Fundação (FFMS) - [IN]Pertinente

4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. [IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira

  1. 6d ago

    POLÍTICA | Quais são as linhas vermelhas do debate político?

    Onde se traça a fronteira entre o confronto de ideias e a hostilidade política? Que impacto tem a agressividade parlamentar na democracia e nos cidadãos? Neste episódio, a politóloga Sofia Serra-Silva e a humorista Luana do Bem analisam o estado atual do discurso político em Portugal e no mundo. O conflito político é inevitável, e até desejável, numa democracia representativa. No entanto, estudos demonstram que, nos últimos anos, a incivilidade parlamentar assumiu maior protagonismo. Nesta conversa, a politóloga e a humorista esclarecem que a agressividade na política está ligada à polarização afetiva e não cresce de forma linear: oscila em torno de determinados temas - como a imigração ou o crime - e intensifica-se em momentos específicos - como nas campanhas eleitorais. A dupla aborda também o papel das redes sociais na amplificação do discurso hostil e questiona quem conduz esta escalada. Será que existem diferenças de género na agressividade política? E que políticos têm mais propensão para discursos incendiários? Pelo caminho, Sofia Serra-Silva oferece exemplos de respostas institucionais já implementadas noutros países para promover boas práticas parlamentares e compara-as com a realidade nacional. Para refletir sobre o peso das palavras no jogo democrático, não perca este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS ÚTEIS  Bøggild, T., & Jensen, C. (2024) «When politicians behave badly: Political, democratic, and social consequences of political incivility» (American Journal of Political Science. Advance online publication) de León, A. (2026) «Asymmetric contagion: The radical right and the erosion of parliamentary civility. Parliamentary Affairs» (Advance online publication) Dodeigne, J. (2025) «Hostility and democratic erosion: Introducing the Political Hostility Scale (PHOS)» (Democratization. Advance online publication) Garzia, D., Ferreira da Silva, F., Reiljan, A., & Trechsel, A. H. (2025) «Affective polarization» (In Oxford Research Encyclopedia of Politics. Oxford University Press)  Lee, A. H.-Y., & Ahn, C. (2025) «Talking politics in a polarized America: How perceived polarization shapes political self-censorship» (Political Behavior. Advance online publication)  Mutz, D. C., & Reeves, B. (2005) «The new videomalaise: Effects of televised incivility on political trust» (American Political Science Review, 99(1), 1–15)  Røed, M., Bäck, H., & Carroll, R. (2025) «Who polarizes parliament? Partisan hostility in Norwegian legislative debates» (Party Politics, 31(1), 137–147) Törnberg, P., & Chueri, J. (2025) «Elite political discourse has become more toxic in Western countries» (arXiv:2503.22411). arXiv.  Wagner, M. (2024) «Affective polarization in Europe» (European Political Science Review, 16(3), 378–392)  Yildirim, T. M. (2017) «Politics of constituency representation and legislative ambition under the glare of camera lights» (Legislative Studies Quarterly, 42(1), 101–130) BIOS Sofia Serra-Silva Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  2. Sep 24

    ECONOMIA | A crise da habitação trava a produtividade?

    Desde 2015, os preços da habitação em Portugal subiram em flecha: registámos o segundo maior aumento da UE, a seguir à Hungria. E o ritmo não está a abrandar. No início de 2026, a subida homóloga foi a mais alta da União Europeia. Mas o problema mais grave está noutros números: em 10 anos, o preço das casas aumentou quatro vezes mais do que os rendimentos dos portugueses. Nesta conversa, João Duarte e Manel Rosa explicam porque é que esta crise não afeta apenas quem procura casa, mas toda a economia. Ficamos a saber que uma cidade cara expulsa talento, fragiliza empresas, afasta serviços e pode travar a inovação.  Num país em que se sai de casa dos pais, em média, aos 29 anos, a dupla aborda ainda o peso da habitação no orçamento das famílias, o choque das subidas de juros e o papel da Euribor, e a vida adiada dos jovens, cada vez mais limitados na escolha do seu destino. Para saber quanto custa a habitação ao futuro do país, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Azevedo, A. B., & Pereira dos Santos, J. (2023) «Barómetro da Habitação» (Fundação Francisco Manuel dos Santos) OECD (2021), «Brick by Brick: Building Better Housing Policies» (OECD Publishing) Hsieh, C.-T., & Moretti, E. (2019) «Housing Constraints and Spatial Misallocation» (American Economic Journal: Macroeconomics, 11(2), 1–39) Diamond, R. (2016) «The Determinants and Welfare Implications of US Workers’ Diverging Location Choices» (American Economic Review, 106(3), 479–524) Rognlie, M. (2015) «Deciphering the Fall and Rise in the Net Capital Share» (Brookings Papers on Economic Activity, 2015(1), 1–69) Dias, D. A., & Duarte, J. B. (2019) «Monetary Policy, Housing Rents, and Inflation Dynamics» (Journal of Applied Econometrics, 34(5), 673–687) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.  Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

