Fundação (FFMS) - [IN] Pertinente

4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. [IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira

  1. 3h ago

    ECONOMIA | Produtividade: o motor invisível da economia

    O século XXI é o mais produtivo de sempre, mas alguns países são mais produtivos do que outros. Porquê? Como é que se mede a produtividade do nosso trabalho? E de que forma o que produzimos influencia o nosso salário? Neste episódio, o economista João Duarte explica porque é que ser produtivo não significa trabalhar mais horas e porque é que tudo começou com a Revolução Industrial – o PIB per capita mundial era quase plano até 1800 e disparou a partir daí. Ao longo da conversa, distinguem-se conceitos que são muitas vezes confundidos, tais como, «produtividade do trabalho», «PIB per capita» ou «produtividade total dos fatores», e analisa-se porque é que é difícil medir a produtividade de um médico, ou de um professor, entre outras profissões que não têm preço de mercado. A dupla explica ainda a «Regra dos 70» no crescimento económico e mostra como pequenas percentagens têm grande impacto: sabia que, se crescer 1% ao ano, o PIB per capita duplica em 70 anos? E se crescer 2% duplica em apenas 35 anos? Por fim, explora-se um dos grandes temas da economia atual: porque é que a produtividade disparou nos EUA e a Europa ficou para trás? LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS OCDE — GDP per hour worked (cross-checked com Wikipedia «List of countries by labour productivity», atualizado a partir dos dados OCDE 2023, USD PPP). OCDE — Average annual wages (cross-checked com Wikipedia «List of countries by average wage», dados 2024, USD PPP). OECD – «Measuring Productivity» (OECD Manual: Measurement of Aggregate and Industry-level Productivity Growth, OECD Publishing, Paris, 2001) BUIATTI, DUARTE, SÁENZ, «Europe Falling Behind: Structural Transformation & Labor Productivity» (Journal of International Economics, 2026) LEVINSON, «The Box: How the Shipping Container Made the World Smaller and the World Economy Bigger» (Princeton University Press, (2006) DAVID, P., «The Dynamo and the Computer: An Historical Perspective on the Modern Productivity Paradox», (American Economic Review 80(2), 1990) BOLT & VAN ZANDEN (2025), «Maddison-style estimates of the evolution of the world economy: A new 2023 update» (Journal of Economic Surveys)  BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.  Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

    42 min
  2. May 28

    CIÊNCIA | Falha de memória ou demência?

    Sabia que 45% dos casos de demência podem ser evitados? Será que viver mais anos implica perder capacidades cognitivas? A neurologista Raquel Gil-Gouveia e Filipa Galrão analisam os processos cerebrais – naturais e patológicos - à medida que a idade avança. Estima-se que, em 2050, cerca de 90 milhões de pessoas no mundo terão Alzheimer. Numa população cada vez mais envelhecida, o aumento de casos de demência parece inevitável. Mas qual é a fronteira entre o envelhecimento normal e as doenças neurodegenerativas? Nesta conversa, a neurologista explora os sinais de alerta dos processos patológicos do cérebro e explica o que distingue a demência das doenças neurodegenerativas. Entre fatores genéticos e a influência do estilo de vida, a especialista fala sobre a  importância da alimentação, do exercício físico, do controlo cardiovascular e da estimulação cognitiva na redução do risco de demência. Além do impacto nos doentes, a dupla aborda também o peso emocional e físico sentido por cuidadores e familiares. São milhares os casos de exaustão e cerca de um terço desenvolve sintomas depressivos. Entre conselhos práticos, há ainda espaço para revelar os avanços científicos mais recentes e as novas terapêuticas que estão a transformar o tratamento do Alzheimer, a doença neurodegenerativa mais comum. Para saber como proteger a saúde cerebral não perca este episódio [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS «Alzheimer – os avanços da ciência contra a doença do esquecimento» (Segredos do Cérebro, National Geographic, 2024) «Annual U.S. Dementia Cases projected to rise to 1 million by 2060» (Scientific American) «Dementia prevention, intervention, and care: 2024 report of the Lancet standing Commission» (The Lancet, 2024) «Controversial New Alzheimer’s Drugs Offer Hope—But at a High Cost» (Nature, 2025) «Still Alice», Filme sobre Alzheimer,  de Richard Glatzer «Robin’s Wish», Documentário sobre Doença Corpos Lewy, de Tylor Norwood Associações de doentes:  - https://alzheimerportugal.org/ - https://parkinson.pt/ BIOS Raquel Gil-Gouveia Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica. Filipa Galrão  Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

