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como a psicanálise pode nos ajudar a refletir sobre o mundo em que vivemos e as mudanças do nosso tempo? o podcast da @floatvibes traz sessões de análise com os pesquisadores e psicanalistas André Alves @andre.alves.oli e Lucas Liedke @lucasliedke para escutar as VIBES culturais e comportamentais que estão submersas no nosso inconsciente.

  1. Oct 15

    ARTE & SAÚDE MENTAL

    uma angústia pode caber num desenho. e o desejo se inscrever em um poema. o luto pode encontrar voz na música a solidão se revelar numa fotografia… e um trauma se desdobrar em “pura ficção”. isso não significa que uma manifestação artística vai simplesmente dar conta das nossas questões emocionais. mas tudo aquilo que a gente vive psiquicamente pode ser externalizado e representado… e nesse processo de simbolização, também dá para inspirar e tocar as outras pessoas… e ainda provocar bons questionamentos. na atualidade, tem um grande paradoxo diante de todos nós: nunca houve tanto acesso a estímulos criativos e sensoriais, ao mesmo tempo que tem uma saturação de ruídos e conteúdo slop. e isso vai provocando um esvaziamento de sentido no consumo de objetos culturais.  a gente sabe que a arte sempre foi um campo de elaboração do sofrimento humano. só que hoje essa capacidade fica tensionada com tantas formas novas de mal-estar: a hiperconectividade, a lógica algorítmica, a performance contínua de si e a dificuldade de sustentar experiências com profundidade… só pra nomear alguns sofrimentos.  por isso vale a gente se perguntar:  quais são relações entre arte e saúde mental ao longo da história? e no contemporâneo? — a arte na terapia e a arte como terapia. — a relação entre psicanálise e surrealismo… — o poder da interpretação e da catarse coletiva… e mais: como diferentes expressões artísticas podem atuar como dispositivos de projeção.. de deslocamento e transformação subjetiva? mam - curso ARTE & Saúde Mental: experiências do sensível. clique aqui outro episódio do Vibes em Análise citado: NOSTALGIA & REGRESSÃO para mais VIBES, acesse os perfis da float: Instagram TikTok assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠. faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠. pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke produção: Fernanda Ogasawara captação: Jessica Nunes edição e montagem: Jessica Correa arte: Gustavo Jácome

    ARTE & SAÚDE MENTAL
  2. Sep 18

    QUEM AMA CONTROLA?

    você já escutou aquela expressão “quem ama cuida”. mas o que seria exatamente “cuidado” nos dias de hoje? um tempo em que a gente dispõe de tantas ferramentas de controle e de vigilância sobre a vida, especialmente a vida dos outros. supostamente… na melhor das intenções. “por que você demorou tanto pra responder?” “nossa, nem visualizou”  “qual é a senha do seu celular?” “me avisa quando chegar” ou a clássica “me avisa a hora que vc estiver livre” como se, nessa vida tão corrida, até a liberdade de cada um pudesse ser monitorada ou vigiada. o controle pode vir com cara de preocupação e proteção, mas será que não tem outros sentimentos em jogo? e aí como ficam esses vínculos de co-dependência entre casais? ou entre amigos?  ou o oposto: o medo exagerado disso acontecer. e na parentalidade? até onde pais e mães devem e conseguem controlar a vida dos seus filhos? no fim, é sempre um desafio suportar a autonomia do outro. as suas escolhas, a sua rotina, suas vidas on e offline. ainda mais quando tem tanta gente que sente prazer em controlar. e uma boa quantidade de pessoas que sente prazer em se sentir controlado. a questão é que a gente nunca vai saber de TUDO sobre o desejo do outro. mas ainda assim… podemos confiar? e conseguimos nos sentir amados? outros episódios do Vibes em Análise citados: COMPULSÕES DIGITAIS CONVERSAS QUE NÃO CONSEGUIMOS TER para mais VIBES,  acesse os perfis da float:   Instagram TikTok assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠. faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠. pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke produção: Fernanda Ogasawara captação: Jessica Nunes edição e montagem: Jessica Correa arte: Gustavo Jácome

