Compor Mundos

Compor Mundos

Podcast do projeto “COMPOR MUNDOS: HUMANIDADES, BEM-ESTAR E SAÚDE NO SÉCULO XXI": O projeto consiste numa rede de especialistas das áreas das humanidades e da saúde que pensam as questões do bem-estar e da saúde nas sociedades tecnológicas contemporâneas. Que mundos compor, que relações definir para a humanização dos ambientes contemporâneos de vida, para ultrapassar a distinção rígida entre natureza e cultura, para promover de forma integrada a saúde de humanos e não humanos?

  1. Apr 20

    Episódio 42 - Reconstruir o Comum: Comunidades Mais-que-Humanas em Contextos de Catástrofe

    Resumo: Neste episódio do Compor Mundos, refletimos como os desastres e catástrofes não afetam apenas populações humanas, mas reconfiguram profundamente as relaçõesentre todas as espécies que habitam territórios devastados. A partir do projeto ABIDE – Animal Abidings: Recovering from Disasters in More-than-Human Communities, desenvolvido no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, discutimos os processos sociais de recuperação pós-desastre através de uma lente crítica que descentra o humano. Como se reorganizam as comunidades mais-que-humanas após eventos catastróficos? Que interdependências emergem, persistem ou se rompem entre humanos, animais e ambientes? Como repensar o"comum" quando reconhecemos que a recuperação envolve múltiplas espécies, agências e formas de vida entrelaçadas? Através de uma abordagemtransdisciplinar, este episódio convida à reflexão crítica sobre as ecologias do desastre, as permanências animais em territórios feridos, e as possibilidades de reconstruir mundos mais justos e habitáveis a partir doreconhecimento das nossas interdependências multiespécies.Apresentação: Diogo Vidal - Departamento de Ciências Sociais eGestão, Universidade Aberta, Portugal; Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet (CFE), Laboratório Associado TERRA, Universidade deCoimbra, Portugal; Membro da Rede Compor Mundos Convidada:Verónica Policarpo é Doutorada em Ciências Sociais (Sociologia) e investigadora principal no campodos Estudos Humanos-Animais no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa), onde coordena, desde 2018, o Human-Animal Studies Hub,distinguido em 2019 com o International Development Fund do Animals & Society Institute. Em 2022, foi galardoada com uma ERC Consolidator Grant parao projeto ABIDE – Animal Abidings: Recovering from Disasters in More-than-Human Communities, dedicado ao estudo dos modos como os animais não humanos recuperam de catástrofes ambientais, em particular incêndios florestais. O projeto decorre entre maio de 2023 e abril de 2028. Anteriormente, coordenou projetos como Liminal Becomings: Reframing Human-Animal Relations in Natural Disasters [CEECIND/02719/2017], centrado na relação entre animais e desastres, e CLAN: Children-Animals’ Friendships: Challenging Boundaries Between Humans and Non-Humans in Contemporary Societies (PTDC/SOC/28415/2017), sobre as relações entre crianças e animais de companhia. A sua investigação foca-se na construção de perspetivas mais-que-humanas, que reconhecem todos os seres vivos comoparceiros plenos. No ICS-ULisboa, coordena ainda o curso de pós-graduação Animais e Sociedade (desde 2020), a International Summer School in Human-Animal Studies (em co-coordenação com David Redmalm, da Mälardalen University, Suécia, desde 2019), o Reading Group Animal Wonder (desde 2018) e o webinar The Post-Human-Animal (desde 2021). Integra também os grupos de investigação SHIFT (Ambiente, Território, Sociedade) e LIFE (Curso de Vida, Desigualdades e Solidariedades).

