Toró de Ideias

Residência Filosófica

Nosso podcast é resultado do trabalho que realizamos no Programa de Residência Pedagógica docurso de Licenciatura em Filosofia da UFMG. O objetivo do podcast é aprofundar em temas trazidos pelos Programas de Estudo Tutorado (PETs) de Filosofia às pessoas estudantes da rede pública de Minas Gerais, quem têm acesso a esse material para substituir as aulas presenciais durante o período de isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19. Mas esse conteúdo não se restringe apenas a esses estudantes! Todes estão convidades a receber esse Toró de Ideias!

Episodes

  1. 06/26/2021

    FILOSOFIA E JOGOS: JOGOS E A VIOLÊNCIA – EPISÓDIO 2

    No primeiro episódio da série Filosofia e Jogos, vimos como o fenômeno da competitividade e os jogos podem impactar a sociedade e nossas vidas.  Neste episódio, conversaremos sobre como a violência é tratada nos jogos eletrônicos e como isso pode afetar nossa vida cotidiana. Você já jogou ou viu alguém jogar Super Mario Bros, Candy Crush, cobrinha para celular, Tetris, Free Fire, The Sims, GTA ou qualquer jogo nesse grande universo digital? O que esses jogos têm a ver com as nossas vidas? Os jogos eletrônicos podem influenciar comportamentos violentos? Quais os reflexos dessa violência no dia a dia de quem joga? Como isso é discutido em nossa sociedade?  Bateu a curiosidade? Então vem com a gente!No primeiro episódio da série Filosofia e Jogos, vimos como o fenômeno da competitividade e os jogos podem impactar a sociedade e nossas vidas.  Neste episódio, conversaremos sobre como a violência é tratada nos jogos eletrônicos e como isso pode afetar nossa vida cotidiana. Você já jogou ou viu alguém jogar Super Mario Bros, Candy Crush, cobrinha para celular, Tetris, Free Fire, The Sims, GTA ou qualquer jogo nesse grande universo digital? O que esses jogos têm a ver com as nossas vidas? Os jogos eletrônicos podem influenciar comportamentos violentos? Quais os reflexos dessa violência no dia a dia de quem joga? Como isso é discutido em nossa sociedade?  Bateu a curiosidade? Então vem com a gente!

  2. 05/14/2021

    A DIVERSIDADE DOS SABERES - SEGUNDO ANO PET 1 -

    Vimos que problemas filosóficos estão muito mais próximos da gente que do que imaginamos. A filosofia pode ser vista como algo semelhante àquele exercício imaginativo e investigativo que fazíamos quando crianças ao nos depararmos com a imensidão do Universo, os limites do tempo e do espaço, a beleza da natureza, e assim por diante. Infinitos “por quê?”s muito mal respondidos por nossos pais e avós e, aquela insatisfação com as respostas, que fica, faz parte do jogo. Na verdade, ela é necessária. Um grande filósofo grego da antiguidade certa vez disse “Todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer”, e aqui começa nossa empreitada dentro do conhecimento filosófico.   Nesta primeira semana nos dedicamos a fazer uma investigação filosófica acerca da diversidade de saberes. Dentro da filosofia existe um ramo que chamamos de “teoria do conhecimento”, também conhecida como epistemologia, que é aquele responsável por identificar a natureza, os requisitos e os limites pro conhecimento. Devemos considerar que o que muitos filósofos concebem como conhecimento pode entrar em colisão com outros tipos de saberes, como por exemplo o saber religioso e o senso comum. Como devemos lidar com a diversidade de saberes? Qual o valor de uma opinião? Existe hierarquia entre conhecimentos? Até que ponto todos os saberes são legítimos? Essas são perguntas comuns quando discutimos a natureza da predisposição que os seres humanos têm de tentar compreender o mundo, e quase nunca há uma resposta definitiva sobre elas. O exercício filosófico é como uma ferramenta que usamos para destrinchar, conceituar e sistematizar esses problemas. Vamos recapitular os saberes abordados no começo do bimestre?

