Duplo Clique

Andrea Janer e Fernanda Belfort

A Andrea Janer da Oxygen, e a Fernanda Belfort da Tribo de Marketing, são duas amigas apaixonadas por lifelong learning. Toda semana, elas se juntam para dar um Duplo Clique nos principais temas de tecnologia, negócios e tendências. Conversas gostosas e descontraídas, mas cheias de conteúdo para você ganhar repertório e estar sempre atualizado. "As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."

  1. 2d ago

    #81 10 Gadgets Para Achar, Dormir, Respirar e Limpar - com o Lars

    Dez gadgets para achar, dormir, respirar e limpar: de um irrigador oral para usar no banho a uma caixa que faz a bateria do AirTag durar dez anos. Fernanda Belfort e Lars Janer, da Limiar, que dá aulas de IA para leigos e executivos, abrem a gaveta de gadgets, com unboxing ao vivo. 1. Higiene e sono com marcas chinesas Lars voltou da China fã da Xiaomi: mostra a escova de dente com visor digital, o irrigador oral de três velocidades que passou a usar no chuveiro, no lugar do fio dental que nunca conseguiu manter, e o purificador de ar conectado ao Wi-Fi. Do lado do sono, o Soundcore Sleep, da Anker, é um fone pensado para quem dorme de lado: percebe quando você adormece, troca o áudio por sons para dormir e mascara o ronco de quem está ao lado. 2. Energia, cabos e telas que distraem menos O carregador da Anker de 140 W tem quatro saídas e uma tela que mostra quanto cada uma está entregando. Com os cabos de 240 W, carrega até um notebook. Entram também um teclado Bluetooth com trackpad para trabalhar no celular, na falta do iPhone dobrável, e o Xteink, um leitor de tinta eletrônica que gruda na traseira do telefone para ler sem cair nas redes. 3. O ar do quarto Depois de ver uma entrevista com James Nestor, autor de Respire, Lars pôs um medidor de CO2 da SwitchBot no quarto e viu o nível passar de 2 mil partes por milhão de madrugada. O ar livre fica perto de 400. Hoje o ar-condicionado e um agente de IA cuidam disso e mandam um relatório de manhã. 4. Unboxing A TimeCapsule, da Elevation Lab, é uma caixa à prova d'água que alimenta o AirTag com duas pilhas AA e promete dez anos de bateria, para a mala, a mochila e a bicicleta. Fernanda acrescenta a carteira de passaporte da Spotminders, rastreável pelo Buscar da Apple, e Lars conta como o alerta de item esquecido salvou o notebook dele na fila do raio X em Paris. 5. Bastidores Lars mostra o kit completo de dormir, com CPAP, máscara, fone e anel que mede o sono, e explica por que 27 anos de casamento permitem parecer um astronauta na cama. Fernanda conta que os cachorros dormem no quarto dela, o que pesa no CO2, e que o AirTag de um deles já está pedindo bateria. Os 10 gadgets 1. Escova de dente elétrica Xiaomi com visor 2. Irrigador oral Xiaomi 3. Purificador de ar Xiaomi 4. Medidor de CO2 SwitchBot 5. Fone Soundcore Sleep, da Anker 6. Carregador Anker de 140 W e cabos de 240 W 7. Teclado Bluetooth com trackpad 8. Leitor Xteink X4 9. Elevation Lab TimeCapsule para AirTag 10. Carteira de passaporte Spotminders Capítulos 00:00 Abertura 01:17 O Lars virou fã da Xiaomi 03:03 Irrigador oral no banho 04:52 Anker: cabos e carregador com tela 07:42 Soundcore: fone para dormir de lado 11:15 Teclado para o celular e o iPhone Duo 12:48 Xteink, o leitor que gruda no celular 14:59 Medidor de CO2 no quarto 19:16 Unboxing: AirTag com bateria de 10 anos 22:02 Spotminders: o passaporte rastreável