    45 min
  2. Mar 24

    Episódio 41 - "E os rios?” – sobre águas que lembram, paisagens que esquecem

    Neste episódio, perguntamos: onde estão os rios quando deixamos de vê-los? Analisamos a ideia dos rios invisíveis, aqueles que, embora presentes, são silenciados pelo urbanismo, pelas rotinas e pelas formas hegemónicas de perceber a paisagem. Partimos da premissa de que a paisagem não é apenas cenário, mas memória socioecológica viva: um encontro entre afetos, imaginários, práticas e relações com o território. Através de reflexões inspiradas em metodologias participativas e cartografias, discutimos como diferentes comunidades, especialmente os mais jovens, revelam escalas de conexão, perceção e cuidado quando são convidados a mapear os rios com o corpo, a emoção e a imaginação. Falamos sobre a fricção entre o digital e o analógico, a perda de relação entre o natural e o urbano, e o desafio de educar para mundos em que a água volta a ser reconhecida como protagonista. Trata-se de um convite a repensar a presença — ou ausência — dos rios nas nossas vidas e a imaginar políticas, práticas educativas e futuros partilhados que devolvam às águas o seu papel de tecer mundos mais sensíveis, regenerativos e habitáveis.Apresentador: Diogo Guedes Vidal Departamento de Ciências Sociais e Gestão, Univ. Aberta; Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet (CFE), Lab. Associado TERRA, Univ. de Coimbra; Membro da Rede Compor Mundos Sociólogo com mestrado em Sociologia e doutoramento em Ecologia e Saúde Ambiental, com formação avançada em Ética e Integridade na Investigação. Com percurso académico e científico marcado pela transdisciplinaridade, integrando Ciências Sociais, Ecologia e Saúde Pública, com enfoque nas relações sociedade-natureza, desigualdades socioambientais, processos de comunicação, ecologia urbana e regeneração socioecológica. Professor Auxiliar no Departamento de Ciências Sociais e Gestão da Univ. Aberta e Investigador Integrado no grupo Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centro de Ecologia Funcional – Ciência para as Pessoas e o Planeta, Lab. Associado TERRA da Univ. Coimbra. É Co-Investigador Principal do projeto Promoting the Cultural Value of Biodiversity and Sustainability in Coastal Marine Territories, associado à rede internacional de ciência cidadã Marangatu (Brasil). Participou em mais de 15 projetos nacionais e internacionais, incluindo o PHOENIX - The Rise of Citizens' Voices for a Greener Europe (H2020), onde contribui para o primeiro estudo de grande escala sobre perceções sociais da natureza em Portugal. Desenvolveu investigação sobre os direitos da natureza no contexto europeu e sobre a representação dos espaços verdes nos Planos Diretores Municipais portugueses. Em termos associativos, é Membro da Equipa de Coordenação da Secção Temática Ambiente e Sociedade da Associação Portuguesa de Sociologia. Convidada: Marluci Menezes Lab. Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Núcleo de Revestimentos e Isolamentos. Geógrafa. Mestrado e doutoramento em Antropologia Social e Cultural (Univ. Nova de Lisboa), com especialização em Antropologia do Espaço (Univ. de Florença) e pós-doutoramento em Planeamento Urbano (Univ. Lusófona, Lisboa). É investigadora principal no LNEC. No LNEC, tem vindo a trabalhar em projetos de investigação nacionais e internacionais que abordam diversas questões relacionadas com a relação entre património, memória social, território, sociedade e cultura, espaço público urbano, políticas urbanas e metodologias qualitativas e colaborativas aplicadas ao planeamento urbano e à conservação do património, com várias publicações dos estudos realizados e coordenados. Colaborou, igualmente, em ações de formação especializada através de workshops e formações sobre temas específicos. Coordenou a Divisão de Investigação em Ecologia Social – NESO no LNEC (2009–2013).

