Podcast JR Entrevista

RECORD

O JR Entrevista é um programa multiplataforma em que apresentadores e repórteres entrevistam figuras de destaque dos três poderes. O programa é gravado nos estúdios da RECORD Brasília, e é transmitido pelo canal do Jornal da Record no YouTube, pelo portal R7, pela Record News e pelo PlayPlus.

  1. 20h ago

    JR ENTREVISTA: 'Educação não é gasto, é investimento com retorno garantido', afirma ministro

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (16) é o ministro da Educação, Leonardo Barchini. À jornalista Lívia Veiga, ele falou sobre a transição histórica do Brasil da garantia de acesso às salas de aula para a busca pela qualidade da aprendizagem, além dos impactos socioeconômicos do programa Pé-de-Meia e das metas de expansão do ensino em tempo integral e técnico no país. O ministro anunciou que o governo federal planeja expandir o programa Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio público no Brasil. Atualmente, a iniciativa recebe um aporte de R$ 12 bilhões por ano. Citando estudo do Insper, Barchini revelou que o programa evitou a evasão de quase 370 mil jovens em 2025, gerando um retorno estimado em R$ 180 bilhões para a economia nacional. Nos últimos quatro anos, os indicadores mostraram queda de 61% no abandono escolar, 62% na reprovação e 28% na distorção idade-série. “Ele não é um programa assistencialista, é um programa pedagógico (...). Diante desses resultados, nós vamos, no próximo período, expandir o Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio público no Brasil”, destacou o ministro. Ao contextualizar o financiamento educacional, Barchini argumentou que o Brasil iniciou seus investimentos em educação básica de forma tardia em relação a outros países emergentes, consolidando fundos permanentes como o Fundeb apenas nas últimas duas décadas. Para acelerar o rendimento dos alunos, o Ministério da Educação trabalha para elevar a proporção de matrículas em tempo integral de 15% para 26% no país. “No mundo inteiro, a escola é de tempo integral (...). A gente precisa aumentar a exposição do estudante, do jovem à aprendizagem, à escola”, sustentou o chefe da pasta, ressaltando reflexos positivos também na segurança pública e no apoio às famílias. O ministro também apresentou dados sobre a expansão do ensino técnico integrado ao ensino médio, modalidade que subiu de 10% para 20% das matrículas nacionais. Segundo Barchini, alunos do ensino técnico apresentam uma taxa de ingresso no ensino superior de 44%, contra 27% dos egressos do ensino médio regular. Para ampliar a oferta, o MEC está construindo 111 novas unidades dos Institutos Federais, que gerarão 140 mil novas vagas. No ensino superior, o programa Universidades Transformadoras adicionará 20 mil vagas em cursos de áreas inovadoras e na saúde, suportado por um investimento de mais de R$ 5 bilhões para consolidação e criação de novos campi. Por fim, a entrevista tratou da valorização dos professores e das diretrizes para a introdução da inteligência artificial nas escolas públicas. Barchini enfatizou que a tecnologia deve ser adotada com parcimônia para não comprometer o aprendizado, priorizando a capacitação docente por meio do ambiente virtual Avamec. “Inteligência artificial é ferramenta, não é um fim por si só (...). Primeiro de tudo, a gente precisa ter uma formação massiva dos nossos docentes no Brasil inteiro”, concluiu.

