Podcast JR Entrevista

RECORD

O JR Entrevista é um programa multiplataforma em que apresentadores e repórteres entrevistam figuras de destaque dos três poderes. O programa é gravado nos estúdios da RECORD Brasília, e é transmitido pelo canal do Jornal da Record no YouTube, pelo portal R7, pela Record News e pelo PlayPlus.

  1. 6d ago

    Welber Barral analisa riscos de sanções e o futuro do comércio brasileiro

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (3) é o jurista Welber Barral. À jornalista Lívia Veiga, ele falou sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia e a disputa tecnológica entre China e Índia no âmbito da OMC.Barral explicou que a inclusão de grupos como o PCC e o CV (Comando Vermelho) na lista de organizações terroristas estrangeiras amplia as sanções e cria um “risco sistêmico” para a economia brasileira. Segundo ele, o perigo atinge investidores com relações mesmo que indiretas com essas entidades. “Um investidor estrangeiro, por exemplo, que compre uma empresa no Brasil e essa empresa se abasteça num posto do PCC, ele pode ser processado nos Estados Unidos”, afirmou.O jurista alertou que a medida deve elevar drasticamente os custos de fiscalização, afetando especialmente instituições financeiras e fintechs. “Vai aumentar o custo de compliance, vai aumentar o custo de diligências para comprovar que não há nenhuma relação com essas organizações agora terrorísticas”, disse. Ele lembrou que setores como a mineração são particularmente vulneráveis por ainda carecerem de mecanismos rígidos de controle e transparência.Ao comentar o acordo entre Mercosul e União Europeia, Barral destacou que a negociação avançou porque a Europa buscou alternativas comerciais às políticas protecionistas de Washington. Ele observou que o agronegócio brasileiro será o maior beneficiado com a queda imediata de barreiras tarifárias, enquanto o setor industrial nacional deverá se preparar para uma concorrência europeia mais agressiva em áreas como máquinas e equipamentos.Barral também ressaltou sua recente indicação para um painel de arbitragem na OMC (Organização Mundial do Comércio), onde analisará uma disputa entre China e Índia sobre subsídios em carros elétricos e energias renováveis. Para ele, o caso é um marco para a economia do futuro. “A discussão jurídica sobre a validade ou não dessas políticas industriais vai estar em causa e, por isso, vai ser um precedente bastante importante”, declarou.O especialista criticou a lentidão do processo decisório no Brasil, o que pode fazer o país perder oportunidades estratégicas em áreas como a transição energética e a exploração de terras raras. Para Barral, o país precisa de uma estratégia de Estado que supere a polarização política. “Agora é um momento de geoeconomia. É um momento em que a economia se tornou um problema geopolítico”, observou.Ao encerrar a entrevista, o jurista concluiu que o cenário internacional se tornou mais complexo e voltado para a segurança nacional, exigindo que o Brasil profissionalize suas relações externas. “Todo o tema comercial se tornou mais complexo porque ele envolve cada vez mais questões estratégicas”, finalizou, citando que fatores como inteligência artificial e logística marítima agora definem o sucesso das nações.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    31 min
  2. Jun 3

    Luis Felipe Salomão defende reforma para tornar Judiciário mais rápido e eficiente