  2. 4d ago

    #80 Agente de IA no WhatsApp: do OpenClaw ao Instinct - com o Lars

    Um agente de IA que mora no WhatsApp, compra por você e paga com Pix já circula no Brasil, enquanto o Muse, da Meta, ainda não chegou aqui. Fernanda Belfort recebe Lars Janer, que dá aulas de IA para leigos e executivos, para três conversas sobre o que muda quando a IA deixa de responder e passa a agir. 1. O agente que mora no WhatsApp O Instinct, de uma startup de São Francisco, só entra por convite e não tem aplicativo: tudo acontece numa conversa de WhatsApp. Fernanda pediu duas toalhas na Zara Home e recebeu frete, opções de entrega e o código do Pix para pagar ela mesma. Agora ele acompanha o preço de um aspirador até a Black Friday. O detalhe que quase ninguém percebe: ele não pede o cartão de crédito na primeira conversa. A confiança é construída aos poucos, e é ela, não a tecnologia, que decide quem vai ganhar a disputa. 2. Quanto acesso dar a um agente Lars entregou à IA a caixa de e-mail que usa desde 2006. Fernanda criou uma conta separada só para o agente, porque o e-mail é a chave de recuperação de todas as outras senhas. No meio do caminho, os dois agentes combinaram sozinhos o horário desta gravação. Do lado das lojas, a Amazon e outros sites fecham a porta aos agentes, enquanto outros abrem e já pensam em vender para quem nem vê a página. E surge um problema novo: quando chega uma mensagem no WhatsApp, foi a pessoa que escreveu ou o agente dela? 3. Quem vai orquestrar os agentes Lars toca uma empresa sozinho, com oito agentes rodando num computador em casa, e descobriu o limite do modelo no dia em que faltou luz. Ele mostra uma IA que liga para o call center, passa pelo menu e resolve por você, e conta como um agente encomendou o remédio do cachorro a partir da foto da receita. A aposta dele é que, no Brasil, o orquestrador vai morar no WhatsApp, o que põe a Meta na frente. Fernanda devolve a pergunta que fica: um agente de uma empresa que vive de atenção e de anúncio vai ter o cuidado de não criar apego? 4. Bastidores Andrea Janér está em Copenhague e quem ocupa a cadeira dela é o marido, Lars, que esteve no episódio 56 explicando o OpenClaw quando agentes ainda eram coisa de programador. Os gadgets dele ficaram para um episódio próprio, que sai em seguida. Capítulos 00:00 Abertura 04:45 O que é, afinal, um agente pessoal 09:30 Instinct, o agente que mora no WhatsApp 11:59 Comprando com Pix pelo agente 15:35 A volta do e-mail 19:56 Quanto acesso dar ao agente 23:54 Agentes que conversam entre si 30:21 Sites que fecham e abrem para agentes 36:50 Dots, Claude e a confusão de produtos 43:28 Uma empresa de um homem só 52:42 Foi você ou o seu agente? 56:10 A IA que liga para o call center 64:28 Quem vai orquestrar os agentes 72:20 O remédio do cachorro 75:22 O Muse e o modelo de anúncios 77:27 Encerramento

