Imparável Cast

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Toda semana uma nova entrevista com imparáveis que superaram suas dificuldades e se tornaram servidores públicos. Histórias incríveis para inspirar você a conquistar os seus sonhos! O apresentador Gabriel Granjeiro é CEO e sócio-fundador do GRAN, uma das maiores EdTechs do Brasil, com mais de 800.000 alunos ativos pagantes e um dos sites de educação mais visitados do país. É também reitor da Gran Faculdade. Acompanha de perto o universo dos concursos desde muito cedo e ingressou nele, profissionalmente, aos 14 anos. Desde 2016, escreve artigos semanais que já foram lidos por mais de 2 milhões de pessoas. Formou-se em Administração e Marketing pela New York University Stern School of Business e, em 2021, foi incluído na prestigiada lista da Forbes Under 30. Recentemente, foi reconhecido pela EY como um dos Empreendedores do Ano e pela MIT Technology Review como um dos jovens empreendedores mais inovadores da América Latina.

  1. 1d ago

    Largou o futebol, virou PF e será policial legislativo com mais R$ 20 mil de salário |Mateus Alberto

    Mateus Alberto sempre quis ser jogador de futebol. Estudava só o suficiente para passar de ano e continuar treinando, até que, aos 18 anos, foi fazer uma peneira para a Série B do Campeonato Candango. Lá, viu um jogador com mais de 30 anos ainda buscando uma oportunidade, acompanhado pelo pai. Seu pai também estava ali. Na volta, Mateus decidiu: ia abandonar o futebol e começar a estudar.Só que ele não sabia estudar, e sua base era péssima. Na faculdade, uma colega chegou a perguntar: “É sério que você quer estudar para concurso?” Ele não conseguia escrever corretamente nem “último dia útil”. Ao longo da preparação, como aluno do Gran, fez três cursos de Português com o professor Claiton Natal e, anos depois, mais um para a Polícia Legislativa. Chegou a manter um post-it no escritório para não esquecer contas básicas de matemática e que “um” e “uns” são artigos indefinidos.Durante quase três anos de preparação para a Polícia Federal, sofreu um acidente de carro, cuidou da avó durante uma profunda depressão, lesionou a coluna e estudou por meses em meio a dores tão fortes que precisava parar e ficar em posição fetal dentro do carro. Na pandemia, sua mãe foi parar na UTI. Ainda assim, continuou.Aos 21 anos, foi aprovado para agente da Polícia Federal e escrivão da PCDF, sempre tendo o Gran como parceiro na preparação. Anos depois, já na PF, enfrentou nove meses de preparação para a Polícia Legislativa, também com o Gran, enquanto cuidava de um filho de seis meses, passava por uma cirurgia de apendicite, vivia a descoberta de uma nova gravidez, fazia viagens entre estados e conciliava tudo com uma rotina intensa de trabalho. Até que veio a recompensa: a aprovação para a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados.

    Largou o futebol, virou PF e será policial legislativo com mais R$ 20 mil de salário |Mateus Alberto
  2. 4d ago

    20 reais no bolso e um sonho que o levou ao MPU e a futuro auditor-fiscal | Sidney Reges

    Sidney Reges Ferreira, tem 35 anos, filho de pais analfabetos, cresceu em Trombas, Goiás, em uma casa feita de barro, sem água, sem luz, sem portas ou janelas. O chão era de terra, a cama era de palha de bananeira e, em alguns momentos, faltou até comida. Ainda criança, começou a trabalhar para ajudar a família, capinando, plantando milharais, fazendo cercas e carregando todo tipo de material pesado.Até que decidiu ir para Brasília aos 17 anos. Chegou com duas peças de roupa, vinte reais no bolso, uma rapadura e um punhado de amendoim. Em sua trajetória, chegou a dormir no chão, na rua, debaixo de chuva, ao lado de ratos e baratas. Trabalhando como empacotador, um dia perguntou por que trabalhava tanto e ganhava tão pouco, enquanto o gerente ganhava mais. A resposta: “Porque ele estudou.” Sidney decidiu que também estudaria. Sem dinheiro para comprar livros, procurava material no lixo pelas ruas de Brasília.E foi assim que começou a construir uma nova história. Fez cursos profissionalizantes, aprendeu informática desenhando um teclado numa folha de papel, entrou na faculdade e, durante essa caminhada, chegou a fazer uma prova depois de sofrer um grave acidente de moto. Mesmo ferido e sangrando, pediu aos policiais que o levassem até a faculdade porque não podia perder a prova. Foi também nessa fase que conheceu uma professora que se tornaria sua maior incentivadora nos estudos e, mais tarde, sua esposa.Juntos, começaram a estudar para concursos enquanto moravam em uma casa com parte da estrutura coberta por lona. Foram cerca de 100 concursos prestados e 15 aprovações, até a chegada ao Ministério Público Federal e à nomeação, em novembro de 2023. Hoje, Sidney tem casa, dois carros, lote quitado e aguarda a nomeação para auditor-fiscal de atividades urbanas do DF, sem precisar se preocupar se amanhã vai ter como colocar comida na mesa.