  3. Sep 17

    CIÊNCIA | Do coração da mulher à cardiologia do futuro

    A doença cardiovascular tende a ser associada a um problema masculino, no entanto, é a primeira causa de morte nas mulheres, muito acima do cancro da mama. Mas, afinal, quais são as particularidades do coração feminino?  A cardiologista Cristina Gavina dá a conhecer os fatores de risco que são exclusivos das mulheres e explica porque é que continuam a chegar mais tarde a um diagnóstico.  Ao longo da conversa, a especialista fala também sobre a revolução que a cardiologia está a atravessar. As cirurgias de peito aberto estão a dar lugar às intervenções menos invasivas por cateter, a medicação passa a poder ser feita mais espaçadamente no tempo e já decorrem ensaios clínicos em que se modifica o gene associado ao colesterol, um dos principais riscos da doença cardiovascular. E numa altura em que já temos relógios de pulso a monitorizar o coração e dispositivos cardíacos ligados à internet, que oportunidades e riscos trazem as novas tecnologias? Para aprender a ler os sinais, colocar as perguntas certas e agir a tempo, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Vogel B, et al. «The Lancet women and cardiovascular disease Commission: reducing the global burden by 2030» (Lancet. 2021;397(10292):2385-2438)  Huxley RR, Woodward M. «Cigarette smoking as a risk factor for coronary heart disease in women compared with men: a systematic review and meta-analysis of prospective cohort studies» (Lancet. 2011;378(9799):1297-1305.)  Peters SAE, Huxley RR, Woodward M. «Diabetes as a risk factor for incident coronary heart disease in women compared with men: a systematic review and meta-analysis of 64 cohorts» (Diabetologia. 2014;57(8):1542-1551.)  Hayes SN, et al. «Spontaneous Coronary Artery Dissection: Current State of the Science. A Scientific Statement From the American Heart Association». Circulation. 2018;137(19):e523-e557 Jin X, et al. «Women’s Participation in Cardiovascular Clinical Trials From 2010 to 2017» (Circulation. 2020;141(7):540-548.)  Sabatine MS, et al. «Evolocumab and Clinical Outcomes in Patients with Cardiovascular Disease» (FOURIER). N Engl J Med. 2017;376(18):1713-1722 Ray KK, et al. «Two Phase 3 Trials of Inclisiran in Patients with Elevated LDL Cholesterol» (ORION-10 and ORION-11). N Engl J Med. 2020;382(16):1507-1519 Stone GW, et al. «Transcatheter Mitral-Valve Repair in Patients with Heart Failure» (COAPT). N Engl J Med. 2018;379(24):2307-2318 Perez MV, et al. «Large-Scale Assessment of a Smartwatch to Identify Atrial Fibrillation» (Apple Heart Study). N Engl J Med. 2019;381(20):1909-1917 Baranchuk A, et al. «Cybersecurity for Cardiac Implantable Electronic Devices: What Should You Know?» J Am Coll Cardiol. 2018;71(11):1284-1288. 10.1016/j.jacc.2018.01.023 BIOS Cristina Gavina Cristina Gavina é cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). Professora na Faculdade de Medicina do Porto, onde se doutorou, fez o Mestrado em Ensaios Clínicos em Oxford. Fellow da ESC e do ACC, é autora de mais de 80 artigos e investigadora principal em ensaios clínicos internacionais. Dedica-se à insuficiência cardíaca, à prevenção cardiovascular e à equidade no acesso aos cuidados. Filipa Galrão A Filipa vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - “Que Estranho!” - e 2 filhos.

