Alta Definição

Entrevistas intimistas conduzidas por Daniel Oliveira. Todas as semanas um novo convidado no 'Alta Definição', um programa da SIC Veja a versão vídeo deste programa em Opto.sic.pt

  1. Bernardo Silva:‌ “Hoje em dia o futebol evoluiu tanto que o talento é só uma pequena parte do que é ser um futebolista”

    May 23

    Bernardo Silva:‌ “Hoje em dia o futebol evoluiu tanto que o talento é só uma pequena parte do que é ser um futebolista”

    Bernardo Silva, que se prepara para completar 30 anos, reflete sobre o percurso que o conduziu ao mais alto nível do futebol mundial, sublinhando que o talento representa apenas uma fração do sucesso: “O talento é só uma pequena percentagem, eu diria 30% do que é um futebolista”. Nesta entrevista a Daniel Oliveira, o internacional recordou os anos difíceis na formação do Benfica, entre os 12 e os 17 anos, quando o crescimento físico tardio o colocou à margem das opções dos treinadores, numa fase que descreveu como determinante. Para além da dimensão desportiva, a entrevista revelou um Bernardo Silva profundamente consciente do lugar que ocupa na sociedade, recusando qualquer tentação de vedetismo e reafirmando valores de humildade e responsabilidade cívica. A recente paternidade surgiu como o momento mais transformador da sua vida adulta, descrevendo a chegada da filha Carlota como algo que “muda a forma de olharmos para a vida”. O jogador falou ainda com nostalgia sobre Portugal, lamentando as condições que levam a juventude portuguesa a emigrar, mas recusando qualquer discurso pessimista sobre o país: “Não consigo dizer mal de Portugal. Gosto tanto do nosso país que gosto sempre de olhar de forma positiva”. A entrevista foi re-emitida na SIC a 23 de maio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    53 min
  2. João Bettencourt: “Queria ser professor, piloto, cozinheiro. Até que Deus me indicou o caminho e disse para ir experimentar figuração”

    May 16

    João Bettencourt: “Queria ser professor, piloto, cozinheiro. Até que Deus me indicou o caminho e disse para ir experimentar figuração”

    João Bettencourt, ator de 24 anos atualmente em destaque na novela ‘Páginas da Vida’, é o convidado de Daniel Oliveira no Alta Definição desta semana. Revela um lado íntimo e emocional numa conversa marcada pela ausência da figura paterna, um vazio que atravessou a sua infância e adolescência. Ao longo da conversa, sem ressentimento, o ator fala sobre a forma como aprendeu a aceitar com a distância paternal e a encontrar na mãe, na irmã e no avô os pilares afetivos que sustentaram o seu crescimento. A família surge como o lugar de proteção e equilíbrio que o ajudou a construir a própria identidade. Antes da representação, existia o sonho de ser futebolista, interrompido por problemas de saúde que o obrigaram a redefinir o futuro. A representação apareceu de forma inesperada e acabou por transformar a sua vida. O ator que encarna a personagem de Ricardo Dias, filho da vilã Marta em ‘Páginas da Vida’, fala ainda dos desafios de crescer num meio exigente, das dúvidas pessoais e de uma fase de desorientação que o levou a perceber a importância de se manter fiel a si próprio. Entre a fé, o trabalho e os valores que traz de casa, mostra-se consciente da pessoa que quer ser e da necessidade de preservar a sua essência, mesmo perante as pressões e mudanças da vida adulta. O Alta Definição foi emitido na SIC a 16 de maio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    44 min
  3. Filipa Pinto: “Aos 24 anos tive mais um episódio depressivo, os médicos chegaram à conclusão que eu tinha perturbação obsessivo compulsiva”

    May 2

    Filipa Pinto: “Aos 24 anos tive mais um episódio depressivo, os médicos chegaram à conclusão que eu tinha perturbação obsessivo compulsiva”

    Filipa Pinto esteve em destaque no programa Alta Definição, numa conversa em que a atriz revelou, com transparência, o percurso de saúde mental que a acompanhou desde a adolescência. A intérprete, conhecida pelo papel da antagonista Sandra na novela Páginas da Vida, descreveu com detalhe o impacto do seu primeiro desgosto amoroso aos 15 anos, episódio que despoletou um processo de autoconhecimento e a levou a procurar apoio psicológico pela primeira vez.  Mais tarde, aos 24 anos, viria a ser diagnosticada com perturbação obsessivo-compulsiva, diagnóstico que, paradoxalmente, trouxe consigo um sentimento de alívio. “Ter o diagnóstico final, para mim, foi um grande alívio, porque foi um ‘ok, isto acontece, isto existe, aquilo que eu sinto tem uma associação, tem uma justificação, há sintomas, não sou única, não estou sozinha, há um tratamento, portanto há solução’”, afirmou a atriz, sublinhando a importância de nomear aquilo que se sente como primeiro passo para a recuperação. Ao longo da conversa, a atriz abordou também a resistência inicial à medicação e o caminho que percorreu até a aceitar como parte integrante do seu tratamento, reconhecendo que essa decisão lhe permitiu tornar-se uma versão mais funcional e presente de si mesma. A atriz defendeu com convicção a necessidade de quebrar o estigma em torno da saúde mental. “Eu nunca recusei ajuda; pelo contrário, sempre procurei. Primeiro aos meus amigos, depois à família, depois, se eu precisasse de ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica, eu avançava. Eu só não queria estar sozinha”, confidenciou. Num momento de rara serenidade, Filipa Pinto encerrou a entrevista com uma mensagem dirigida à versão mais frágil de si própria: a certeza de que “o mal não dura para sempre” e de que existe “uma luz ao fundo do túnel”. Ouça aqui a entrevista no Alta Definição em podcast. Este programa foi emitido na SIC a 2 de maio. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    46 min
  4. Nuno Ribeiro: “O meu pai diz-me muitas vezes ‘Tu começaste a cantar antes de falar’”

    Apr 18

    Nuno Ribeiro: “O meu pai diz-me muitas vezes ‘Tu começaste a cantar antes de falar’”

    No dia em que sobe ao palco do Coliseu dos Recreios lotado, Nuno Ribeiro é convidado de Daniel Oliveira no Alta Definição, numa entrevista onde revela o seu percurso, desafios e o lado mais íntimo da sua vida. Nuno Ribeiro fala de um caminho feito entre o Norte e Lisboa, dividido entre o conforto das origens e a necessidade de arriscar para cumprir um sonho que nunca deixou de o inquietar. Assume-se em constante reinvenção, movido por uma ambição tranquila e por uma luta interior: fazer com que reconheçam o rosto por trás das canções. Recorda uma infância simples, onde a música e a família eram tudo, e onde a ingenuidade lhe dava leveza. Algo que sente ter perdido ao tornar-se mais pensativo e exigente consigo próprio. Neste Alta Definição de 18 de abril, na SIC, o cantor revela fragilidades que o moldaram, desde problemas de saúde a medos que ainda hoje carrega, como a dificuldade em estar sozinho. Fala de uma família que é alicerce absoluto, de pais que tudo deram e a quem tenta retribuir em gestos simples. O sonho construiu-se devagar: recusas, bares, rua, dúvidas e persistência. Nunca deu nada como garantido. Entre perdas marcantes e o amor que o transformou, o autor de êxitos como "Maria Joana" reconhece-se hoje mais leve, mais focado e mais grato. Vive com receio de que tudo possa acabar, mas é precisamente esse medo que o mantém fiel ao trabalho. No fim, sobra a certeza de quem continua a acreditar, com a mesma convicção do miúdo que começou tudo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    48 min

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