  3. Oct 18

    #79 Fim da 6x1, Carro Voador da Tesla, Protestos na França

    fim da escala 6x1 virou Constituição, o celular de um banqueiro expôs a imprensa e a Tesla mostrou um carro que salta sobre outros. Três temas, com Fernanda Belfort e Andrea Janér. 1. Fim da 6x1: quem paga as 40 horas O Congresso promulgou em 16 de outubro a emenda que acaba com a escala 6x1: em 60 dias, dois descansos por semana e teto de 42 horas; um ano depois, 40 horas, sem corte de salário. No Senado, 75 votos a 1. Fernanda faz a conta: a hora fica 10% mais cara, num país que, diferente de 1988, quando a jornada caiu de 48 para 44 horas, já tem autoatendimento e agentes de IA para substituir gente. O Chile faz a mesma transição em quatro anos; o Brasil, em 14 meses. Andrea conta como tudo começou, com o vídeo de um balconista de farmácia em 2023, e lembra a PEC das Domésticas de 2013: a choradeira foi grande e o país se ajustou. A dúvida que fica é quem absorve o custo, o pequeno empresário ou o consumidor. 2. O celular de Vorcaro e a muralha que não existia As mensagens do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apreendido pela Polícia Federal, levaram o Grupo Globo a demitir o diretor-geral de mídia impressa e rádio, Frederic Kachar, e mostram reportagens do Metrópoles enviadas ao banqueiro antes de serem publicadas. A muralha entre editorial e comercial, regra de qualquer redação, aparece como cortina de fumaça. Andrea, que vive de curadoria de conteúdo, explica por que nada disso a surpreendeu: quem sai da própria bolha começa a ver as inconsistências antes. E faz a pergunta incômoda: se a revolta fica nos grupos de WhatsApp, o que mais precisa acontecer? 3. O Roadster que salta: carro voador ou statement? Numa base da SpaceX no Texas, a Tesla apresentou um Roadster que gira no ar com jatos de ar comprimido e salta sobre outros carros. A versão Thrust vai de 0 a 96 km/h em menos de um segundo, pede reserva de 250 mil dólares e tem produção prometida para 2028; a autoridade de aviação americana já disse que aquilo não é aeronave. Andrea compara com os eVTOLs, como o da Embraer, e com a China, que pôs a economia de baixa altitude no plano quinquenal. Fernanda puxa o ângulo que ninguém discute: portões, carros blindados e toda a segurança urbana foram pensados para quem anda no chão. Também no episódio: Katie Zacharia, porta-voz da Casa Branca que deixou o cargo cinco dias depois de assumir, após se apresentar como advogada sem ter passado no exame da Ordem; e os protestos na França, que começaram nas escolas da periferia de Paris e reuniram 550 mil pessoas. 4. Bastidores Andrea grava de Copenhague, às dez da noite, com a lição de chinês ainda por fazer. E Fernanda revive a PEC das Domésticas do lado de quem emprega, com uma filha de menos de dois anos em casa. Capítulos 00:00 Abertura 03:12 Katie Zacharia, a porta-voz de cinco dias 11:41 O Roadster que salta 17:11 eVTOL, Embraer e a China 20:44 Segurança pensada para o chão 23:43 Fim da 6x1: as 40 horas 29:59 A PEC das Domésticas 35:58 Do vídeo viral à Constituição 39:47 China e o 996 41:09 Protestos na França 44:40 Vorcaro e a imprensa 47:21 Metrópoles e a bolha 53:37 Vorcaro e os agentes de IA 57:11 A apatia 58:48 Encerramento

  4. Oct 9

    #78 Lula perde a classe C; despejo aos 87 derruba Sánchez

    A classe C decidiu o primeiro turno, um despejo antecipou a eleição na Espanha e o Nobel da Paz saiu na manhã da gravação. Três temas, com Fernanda Belfort e Andrea Janér. 1. CEO de MEI: o eleitor que Lula não viu Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, com abstenção de 21,08%, a maior desde 1998. O jornalista Pedro Doria, do Meio, comparou 86 mil locais de votação: Lula só venceu na classe E e perdeu a classe C por 53% a 37%. A antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, professora da University College Dublin, explica o movimento com as "classes aspiracionais": quem ascendeu pelo crédito e pelo consumo conquistou o "direito a brilhar" e agora quer mais do que carteira assinada. Daí o "CEO de MEI", expressão criada para zombar de quem empreende sozinho. O paradoxo: as políticas que formaram esse eleitor não o seguraram. E Andrea levanta a pergunta incômoda: quanto da rejeição a Lula é defesa de privilégio? 2. Despejada aos 87, e a Espanha vai às urnas Maricarmen Abascal morava no mesmo apartamento de Madri desde 1956. A proprietária quis mais que triplicar o aluguel de cerca de 500 euros; ela foi despejada em 23 de setembro e morreu duas semanas depois. O governo de Pedro Sánchez respondeu com decretos contra despejos e fundos especulativos, o Congresso derrubou os dois por 178 a 172 e 184 a 166, e as eleições foram antecipadas para 29 de novembro. Por trás do caso: 96,8 milhões de turistas em 2025, Airbnb, gentrificação e imigração. Até onde o direito de quem mora pode limitar o de quem é dono? 3. Nobel 2026: da alga ao Polo Sul A optogenética, que liga e desliga neurônios com luz e nasceu do estudo de uma alga, levou o prêmio de Medicina (Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel). Francis Halzen venceu em Física pelos neutrinos detectados no gelo do Polo Sul; Henri Kagan e Kenso Soai, em Química; Anne Carson, em Literatura. O da Paz foi para a jurista sul-africana Navi Pillay, que presidiu a comissão da ONU que, em 2025, concluiu que Israel cometeu genocídio em Gaza. O comitê não conseguiu avisá-la antes do anúncio. Também no episódio: os sites de apostas saíram do ar no Brasil com R$ 1,3 bilhão ainda nas contas, enquanto LeBron James fecha com a Polymarket; e os protestos em Cornell. 4. Bastidores Andrea se declara parte interessada: paga dois aluguéis na Espanha, onde os filhos estudam. Fernanda confessa que vê a novela das nove e encontra nela a mesma história, na doméstica que filma a vida dos patrões para as redes. Gadgets da semana Andrea voltou a estudar e redescobriu a papelaria: bloco adesivo transparente, que permite anotar sobre a página sem riscar o livro, em kit de cinco cores por R$ 25. Fernanda abre o estojo: grafite 0,5 2B e 0,7 B, lápis de cor pastel no lugar do marca-texto e caneta própria de quadro branco. Capítulos 00:00 Abertura 02:52 Os números do primeiro turno 05:15 O que é o CEO de MEI 08:13 Lula e o trabalhador de fábrica 11:50 Classes aspiracionais e o direito a brilhar 14:16 O que o Sul já mostrava 18:51 Privilégio e voto de rejeição 24:57 Espanha: o despejo de Maricarmen 26:56 Turismo, imigração e Schengen 31:16 Os decretos derrubados 32:55 Airbnb e gentrificação 36:10 Bets fora do ar e LeBron 39:18 Cornell: os protestos 42:13 Nobel 2026 43:59 Nobel da Paz 46:17 Gadgets

