Palavra, Vida e Fé

Dan Born

Reflexões simples e fáceis da Palavra de Deus para todos entenderem.

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  1. Cobertos pelo sangue

    08/27/2021

    Cobertos pelo sangue

    Você já se perguntou o motivo de Deus ordenar que os batentes e umbrais das portas fossem cobertos com sangue no relato da décima praga em Êxodo 12? Porquê não pintar uma cruz acima dos umbrais das portas, por exemplo? Segundo o Dr. L S Baker Jr, a arqueologia egípcia pode nos ajudar a entender melhor esta passagem e nos ensinar muito mais do que aprendemos até hoje. Vamos entender um pouco mais sobre o que aconteceu naquela noite. Aquele rito de passar o sangue nas portas foi apenas um sinal para o anjo? Foi uma simbologia? Vamos entender primeiramente o contexto ao qual estavam inseridos os hebreus, naquele momento, escravos há 400 anos junto ao povo do Egito. A religião do Egito em nada se parecia com a religião monoteísta, ou seja, que crê em um único Deus, dos hebreus. Após a morte de José, o povo se perdeu no sentido de conhecer e buscar ao Senhor e se corrompeu com os hábitos do povo egípcio. Deixaram de ser nômades e  passaram agora a habitar em casas, como a nação do Egito. Isto, por si, não é pecado, mas parece-nos que outros hábitos já estavam enraizados agora no povo hebreu, após tantos e tantos anos habitando naquelas terras. Os egípcios acreditam em vida eterna após essa vida terrena mas de algumas formas diferentes da forma como a bíblia nos ensina. Vejamos: Suas construções refletem suas crenças, suas casas eram construídas de barro e palha e apenas os túmulos e templos eram feitos de pedra maciça e resistente, porquanto essa vida terrena é passageira, mas a pós vida é eterna. Dessa forma seus túmulos e corpos deveriam permanecer para sempre, deste modo eles eram mumificados. A única excessão se dava aos umbrais e batentes das portas das casas, estes deveriam ser construídos de material forte e duradouro. Vamos entender o motivo. Os egípcios acreditavam em 5 partes distintas que dão forma ao ser humano. O corpo é uma delas, mas existem outras quatro que são, sua sombra - reflexo da luz - , a força da vida, algo chamado por ki ou ka, nós cristãos chamamos de sopro de vida de Deus, como em Gênesis, na criação do homem,  outra forma é relacionada ao caráter básico do indivíduo e por último seu nome. É difícil para nós compreendermos a importância do nome para os egípcios.  Para se ter uma ideia acerca da severidade desta crença, a mãe egípcia de Moisés, reinou no Egito por aproximadamente 20 anos, e foi um período de muita prosperidade e conquistas, após sua morte, seu enteado assume o posto e ordena que o nome de sua madrasta fosse apagado de todos os registros do Egito, anulando não somente seu legado, mas também invalidando sua eternidade pós vida. Essa também pode ser uma razão provável por Moisés nunca mencionar o nome do Faraó em êxodo, mas até sarcasticamente revelar o nome de duas parteiras que serviram a Deus e preservaram diversas crianças após uma ordem do próprio Faraó para matá-las. Mas voltando ao centro de nosso estudo, escavações na região Delta do Egito, revelaram que nos umbrais e nos batentes das portas os egípcios escreviam os nomes das pessoas que residiam na casa, uma forma de manter-los no pós vida e não somente isso, mas também escreviam os nomes de seus deuses e formas ritualísticas para adoração aos mesmos. Fato intrigante é que nessas escavações foram achados escritos nos batentes e umbrais de diversas portas nomes hebreus, revelando que estes haviam adotado certas práticas e costumes da cultura do Egito. Dessa forma o que Deus havia ordenado era que o sangue do cordeiro cobrisse os nomes dos habitantes das casas, suas crenças, deuses e ritualísticas. O sangue do cordeiro sobre nós, em sua máxima essência, removendo tudo que há em nós contrario ao Senhor Deus, sobre nossas vontades e ideias, substituindo a morte que em nós habita por sua vida, plena e substitutiva.