    44 min
  3. May 21

    SOCIEDADE | Trabalho e ensino na era da IA

    Quais são as profissões mais ameaçadas pela inteligência artificial? E de que forma a IA pode transformar o ensino? Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os sinais da automação no mercado de trabalho e na educação das gerações futuras. Nos últimos três anos, as vagas para juniores em áreas mais expostas à IA caíram 30% a 40%, à medida que tarefas repetitivas, analíticas e administrativas são substituídas por algoritmos. Mas estarão apenas os empregos menos qualificados em risco? Neste episódio, o especialista em IA e o comunicador observam que também as profissões altamente especializadas estão ameaçadas – a começar, ironicamente, pelos engenheiros tecnológicos, mas atingindo, igualmente, advogados, consultores e médicos, sobretudo em especialidades de diagnóstico. Mas nem tudo são más notícias: numa época em que o desemprego se mantém em níveis historicamente baixos, a IA também pode ter impactos positivos na educação, ao democratizar o acesso à informação entre diferentes estratos sociais. A dupla discute ainda os desafios e oportunidades desta revolução — e porque é que o pensamento crítico, uma visão integrada do mundo e a «motivação intrínseca» serão competências decisivas no futuro. Para acompanhar a velocidade das transformações em curso, não perca este episódio do [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS BASTANI et al., «Generative AI without guardrails can harm learning: Evidence from high school mathematics», (PNAS 122(26), 2025) BRYNJOLFSSON, CHANDAR & CHEN, «Canaries in the Coal Mine?» (Stanford Digital Economy Lab, 2025) DELL'ACQUA, MOLLICK et al., «Navigating the Jagged Technological Frontier» (Harvard/BCG, 2023) KESTIN et al., «AI tutoring outperforms in-class active learning: an RCT», (Scientific Reports, 2025) DE SIMONE et al., «From Chalkboards to Chatbots: Evaluating the Impact of Generative AI on Learning Outcomes in Nigeria», (World Bank WPS 11125, 2025) ACEMOGLU, Autor & JOHNSON, «The Direction of AI», (NBER WP 34854, 2026) GARICANO-RAYO, «AI and the Expertise Leverage Ratio», (CEPR DP 20634, 9/9, 2025) LEE et al. (Microsoft + CMU), «The Impact of Generative AI on Critical Thinking», (CHI 2025) CAPLAN, «The Case Against Education» (Princeton UP, 2018) BJORK & BJORK, «Making things hard on yourself, but in a good way», (Gernsbacher et al., Psychology and the Real World, 2011) RYAN & DECI, «Self-Determination Theory», (American Psychologist, 2000) RISKO & GILBERT, «Cognitive offloading», (Trends in Cognitive Sciences, 2016) MOLLICK & MOLLICK, «Assigning AI: Seven Approaches for Students, with Prompts», (SSRN 4475995, 2023) BIOS Bernardo Caldas Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo. Hugo van der Ding  Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

    47 min
  4. May 14

    POLÍTICA | Estamos mais polarizados?

    Será que os partidos, e as pessoas, estão cada vez mais polarizados? Neste episódio, Pedro Magalhães e Luana do Bem analisam a tão debatida «polarização» - das suas várias aceções aos fatores que a explicam e aos efeitos que tem na nossa vida. Nos anos 60, os partidos radicais, à esquerda e à direita, somavam na Europa, em média, pouco mais de 10%. Hoje, somam 30%. A «polarização» anda nas bocas do mundo e parece não haver dúvidas de que há cada vez mais distância entre pessoas, partidos e grupos. Mas o que diz a evidência científica sobre esta matéria? O politólogo Pedro Magalhães distingue cinco tipos de polarização - sim, cinco - da ideológica à partidária, da afetiva à entre elites. Mas, ao contrário do que se julga, nem todas têm aumentado. Entre estudos e estatísticas, surgem questões inesperadas: porque é que as redes sociais tendem, cada vez mais, a extremar opiniões? Que impacto tem a polarização nos encontros familiares? Que papel tem a música country na divisão política norte-americana?  Para uma opinião informada, com contexto e despolarizada, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS MCCARTY, N. «Polarization: What everyone needs to know» (New York: Oxford University Press, 2019) COMELLAS, J. M., & TORCAL, M. «Ideological identity, issue-based ideology and bipolar affective polarization in multiparty systems: The cases of Argentina, Chile, Italy, Portugal and Spain» (Electoral Studies, 83, 102615, 2023).  FERREIRA DA SILVA, F. «Polarização afetiva em Portugal» (In Lobo, M. C., & Espírito-Santo, A. (eds.), «O eleitorado português no século XXI» Tinta da China, 2025)  BIOS Pedro Magalhães Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

