Café com Política

Jornal O TEMPO

Entrevistas com os principais líderes políticos de Minas Gerais e do país sobre os assuntos mais evidentes da semana. Presidente, governadores, senadores, deputados, vereadores e representantes de entidades são questionados sobre tudo aquilo que o cidadão quer saber.  

  1. 17H AGO

    Ben Mendes | Café com Política

    O pré-candidato ao governo de Minas Gerais Ben Mendes (Missão) defendeu uma política de “alta eficácia na letalidade” no combate às facções criminosas no Estado. Em entrevista ao Café com Política, exibida nesta quinta-feira (14/5), ele afirmou que policiais terão respaldo para agir em confrontos e criticou adversários da disputa ao Palácio Tiradentes. “Minas Gerais virou um ambiente no qual as facções criminosas estão já achando que vão se criar em Minas e já estão dominando territórios em Minas. Isso é um poder paralelo”, afirmou. Segundo Ben Mendes, o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer “com letalidade eficaz”. “O próximo governador do Estado, que serei eu, se assim Deus permitir, nós vamos combater veementemente o crime organizado, as facções criminosas, com uma política de alta eficácia na letalidade”.  O pré-candidato afirmou ainda que “a tropa está autorizada a prender ou matar”. “Se não oferecer resistência, vai prender. Se oferecer resistência ostensiva ou resistência tácita, o policial do Estado de Minas Gerais estará autorizado a neutralizar esse sujeito”.  Na entrevista, Ben Mendes também fez críticas ao vice-governador Mateus Simões (PSD), ao ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e ao senador Cleitinho (Republicanos) Sobre Mateus Simões, o pré-candidato do Missão afirmou que ele “representa o Centrão”. “O Mateus é do PSD. O PSD é o partido do Kassab. O Kassab é o típico Centrão”, avaliou. Ao analisar Alexandre Kalil, Ben Mendes citou a condenação por improbidade administrativa. “O Kalil foi condenado por desonestidade administrativa. Como uma pessoa que é reconhecida formalmente como desonesto como administrador se coloca como pré-candidato ao governo do Estado?”, questionou. Já sobre Cleitinho, Ben Mendes afirmou que o senador “é de esquerda”. “O Cleitinho é de esquerda. Todas as vezes que o Cleitinho tem para votar com a esquerda, ele vota com a esquerda”, argumentou.  Questionado sobre a pré-candidatura, Ben Mendes justificou a entrada na política afirmando que o cenário nacional motivou a decisão de aceitar o convite do Partido Missão. “O Brasil está vivenciando um tempo muito complicado. Nós estamos em um país quebrado, um país rumo ao colapso”.  O pré-candidato afirmou ainda que recusou convites de outras legendas antes de se filiar ao partido.“Os outros partidos têm sido quase que balcão de negócios”, criticou. Durante a entrevista, Ben Mendes também descartou a possibilidade de usar a pré-candidatura ao governo para negociar outro cargo nas eleições de 2026. “Eu sustentarei essa pré-candidatura até se tornar candidatura. O eleitor não merece ser enganado”, afirmou.