    8 min
  2. Conhecimento de Deus X conhecimento do mundo

    07/03/2021

    Conhecimento de Deus X conhecimento do mundo

    Texto: Olá, vamos falar um pouco hoje sobre o conhecimento de Deus versus o conhecimento do mundo. Primeiro eu gostaria de lembrar que eu não tô aqui com com esse tema querendo dizer que o você aprender, você estudar, você conhecer mais sobre aspectos, ou seja, sobre sua profissão, você fazer um mestrado, um doutorado, você, isso não é empecilho, tá? Para o reino de Deus, não é isso. Mas eu queria dizer que isso, por si só, é vazio, é nada, é nulo. Isso por si só, sem antes uma atribuição divina para que você consiga e siga em conhecer e aprender, você no fim vai tá sendo mais um cheio de si, cheio de orgulho, vaidade e isso vai dar em nada. Talvez deem dinheiro, talvez dê um status, fama, sucesso, mas o vazio existencial vai permanecer que isso tudo não preenche aquele vácuo que nós temos de Jesus Cristo. Mas pra respaldar acerca desse desse contexto, eu gostaria de usar o texto de Gênesis quatro em diante, eh bem simples, né? A gente quando Gênesis pra estudar, a gente vê uma dualidade inevitável, principalmente depois da queda. Ali em Gênesis dois, quando Adão, em Eva, pecam. E nós começamos a enxergar, verdadeiramente, os efeitos do pecado, quando os filhos de Adão e Eva nascem. É interessante observa que nasce cai na Shabel. A Bíblia não diz se eles eram gêmeos, tá? Alguns historiadores, alguns doutores dizem que sim. E é interessante que eles vem trazer ofertas e é muito provável que essas ofertas alçadas ao senhor já tivessem uma predeterminação. Muito provavelmente Deus já tinha nivelado com eles a forma de que com que essas ofertas seriam entregues, né? Já havia um um um modelo de culto ali, um, não era a primeira vez, a Bíblia não nos vela que aquilo ali foi a primeira vez. Mas nos diz que eles trouxeram ofertas e sacrifícios ao senhor. Caim era agricultor e Abel era pastor de ovelhas. Alguns autores dizem que Deus te agradou da oferta de Abel porque era uma oferta de sangue, uma de sacrifício, que falava da redenção dos pecados. Isso na Bíblia não existe, né? Não não há ali na Bíblia. E nem esse o contexto que eu quero abordar. Mas, a verdade é que a Bíblia diz que Deus te agradou de Abel e reprovou Caim, né? Deus, ele se agradou de Abel, portanto, da sua oferta. E reprovou Caim, portanto, sua oferta. Nós sabemos que em Isaías e Malaquias, Deus fala que a oferta, o sacrifício, por si só, pra ele, nada quer dizer se o coração não for contrito, quebrantado, Deus prefere, né? A obediência, ao sacrifício. Mas Deus reprova cair e a prova Abel. E a partir dali, é interessante que Deus fala que, por que deixar, recair o teu semblante, Caim? Né? E O pecado está a porta, esse pecado que é usado ali no original ele pode soar como demônio, né? A palavra utilizada ali também pode soar como demônio, como se o demônio estivesse a porta e e estivesse a espreita, pronto pra agir. E todos nós conhecemos a história Caim, a partir desse contexto, chama seu irmão para o campo e o mata, né? E é interessante que Caim diz assim, quando Deus os chama, né? Eh Deus chama Caim e pergunta, Caim, cadê a Abel? E ele diz, sou eu, portanto, o guardador do meu irmão? É interessante que ele diz, perdoa-me, ele não pede perdão, ele não se arrepende, mas ele questiona a Deus se ele é o guardador do irmão dele. E é interessante porque, verdadeiramente, nós somos guardadores, os nossos irmãos, né? Nós somos sim, devemos guardar os nossos, devemos viver em comu plena, mas também não é esse o fato. Mas ele Deus fala sobre o que cai em fez e Caim responde a Deus da seguinte forma. Portanto, senhor, todo aquele que me achar agora, me matará. É interessante que as pessoas questionam a Bíblia sobre a esposa e Caim, mas nesse contexto aqui, se só haviam quatro pessoas, como cair questiona a Deus, que quem o achasse o mataria? Bem, na verdade, é muito provável que Adão e Eva já tivesse um outros filhos, né? Nós não sabemos aí qual era a idade dos dois, nós não sabemos quando o Caim matou Abel, né? Então, é muito provável que ele já [...]

    11 min

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