Rádio Avesso

Fábio Monnerat e Isabela Tedesco

Bem-vindo ao "Rádio Avesso" , o podcast feito por Fábio Monnerat e Isabela Tedesco Aqui exploramos não apenas as últimas tendências, mas também os bastidores da moda, analisando como as marcas estão se reinventando, varejo, como a sustentabilidade e a tecnologia estão transformando a cadeia produtiva, branding para construção de marcas que geram valor e como os consumidores estão influenciando a evolução desse mercado. Com foco em insights estratégicos e análises de mercado, este pod é ideal para profissionais da moda, empresários e todos aqueles que amam moda.

  1. 2d ago

    Como construir uma loja de moda que valha a pena sair de casa para visitar?

    ATENÇÃO - O INÍCIO DO VÍDIO ESTÁ COM TELA PRETA, MAS SÃO SÓ OS 40 PRIMEIROS SEGUNDOS. DEPOIS VOCÊS VÃO ME VER. TALVEZ FOSSE MELHOR A TELA PRETA. hehehe Em um momento em que podemos comprar praticamente tudo sem sair do sofá, o varejo físico precisa responder a uma pergunta cada vez mais importante: por que alguém ainda deveria atravessar a cidade para entrar em uma loja? Neste episódio do Rádio Avesso, Fábio Monnerat partiu de uma provocação da The Business of Fashion para discutir o futuro das lojas de moda e o que transforma um espaço de varejo em um verdadeiro destino. A BoF ouviu seis varejistas presentes em sua seleção das Melhores Lojas de Moda do Mundo para entender o que faz uma boutique multimarcas continuar relevante hoje. A resposta passa por curadoria, relacionamento, descoberta, comunidade, serviço e, principalmente, pela capacidade de criar uma experiência que não pode ser reproduzida por um clique. E há uma razão especial para olharmos para esse movimento: duas lojas brasileiras estão entre as melhores do mundo: NK (RJ e SP) e Working Title (SP). O que elas estão fazendo de diferente? O que o varejo brasileiro pode ensinar ao mundo? E por que, quando existe uma boa história para contar, uma curadoria capaz de surpreender e uma experiência que merece ser vivida, a loja física deixa de ser apenas um ponto de venda para se transformar em um lugar onde vale a pena estar? Porque talvez o futuro do varejo não seja sobre vender mais rápido. Talvez seja sobre criar motivos para as pessoas quererem sair de casa.

    Como construir uma loja de moda que valha a pena sair de casa para visitar?
  2. Jul 18

    O FUXICO NA DIOR VALE MAIS QUE NO BRASIL?

    No episódio de hoje, Fábio Monnerat traz um tema bastante complexo, mas que merece estar am pauta. O fuxico apareceu no desfile de alta- costura da Dior, mas isso não é um sinal de que o fuxico está em alta, apenas um alerta de como a moda vai se apropriar do feito à mão e se a gente não se organizar vamos perder essa grande revolução das manualidades como algo de muito valor. O que diferencia uma peça de roupa comum de uma verdadeira obra de arte? Mergulhamos nas linhas, nós e tramas que desenham a identidade do nosso país. Vamos falar sobre a força avassaladora do artesanato tradicional brasileiro, com foco nas nossas preciosas rendas e bordados, como a Renascença, o Filé, o Labirinto e o Richelieu, no fuxico, nos tressês e toda riqueza de saberes e materiais que o Brasil possui e não consegue ver como valor. Muito além da estética e da moda, essas técnicas representam matemática pura, herança cultural e o sustento de comunidades inteiras de mulheres de norte a sul do Brasil. Mas se temos em mãos um produto com a cara do mercado de luxo global, por que o setor ainda luta para se consolidar como uma grande potência econômica? Neste episódio, debatemos sem filtros: O Luxo do Tempo: Por que o fazer manual é o verdadeiro diferencial competitivo na era da ultra-fast fashion. Gargalos e Leis: O impacto das novas legislações federais e o quanto o Brasil ainda peca na falta de incentivos fiscais, desoneração da cadeia e combate à pirataria industrial. Moda e Cocriação: Como marcas e designers podem atuar como pontes éticas para gerar valor real na ponta da produção (e por que o extrativismo cultural precisa acabar). O Futuro do "Made in Brazil": O que falta para que o nosso artesanato seja reconhecido globalmente com o mesmo prestígio das grandes maisons europeias. Se você acredita que o futuro da moda é ético, ancestral e cheio de história, este episódio é um convite para olhar para as nossas raízes com olhos de negócios, respeito e muito orgulho. Dá o play e venha entender por que a revolução da moda brasileira é feita à mão! 🧵✨ Siga a gente no Instagram: @radioavesso e @fabiomonneratDeixe sua avaliação com 5 estrelas no Spotify, Youtube ou na plataforma que você nos escuta para ajudar o nosso podcast a crescer!