    20 reais no bolso e um sonho que o levou ao MPU e a futuro auditor-fiscal | Sidney Reges
  3. Jul 30

    Trabalhando como Uber e estudando no carro entre corridas, ele foi aprovado no BB | Fábio Marques

    Tem gente que estuda para concurso em casa, em uma biblioteca ou em uma sala de estudos. O nosso convidado de hoje estudava dentro do carro.Enquanto o aluno Gran Fabio Marques dirigia pelas ruas do Distrito Federal como motorista de aplicativo, ele transformou o carro em uma verdadeira sala de aula. As videoaulas do Gran ocupavam o lugar das músicas. As revisões aconteciam entre uma corrida e outra, pelo celular. E o despertador tocava todos os dias às 4h30 da manhã para garantir algumas horas de estudo antes mesmo de começar a trabalhar.Mas talvez a decisão mais difícil dessa caminhada tenha acontecido quando o edital foi publicado. Fábio abriu mão de um mês de trabalho para estudar exclusivamente. Durante esse período, sua esposa assumiu sozinha todas as despesas da casa, apostando que aquele sonho valia o risco.Filho de um eletricista e de uma costureira, Fábio também passou pelo Exército e enfrentou o desemprego durante a pandemia. Foi justamente nesse período que decidiu apostar de vez no sonho da aprovação.O resultado dessa persistência veio em 2023, com a aprovação no concurso do Banco do Brasil. Em abril de 2024, tomou posse como escriturário. Pouco tempo depois, conquistou sua primeira promoção e se tornou gerente de relacionamento.Hoje, você vai conhecer a história de alguém que provou que, quando existe um sonho grande, qualquer lugar pode se transformar em uma sala de aula.

    Trabalhando como Uber e estudando no carro entre corridas, ele foi aprovado no BB | Fábio Marques
  4. Jul 24

    Mãe, enfermeira e aprovada em 6 concursos, estudando entre plantões | Thabita Kelly S. de Brito

    Aos 33 anos, mãe de uma menina de cinco, Thabita Kelly passou anos vivendo uma rotina que pouca gente conseguiria sustentar. Filha de uma cozinheira, criada tendo a mãe como sua grande referência, ela aprendeu desde cedo que a única forma de mudar a própria história seria pelo estudo.Vieram os plantões, as madrugadas de estudo e os livros abertos sempre que a filha estava na escola ou dormia. Foram anos de tentativas, aprovações no cadastro de reserva e a sensação de estar sempre muito perto, mas nunca no lugar que sonhava.Até que 2025 mudou tudo.Na PCDF, conquistou o primeiro lugar na prova objetiva para o cargo de enfermeira. Depois da prova discursiva, garantiu o segundo lugar, dentro das vagas. No mesmo ano, também foi aprovada entre os primeiros colocados na EBSERH, conquistou o 28º lugar no MPU e, no CNU 2, alcançou o primeiro lugar na prova objetiva para enfermeira do Hospital das Forças Armadas, terminando a classificação final em sétimo lugar.Mas a maior conquista da Thabita foi muito além das aprovações. Depois de anos na iniciativa privada, trabalhando muito e com pouca qualidade de vida, ela encontrou no serviço público a estabilidade que sempre buscou e a possibilidade de viver com mais dignidade, sem deixar de fazer aquilo que ama: cuidar de pessoas.E é com muito orgulho que dizemos que a Thabita estudou por meio dos materiais do Gran.

    Mãe, enfermeira e aprovada em 6 concursos, estudando entre plantões | Thabita Kelly S. de Brito
  5. Jul 17

    Terminou ensino médio por supletivo e tornou-se servidora federal aos 44 anos | Caroline Oliveira

    Há histórias que nos lembram que, para algumas pessoas, estudar nunca foi uma obrigação. Foi um privilégio.A convidada de hoje nasceu no interior de Minas Gerais e foi criada pelos avós, dois trabalhadores rurais sem escolaridade. A avó dizia que queria levá-la à escola para que aprendesse, pelo menos, a escrever o próprio nome. O avô era alcoólatra, e as mudanças constantes faziam com que a escola fosse interrompida muitas vezes. Na época da colheita, estudar dava lugar ao trabalho. Quando conseguia ir às aulas, ela chegava sem café da manhã e sem material escolar, mas com um sonho: ter um jogo de canetinhas.Aos 13 anos, deixou a casa dos avós. Começou a trabalhar muito cedo como empregada doméstica e em restaurante. Aos 14 anos, ainda cursava a antiga 6ª série. Terminou os estudos por meio do supletivo e, durante muito tempo, acreditou que a faculdade não era um sonho possível.Mas ela decidiu mudar a própria história. Fez o Enem, ingressou no Instituto Federal de Brasília, tornou-se mãe, conciliou família e estudos, enfrentou inúmeras reprovações em concursos e, quando muitos teriam desistido, continuou.Hoje é servidora pública, Analista Técnica do Executivo Federal, aprovada em cinco cargos no CNU.A história da aluna Gran Caroline de Almeida de Oliveira mostra que a falta de oportunidades pode atrasar um sonho, mas não é capaz de impedir quem decide continuar caminhando.