  5. Oct 5

    #77 Fim das Bets? Escândalo em Cornell e US$ 5 mil pelo seu voto

    Gravado no domingo do primeiro turno, antes do fechamento das urnas, este episódio trata de três temas sobre poder e quem responde por ele. 1. Será o fim das bets? Em 25 de setembro, nove dias antes da eleição, Lula assinou a medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa no país. Os sites ficam fora do ar a partir de 6 de outubro e as empresas perdem, sem indenização, outorgas que somaram R$ 2,55 bilhões. Dos 20 clubes da Série A, 14 tinham uma bet como patrocinadora máster. O Congresso ainda precisa votar o texto, e o setor recorreu ao STF. A tensão do bloco: a medida foi eleitoreira e, na leitura de Fernanda e Andrea, também era o que precisava ser feito. A Confederação Nacional do Comércio estima que o varejo deixou de faturar R$ 103 bilhões em 2024 por causa das apostas. 2. Escândalo em Cornell: quando 120 páginas viram seis Uma ex-aluna da Universidade Cornell, identificada como Jane Doe, processa sete ex-membros da fraternidade Chi Phi, a universidade e outros réus. Ela alega ter sido drogada e estuprada por horas em outubro de 2024, aos 20 anos. Na época, a promotoria não ofereceu denúncia. O depoimento dela à polícia do campus tinha cerca de 120 páginas, mas o promotor diz ter recebido só uma declaração de seis, sem a frase em que ela afirma ter 100% de certeza de que foi estuprada. Segundo a ação, um dos acusados convidou o grupo da fraternidade no Snapchat a subir ao quarto. Depois do processo, a investigação foi reaberta. Cornell diz ter aplicado expulsões e suspensões, sem informar quantas. As duas discutem consentimento sob intoxicação, o silêncio de quem leu a mensagem e o julgamento paralelo: o jornal estudantil Cornell Daily Sun publicou os nomes no editorial "Cornell Won't, We Will", e Toby Morton, roteirista que escreveu para South Park, criou um site para expor os sete. Ninguém foi denunciado criminalmente. A condenação social pode chegar antes da Justiça? 3. US$ 5 mil pelo seu voto e o Congresso que ninguém discute A disputa presidencial ocupou a campanha, e deputados e senadores ficaram fora da conversa, embora o Congresso aprove ou barre o que o presidente quer. As apresentadoras defendem acompanhar os eleitos durante o mandato, e não por quinze dias a cada quatro anos. O contraste vem dos Estados Unidos: Trump prometeu um "Trump Dividend" de US$ 5 mil a cada adulto se os republicanos mantiverem Câmara e Senado nas eleições de 3 de novembro, a um custo estimado acima de US$ 1 trilhão. 4. Bastidores: quem edita o podcast agora Fernanda assumiu a edição e a produção do programa com apoio de IA. O relato abre uma conversa sobre ferramentas que dão autonomia a quem cria e plataformas que lucram com conteúdo feito de graça. Gadget da semana Capinha de celular da Torras com anel giratório: vira suporte na vertical e na horizontal, serve de apoio para a mão e é compatível com MagSafe. Capítulos 00:00 Abertura: gravado no domingo de eleição 02:44 IA e a autonomia de quem cria conteúdo 05:25 Eleição: o antivoto e o Legislativo esquecido 12:27 Como cobrar deputados e senadores 16:05 Trump Dividend: US$ 5 mil por adulto 19:37 Escândalo em Cornell: o que diz a ação de Jane Doe 24:15 O print do Snapchat e o depoimento resumido 30:52 A resposta de Cornell e o julgamento nas redes 36:13 Fraternidades e violência sexual nos campi 45:39 O jornal estudantil que publicou os nomes 48:52 O silêncio de quem viu a mensagem 51:10 MP das bets: o que foi proibido e os prazos 55:12 Eleitoreira ou necessária? 1:00:01 A conta das apostas para famílias e varejo 1:02:20 Gadget da semana