    44 min
  5. May 7

    ECONOMIA | A economia da água

    O acesso à água é um direito humano, proclamado pelas Nações Unidas desde 2010. No entanto, a água é também um bem económico, cuja propriedade e valor depende do uso que fazemos dela. Neste episódio, a economista Catarina Roseta-Palma e o humorista Manel Rosa exploram as diferenças entre a água como bem privado, bem comum e bem público puro. A propósito da gestão deste recurso, fala-se do que distingue o uso consumptivo do não consumptivo, e o que se entende por «tragédia dos comuns». A conversa navega também pelos setores principais do consumo da água, do doméstico ao agrícola e ao industrial – sabia que 70% da água captada, em Portugal e no mundo, é usada na agricultura? A dupla analisa ainda as características que conferem à água um valor particular, desde a definição do preço às características específicas deste mercado. Por fim, debatem-se questões atuais: que critérios devemos aplicar para otimizar a gestão da água? Devemos defender o interesse económico ou promover o equilíbrio dos ecossistemas? Um episódio [IN]Pertinente essencial, claro e transparente – como a água. A não perder. Referências úteis APA «Estado das massas de água superficiais e subterrâneas», (Portal do Estado de Ambiente, 2024)   BOCCALETTI, G. «Água: uma biografia» (Ed. Desassossego, 2022) BRUNO, E. M., & JESSOE, K. «Using price elasticities of water demand to inform policy» (Annual Review of Resource Economics, 13(1), 427-441, 2021)  EEA, «Ecological status of surface waters in Europe» (2025) ESTEBAN, E., & ALBIAC, J. «The problem of sustainable groundwater management: the case of La Mancha aquifers, Spain» (Hydrogeology journal, 20(5), 851-863, 2012) Bios Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024   Catarina Roseta Palma Professora associada de Economia no ISCTE-IUL, onde foi diretora da Sustentabilidade.  Tem trabalhado na área do ambiente, incluindo a gestão de recursos hídricos, a energia e outros temas da sustentabilidade. Consultora para diversos organismos públicos e membro da Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde. Foi vice-presidente da «European Association of Environmental and Resource Economists». Tem mais de 2000 observações no «iNaturalist»

    49 min
  6. Apr 30

    CIÊNCIA | Como funciona o cérebro?

    O cérebro está sempre ligado – mesmo quando dormimos, continua ativo e a regular o organismo. No episódio de estreia da neurologista Raquel Gil-Gouveia, a especialista explora as principais funções do cérebro – da memória ao movimento e ao processamento das emoções. Sabia que nascemos com cerca de 86 mil milhões de neurónios e morremos com um número idêntico? Perceber estas células singulares passa por conhecer a sua estrutura e a forma como comunicam através de complexas redes de sinais elétricos e químicos. Nesta viagem pelo cérebro, Raquel Gil-Gouveia explica também como se formam as memórias e o que distingue as de curto e de longo prazo. Sem esquecer o que é a «memória de trabalho» e porque é que a atenção é importante. Ao longo da conversa, analisam-se ainda os fatores que influenciam o bom (e o mau) funcionamento do cérebro e as mudanças que ocorrem ao longo da vida. Para pensar, aprender e lembrar – e entender como tudo isto funciona – não perca este episódio [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS EAGLEMAN, David, «O Cérebro – à descoberta de quem somos» (Lua de Papel, 2017) Série documental «The Brain with David Eagleman» (BBC, 2016) «David Eagleman: O cérebro moldável» (Entrevista FFMS, 2021) PARSHALL, Allison, «Brains Remember Stories Differently Based on How They Were Told» (Mind&Brain, Scientific American, 2025) HOPKIN, Karen & DELVISCIO, Jeffrey «Trying to Train Your Brain Faster? Knowing This Might Help with That» (Scientific American, 2023) Coleção «Segredos do Cérebro» (National Geographic): «A Química do Cérebro»; «A Ciência da Aprendizagem»; «A Idade do Cérebro» Filme «Divertida Mente» de Kelsey Mann (Pixar, 2015) Documentário «Resumindo: A Mente» (Netflix, 2019) BIOS Raquel Gil-Gouveia Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica. Filipa Galrão  Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