    33 min
  3. Feb 19

    Episódio 40 - Redes de Futuro: Juventudes que reimaginam o clima e a política

    Resumo: O ativismo climático jovem tem vindo a desenhar novas formas de pensar e fazer política. Estes grupos, liderados por jovens portugueses, constroem imaginários políticos que desafiam os discursos dominantes, mobilizam redes digitais para agir e comunicar, e negociam as suas representações mediáticas num espaço público em transformação. Neste episódio analisamos e refletimos como o ativismo juvenil reconfigura a relação entre comunicação, política e ecologia, focando-se nas novas dinâmicas de mobilização e nas disputas simbólicas que atravessam o campo mediático e digital. Apresentador: Diogo Guedes Vidal Departamento de Ciências Sociais e Gestão, Universidade Aberta, Portugal; Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet (CFE), Laboratório Associado TERRA, Universidade de Coimbra, Portugal; Membro da Rede Compor Mundos Sociólogo com mestrado em Sociologia e doutoramento em Ecologia e Saúde Ambiental, com formação avançada em Ética e Integridade na Investigação. O seu percurso académico e científico é marcado pela transdisciplinaridade, integrando ciências sociais, ecologia e saúde pública, com enfoque nas relações sociedade-natureza, desigualdades socioambientais, processos de comunicação, ecologia urbana e regeneração socioecológica. Atualmente é Professor Auxiliar no Departamento de Ciências Sociais e Gestão da Universidade Aberta (Portugal) e Investigador Integrado no grupo Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centro de Ecologia Funcional – Ciência para as Pessoas e o Planeta, Laboratório Associado TERRA da Universidade de Coimbra. É ainda Co-Investigador Principal do projeto Promoting the Cultural Value of Biodiversity and Sustainability in Coastal Marine Territories, associado à rede internacional de ciência cidadã Marangatu (Brasil). Participou em mais de 15 projetos nacionais e internacionais, incluindo o PHOENIX - The Rise of Citizens' Voices for a Greener Europe (H2020), onde contribui para metodologias participativas em políticas ambientais, e o inquérito nacional Os Portugueses e a Natureza, primeiro estudo de grande escala sobre perceções sociais da natureza em Portugal. Desenvolveu igualmente investigação sobre os direitos da natureza no contexto europeu e sobre a representação dos espaços verdes nos Planos Diretores Municipais portugueses. Em termos associativos, é Membro da Equipa de Coordenação da Secção Temática Ambiente e Sociedade da Associação Portuguesa de Sociologia. Convidada: Daniela Ferreira da Silva Departamento de Ciências da Comunicação, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Portugal; Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA-UMinho)/IN2PAST, Portugal; b13120@ics.uminho.pt Socióloga e, desde 2022, integra o programa doutoral de Ciências da Comunicação na Universidade do Minho. É membro do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA-UMinho). A Daniela iniciou o seu doutoramento como bolseira de investigação no projeto “JUSTFUTURES – Futuros Climáticos e Transformações Justas: Narrativas e Imaginários Políticos dos Jovens”, financiado pela FCT, que se desenvolveu entre 2021 e 2025. Agora, segue o seu percurso de doutoramento com o projeto individual, intitulado “Reimaginando a agência política: a(s) voz(es) dos jovens no debate das alterações climáticas”. Os seus principais interesses de investigação centram-se nas áreas da Sociologia e da Comunicação, no estudo do ativismo juvenil, na socialização política, nas novas formas de participação política e cívica “onlife”, nos movimentos sociais contemporâneos e nas metodologias participativas.

    38 min
  4. 12/15/2025

    Episódio 38 - Psicodrama psicanalítico e a força curativa dos grupos | Psychoanalytic Psychodrama and the Healing Power of Groups

