Mais lento do que a luz

David Marçal e Carlos Fiolhais

Uma conversa sobre ciência, o Universo e tudo o resto com David Marçal e Carlos Fiolhais. O som é muito mais lento do que a luz: 340 m/s em contraste com os estonteantes 300 000 km/s da luz, a sua velocidade no vazio. A voz dos convidados deste podcast chegará aos microfones à velocidade da som e daí seguirá, mais lento do que a luz no vazio, através dos cabos de fibra óptica, que formam a Internet hoje.

  1. 4d ago

    O chão que se move, com o geólogo João Duarte

    João Duarte é geólogo e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde é director adjunto do Instituto Dom Luiz. Doutorou-se pela Universidade de Lisboa, com uma tese sobre a tectónica do Golfo de Cádis e o papel do Arco de Gibraltar, e foi investigador na Universidade Monash, na Austrália. Trabalha na modelação de diferentes ambientes tectónicos, desde a subducção — o processo em que uma placa tectónica mergulha por baixo de outra, afundando-se no interior da Terra — à ligação entre a tectónica e as marés e, mais recentemente, na geologia de outros planetas rochosos e na origem da vida. É presidente da Divisão de Tectónica e Geologia Estrutural da União Europeia das Geociências, a EGU, e sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa. Neste episódio, João Duarte conta o que o levou à geologia e ao estudo das placas tectónicas, e explica-nos o que são, afinal, estas peças que formam a superfície da Terra e porque é que se movem. Falamos da ideia de que os oceanos não duram para sempre — nasceram, crescem e um dia voltarão a fechar-se — e da hipótese, abordada no seu trabalho, de se estar a formar uma nova zona de subducção a sudoeste de Portugal. A conversa passa pela causa do sismo de 1755, pela informação geológica de que dispomos e sobre o risco sísmico em Portugal, e ainda por tópicos mais inesperados do seu trabalho — o clima ao longo de milhões de anos, a origem da vida e a comparação com outros planetas rochosos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  2. Sep 7

    A Academia das Ciências de Lisboa, com José Francisco Rodrigues

    José Francisco Rodrigues é matemático e presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Nascido em Lisboa, em 1956, formou-se na Universidade de Lisboa, onde é Professor Catedrático desde 1994, e estudou nas universidades de Paris e de Bona. Ao longo da carreira, dedicou-se sobretudo às equações com derivadas parciais — as ferramentas matemáticas que descrevem fenómenos como a propagação do calor ou o movimento dos fluidos — e, em particular, aos problemas de fronteira livre, como o do gelo que derrete, em que a fronteira entre a água e o gelo se vai deslocando. Interessou-se também pela história e pela divulgação da matemática, e recebeu o Prémio Gulbenkian de Ciências Básicas em 2004. Foi delegado português à fundação da Sociedade Europeia de Matemática, dirigiu o Centro Internacional de Matemática e presidiu ao Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências de Lisboa. É membro da Academia das Ciências desde 1994 e preside atualmente à instituição. Neste episódio, conta-nos o que o levou à matemática e descreve, mesmo para querm é alheio à matemática, aquilo a que dedicou a vida científica. A conversa centra-se  depois na Academia das Ciências de Lisboa — o que é esta instituição, de nome solene, como e quando nasceu, e que papel foi tendo na ciência e na cultura portuguesas ao longo de quase dois séculos e meio, desde a sua fundação em 1779, no reinado de D. Maria I, até hoje. Fala do que a Academia faz na actualidade, das suas sessões, prémios, dicionários, museu e biblioteca, e da missão de aconselhar o poder político, levando o conhecimento científico às políticas públicas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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Uma conversa sobre ciência, o Universo e tudo o resto com David Marçal e Carlos Fiolhais. O som é muito mais lento do que a luz: 340 m/s em contraste com os estonteantes 300 000 km/s da luz, a sua velocidade no vazio. A voz dos convidados deste podcast chegará aos microfones à velocidade da som e daí seguirá, mais lento do que a luz no vazio, através dos cabos de fibra óptica, que formam a Internet hoje.

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