Café com Política

Jornal O TEMPO

Entrevistas com os principais líderes políticos de Minas Gerais e do país sobre os assuntos mais evidentes da semana. Presidente, governadores, senadores, deputados, vereadores e representantes de entidades são questionados sobre tudo aquilo que o cidadão quer saber.  

  1. 5d ago

    Secretária de Mulheres do PSB Minas, Laura Costa | Café com Política

    A dificuldade para mulheres entrarem na política não está apenas na falta de recursos ou na resistência dos partidos. Segundo a secretária estadual de Mulheres do PSB em Minas Gerais, Laura Costa, candidatas também enfrentam o descrédito sobre a própria capacidade eleitoral. Para ela, quando uma mulher demonstra força nas urnas, deixa de ser vista apenas como uma candidata e passa a ser percebida como uma ameaça dentro da disputa política. “Quando eu fui candidata, todo mundo falava: ‘essa menina, gente bonitinha, até tem umas coisas, não vai ter 200 votos’. Eu era colocada na chapa com 183 votos, para ser mais clara. Não tem padrinho político, não tem dinheiro. Essa cara de nova dela não vai ter voto. Quando eu tive mais do que dez vezes essa votação, assustaram e falaram: ‘Uai, que menina!’. E aí, de repente, você torna uma ameaça, você não se torna escolhida. Essa é a grande diferença. Então não acreditam no seu poder de chegada. Quando a chegada está próxima, tentam te tirar dela”, afirma. Em conversa com as jornalistas Érika Giovannini e Janaína Fonseca, Laura Costa fala sobre a própria experiência como candidata a vereadora, os obstáculos para ampliar a presença feminina na política, a violência política de gênero e a disputa pelo voto das mulheres. Secretária estadual de Mulheres do PSB, ela também detalha o trabalho da legenda para formar novas lideranças femininas e defende que mais mulheres estejam nas mesas de decisão dos partidos e dos governos.

  2. 6d ago

    Presidente do MDB Mulher-MG, Mônica Vallone | Café com Política

    O eleitorado mineiro é formado, em sua maioria, por mulheres, que respondem por 52% dos títulos de eleitor no estado. Mas a prevalência nesse número não corresponde à fatia que elas ocupam em candidaturas e cargos políticos. Quadro que precisa ser alterado na avaliação da presidente do MDB Mulher, Mônica Vallone. Candidata a deputada federal nas eleições de outubro, ela diz que o partido vem trabalhando para atrair cada vez mais o público feminino para o mundo político, mas destaca que ainda há muito o que ser feito. A começar por dar mais segurança às mulheres para que consigam conquistar uma vida de qualidade. "A mulher precisa se sentir segura em qualquer ambiente", diz Mônica Vallone. Em entrevista ao programa Café com Política, ela ressalta o compromisso com o feminicídio zero no programa de governo do candidato ao governo de Minas pelo MDB, Gabriel Azevedo. Para isso, são necessárias, segundo ela, políticas públicas que reforcem a rede de apoio e a estrutura oferecida à mulher para que ela possa construir seu caminho. Em conversa com as jornalistas Aline Diniz e Janaína Fonseca, Mônica Vallone mostra o que o partido tem feito para atrair cada vez mais mulheres para o cenário político, diz que o MDB conseguiu cumprir - e ultrapassar - a cota de 30% de candidatas nesse pleito e que entrou na disputa para deputada federal para ajudar Ubá e a Zona da Mata a se reerguerem após os estragos causados por temporais no início deste ano.

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