    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (2) é o vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Luis Felipe Salomão. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre o Fórum de Lisboa, os desafios do Poder Judiciário, a necessidade de uma reforma estrutural da Justiça e os preparativos da Justiça Eleitoral para as eleições.Salomão destacou a projeção internacional do Fórum de Lisboa, que neste ano integra a programação da Semana do Brasil em Portugal, iniciativa que reúne autoridades, especialistas e acadêmicos para discutir temas de interesse global, como democracia, cultura, tecnologia e economia. “É um debate que cruzou o Atlântico e ganhou o mundo, porque trata de temas que são interessantes serem abordados com um pensamento de fora da caixa”, afirmou.Ao comentar o funcionamento do Judiciário brasileiro, o ministro lembrou que a Constituição de 1988 ampliou significativamente o acesso da população à Justiça ao garantir uma extensa lista de direitos. Como consequência, houve um crescimento expressivo da litigiosidade no país. Segundo ele, o número de novas ações judiciais passou de cerca de 350 mil por ano para aproximadamente 35 milhões.Para Salomão, o principal desafio da Justiça brasileira é estrutural. O magistrado defendeu uma reforma capaz de tornar o sistema mais funcional, eficiente e ágil. “É preciso nós repensarmos esse funcionamento institucional do Poder Judiciário”, disse. Segundo ele, a principal reclamação da sociedade está relacionada à demora dos processos. O vice-presidente do STJ afirmou que processos longos comprometem a própria finalidade do sistema judicial. “Quando você leva um processo para dentro do Judiciário é para solucionar o litígio”, observou. Para ele, problemas processuais, de gestão, estrutura e o grande volume de ações contribuem para a lentidão das decisões. “Eu acho que só uma reforma conserta o sistema para fazê-lo mais funcional, mais eficiente e mais rápido”, declarou.Durante a entrevista, Salomão também avaliou debates recentes envolvendo transparência, remuneração da magistratura e códigos de conduta para juízes. Na avaliação dele, a magistratura já dispõe de normas éticas e mecanismos de controle. “Eu acho que o nosso problema não está aí. O problema do funcionamento do Judiciário é um problema sistêmico”, afirmou.Ao comentar os desafios das eleições diante das novas tecnologias, como deepfakes, o magistrado afirmou que a Justiça Eleitoral está preparada para enfrentar esse cenário. “Nós temos um dos melhores sistemas do mundo e um Tribunal Superior Eleitoral preparado para lidar com todos os avanços da tecnologia”, disse.Salomão lembrou ainda que a Justiça Eleitoral já consolidou entendimentos importantes para combater práticas que possam comprometer a igualdade da disputa. Segundo ele, o uso de disparos em massa associados à disseminação de informações falsas pode resultar em punições severas. “Isso pode acabar em inelegibilidade e em cassação de mandato”, afirmou.Ao encerrar a entrevista, o ministro demonstrou confiança no processo eleitoral brasileiro. “Estamos preparados para fazer uma eleição muito tranquila, muito serena, que é a festa da democracia”, concluiu.

    21 min
  3. Jun 2

    Gilmar Mendes defende reforma do Estado e alerta para ‘governo de minoria’

    O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (1º) é o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele falou sobre as expectativas para o Fórum de Lisboa, a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos EUA, a necessidade de reformas no Judiciário e no Estado e regulação de redes sociais.O ministro criticou a paralisia em órgãos de fiscalização, classificando como fruto de impasses políticos entre o Executivo e o Senado. Ele citou o caso da CVM, que operou desfalcada durante crises financeiras recentes.“É chocante que ela tenha ficado [...] sem três diretores por tanto tempo, o que mostra uma certa negligência no trato dessa temática”, afirmou. Para Mendes, o país precisa de uma mudança estrutural que vá além do Judiciário. “Me parece que há elementos que justifiquem uma reforma, mas eu não ficaria só na reforma do Judiciário. Talvez tenhamos a oportunidade de discutir uma reforma do Estado brasileiro".Sobre a pressão internacional e a classificação do PCC e Comando Vermelho como terroristas pelos EUA, o ministro alertou que a dependência digital brasileira gera vulnerabilidade a sanções. Ele defendeu ações concretas para proteger a jurisdição nacional. “O governo tem enfatizado a ideia da soberania tecnológica, mas é preciso sair da retórica para a prática”, afirmou. Ele reforçou que o combate ao crime organizado deve ser a prioridade central das gestões federal e estaduais, saindo do campo dos discursos para resultados efetivos.Ao analisar a relação entre os Poderes e a dificuldade de aprovação de nomes para o Supremo, o ministro apontou que o presidente enfrenta um cenário de fragilidade parlamentar. Segundo ele, a rejeição de nomes como Jorge Messias foi política e reveladora de uma crise mais profunda. “O presidente Lula acaba numa situação muito singular fazendo um governo de minoria, um governo em que ele não tem uma base parlamentar sólida”, disse.Mendes também condenou as frequentes ameaças de impeachment contra magistrados, afirmando que “a própria banalização de sua invocação já mostra um uso impróprio” dessa arma institucional.