    QUEM AMA CONTROLA?
  3. Jun 4

    ORGULHOS E VERGONHAS NACIONAIS

    “...mas e o Brasil, hein? será que tem jeito?” - a frase é antiga, quase banal, conhecida até demais. ser brasileiro ou brasileira, ao longo da história, sempre foi ter um apetite insaciável por falar mal dos outros brasileiros. segundo o estudo Brasil no Espelho, da Quaest com a Globo, 51% dos brasileiros diz que valoriza o nosso povo; mas um em cada cinco, não valoriza. dá para entender o conflito; afinal, o Brasil oferece, doses cavalares de desespero e esperança, antipatia e empatia, brilho e dor, orgulho e vergonha. em resumo, open de ambivalências. e daí vem 2026, esse ano que nos serve a Copa do Mundo de Futebol da FIFA e as Eleições, eventos que são, tradicionalmente, possibilidades de euforia e de fratura, de celebração e de decepção. acontecimentos que, mais uma vez, nos fazem sentir muito orgulho e muita vergonha nacional. a gente tem assistido a essa turbulenta trama de orgulho e vergonha todos os dias, na vida e na internet. e é nessa dança entre antagonismos que o novo tem emergido.  de fato, tem algo diferente no ar. primeiro, porque mesmo diante do tumulto permanente, 85% dos brasileiros sentem orgulho do Brasil (um dado da pesquisa Brasil no Espelho do ano passado). segundo porque, nas últimas décadas, nosso país viveu conquistas que nos fizeram inclusive apostar em uma espécie de superação do viralatismo. e diminuir o nosso profundo temor de ser uma “grande pátria desimportante”, como cantava o Cazuza. é por tudo isso que a gente vem conduzido um estudo chamado ORGULHOS NACIONAIS, uma investigação sobre as novas paixões, ritmos, arquétipos e identificações que têm transformado as percepções, as relações e o consumo dos brasileiros. se uma das frases mais famosas da nossa cultura nos diz “Brasil, mostra a sua cara!”, a nossa pergunta-chave nesse estudo e nesse episódio é: blza, mas qual delas?  para expandir a nossa escuta sobre esse tema, conversamos com o Oliver Stuenkel - pesquisador, escritor e professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. encontro online (ao vivo no dia 09/06 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.  cupom UBU: vibes20 outros episódios do Vibes em Análise citados: Isso é TRAUMA? COMPULSÕES Digitais VIRALISMO Motivos de VERGONHA Café com DEUS Psicanálise para mais VIBES,  acesse os perfis da float:   Instagram TikTok assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠. faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠. e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados. pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke produção: Fernanda Ogasawara captação, edição e montagem: Jessica Correa arte: Gustavo Jácome

    ORGULHOS E VERGONHAS NACIONAIS
  4. May 14

    ISSO É TRAUMA?

    o trauma é inassimilável. será que é por isso que as buscas globais por essa palavra no Google triplicaram entre 2015 e 2025? estamos tentando entender melhor o que é trauma… e também o que não é trauma? desde sempre, a noção de trauma criou um campo muito vasto na literatura, na arte, na cultura popular, e hoje, obviamente, na internet. o termo entrou com tudo na gramática do mal-estar contemporâneo, um tempo em que o sofrimento muitas vezes não é só narrado, ele é compartilhado, performado e estilizado.  e existe uma vida livre de trauma? possivelmente não. mas será que estamos assim todos tão traumatizados? o conceito se tornou um referencial cultural dominante, uma tentativa de fazer com que a nossa dor seja escutada e levada a sério em um mundo que dá mais valor ao que é certificado por um diagnóstico. só que, quando tudo é rotulado, empacotado e até vendido como trauma, como fazer para distinguir e atravessar as verdadeiras experiências traumáticas? para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a neuropsicóloga e psicanalista Maria Nogueira Maria. e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo - encontro online (ao vivo no dia 19/05 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.  outros episódios do Vibes em Análise citados: O Silêncio do ABUSO Culto ao AUTOCONTROLE COMPULSÕES Digitais para mais VIBES,  acesse os perfis da float:   Instagram TikTok assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠. faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠. e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados. pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke produção: Fernanda Ogasawara edição e montagem: Jessica Correa arte: Gustavo Jácome

    ISSO É TRAUMA?
  5. Apr 30

    COMPULSÕES DIGITAIS

    durante muito tempo, discutimos a tecnoadicção como um fenômeno ligado sobretudo a mídias sociais, videogames e pornografia. mas a lógica da compulsão digital vem se deslocando cada vez mais para outros domínios: as finanças gamificadas e cheias de cashbacks, as apostas e mercados de previsão, os chatbots e interfaces de IA sem os quais se tornou impossível viver, os aplicativos de trading e, para muita gente, o irresistível jogo dos cupons e das compras online. são mundos híbridos entre informação e entretenimento em que parece que a gente está sempre à beira de criar algum tipo de dependência.  fissura. abstinência. círculo vicioso. acesso hiperfacilitado. falta de regulação. um sistema de recompensas sequestrado. sacrifícios e perdas em tantas áreas da vida. será que ainda tem como escolher usar… ao invés de simplesmente se sentir usado?.. e não sentir que a sua autonomia individual está sendo colonizada? alguns usuários se excedem mais que outros, mas a verdade é que o excesso está programado no próprio modo de uso. são arquiteturas que transformam as necessidades humanas legítimas em circuitos de engajamento economicamente exploráveis. para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos o David Nemer, Antropólogo da Tecnologia e Professor e Pesquisador da Universidade da Virgínia. e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas,  encontro online (ao vivo no dia 05/05 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências. para mais VIBES,  acesse os perfis da float:   Instagram TikTok assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠. faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠. e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados. pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke produção: Fernanda Ogasawara edição e montagem: Jessica Correa arte: Gustavo Jácome