    Resumo | Resume PT - O episódio apresenta o diálogo entre o convidado Jorge Bouça, psicanalista e psicodramatista, com Marina Lencastre e Rui Estrada, coordenadores da rede Compor Mundos. Foram abordadas questões de saúde mental, contextos sociais e culturais e a intervenção psicoterapêutica. A realidade da crise contemporânea em saúde mental, expressa pelas estatísticas europeias e mundiais, aponta para uma situação preocupante, nomeadamente na perturbação da ansiedade e na depressão, que são as patologias mentais mais frequentes, a nível mundial. O contexto social e cultural das sociedades ocidentais individualistas, comparado com as sociedades japonesas coletivistas, onde as taxas de depressão são menores, permitiram uma melhor compreensão desta condição. As redes sociais e a fragmentação da vida familiar e social foram abordadas para dar conta de um conjunto de psicopatologias mais frequentes nos jovens. O psicodrama psicanalítico permite tratar as perturbações mentais em grupo, destacando o seu potencial terapêutico, especialmente no contexto de grupos heterogéneos (com exceção das sociopatias que se tratam preferencialmente em grupos homogéneos). A partilha de experiências e emoções, a sua mentalização e elaboração, permitem que cada participante se veja refletido no outro, criando oportunidades únicas de compreensão e cura. Esta é a grande diferença com o psicodrama de Moreno (moreniano) que se apoia principalmente na ação e na dramatização e menos na reflexão psicanalítica. O podcast aborda ainda a questão das dinâmicas dos grupos politizados contemporâneos. Face às diversas crises da atualidade (ambiental, cultural, social, política), Dr. Jorge Bouça apontou para a possibilidade de que a identificação com líderes carismáticos populistas possa ser uma estratégia coletiva para impedir uma desorganização social mais importante. O podcast terminou com uma apresentação da formação em Psicodrama Psicanalítico e quais as suas condições de acesso. -.-.-.- ENG - This episode features a dialogue between guest Jorge Bouça, psychoanalyst and psychodramatist, and Marina Lencastre and Rui Estrada, coordinators of the Composing Worlds network. The discussion developed mental health issues, social and cultural contexts, and psychotherapeutic intervention. The reality of the contemporary mental health crisis, as expressed by European and global statistics, points to a worrying situation, particularly regarding anxiety isorders and depression, which are the most frequent mental pathologies worldwide. The social and cultural context of individualistic Western societies, compared to collectivist Japanese societies where depression rates are lower, allowed for a better understanding of this condition. Social networks and the fragmentation of family and social life were addressed to account for a range of psychopathologies more frequent in young people. Psychoanalytic psychodrama allows for the treatment of mental disorders in a group setting, highlighting its therapeutic potential, especially in the context of heterogeneous groups (except for sociopaths, which are preferably treated in homogeneous groups). The sharing of experiences and emotions, their mentalization and elaboration, allows each participant to see themselves reflected in the other, creating unique opportunities for understanding and healing. This is the major difference from Moreno's (Morenian) psychodrama, which relies primarily on action and dramatization and less on psychoanalytic reflection. The podcast also addresses the dynamics of contemporary politicized groups. In the face of various current crises (environmental, cultural, social, political), Dr. Jorge Bouça pointed to the possibility that identification with charismatic populist leaders may be a collective strategy to prevent more significant social disorganization. The podcast concluded with a presentation of the Psychoanalytic Psychodrama training program and its access requirements.

    59 min
  5. 06/20/2025

    Episódio 37 - Ecoterapia e sua aplicabilidade em contextos de Saúde, Educação e Sociedade

    Resumo: A ciência já comprovou amplamente os benefícios do contacto com a natureza para a saúde e desenvolvimento humano e neste episódio poderemos compreender como podemos incluir elementos da ecoterapia nos contextos de saúde e educação, recuperando elos ancestrais, reforçando esquemas de sobrevivência inatos e apurados ao longo dos tempos que nos permitem lidar com os desafios da saúde mental na vida contemporânea. Estar na natureza é diferente de estar com a natureza e é aqui que compreendemos que existem diversas abordagens dentro da ecoterapia, onde encontramos a ecopsicologia, a terapia assistida por animais, a horticultura terapêutica, o mindfulness baseado na natureza ou os banhos de natureza. Neste episódio do Podcast Compor Mundos, Irene Monteiro, psicóloga clínica no Hospital Escola Fernando Pessoa, conversa com Carla Ladeira em redor do tema da ecoterapia e sua aplicabilidade em contextos de saúde, educação e sociedade . Convidada: Carla Ladeira, terapeuta da fala, com um percurso de formação e experiência diversa, desde a terapia da fala, arteterapia, horticultura terapêutica, garden design, nutrição ortomolecular e psiconeuroimunologia, entregou a sua natureza ao longo desta conversa onde a ancestralidade, a biofilia, as evidências científicas e o potencial da natureza para a saúde humana se combinaram para compor um mundo, que só existe na forte interdependência entre o mundo humano e mais que humano. Apresentadora: Irene Bárbara Jouin Monteiro, Psicóloga clínica e arte-terapeuta. Exerce funções na Unidade de Cuidados Continuados do Hospital-escola Fernando Pessoa.