    29 min
  4. May 28

    Brasil pode liderar minerais estratégicos e terras raras, diz presidente do Ibram

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (27) é o presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), Pablo Cesário. À jornalista Vanessa Lima, ele fala sobre o potencial brasileiro na exploração de minerais críticos e terras raras, os desafios tecnológicos do setor e a disputa global envolvendo países como China e Estados Unidos.Durante a entrevista, Cesário explicou a diferença entre minerais estratégicos, minerais críticos e terras raras. Segundo ele, os minerais estratégicos são importantes para a economia, enquanto os críticos, além disso, dependem de importação e representam preocupação para a segurança nacional. Já as terras raras são 17 elementos químicos fundamentais para tecnologias ligadas à transição energética, como baterias, circuitos eletrônicos e geração de energia renovável.O presidente do Ibram afirmou que o Brasil tem potencial para se tornar protagonista mundial nesse mercado. Mesmo com apenas 27% do território nacional mapeado na escala necessária para mineração, o país já possui a segunda maior reserva desses minerais no mundo. Ele destacou, porém, que o grande desafio está no processamento e no refino das terras raras, etapa que exige tecnologia complexa e investimentos de longo prazo.Cesário também defendeu uma postura de “independência estratégica” do Brasil diante da disputa global por minerais críticos. Segundo ele, o país tem condições de dialogar tanto com Estados Unidos quanto com China e outros parceiros internacionais, aproveitando a posição de fornecedor confiável. O entrevistado afirmou ainda que o Congresso precisa avançar rapidamente na aprovação do projeto de lei que cria regras para minerais estratégicos e prevê incentivos à industrialização do setor.“Acho que o grande desafio agora é aprovar a lei que já está no Congresso. Ela tem algumas melhorias importantes que precisam ser feitas, mas a gente tem que rapidamente correr para o próximo desafio tecnológico, que é como a gente cria a capacidade industrial e tecnológica de fazer o refino, o processamento e a produção de óxidos do melhor nível de pureza e separar esses instrumentos”, destacou.Ao comentar os impactos econômicos da mineração, Pablo Cesário afirmou que o setor representa cerca de 5% do PIB brasileiro, faturou mais de R$ 400 bilhões em 2025 e recolheu cerca de R$ 103 bilhões em impostos e taxas no último ano. Ele destacou que a mineração pode gerar desenvolvimento social, desde que os recursos sejam investidos em educação, saúde e infraestrutura pelas administrações locais.No fim da entrevista, o presidente do Ibram falou sobre sustentabilidade e segurança na mineração após as tragédias de Mariana e Brumadinho. Segundo ele, o setor mantém uma “obsessão por segurança” para evitar novos desastres: “Esse é um trauma que eu espero que nunca seja superado, porque precisa ser uma memória dura para que isso nunca mais aconteça”. Cesário também alertou para o avanço do garimpo ilegal de ouro e defendeu a criação de mecanismos de rastreabilidade para impedir a lavagem de dinheiro e a atuação do crime organizado no mercado ilegal do minério. “A gente quer garantir que haja uma rastreabilidade que toda a cadeia seja controlada, não apenas de como a gente comercializa, mas inclusive de onde ele vem”, pontuou.