    45 min
  2. 1D AGO

    Paulo Brant | Café com Política

    Vice-governador durante o primeiro mandato de Romeu Zema (Novo) no Executivo de Minas, Paulo Brant diz que não se “encanta” com a pré-candidatura do ex-correligionário à Presidência da República por considerar a visão política dele “pobre” para os tempos atuais. Além disso, apesar de considerar que o ex-governador teve “boas intenções” à frente da administração estadual, Brant acredita que a gestão não teve capacidade política de viabilizar os projetos que tinha em mente. A avaliação foi feita durante o programa Café com Política, exibido nesta quarta-feira (13/5) no canal no YouTube de O TEMPO. Para Brant, a postura de Zema ocupa um lugar “sincero” de indignação. Na pré-campanha, o ex-governador tem adotado uma postura crítica e de embate com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Brant afirma que não teve desavenças pessoais com Zema quando participou do primeiro mandato dele, entre 2019 e 2022. Entretanto, no momento, tem uma visão política diferente da do presidenciável. “Não é uma candidatura que me encanta pela visão de mundo que ele tem. Mas respeito. Eu entendo que a visão de mundo dele é um pouco pobre do ponto de vista dos tempos de hoje, do respeito à política, à participação do Estado. Eu acho que a visão do Partido Novo é ultraliberal, liberal demais no sentido de dar um peso muito pequeno à importância do papel do governo, do bom governo.” Para o ex-vice-governador, a preocupação, atualmente, deveria ser tornar o governo mais eficaz e com melhor atendimento para a população. Ele cita, como exemplo, as pautas de privatização. “É impensável no século XXI uma sociedade sem governo. Então, essas propostas muito radicais de ‘vamos privatizar a Petrobras’, isso não é o relevante, o relevante são outras coisas.” Ao ser questionado sobre uma avaliação dos dois mandatos de Zema, Brant considerou a tarefa difícil. Ele também foi filiado ao Partido Novo e adotou uma postura de ‘mea culpa’ sobre os problemas de articulação política da legenda. “Quando eu entrei no Partido Novo, eu tinha muita expectativa em relação ao nosso governo. Aquela época era meu governo também. Por quê? Porque a gente entrou completamente livre para fazer o que a gente entendia que era melhor, porque a nossa eleição não teve apoio de deputado nenhum, de prefeito nenhum”, explica. “Mas o partido, e aí eu me incluo, porque eu estava ali dentro, nós não tivemos capacidade de construir apoios políticos.” Por conta disso, Brant acredita que a gestão de Zema não conseguiu tirar alguns projetos do papel. “Acho que o governo ficou devendo, ficou devendo porque ele não teve capacidade política. Havia até boas intenções, mas não teve capacidade política de viabilizar os projetos que ele tinha em mente.”

    28 min
  3. Bruno Pedralva | Café com Política

    4D AGO

    Bruno Pedralva | Café com Política

    Em entrevista ao Café com Política, o vereador Dr. Bruno Pedralva (PT) fez duras críticas à decisão da Prefeitura de Belo Horizonte de promover cortes e demissões no Sistema Único de Saúde (SUS), com impacto direto sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Médico e em seu segundo mandato na Câmara Municipal, Pedralva afirmou que a medida compromete o atendimento à população, especialmente em um momento de alta demanda provocada por doenças respiratórias. “A saúde já opera no limite. Reduzir equipes significa aumentar o tempo de espera e, no caso do SAMU, isso pode custar vidas”, declarou. Segundo o parlamentar, a opção do Executivo por cortar gastos na saúde é politicamente equivocada e socialmente injusta. Ele citou pesquisas eleitorais recentes que apontam a saúde como o principal problema da capital e questionou a priorização orçamentária da Prefeitura. Pedralva comparou as demissões no SAMU com despesas em outras áreas, como subsídios ao transporte público e cargos comissionados, e afirmou que não há “gordura” a ser cortada no SUS. Para ele, atribuir à saúde a responsabilidade pelo déficit municipal ignora o crescimento dos repasses federais e o papel de Belo Horizonte como polo regional de atendimento. Durante a conversa com o jornalista Léo Mendes, o vereador também destacou que o tema provocou uma mobilização incomum na Câmara, reunindo parlamentares de diferentes campos políticos, como PT e PL, contra as demissões. De acordo com Pedralva, ao menos 16 vereadores já se posicionaram publicamente pela suspensão dos cortes, e o Ministério Público foi acionado para avaliar a legalidade das medidas. Ele alertou para os riscos operacionais de reduzir equipes do SAMU, especialmente em atendimentos de alta complexidade, como casos de parada cardiorrespiratória, e disse esperar uma decisão judicial que garanta o direito fundamental à saúde. Além da saúde, Pedralva criticou a atuação da gestão do prefeito Álvaro Damião (UNIÃO) em áreas como infraestrutura, educação e políticas para a população em situação de rua. Na avaliação do vereador, falta capacidade de gestão e diálogo com servidores e movimentos sociais. Ele defendeu a negociação com professores em greve, o fortalecimento de políticas públicas baseadas em evidências científicas e se posicionou contra propostas de internação compulsória como regra para dependência química, classificando-as como ineficazes. Ao final da entrevista, Pedralva confirmou que é pré-candidato a deputado estadual em 2026, afirmando que pretende levar para a Assembleia Legislativa a defesa do SUS, dos direitos sociais e das pautas que, segundo ele, têm sido negligenciadas pelo Executivo municipal. Mesmo com a pré-candidatura, garantiu que seguirá atuando na Câmara de Belo Horizonte e liderando a oposição aos cortes na saúde.