    O FUXICO NA DIOR VALE MAIS QUE NO BRASIL?
  3. Jul 4

    O retorno do preto: por que a moda está voltando ao preto em 2026/27?

    No episódio de hoje Fábio Monnerat fala sobre a volta do preto como a cor central das próximas estações. Nos últimos dois ou três anos parecia impossível escapar do marrom. Chocolate, mocha, café, camel, ferrugem... essas tonalidades dominaram as passarelas, o street style e principalmente o varejo. Bastava entrar em qualquer loja para encontrar dezenas de variações da mesma cartela. Mas a moda nunca fica parada. Os desfiles internacionais de 2026 começam a mostrar um movimento interessante: o preto está voltando ao centro das coleções. E quando uma cor volta com tanta força nas passarelas, dificilmente ela fica restrita ao universo do luxo. Mais cedo ou mais tarde ela chega ao varejo. Hoje vamos entender por que isso está acontecendo e como esse movimento pode impactar o mercado brasileiro. O preto nunca deixou de existir. Ele continua sendo uma das cores mais vendidas do mundo por motivos muito simples: transmite elegância;combina com praticamente tudo;é percebido como sofisticado;aumenta a vida útil das peças.O que aconteceu foi uma mudança de protagonismo. Depois da pandemia, vimos uma busca enorme por tons terrosos. A estética do quiet luxury ajudou bastante nisso. Marcas como The Row, Loro Piana e Brunello Cucinelli consolidaram uma imagem de luxo baseada em beges, caramelos, marrons e cinzas. Ao mesmo tempo, o marrom trouxe uma sensação de conforto e naturalidade que conversava muito com o momento emocional do consumidor. Nas semanas de moda de Fall/Winter 2026 e S/S 27 o preto reaparece como protagonista. Em Milão, compradores da Net-a-Porter destacaram justamente o retorno dos looks completamente pretos como um dos principais direcionamentos da temporada. No Golden Globes de 2026, a Vogue britânica chegou a afirmar que o vestido preto reinou absoluto. Atrizes como Julia Roberts, Ariana Grande, Jenna Ortega e Teyana Taylor apareceram usando interpretações muito diferentes da mesma cor. O consumidor brasileiro vai abandonar o marrom? Provavelmente não. A tendência não é substituir. É equilibrar. Depois de anos de uma cartela extremamente quente, o preto reaparece como símbolo de refinamento. Todos preparados para essa volta do Preto?

    O retorno do preto: por que a moda está voltando ao preto em 2026/27?
  4. Jun 27

    Quem vai influenciar quem nos próximos anos?