    32 min
  5. May 26

    Secretário quer controlar 80% das lideranças em 138 presídios estaduais

    O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (25) é o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia. À jornalista Lívia Veiga, ele fala sobre as ações do governo federal para combater o crime organizado nos presídios brasileiros, ampliar o controle sobre lideranças criminosas e impedir a comunicação de facções de dentro das cadeias.Durante a entrevista, André Garcia afirmou que uma das prioridades da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) para os próximos anos será o programa Padrão Segurança Máxima, voltado para o controle das principais lideranças criminosas do país.“O planejamento foca no Pena Justa e no programa Padrão Segurança Máxima, que busca controlar 80% das lideranças criminosas locais e regionais”, afirmou o secretário.Segundo ele, 138 presídios estaduais passarão a adotar protocolos inspirados no sistema penitenciário federal. O governo pretende doar equipamentos como georradar, ampliar o videomonitoramento e reforçar mecanismos de controle interno para evitar a entrada de ilícitos.André Garcia também detalhou as operações Modo Avião e Mute, realizadas dentro do programa Brasil contra o Crime Organizado. As ações utilizam equipamentos de varredura para localizar celulares e retirar os aparelhos das celas.“Na semana passada, empregamos mais de 4.000 policiais penais com foco nas unidades identificadas pela inteligência como as mais importantes na atuação do crime organizado. Apreendemos quase 700 celulares em pouco mais de quatro dias”, disse.O secretário afirmou que a meta do governo é realizar duas operações nacionais desse porte por mês. Segundo ele, além da apreensão dos aparelhos, as ações têm impacto direto na redução da atuação criminosa fora dos presídios.Questionado sobre como os celulares continuam entrando nas unidades prisionais, André Garcia apontou falhas estruturais, falta de equipamentos e corrupção interna como alguns dos principais problemas enfrentados pelo sistema.“O diagnóstico aponta falta de equipamento, falhas estruturais, ausência de protocolos adequados e também a questão da corrupção”, declarou o secretário, acrescentando que o governo federal tem investido na doação de scanners corporais, aparelhos de raio X e capacitação de policiais penais estaduais.André Garcia também destacou a superlotação como um dos maiores desafios do sistema penitenciário brasileiro. Segundo ele, o país possui cerca de 727 mil presos para um déficit aproximado de 220 mil vagas. “A superlotação dificulta o controle, a vigilância e as revistas”, afirmou.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    31 min
  6. May 21

    Ministra das Mulheres defende ação conjunta no combate ao feminicídio

    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (20) é a ministra da Mulher, Márcia Lopes. À jornalista Vanessa Lima, ela fala sobre o combate à violência contra a mulher, os primeiros resultados do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, políticas de proteção às vítimas, violência digital, igualdade salarial e medidas voltadas à autonomia econômica das mulheres.Durante a entrevista, a ministra avaliou como “bastante positivo” o balanço dos primeiros 100 dias do pacto nacional. Segundo ela, pela primeira vez representantes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo se reuniram para discutir ações de enfrentamento à violência contra as mulheres, analisando legislações, políticas públicas e o funcionamento do sistema de Justiça.“Tivemos a possibilidade de reunir os três poderes para analisar o que tem sido feito e o que tem dado certo. É uma atitude ousada de sentar para analisar, para reparar e reconhecer onde tem falhas e onde tem erros”, afirmou a ministra.Márcia Lopes afirmou que o governo federal tem buscado reproduzir essa articulação em estados e municípios. Ela destacou que o Ministério da Justiça realizou uma operação que prendeu mais de 6.000 agressores com mandados de prisão em aberto e citou avanços legislativos, como mudanças no uso de tornozeleiras eletrônicas e o reconhecimento das doulas como profissionais de saúde, medida que, segundo ela, ajuda no combate à violência obstétrica.A ministra também afirmou que o Judiciário passou a atuar de forma mais rápida na concessão de medidas protetivas. De acordo com ela, pedidos que antes levavam entre 10 e 15 dias agora são entregues em até 48 horas. Ela ainda mencionou a inauguração de novas unidades da Casa da Mulher Brasileira, centros de referência e cuidotecas em parceria com universidades para garantir mais autonomia às mulheres.Ao tratar da violência digital, a ministra celebrou o novo decreto que obriga plataformas de internet a removerem conteúdos de nudez ou intimidade sem o consentimento da vítima em tempo recorde.“Foi um golaço nosso e de todos os poderes. No caso de conteúdo íntimo, a mulher atingida entra em contato com a plataforma e ela tem duas horas para retirar esse conteúdo do ar. Isso dá um alívio, pois a exposição tem levado inclusive ao suicídio”, destacou Márcia Lopes.Ao falar sobre prevenção, a ministra defendeu a educação como ferramenta central para mudar a cultura de violência. Segundo ela, o governo regulamentou o programa “Maria da Penha vai à escola”, que prevê a inclusão do tema nas disciplinas da educação básica, do ensino fundamental ao ensino médio.A ministra também citou investimentos no fortalecimento da rede de atendimento às vítimas, com ampliação de delegacias especializadas 24 horas, salas lilás e da Patrulha Maria da Penha.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    34 min
  7. May 14