  4. Sep 11

    SOCIEDADE | Como travar a violência juvenil?

    O que devemos fazer quando um adolescente se torna agressivo? Será que os castigos funcionam? No último episódio desta série, o psicólogo Ricardo Barroso e Hugo van der Ding identificam sinais de alerta e indicam estratégias para prevenir – e combater – a violência entre os mais jovens. A dupla analisa fenómenos que também se transformam com a tecnologia: do cyberbullying à partilha não consentida de imagens íntimas, que novos comportamentos abusivos surgem online? E como é que os podemos detetar, seja na vítima ou no agressor?  A propósito dos padrões comportamentais de jovens violentos, o psicólogo e o comunicador questionam a eficácia dos castigos e destacam porque é que consequências consistentes devem fazer parte da resposta. Ricardo Barroso deixa ainda um alerta: mais do que proibir telemóveis ou o acesso a redes sociais, o importante é investir na literacia digital e no pensamento crítico.  Com exemplos de programas de intervenção bem-sucedidos, em Portugal e no estrangeiro, e de estratégias práticas para pais, escolas e jovens, este episódio aponta soluções para uma questão de fundo: o que fazer, na prática, para prevenir a violência juvenil e promover um desenvolvimento saudável e integrado dos nossos adolescentes? Para saber como intervir, antes que seja tarde demais, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Para os pais: NEUFELD, Gordon & MATÉ, Gabor «O Seu Filho Precisa de Si» (Ideias de Ler, 2021) Curso online sobre como lidar melhor com os filhos no dia a dia — por Alan Kazdin, psicólogo da Universidade de Yale Para os profissionais: WHO, «Guidelines and handbook on parenting interventions» GAFFNEY, H., TTOFI, M., FARRINGTON, D. «Effectiveness of school-based programs to reduce bullying perpetration and victimization: An updated systematic review and meta-analysis» ME (2010) «Violência no contexto escolar: referencial de apoio ao trabalho a desenvolver pelas Escolas» Programa de Prevenção da Violência Interpessoal (PREVINT) Filme: «Os Miseráveis» (de Ladj Ly, 2019) BIOS Ricardo Barroso Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.  Hugo van der Ding  Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  5. Sep 3

    POLÍTICA | Pode haver política sem políticos?

    Será que nos sentimos realmente representados pelos políticos que elegemos? Conseguirá a democracia representativa refletir, de forma fidedigna, a diversidade da sociedade?  Entre o desencanto com um sistema onde 'os políticos são todos iguais' e a busca de soluções de inovação democrática, a politóloga e a humorista debruçam-se sobre as propostas que têm surgido nas últimas décadas para reforçar a participação cidadã e criar novos espaços de deliberação. Sabe o que são as Assembleias de Cidadãos? Nesta conversa ficamos a saber como funcionam e porque podem produzir resultados mais eficazes e criativos na resolução de problemas. Mas a democracia deliberativa também enfrenta críticas: desde a seleção aleatória dos participantes, que revela falhas, à falta de tempo do cidadão comum para se dedicar à atividade política.  Será que o caminho é uma «democracia híbrida», que combine representação, deliberação e democracia direta? E estarão os políticos preparados para partilhar poder com cidadãos comuns e novas instituições? Para saber se a democracia pode ser reinventada, não perca este [IN]Pertinente. Referências úteis Elliott, K. J. «Democracy for busy people» (University of Chicago Press, 2023)  Landemore, H. «Politics without politicians: The case for citizen rule» (Penguin, 2026).  Jacquet, V. (2017) «Explaining non-participation in deliberative mini-publics» (European Journal of Political Research, 56(3), 640–659)  Pilet, J.-B., Bol, D., Vittori, D., & Paulis, E. (2023) «Public support for deliberative citizens' assemblies selected through sortition: Evidence from 15 countries» (European Journal of Political Research, 62(3), 873–902)  Pilet, J.-B., Bedock, C., Talukder, D., & Rangoni, S. (2024) «Support for deliberative mini-publics among the losers of representative democracy» (British Journal of Political Science, 54(2), 295–312)  Ipsos. (2025, 14 de novembro). «The state of democracy 2025: Fake news, lack of accountability, extremism and corruption seen as top threats to democracy across Europe and the US»  Renwick, A., Lauderdale, B., Russell, M., & Cleaver, J. (2022). «What kind of democracy do people want? Results of a survey of the UK population» (First Report of the Democracy in the UK after Brexit Project). The Constitution Unit, University College London.  European Data Journalism Network. (2024, 1 de março). «The non-voter time bomb» Pordata. (n.d.). «População residente com idade entre 16 e 89 anos: Total e por nível de escolaridade completo mais elevado» (Fundação Francisco Manuel dos Santos. Consultado a 16 de agosto de 2026) Observatório Internacional da Democracia Participativa. (n.d.). «The Ostbelgien model: A long-term Citizens' Council combined with short-term Citizens' Assemblies» (Consultado a 15 de agosto de 2026) BIOS Sofia Serra-Silva Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  6. Aug 27