    Terminou ensino médio por supletivo e tornou-se servidora federal aos 44 anos | Caroline Oliveira
  6. Jul 10

    Ele foi aprovado em 12 concursos. Hoje, escolhe qual cargo assumir | Weslley Lindbergh

    O meu convidado desta semana é o aluno do Gran, Weslley Lindbergh Rocha de Araújo. Natural de Teresina, no Piauí, ele cresceu em uma família simples, onde estudo e trabalho sempre foram prioridade.Filho de um servidor público com deficiência visual, Weslley cresceu tendo dentro de casa o principal exemplo da sua vida. Seu pai superou limitações e construiu sua trajetória no trabalho por meio dos concursos públicos. Esse exemplo marcou profundamente sua visão de futuro.Antes da aprovação, porém, veio uma rotina de muito trabalho. Ainda jovem, começou como aprendiz e depois atuou como auxiliar de almoxarifado. Descarregava caminhões, organizava estoque e lidava com trabalho físico pesado todos os dias.Mesmo assim, seguiu estudando. Entrou na faculdade de Ciências Contábeis e passou a viver uma rotina intensa. Saía cedo de casa, trabalhava durante o dia e só retornava à noite, muitas vezes perto da meia-noite. Era uma rotina de cansaço constante e poucas pausas.Quando decidiu estudar para concursos, não tinha orientação nem método definido. Estudava à noite e nos fins de semana, sempre após um dia inteiro de trabalho. As reprovações começaram a aparecer. Em 2022, após a eliminação na CGU e um problema de saúde no estômago, precisou interromper os estudos por um período.Quando voltou, retomou com mais maturidade e constância. Aos poucos, as aprovações começaram a acontecer até chegar a cargos de alto nível, como Auditor Interno da ALESP e Consultor Legislativo na Câmara Municipal de São Paulo. Também obteve o 6º lugar para Auditor de Controle na Controladoria-Geral do Estado de São Paulo.Hoje, Weslley acumula 12 aprovações em concursos públicos. Como Consultor Legislativo, olha para a própria trajetória com clareza e sabe que a mudança de vida que conquistou não foi fruto da facilidade, mas da permanência. A estabilidade, as conquistas e a realização de sonhos vieram como consequência de anos de constância.

    Ele foi aprovado em 12 concursos. Hoje, escolhe qual cargo assumir | Weslley Lindbergh
  7. Jul 2

    20 concursos, 24 mil questões, autismo, filho na UTI… Hoje é Auditor do TCE | Henrique Penna

    O meu convidado de hoje é formado em direito. Trabalhava de 10 a 11 horas por dia e recebia cerca de R$ 1.900 por mês. Foi justamente quando se casou e começou a construir uma família que a realidade bateu mais forte: boletos, aluguel, supermercado e a sensação de que, por mais que trabalhasse, nunca conseguiria oferecer a segurança que sonhava para a esposa.Foi nesse momento que o aluno Gran Henrique Penna enxergou no concurso público uma oportunidade de mudar de vida. Mas a caminhada estava longe de ser simples. Sentar para estudar era um sofrimento diário. Concentrar-se por poucas horas parecia impossível, até que, já durante a preparação, veio um diagnóstico que mudou sua própria história: autismo nível 1. Com o tratamento adequado, ele passou a adaptar sua rotina e encontrou um método que transformou os estudos em uma espécie de jogo: cada meta cumprida, cada bloco de questões resolvidas, cada página de lei seca lida representava uma pequena vitória. A primeira grande recompensa veio com a aprovação na Cemig, que trouxe estabilidade para a família e um plano de saúde que, pouco tempo depois, faria toda a diferença. Em 2024, seu filho Thomás nasceu prematuro e precisou ficar internado na UTI Neonatal. Entre a angústia, o trabalho e a rotina dentro de casa, Henrique continuou estudando. Muitas vezes, colocava o filho para dormir enquanto assistia às aulas em áudio.Foram quatro anos de preparação, vinte concursos prestados e vinte e quatro mil questões resolvidas até conquistar mais um sonho: a aprovação no Tribunal de Contas de Minas Gerais como auditor de controle externo.

    20 concursos, 24 mil questões, autismo, filho na UTI… Hoje é Auditor do TCE | Henrique Penna

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