    Secretário diz que governo quer impedir que cadeias virem 'escritórios do crime'

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (13) é o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre o Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado, lançado pelo governo federal, que prevê investimento de R$ 11 bilhões, ampliação do rigor no sistema penitenciário e ações integradas para enfraquecer facções criminosas. Durante a entrevista, Chico Lucas afirmou que o plano foi construído em conjunto com secretários estaduais, polícias, Ministério Público e representantes da sociedade civil. Segundo ele, a estratégia se baseia em quatro eixos: combate ao fluxo financeiro das facções, enfrentamento ao tráfico de armas, aumento da elucidação de homicídios e endurecimento do sistema penitenciário. “Se o lucro é o objetivo final e também é o motor da dominação, porque com dinheiro você consegue comprar mais armas, corromper agentes públicos, a asfixia financeira é o eixo principal”, declarou. O secretário explicou que o governo pretende replicar em 138 unidades penitenciárias estaduais, o equivalente a 10% das 1.380 unidades do país, o modelo adotado nas penitenciárias federais de segurança máxima. As unidades concentram presos considerados de alta periculosidade, como homicidas, líderes de facções e estupradores. “Não dá pra gente permitir que essas pessoas continuem atuando de dentro da cadeia, fazendo das cadeias escritórios do crime”, afirmou. Chico Lucas também defendeu o monitoramento de presos ligados a organizações criminosas e disse que decisões que fragilizem esse sistema “sejam exceções”. Ao comentar o combate aos crimes financeiros e golpes virtuais, o secretário afirmou que o Ministério da Justiça trabalha em conjunto com Banco Central, Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e Polícia Federal para identificar movimentações suspeitas e fortalecer a fiscalização sobre fintechs. Segundo ele, a integração de dados e o uso de inteligência são fundamentais para o enfrentamento ao crime organizado. “Hoje a gente já tem na nossa infraestrutura dados suficientes. O que está faltando é essa integração, esse arranjo institucional para que esses dados consolidados sirvam ao combate à criminalidade”, declarou. Na entrevista, Chico Lucas também falou sobre a nova fase do programa Celular Seguro, que deve focar no combate à receptação de aparelhos roubados. A estratégia prevê identificar usuários de celulares furtados ou roubados e notificá-los para devolução dos aparelhos. “A gente tá agora com a base de dados de 2,5 milhões de celulares roubados. E só de São Paulo são mais de 1 milhão”, afirmou. O secretário disse ainda que o governo pretende responsabilizar comerciantes envolvidos na cadeia de venda de celulares roubados e desestimular o mercado ilegal. No final da entrevista, o secretário classificou o feminicídio como um dos maiores desafios da segurança pública no país e defendeu mudanças culturais e ações de prevenção. “Em briga de marido e mulher todos devem meter a colher”, declarou. Chico Lucas afirmou ainda que o governo trabalha na integração de dados da segurança pública e da saúde para identificar mulheres em situação de risco e reforçou que o agressor precisa ter consciência de que vai responder pelo crime, “a gente tem que transformar esse agressor em um excluído da sociedade”, finalizou. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    33 min

About

O JR Entrevista é um programa multiplataforma em que apresentadores e repórteres entrevistam figuras de destaque dos três poderes. O programa é gravado nos estúdios da RECORD Brasília, e é transmitido pelo canal do Jornal da Record no YouTube, pelo portal R7, pela Record News e pelo PlayPlus.