festival International du Court Métrage de Clermont-Ferrand (França, 2021), Festival Premiers Plans d'Angers (França, 2021) e para o Go Short - International Short Film Festival Nijmegen (Holanda, 2021). Ele se interessa pelo uso de imagens amadoras e de arquivo no cinema contemporâneo, bem como pela convergência entre imagem e sexualidade em redes sociais. Para conhecer mais sobre o trabalho de Jean Costa, acesse: www.jeancpcosta.com #Fotografiaetelefonecelular #RiodeJaneiro #Rj #SececRJ, #CulturaPresente #LeiAldirBlancRJ, #CulturaPresenteRJ

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O Celular é história no percurso da câmera fotográfica. É a primeira vez que vivenciamos uma relação corporal com um dispositivo imagético, de modo tão intenso. Dormimos, acordamos, levamos para cama, para o banheiro, cozinha, todos os cômodos da casa. O dispositivo participa desde velórios, instantes de clímax emocionais e em atos sexuais. Um cotidiano que parece ter naturalizado a vivência com o aparelho acoplando-o em nosso corpo diariamente, acumulando registros e memórias. Que tipo de estéticas e políticas estão em jogo? Escute o debate com diferentes perspectivas de abordagem.