  2. 6d ago

    Presidente da ADPF defende julgamento em plenário no STF e mandato na PF

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (10) é o presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), Edvandir Paiva. À jornalista Flávia Alvarenga, ele falou sobre a instabilidade gerada por decisões monocráticas sobre a cúpula da instituição, a necessidade de julgamento no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) e a defesa de mandato e autonomia para consolidar a Polícia Federal como uma instituição permanente de Estado.Ao analisar o afastamento e a posterior recondução de Andrei Rodrigues ao cargo, Paiva defendeu que medidas dessa gravidade sejam deliberadas pelo plenário do STF para garantir segurança jurídica e evitar oscilações na rotina policial. “Uma medida tão grave como essa nós entendemos que deveria vir diretamente do plenário para que ela fosse definitiva no sentido de sua segurança, ela não vai ser reformada a todo momento, e que trouxesse uma tranquilidade maior para a instituição”, declarou.O entrevistado ressaltou a existência de divergências e desconfianças mútuas entre a direção da corporação e gabinetes da Corte, mas esclareceu que o diretor-geral exerce função administrativa, enquanto as investigações são conduzidas por delegados de carreira de forma autônoma. “O que fica parecendo por conta de o nome do diretor-geral estar aparecendo a todo momento é que ele faz investigação, mas esse não é o papel dele. Ele não faz investigação. Quem faz investigação são os delegados que estão no caso em si”, afirmou.Paiva também criticou a tentativa da PGR (Procuradoria-Geral da República) de instaurar procedimento de controle externo sobre os investigadores — medida suspensa pelo STF — e manifestou preocupação com a utilização de relatórios de inteligência para avaliar inquéritos. “Isso coloca em risco a autonomia investigativa dos delegados, porque eles já são controlados pelo Ministério Público, pelo judiciário, pela defesa, pela Corregedoria Geral da Polícia Federal. Não cabe aos setores de inteligência fazer controle sobre os delegados”, alertou.Mandato na PFPara evitar interferências e instabilidades em mudanças de governo, a ADPF defende a aprovação da PEC 412, a criação de um mandato para a chefia da corporação que atravesse governos e a escolha do diretor-geral a partir de lista tríplice votada pelos delegados. “Nós não queremos decidir eleições, nós queremos fazer o nosso trabalho independentemente de quem esteja no governo ou disputando o governo”, concluiu Paiva, reforçando que a corporação deve atuar estritamente como instituição de Estado.

  3. Sep 10

    87% dos casamentos infantis no Brasil são informais, diz ONU

    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (9) é a coordenadora de programa do Fundo de População da ONU (Organização das Nações Unidas) no Brasil, Anna Cunha. À jornalista Lívia Veiga, ela fala sobre a campanha “Casamento é Coisa de Adulto”, lançada para conscientizar a população sobre o casamento infantil no país, os números da prática e as consequências das uniões precoces para crianças e adolescentes.Segundo Anna, internacionalmente, casamento infantil é considerado qualquer união conjugal, formal ou informal, em que pelo menos uma das pessoas tenha menos de 18 anos. No Brasil, a maioria dessas relações não passa por cartório ou cerimônia: cerca de 87% são informais, caracterizadas principalmente pelo fato de a criança ou adolescente passar a morar com o parceiro. Dados do último Censo apontam 34 mil uniões envolvendo crianças de 10 a 14 anos no país. “Por causa dessa informalidade, é mais difícil da gente ter estatísticas precisas de mensurar essa questão e, portanto, de dar visibilidade a ela”, destaca.O Brasil tem o maior número absoluto de casamentos infantis da América Latina e ocupa a sexta posição no mundo. Os dados apresentados pela representante da ONU mostram ainda que 77% das pessoas envolvidas em casamentos infantis são meninas e 69% são pretas ou pardas. A situação de pobreza e a falta de perspectivas também estão entre os fatores relacionados às uniões precoces. De acordo com Anna, algumas meninas podem enxergar o casamento como uma saída para a vulnerabilidade, enquanto familiares podem apoiar a relação por acreditarem que ela representa uma possibilidade de mudança de vida.Anna também chamou atenção para os impactos da gravidez e da maternidade durante a adolescência. Segundo ela, especialmente entre meninas de 10 a 14 anos, a gravidez apresenta riscos à saúde. Além disso, a chegada de um bebê muda a rotina de uma adolescente que ainda está em fase de desenvolvimento. As diferenças de idade, renda e escolaridade em alguns relacionamentos também podem gerar dependência econômica e diminuir a autonomia das meninas, aumentando a exposição a situações de violência e abuso. “É muito além de simplesmente um casamento”, pontuou.Sobre a legislação, a coordenadora explicou que mais de 50 países já estabeleceram os 18 anos como idade mínima para o casamento, sem exceções. Na América Latina, ela citou mudanças recentes em países como Bolívia, Peru e Colômbia. No Brasil, desde 2019, a legislação proíbe o casamento de menores de 16 anos em qualquer situação. Atualmente, propostas sobre o tema estão em discussão no Congresso Nacional, incluindo a possibilidade de proibir o casamento antes dos 18 anos sem exceções.Para Anna, porém, uma mudança na legislação não seria suficiente para enfrentar o problema. “A mudança legislativa é um passo fundamental e importante”, afirmou, mas defendeu também o fortalecimento de políticas públicas de proteção, assistência social, saúde, educação, esporte e cultura.

