Escuta Matricial

Ana Taboada

Este é um espaço de partilha simples. Um espaço onde voltamos ao corpo, para escutar antes de agir, antes de decidir, antes de pedir. Aqui não encontras métodos, nem respostas prontas. Encontras pausas. Encontras perguntas simples, que ajudam a reconhecer o que está vivo no momento. Cada episódio parte de algo real, uma experiência, um tema, um movimento do campo, e termina com uma microprática de escuta. Não para resolver. Mas para sentir com mais precisão. A escuta matricial não procura significado. Procura presença. E quando há presença, o gesto certo começa a emergir… sem esforço.

  1. 15h ago

    Quando deixamos de prever e começamos a viver

    Depois do episódio sobre alta sensibilidade e estratégias de sobrevivência, esta reflexão aprofunda uma pergunta: - O que fazemos com a nossa sensibilidade quando deixamos de a usar para antecipar a vida? Ao longo deste episódio, partilho experiências recentes e muito concretas: uma conversa difícil na relação, uma crítica ao meu trabalho, o desaparecimento temporário do meu gato, a conclusão dum trabalho manual que não ficou exatamente como imaginava e a aprendizagem de permanecer diante daquilo que não consigo controlar. Falamos sobre a necessidade de prever, interpretar e ler sinais como formas de procurar segurança. Sobre a diferença entre intuição e vigilância. Sobre o excesso de análise, tanto racional como simbólica. E sobre a possibilidade de confiar mais na experiência do que na antecipação. Talvez a serenidade não venha de saber o que vai acontecer. Talvez venha de reconhecer que podemos encontrar-nos dentro da experiência quando esta chega. Neste episódio, exploramos: — a falsa segurança da previsão;— a sensibilidade ao serviço da vigilância;— a diferença entre agir e controlar;— a capacidade de sustentar experiências contraditórias;— o corpo como lugar de presença;— o símbolo depois da experiência;— a simplicidade como profundidade;— a confiança na vida sem garantias. No final, deixo também um convite ao novo curso: Habitar a Diferença na Intimidade Matricial Um percurso de quatro encontros vivenciais dedicado à relação, à proximidade, aos limites e à possibilidade de permanecer diante da diferença sem nos abandonarmos nem tentarmos mudar o outro. Início: 13 de setembroValor promocional até: 15 de agosto https://www.anataboada.com/_habitar-a-diferenca-na-intimidade-matricial Talvez a vida não precisa de ser antecipada para poder ser escutada.

    Quando deixamos de prever e começamos a viver
  2. Jun 24

    Quando a cerimónia termina e a vida começa: Mama Cacau, o sagrado e o regresso ao simples

    Durante vários anos acompanhei mulheres através da formação Guardiãs de Cacau. Um caminho que me ensinou muito sobre escuta, presença, ritual e relação. Mas houve um momento em que algo começou a mudar. Não por rejeição do caminho percorrido. Não por desilusão. Mas porque a própria vida me começou a mostrar algo cada vez mais simples. Os momentos mais profundos já não aconteciam necessariamente nas cerimónias. Aconteciam ao cuidar da terra. Ao cozinhar. Ao tricotar. Ao caminhar. Ao escutar o corpo. Ao habitar o quotidiano. Neste episódio partilho o encerramento de um ciclo importante e a compreensão que foi emergindo ao longo dos últimos anos: - que talvez o sagrado não seja algo que precisamos procurar. Talvez o sagrado se revele quando deixamos de fugir da simplicidade da vida e aprendemos a permanecer no que já está presente. Uma reflexão sobre cerimónia, espiritualidade, presença, corpo, terra e a inteligência viva que se manifesta quando deixamos de tentar alcançar estados especiais. Porque talvez nenhuma experiência extraordinária substitua a intimidade com a vida. Neste episódio exploro: • O encerramento da formação Guardiãs de Cacau • O que a Mama Cacau me ensinou ao longo destes anos • A diferença entre procurar experiências e habitar a experiência • A espiritualidade contemporânea e a busca do extraordinário • O regresso ao corpo como lugar de discernimento • O sagrado na simplicidade do quotidiano • O que está a nascer agora através da Escuta Matricial No final, partilho também uma microprática simples para regressar ao corpo e àquilo que está vivo neste momento. Escuta Matricial Regressar ao corpo. Habitar a experiência. Permitir que a vida revele a sua própria inteligência. 🌱 Mais informações:www.anataboada.com

    Quando a cerimónia termina e a vida começa: Mama Cacau, o sagrado e o regresso ao simples

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Este é um espaço de partilha simples. Um espaço onde voltamos ao corpo, para escutar antes de agir, antes de decidir, antes de pedir. Aqui não encontras métodos, nem respostas prontas. Encontras pausas. Encontras perguntas simples, que ajudam a reconhecer o que está vivo no momento. Cada episódio parte de algo real, uma experiência, um tema, um movimento do campo, e termina com uma microprática de escuta. Não para resolver. Mas para sentir com mais precisão. A escuta matricial não procura significado. Procura presença. E quando há presença, o gesto certo começa a emergir… sem esforço.