  3. 05/14/2021

    A EMERGÊNCIA DA FILOSOFIA TERCEIRO ANO PET 1

    Olá, o podcast de hoje é referente ao conteúdo da primeira semana do PET do 3 ano, e a partir do que vocês já leram, vamos simular, como seria um breve diálogo lá na Grécia antiga, entre o mito, representado pela voz de um homem, e a filosofia, representada com a voz de uma mulher, depois disso vou falar mais sobre o tema para vocês. Meu nome é Tainá e esse é o Toró de ideias, o podcast da residência filosófica, bora bater cabeça? M: Eu estava refletindo aqui, e uma verdade que tenho para mim, é que tudo que acontece na vida, as coisas boas e as coisas ruins, é de acordo com a vontade dos deuses. eles tem o controle de tudo que nos cerca F: Bem, se for assim, aí nós ficamos dependentes da boa vontade ou da ira dos deuses. Prefiro pensar que tudo que acontece é porque existe a lei da causa e efeito M: ta, mas a primeira causa de todas tem que ser os deuses, pois eles que criaram o mundo F: Aí vamos ter que discordar, essa narrativa fantasiosa sempre existiu, mas eu uso da lógica para entender sobre a natureza. O princípio de tudo, é ordenador do real, e chamamos ele de arché M: Você se acha muito esperta, mas a natureza é misteriosa, tem coisas que nós não somos capazes de entender. Existe algo maior que o nosso mundo físico, que não temos acesso, aí que os deuses entram em nossas explicações, porque eles são a origem de tudo, e além disso, são imprevisíveis  F: Na verdade, eu acredito que podemos sim compreender e explicar a natureza, sabe porque? O mundo que veio do arché, das relações de causalidade, tem uma ordem, existe um sentido, uma razão, por trás de tudo que acontece.  M: Não, os únicos que são capazes de ter respostas para as questões complexas sobre a natureza são os deuses, o divino está muito além do nosso mundo F: você não acha que deveríamos começar a questionar essas histórias sobrenaturais que nos foram ditas? Podemos sim buscar por outras respostas, o universo obedece uma lógica que é acessível à razão humana M: Não são só histórias, é um conhecimento divino, atemporal e antigo que é passado a cada geração. F: Pois para mim, todos os princípios e teorias podem e devem ser questionados, revisados, criticados, reformulados, não temos que fechar o assunto, você, mito, é dogmático, temos que aceitar as mudanças para evoluirmos. O objetivo era apresentar para vocês como era o contexto do nascimento da filosofia, lá na Grécia, no século VI a. C. Os pensadores da época estavam buscando compreender o cosmos, essa palavra grega significa mundo, ou universo, e isso era fonte de investigação para os ditos filósofos da natureza, que são os os pré-socráticos. Eles introduziram a ideia de que este cosmos tem uma ordem que pode ser entendida pelos humanos através da razão, o contrário do que acreditava grande parte do povo grego, pois eles seguiam a mitologia. Esta determinava que a formação e origem do universo se encontrava no sobrenatural, que seriam os deuses, eles representavam os fenômenos da natureza. por exemplo, o Zeus representaria os raios e trovões, a Afrodite seria a deusa do amor e da beleza, e Hades, o deus da guerra. Enquanto os filósofos, como Tales de Mileto, foi um dos que acreditava que as coisas têm por trás de si um princípio físico e material, chamado arché. Para Tales, o arché seria a água. Através da observação da natureza ele buscava a essência das coisas, em outras palavras, ele observou que a água estava presente em grande parte das coisas, nos alimentos, nas plantas, em nós mesmos, na natureza, ele viu que seres que morrem ressecam, e assim por diante. Ele concluiu que a água é um elemento, uma substância primordial para a vida, o princípio de todas as coisas.

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