  4. Aug 20

    Apex busca novos mercados para 5.300 empresas afetadas por tarifas dos EUA

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (19) é o presidente da Apex Brasil, Laudemir Müller. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre o plano de diversificação de exportações criado para ajudar empresas brasileiras afetadas pelo aumento das tarifas dos Estados Unidos, a busca por novos mercados para os produtos nacionais, os investimentos da agência na promoção das exportações e as oportunidades para pequenas e médias empresas no comércio internacional.Segundo Laudemir Müller, a Apex Brasil está reunindo capacidade para atender cerca de 5.300 empresas afetadas pelo aumento das tarifas no mercado norte-americano. A estratégia prevê um investimento de R$ 210 milhões em um plano de diversificação de exportações, desenvolvido em parceria com 29 setores empresariais. A proposta é aproximar as empresas de compradores internacionais de mercados alternativos e ajudar os negócios a encontrar novos destinos para produtos que antes eram vendidos aos Estados Unidos. Müller explicou que a Apex pretende utilizar feiras internacionais, rodadas de negócios e encontros virtuais para aproximar os empresários brasileiros de potenciais compradores. Segundo ele, a agência também conta com escritórios em diferentes regiões do mundo e uma carteira com mais de 2.000 compradores internacionais. “A lógica é fazer com que esses empresários possam encontrar um comprador internacional do seu produto no mercado alternativo”, disse.O presidente da Apex Brasil afirmou que o trabalho para identificar novos mercados já começou. A agência está realizando levantamentos de inteligência de mercado, analisando produto por produto e buscando identificar os países com maior demanda e melhores oportunidades. Entre os 36 mercados considerados prioritários estão Canadá, México, países da Europa, África do Sul, Nigéria, Etiópia, Índia, Turquia, China, Singapura, Malásia, Indonésia, Tailândia e Vietnã.Apesar da estratégia de diversificação, o presidente da Apex Brasil ressaltou que os Estados Unidos continuam sendo um mercado importante para as empresas brasileiras. Segundo ele, a agência pretende investir mais de R$ 30 milhões nos próximos 12 meses para trabalhar no mercado norte-americano, além de atuar para ampliar as isenções tarifárias e apoiar as empresas que continuam vendendo para o país. “Nós não vamos abandonar o mercado americano. A gente segue trabalhando nos Estados Unidos para aumentar a isenção”, afirmou.Na entrevista, Müller também afirmou que o aumento das tarifas não interessa ao setor privado brasileiro nem ao norte-americano. Ele explicou que empresas e consumidores dos Estados Unidos também são afetados, já que os importadores precisam lidar com o aumento de custos dos produtos brasileiros. “Ninguém do mundo empresarial quer essas tarifas. Inclusive as empresas americanas foram junto com as empresas brasileiras à audiência para dizer que elas também eram contra”, declarou.O presidente da Apex Brasil destacou ainda o desempenho das exportações brasileiras. Segundo ele, o Brasil exportou US$ 220 bilhões no primeiro semestre, contra US$ 200 bilhões no mesmo período do ano anterior. Embora tenha havido uma redução de cerca de US$ 2,9 bilhões nas exportações para os Estados Unidos, Müller citou aumentos nas vendas para a Europa, Índia e China, contribuindo para um crescimento de aproximadamente US$ 20 bilhões nas exportações brasileiras em relação ao ano anterior.Para Müller, o Brasil também vive um momento de maior interesse internacional. Ele afirmou que o país foi o quinto maior destino de investimentos do mundo em 2025, quando recebeu US$ 77 bilhões em investimentos, e disse que, até junho deste ano, já haviam entrado US$ 47 bilhões. Segundo ele, o interesse está relacionado também à capacidade brasileira de participar de discussões globais sobre segurança alimentar, sustentabilidade, transição energética e mudanças climáticas.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

About

O JR Entrevista é um programa multiplataforma em que apresentadores e repórteres entrevistam figuras de destaque dos três poderes. O programa é gravado nos estúdios da RECORD Brasília, e é transmitido pelo canal do Jornal da Record no YouTube, pelo portal R7, pela Record News e pelo PlayPlus.