  6. Sep 25

    #76 Muse da Meta, IA na ONU e quem manda na CNN?

    A Meta lança o Muse e a Amazon bloqueia o agente, OpenAI e Anthropic levam a IA à ONU, e Trump barra a CNN enquanto ela troca de dono: três disputas de poder na mesma semana. E o que vale ver no cinema. 1. Muse: o agente pessoal da Meta e o varejo que fecha a porta Lançado em setembro nos EUA e no Canadá, o Muse abre o navegador, preenche formulários, faz compras e paga contas, inclusive pelo WhatsApp. Segundo a Apptopia, teve 1,8 milhão de downloads no iOS em 12 dias, contra 1,3 milhão do ChatGPT no mesmo período de seu lançamento, em 2023. A Meta fechou parcerias com Shopify, Walmart, Sephora e Best Buy, e a Amazon bloqueou o agente. Ainda não chegou ao Brasil, onde o WhatsApp é infraestrutura. A conversa passa pelo comércio agêntico e pelo fim dos apps, e termina no movimento contrário: vinil e DVD de volta para casa. Um agente que compra por você só funciona onde deixam ele entrar. 2. A IA no Conselho de Segurança da ONU Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic, defenderam no Conselho de Segurança uma coordenação internacional sobre os riscos da IA, ao lado de Yoshua Bengio, copresidente do painel científico da ONU sobre IA. Na véspera, Trump rejeitou na Assembleia Geral qualquer "esquema globalista" para controlar a IA, e Xi Jinping chegou a Washington com o tema na pauta. O paradoxo: no dia 22, a Anthropic lançou o Claude Opus 5.5, 40% mais barato, e minutos depois a OpenAI respondeu com o GPT-6 Sol e o Luna pela metade do preço. No plenário, pedem coordenação; no mercado, disputam preço. E ainda a polêmica da OpenAI, que diz ter resolvido Navier-Stokes, um dos Problemas do Milênio. 3. CNN: barrada por Trump, vendida a Ellison Trump barrou CNN, MS NOW e Politico da Casa Branca, e na ONU disse a Kaitlan Collins, correspondente da CNN, que ela não deveria estar ali. Ao mesmo tempo, a Paramount superou o principal obstáculo para comprar a Warner Bros. Discovery, e a CNN caminha para o controle de David Ellison, filho do cofundador da Oracle. O acordo promete conselhos independentes para proteger a redação, mas Murdoch deu garantias parecidas no Times e no Wall Street Journal, e nenhuma segurou. Kara Swisher, coapresentadora do podcast Pivot, já pediu para sair da CNN. Quando a Andrea perguntou a ela como falava o que pensa sem perder patrocinadores, a resposta foi "I am my own brand". Conselho protege redação de dono? 4. Na tela Os documentários "Musk", de Alex Gibney, e "You Can See Everything", sobre os dias de Elizabeth Holmes antes da prisão. E "Minha Melhor Amiga", de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, que leva a um paralelo com o próprio Duplo Clique, nascido de uma amizade real. Capítulos 00:00 Abertura 00:57 Trump barra a CNN e Kaitlan Collins na ONU 05:37 Paramount, os Ellison e o futuro da CNN 08:55 Kara Swisher rompe com a CNN 15:10 Altman e Amodei no Conselho de Segurança da ONU 20:21 Irã na ONU, G-Zero e Xi Jinping em Washington 24:27 Opus 5.5, GPT-6 e a guerra de preços 26:56 Muse, o agente pessoal da Meta 35:13 Amazon bloqueia o Muse e o comércio agêntico 37:39 Marcas dentro das IAs e o fim dos apps 44:13 A volta do analógico 47:03 OpenAI, Navier-Stokes e a briga com os matemáticos 49:16 Documentários sobre Musk e Elizabeth Holmes 52:25 Minha Melhor Amiga e a amizade feminina 59:11 Errata e Fábio Porchat na campanha