    No episódo da Rádio Avesso, Fábio Monnerat e Isabela Tedesco falam sobre as mudanças no cenário da comunicação digital: dos influencers de lifestyle para os de conteúdo. De Virgínia e as polêmicas envolvendo as BETs, passando por Silvia Braz que mantém o lifestyle ostentação com muita maestria até a chegada de nomes como Michel Acoforado, antropólogo, que virou sensação midiátia com seu livro Coisa de Rico. Vivemos um momento curioso na comunicação: nunca tivemos tantas pessoas produzindo conteúdo, compartilhando opiniões, criando comunidades e influenciando comportamentos. As redes sociais transformaram qualquer pessoa em uma possível mídia. Mas, ao mesmo tempo, nunca existiu tanta desconfiança em relação à influência. A chamada crise da influência nasce desse excesso. Em meio a milhares de recomendações, publiposts, tendências instantâneas e vidas cuidadosamente editadas, o público começou a questionar: o que é genuíno? O que é estratégia? Quem realmente entende do assunto e quem apenas acompanha o movimento? Durante anos, o influenciador foi valorizado pelo alcance e pela capacidade de gerar desejo. Hoje, essa equação mudou. A audiência busca mais do que visibilidade: busca repertório, autenticidade, conhecimento e uma conexão que vá além da imagem. O futuro da influência talvez esteja menos ligado ao número de seguidores e mais à capacidade de construir confiança. Em um mundo onde todos podem falar, a diferença estará em quem tem algo relevante para dizer. No novo episódio do Rádio Avesso, vamos discutir os caminhos da influência, a transformação do papel dos criadores de conteúdo e como marcas e consumidores estão redefinindo quem realmente tem poder de influenciar.

    Quem vai influenciar quem nos próximos anos?
  5. Jun 20

    A doce ilusão do glamour na moda

    No episódio de hoje, Fábio Monnerat e Isabela Tedesco falam sobre a doce ilusão do glamour na moda Durante muito tempo, a moda foi construída no imaginário coletivo como um universo de brilho, festas, convites exclusivos, viagens, imagens perfeitas e uma estética de sonho. E existe, sim, uma parte mágica nesse setor: a capacidade de criar desejo, transformar cultura em produto e traduzir emoções através de uma peça de roupa. Mas existe uma camada menos visível e, mais importante, que sustenta tudo isso: estratégia, gestão, planejamento, processos, números, pessoas e decisões difíceis. A moda precisa amadurecer além da fantasia do glamour. Um setor tão relevante economicamente e culturalmente não pode ser conduzido apenas pelo ego, pela busca de validação ou pela aparência de sucesso. Marcas não se constroem apenas com aplausos, eventos e exposição; elas se constroem com consistência, visão de longo prazo e profissionais preparados. O futuro da moda pertence menos a quem quer apenas aparecer e mais a quem entende que criatividade precisa caminhar junto com negócio. Que talento precisa de método. Que estética precisa de estratégia. A verdadeira sofisticação está em transformar sonho em valor, inspiração em resultado e paixão em uma construção sustentável. A moda continuará sendo encanto. Mas para permanecer relevante, ela precisa ser também mais profissional. Porque o glamour pode abrir portas, mas é a competência que mantém uma marca de pé. O que vocês acham?

    A doce ilusão do glamour na moda
  6. Jun 13

    O valor do humano na era da Inteligência Artificial

    No episódio de hoje do Rádio Avesso, Fábio Monnerat e Isabela Tedesco vão abordar de como o HUMANO entra no centro das atenções de todos os reports e eventos de tendência e futuro. Em um momento em que a Inteligência Artificial transforma processos, acelera pesquisas e redefine a forma como criamos, surge uma pergunta fundamental para a moda: o que continua sendo exclusivamente humano? Neste episódio, discutimos por que o repertório, a vivência, a sensibilidade cultural e a capacidade de interpretar comportamentos seguem sendo ativos insubstituíveis para profissionais e marcas. Se a IA é capaz de organizar informações e identificar padrões, é o olhar humano que conecta passado, presente e futuro para construir significado, desejo e relevância. A moda nunca foi apenas sobre roupas. Ela é expressão cultural, identidade, contexto social e emoção. E é justamente nesse território que o repertório se torna um diferencial competitivo. Quanto mais ampla a bagagem cultural, estética e comportamental, maior a capacidade de criar narrativas autênticas, identificar movimentos emergentes e desenvolver marcas com propósito. Uma conversa sobre criatividade, pensamento crítico e a importância de cultivar conhecimento em um mundo cada vez mais automatizado. Porque, na moda, a tecnologia pode ampliar possibilidades, mas são as referências, as experiências e a sensibilidade humana que transformam informação em visão. O que vocês acham?

    O valor do humano na era da Inteligência Artificial

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