    43 min
  7. Apr 23

    SOCIEDADE | O que sabemos e não sabemos sobre IA?

    Até que ponto a inteligência artificial se assemelha à inteligência humana? Será que a IA tem uma verdadeira compreensão do mundo ou tem o mundo ‘decorado’, a partir de milhões de dados? Neste episódio, Bernardo Caldas e Hugo van der Ding mergulham no universo da IA para explorar a evolução do machine learning – um processo longo que, nos anos 90, deu o grande salto quando se começou a ensinar a máquina a aprender, em vez de lhe dar apenas informação. A dupla analisa também a revolução da IA Generativa, com modelos capazes de realizar múltiplas tarefas, desde produzir textos a criar imagens ou vídeos. Entre o processo de treinar máquinas inteligentes e os mecanismos de resposta que ainda nos escapam, ficamos a conhecer as «três camadas» dos modelos atuais: aprender a completar texto, responder a perguntas e selecionar as melhores respostas.  Mas permanecem dúvidas fundamentais: será que a IA tem capacidade de abstração e compreende verdadeiramente o mundo físico? Que passos devem ser dados para ensinar a máquina a prever melhor e a ter mais sentido crítico? Um episódio [IN]Pertinente para perceber como funcionam os modelos que estão a transformar a sociedade e que evidências científicas sustentam esta revolução. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Stanford HAI, «AI Index Report 2025»  KALAI, Nachum, VEMPALA & ZHANG, «Why Language Models Hallucinate» (OpenAI, 2025)  Yann LeCun – entrevista MIT Technology Review (janeiro 2026)  LeCun , «A Path Towards Autonomous Machine Intelligence» (2022) Anthropic, «Introducing Claude Opus 4.5» (novembro 2025)  OpenAI, «Introducing GPT-5.2» (dezembro 2025)  BIOS Bernardo Caldas Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo. Hugo van der Ding  Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

    46 min
  8. Apr 16

    POLÍTICA | Quem vota em quem?

    Será o voto um reflexo de quem somos? Que influência têm o género, a idade ou a instrução na hora de ir às urnas? Neste episódio, o politólogo Pedro Magalhães e a humorista Luana do Bem exploram o que determina «quem vota em quem» em Portugal. Se é verdade que as decisões de cada um são individuais, também é certo que há padrões de comportamento que nos unem – e o voto não é exceção. Desde 2002, o Estudo Eleitoral Português mapeia o comportamento eleitoral dos portugueses e há tendências que se mantêm desde então. Mas os perfis eleitorais dos portugueses estão a mudar. Se antes homens e mulheres votavam de forma semelhante, hoje, elas tendem a preferir partidos de esquerda. Já os mais jovens são cada vez mais atraídos pelos novos partidos. Porque é que isto acontece?   Há ainda tempo para falar sobre polarização política e a influência do nível de escolaridade e da geografia nas opiniões dos cidadãos sobre temas como migrações, mercado livre e direitos das minorias. Entre dados, perceções e algumas surpresas, saiba como vota o país neste episódio [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS CANCELA, João e MAGALHÃES, Pedro, «As bases sociais do novo sistema partidário português, 2022-2025» (2025) MENDES, Mariana S., «Late, but swift: the restructuring of Portugal’s political space in the May 2025 general election. South European Society and Politics» (1-26, 2025) HEYNE, Lea, MANUCCI, Luca & COSTA LOBO, Marina, «The young, the radical and the dissatisfied: the transformation of the Portuguese right-wing electorate in the 21st century» (South European Society and Politics, 1-22, (2026)  BIOS Pedro Magalhães Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

    48 min

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