    COMPULSÕES DIGITAIS
  6. Apr 16

    COMUNIDADES: EROSÃO OU RECOMEÇO?

    o historiador Eric Hobsbawm diz assim: “a palavra ‘comunidade’ nunca foi utilizada de modo mais indiscriminado e vazio do que nas décadas em que as comunidades no sentido sociológico passaram a ser difíceis de serem encontradas na vida real”. ou seja, relações mais fluidas ou precárias, empuxo ao hiper-individualismo, grupos temporários, múltiplos e frágeis. a gente está vivendo a era dos simulacros de comunidades? o grupo de corrida ou de crossfit, o clube do livro, o culto/igreja, o grupo de whatsapp de mães da escola…são muitos os tipos de grupos que têm ofertado algum senso de comunidade. para muitos de nós, resgatar ou mesmo criar e cultivar o sentimento de pertencimento vem se tornando uma questão de sobrevivência. afinal, estar vivo hoje é enfrentar um paradoxo muito angustiante: quais os limites entre a individualidade e a solidão? qual é o balanço na nossa vida entre Eu e Nós? um conflito que está na base do que o sociólogo Richard Sennett chamou de tirania da intimidade. nesse contexto, como engajar em uma comunidade?  para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a ensaísta, pesquisadora e professora de Comunicação na UFF, Paula Sibilia. e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. encontro online (ao vivo no dia 21/04 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências. para mais VIBES,  acesse os perfis da float:   Instagram TikTok assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠. faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠. e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados. pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke produção: Fernanda Ogasawara captação, edição e montagem: Jessica Correa arte: Gustavo Jácome

    COMUNIDADES: EROSÃO OU RECOMEÇO?
  7. Apr 2

    VC TEM FETICHE?

    a gente conhece muito bem o roteiro: depois do “e aí, beleza”, "qual sua idade?”, “onde vc mora?”... é bem comum que venha aquela pergunta: “vc tem fetiche?” tem os que tem uma tara por determinadas partes do corpo, tem os que gostam de fazer sexo em lugares públicos, tem também quem diz que o único fetiche possível é o dinheiro. sem falar que a essa altura do tecnoerotismo, todo mundo conhece alguém que caiu nas graças da produção de conteúdo erótico ou se aventurou no sexting com IA. será que estamos investigando e falando mais sobre as especificidades do que nos excita? o cenário de recessão sexual indica que estamos transando menos, e que o tesão que levava ao ato cedeu lugar às interfaces mediadas e à tentação dos algoritmos. enquanto isso, as categorias do pornô se multiplicam a cada dia e os creators eróticos prometem realizar todas as suas fantasias, aquelas mais específicas que você não tem coragem de contar pra ninguém. mas afinal, qual é o limite de um fetiche? e o quanto ele pode libertar ou quem sabe aprisionar o exercício da nossa libido? para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a influenciadora Veronica Domingues, que gosta de unir temas um pouco polêmico com humor em suas redes sociais. e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. encontro online (ao vivo no dia 07/04 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.  para mais VIBES,  acesse os perfis da float:   Instagram TikTok assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠. faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠. e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados. pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke produção: Fernanda Ogasawara captação, edição e montagem: Jessica Correa arte: Gustavo Jácome

    VC TEM FETICHE?
  8. Mar 19

    CONVERSAS QUE NÃO CONSEGUIMOS TER

    “oi, será que a gente pode conversar?” sempre tem uma coisa que a gente queria dizer mas não consegue falar, não sabe nem por onde começar. e tem também aquilo que a gente não tá disposto a escutar… e temos até medo de como podemos reagir. sentimentos reprimidos, mensagens nunca respondidas… às vezes falta tempo ou espaço ou coragem mesmo. ou então alegamos que estamos sem paciência pra DR. e quase sempre… falta palavra. esse episódio é para todo mundo que não aguenta mais o peso de uma comunicação interrompida e perigosamente insuficiente.  como é que pode… na era mais conectada da história, nesse faladeiro sem fim que atravessa nossos dias, a comunicação com quem mais importa ficar tão truncada, difícil e fragmentada? quando chega a hora de ter aquela conversa importante, a gente pode travar, se irritar, desanimar e fugir — como se muitos de nós estivéssemos sofrendo de um sério caso de canseira relacional. e aí, será que dá para cavar uma oportunidade e ter aquela conversa que você simplesmente ainda não conseguiu ter? para expandir a nossa escuta sobre esse assunto, contamos com a participação da linguista e escritora Jana Viscardi. e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. um encontro online (ao vivo no dia 24/03/26 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.  para mais VIBES,  acesse os perfis da float:   Instagram TikTok assine nossa newsletter no ⁠Substack⁠. faça parte do nosso grupo no ⁠Telegram⁠. e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados. pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke produção: Fernanda Ogasawara captação, edição e montagem: Jessica Correa arte: Gustavo Jácome

    CONVERSAS QUE NÃO CONSEGUIMOS TER
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