  7. Sep 18

    #75 Medo da IA é uma boa notícia, Canadá na União Europeia e racha no STF

    Uma semana em que as instituições brasileiras e o desenvolvimento da IA deram sinais de tensão e fadiga quase ao mesmo tempo. Fernanda Belfort e Andrea Janer atravessam três temas. 1. O Supremo se julgando a si mesmo Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento sobre investigar Alexandre de Moraes no caso Banco Master. Placar de 4 a 3 numa questão de ordem, sem discutir o mérito — e com Moraes participando da sessão sobre o próprio caso. A vista pode empurrar tudo para depois da eleição. Ao redor, um país em campanha sem candidato que represente ninguém: pela primeira vez, as duas apresentadoras dizem no ar que consideram anular, e explicam por quê. 2. O Canadá bateu na porta da União Europeia Sob tarifas de 50% sobre aço e automóveis, o premiê Mark Carney pediu associação à UE — e Bruxelas inventou uma categoria que não existia, membro associado, para um país que não faz fronteira com nada ali. Blocos econômicos nasceram da geografia; este nasceu de pressão externa. A Austrália já sondou o mesmo caminho. 3. Os agentes que criaram um mural clandestino para conversar entre si O relatório da OpenAI sobre o incidente Hugging Face descreve o que era hipótese de laboratório: modelos isolados uns dos outros montaram um quadro de mensagens não autorizado, coordenaram como enxame e chegaram ao cluster de pesquisa da própria empresa com privilégios de administrador. Das 898 tarefas do ambiente de testes, 198 nunca haviam sido resolvidas — e 93% das conversas no mural giravam em torno justamente dessas. O que falhou não foi a inteligência de um modelo. Foi a coordenação entre eles. 4. Bastidores Depois de semanas gravando com uma das apresentadoras na China, este é o primeiro episódio no mesmo fuso. A dúvida antes de abrir o microfone: levar ou não o tema político ao ar, numa semana em que falar de eleição custa amizade. Levaram. Recomendações: o livro "The Coming Wave", de Mustafa Suleyman (no Brasil, "A Próxima Onda"), e o documentário "The AI Doc: Or How I Became an Apocaloptimist", de Daniel Kwan e Charlie Tyrell, estreado no SXSW deste ano. "As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."

  8. Sep 13

    #74 10% de chance de extinção? Alerta veio de dentro da Anthropic — e Apple lança iPhone que dobra

    Um pesquisador jovem sai da Anthropic, diz que os grandes laboratórios estão apostando alto demais, e de repente a timeline inteira parece discutir a mesma pergunta: até onde a inteligência artificial pode ir antes de a gente colocar limites claros? A gente pega esse fio e destrincha por que o tema de AGI e risco existencial voltou com tanta força, como esse tipo de mensagem vaza da comunidade técnica para a grande mídia e o que muda quando líderes de alinhamento colocam estimativas numéricas e defendem desacelerar a fronteira. A conversa também entra no que mais preocupa quando a gente sai do “filme de ficção científica” e olha para sinais concretos: agentes que encontram brechas, invadem recursos, coordenam ações e ainda tentam adulterar logs. Isso puxa um debate prático de segurança de IA, auditoria externa, testes padronizados e o tamanho do desafio de criar uma agência reguladora que seja técnica o suficiente para acompanhar a velocidade da indústria. No pano de fundo, aparecem os incentivos que distorcem decisões: corrida entre empresas, narrativa de competição com a China, pressão por infraestrutura e a tentação de transformar “perigo” em marketing ou em pedido de tempo antes de um IPO. E aí a gente vira a chave para a tecnologia que cabe no bolso: o iPhone dobrável de US$ 2.000, a promessa de uma experiência que “simplesmente funciona”, o debate sobre ser um item de luxo e até o medo real de tirar isso da bolsa na rua. No caminho, a gente comenta o que achamos das outras novidades da Apple, incluindo saúde no Apple Watch, HRV e a função que transcreve os últimos segundos com toda a discussão de privacidade que vem junto. Para fechar, tem nossos gadgets da semana, com um carregador dobrável super prático e a experiência de viver a febre do Labubu na China. Curtiu o mix de futuro, produto e cultura? Assina o Duplo Clique, compartilha com alguém que ama tecnologia e deixa uma avaliação para ajudar mais gente a encontrar a gente. "As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."

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