    1h 8m
  6. 04/10/2025

    Episódio 35 - O voluntariado e da economia social na sociedade contemporânea

    Resumo: Neste PODCAST os objetivos eram, primeiro, saber um pouco da carreira e do trabalho da nossa convidada; segundo, entender as razões das suas escolhas formativas e das atividades desenvolvidas ao longos destes anos; e, em terceiro lugar, com mais incidência, saber do papel do voluntariado e da economia social na sociedade contemporânea, perante os desafios que enfrentamos. A profundidade e entusiasmo com que a convidada, Mestre Sónia Fernandes, falou destes temas, permitiu-nos aceder à importância do voluntariado e do espaço de inovação que há numa área nem sempre valorizada. Aproximando-nos do ano de 2016, dedicado pela ONU ao Voluntariado, importa reter as palavras de Sónia Fernandes, num olhar diferenciado, promissor, e absolutamente transformador, do voluntariado e da economia social. De um trabalho que foi visto muitas vezes de forma amadora, não profissionalizada, o voluntariado e a economia social, passaram a ser cada vez mais áreas exigentes, que implicam estratégias de gestão e organização complexas. Das suas palavras resulta a conclusão: o voluntariado transforma a sociedade, mas, sobretudo, transforma aqueles e aquelas que o fazem. Convidada: Licenciada em Antropologia (200), é Mestra em AçãoHumanitária, Cooperação e Desenvolvimento (2013). Sendo uma das maiores especialistas em projetos sociais e voluntariado, foi selecionada, em 2023, para ser uma das 100 melhores mulheres em empresas sociais. Autora de várioslivros e manuais sobre voluntariado, é coautora do livro: Manual Completo de Gestão de Voluntariado. Criou a metodologia de capacitação em gestão devoluntariado CaDEI. É Fundadora e Presidente da ONG Pista Mágica – Associação. Com experiência em vários continentes, trabalha na “Conceção e gestão deprojetos sociais de inovação social”; “Voluntariado e gestão de voluntariado”; “Planeamento estratégico de organizações da economia social”. Nestas áreas faz serviços de Formação, Docência e Consultoria. Apresentador: Álvaro Campelo - Professor Associado da Universidade Fernando Pessoae Membro do Projeto “Compor Mundos. Membro Integrado no CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia), Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia; Diretor da Revista Cultural Mealibra, membro doConselho Redatorial de várias revistas da especialidade em antropologia, nomeadamente da revista da UFP Antropológicas. É Antropólogo, e, para além dadocência e investigação, coordena vários projetos de intervenção social em comunidades locais, nacionais e internacionais, nas áreas do património e estratégias de desenvolvimento. Pesquisa e publica nas seguintes áreas: teoria antropológica; antropologia das religiões; antropologia da arte; antropologia do desenvolvimento, antropologia da saúde, e património cultural imaterial.

    37 min

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Podcast do projeto “COMPOR MUNDOS: HUMANIDADES, BEM-ESTAR E SAÚDE NO SÉCULO XXI": O projeto consiste numa rede de especialistas das áreas das humanidades e da saúde que pensam as questões do bem-estar e da saúde nas sociedades tecnológicas contemporâneas. Que mundos compor, que relações definir para a humanização dos ambientes contemporâneos de vida, para ultrapassar a distinção rígida entre natureza e cultura, para promover de forma integrada a saúde de humanos e não humanos?