    29 min
  4. MAY 7

    Pedro Roussef | Café com Política

    O vereador de Belo Horizonte e sobrinho-neto de Dilma Rousseff, Pedro Rousseff (PT), acredita que a ex-presidente não deve retomar tão cedo à política. Atualmente, Dilma lidera o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos BRICS, e, conforme Pedro, tem ainda mais três anos de mandato à frente da instituição. Em entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta quinta-feira (7/5) no canal no YouTube de O TEMPO, o parlamentar ainda teceu críticas ao ex-deputado federal e articulador do impeachment de Dilma, Eduardo Cunha (Republicanos), que pretende retornar ao Congresso Nacional por Minas Gerais. “O presidente Lula faz um trabalho excepcional na defesa do Brasil. Agora, a Dilma faz um trabalho hoje para além de defender o nosso país - ela defende as economias emergentes. Nós temos que ter alguém com a competência técnica, com a garra, com a honestidade de Dilma Rousseff para poder ficar à frente do maior banco do mundo, para poder fazer debates que são muito importantes”, diz o vereador. Uma dessas pautas é o que Pedro chama de “desdolarização” da economia global. No caso, o trabalho de Dilma na presidência do Banco do Brics prevê uma valorização dos países emergentes em detrimento dos Estados Unidos. “Hoje nós somos basicamente escravos dos Estados Unidos porque toda transação comercial que nós temos hoje entre países é feita em dólar. Ao mesmo tempo, uma das grandes tarefas dela no banco é democratizar as transações internacionais, para que, quando a gente venda a nossa carne para a China, seja paga essa transação em real ou em moeda chinesa”, explica. Dilma foi eleita presidente do Brasil em 2010 e reeleita em 2014, entretanto, um processo de impeachment articulado por Eduardo Cunha a tirou do cargo em 2016. Ao Café com Política, Pedro Rousseff diz não haver arrependimentos por parte da ex-presidente, e tece críticas aos que votaram a favor da derrubada do mandato dela. “É justamente por isso que ela caiu, porque foi uma presidenta honesta, que camaradas como esses, como Eduardo Cunha, que até recentemente estava preso, tiraram ela”, diz. “Eu quero saber onde está minha tia hoje em dia e onde está Eduardo Cunha? Onde está Aécio Neves hoje? Esquecidos na política. E Dilma não, ela está na presidência do maior banco do mundo, representando o nosso país nos interesses globais, fazendo um trabalho de quase como vários presidentes juntos. Enquanto a Dilma é o nosso orgulho, todos aqueles que, de fato, tiraram o cargo dela, como Cunha, Aécio, entre tantos outros, estão aí esquecidos na política.” Atualmente, Eduardo Cunha está construindo uma base eleitoral em Minas Gerais, para viabilizar o nome do estado para o pleito de 2026, ponto também abordado por Pedro Rousseff. “Será que ele vê a gente como um curral eleitoral que ele pode simplesmente chegar aqui comprando o povo para ser eleito deputado federal, para poder voltar para o Congresso Nacional?”, questiona o vereador.

    47 min

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