    ECONOMIA | A produtividade compra felicidade?

    Ao longo da História, o aumento da produtividade permitiu-nos enriquecer e conquistar mais tempo livre – a prova é que hoje trabalharmos metade do tempo dos nossos bisavós. Mas será que esta tendência se vai manter? Neste episódio, o economista João Duarte analisa o impacto da produtividade nas horas que trabalhamos e no tempo de férias que temos. Sabia que na Europa se trabalha menos do que nos Estados Unidos, apesar de Portugal estar mais próximo da realidade americana do que da europeia? A dupla debruça-se também sobre o impacto que o teletrabalho ou a semana de 4 dias pode ter na produtividade e reflete sobre como podemos usar a riqueza que produzimos para comprar bem-estar, educação, lazer e solidariedade. Num mundo onde a riqueza tende a concentrar-se nas mãos de poucos, discute-se ainda o papel da redistribuição e explicam-se conceitos como o «multiplicador social do lazer» e o «rendimento básico universal». No fim, fica a pergunta: será que ter mais tempo livre também nos pode tornar mais produtivos?  Para perceber se é possível trabalhar menos e ganhar mais (qualidade de vida), não perca este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS ÚTEIS Keynes, J. M. «Economic Possibilities for our Grandchildren», (Essays in Persuasion, 1931) Becker, G. S. «A Theory of the Allocation of Time» (The Economic Journal 75(299):493-517, (1965) Boppart, T. & Krusell, P. (2020). «Labor Supply in the Past, Present, and Future: A Balanced-Growth Perspective» (Journal of Political Economy 128(1):118-157)Huberman, M. & Minns, C. (2007). «The times they are not changin’…» (Explorations in Economic History 44(4):538-567)Ramey, V. & Francis, N. (2009). «A Century of Work and Leisure» (AEJ: Macroeconomics 1(2):189-224.)Giattino, C. & Ortiz-Ospina, E. «Are we working more than ever?», (Our World in Data) Greenwood, J., Seshadri, A. & Yorukoglu, M. (2005). «Engines of Liberation» (Review of Economic Studies 72(1):109-133.) Prescott, E. (2004). «Why Do Americans Work So Much More Than Europeans?». Minneapolis Fed Quarterly Review 28(1). Alesina, A., Glaeser, E. & Sacerdote, B. (2005). «Work and Leisure in the US and Europe». NBER Macroeconomics Annual 20:1-64.Blanchard, O. (2004). «The Economic Future of Europe». Journal of Economic Perspectives 18(4):3-26. Russell, B. (1932). «Em Louvor do Ócio»;Skidelsky, R. & E. (2012). «How Much is Enough?» (Allen Lane). Reid, D. (1976). «The Decline of Saint Monday», 1766-1876». Past & Present 71:76-101. BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.  Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

  7. Aug 20

    CIÊNCIA | Enfarte e AVC: sobreviver, recuperar e prevenir

    O que fazer em caso de enfarte? E de AVC? Até que ponto se pode recuperar de um destes episódios? À conversa com Filipa Galrão, a cardiologista Cristina Gavina explica o que acontece quando o coração e o cérebro falham - e como a vida pode continuar, mesmo depois de um evento agudo. Sabia que, há 30 anos, em Portugal, 30% dos casos de enfarte eram fatais e que hoje a mortalidade se situa abaixo dos 5%? Neste episódio, a cardiologista Cristina Gavina descodifica as várias dimensões da doença cardiovascular em Portugal, explica por que razão o país se destaca pela positiva no tratamento - mas não na prevenção -, e alerta para o que se deve fazer nos minutos que decidem tudo. Além de desmontar mitos recorrentes, a dupla esclarece qual a relação entre doença cardiovascular, depressão e ansiedade e como o código postal influencia o prognóstico. No fim, fica a mensagem: reconhecer (e não desvalorizar) os sintomas, ligar o 112 sem hesitar, não largar a medicação, cuidar do corpo e da mente, são gestos simples que mudam e salvam vidas. Um episódio [IN]Pertinente, a não perder, para ver e partilhar. Referências úteis Saver JL. «Time Is Brain – Quantified» (Stroke; 37(1):263-266, 2006) Anderson L, Thompson DR, Oldridge N, et al. «Exercise-Based Cardiac Rehabilitation for Coronary Heart Disease: Cochrane Systematic Review and Meta-Analysis» (J Am Coll Cardiol. 2016;67(1):1-12) Bansilal S, Castellano JM, Garrido E, et al. «Adherence Tradeoff to Multiple Preventive Therapies and All-Cause Mortality After Acute Myocardial Infarction» (J Am Coll Cardiol. 2017;70(15):1290-1301) Lichtman JH, Froelicher ES, Blumenthal JA, et al. «Depression as a Risk Factor for Poor Prognosis Among Patients With Acute Coronary Syndrome: Systematic Review and Recommendations - A Scientific Statement From the American Heart Association» (Circulation, 2014;129(12):1350-1369) Havranek EP, Mujahid MS, Barr DA, et al. «Social Determinants of Risk and Outcomes for Cardiovascular Disease: A Scientific Statement From the American Heart Association» (Circulation. 2015;132(9):873-898.)  Bios Cristina Gavina Cristina Gavina é cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). Professora na Faculdade de Medicina do Porto, onde se doutorou, fez o Mestrado em Ensaios Clínicos em Oxford. Fellow da ESC e do ACC, é autora de mais de 80 artigos e investigadora principal em ensaios clínicos internacionais. Dedica-se à insuficiência cardíaca, à prevenção cardiovascular e à equidade no acesso aos cuidados. Filipa Galrão A Filipa vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - “Que Estranho!” - e 2 filhos.

  8. Aug 13

    SOCIEDADE | Como é que um jovem se torna violento?

    Quando falamos de violência entre jovens, a tendência é procurar culpados. Mas a resposta não é linear. Depois de um raio-x ao que se sabe sobre a violência entre os jovens, o psicólogo Ricardo Barroso olha para os possíveis fatores de risco - sejam individuais, familiares, grupais ou culturais –, e como muitas vezes se conjugam. Pelo caminho, também se destacam os «fatores protetores», e a diferença que um adulto de referência pode fazer na vida de um jovem em risco. A dupla aborda ainda as inseguranças, confusões e revoltas que se forjam na adolescência - uma fase com propensão para o conflito, mas extremamente sensível à ideia de ‘grupo’, à necessidade de validação e ao impacto da humilhação.   Da violência em contexto escolar às suas manifestações no mundo digital, levantam-se outras questões: porque é que a violência online pode ser tão devastadora? E o que torna a «masculinidade tóxica» tão apelativa para alguns adolescentes? Para compreender melhor um fenómeno (ainda) rodeado de preconceitos, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Lösel, Friedrich, Farrington, David P., (2012) «Direct Protective and Buffering Protective Factors in the Development of Youth Violence»  Reynolds, Jason  «Olha para os Dois Lados» (Fábula, 2021)  Série «This Is England»  Filme «Inside Out»  Canal YouTube «School of Life» «Adolescência não é assim tão simples», com Lisa Damour (FFMS) BIOS Ricardo Barroso Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.  Hugo van der Ding  Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

About

4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. [IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira

More From Fundação (FFMS)

You Might Also Like