SommCast TV

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O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

  1. 1d ago

    [SommCast] Eduardo Chadwick - Presidente da Viñedos Familia Chadwick #EP176

    Poucos nomes ajudam a explicar a transformação do vinho chileno nas últimas décadas como Eduardo Chadwick. Presidente da Viñedos Familia Chadwick, grupo que reúne projetos como Viña Errázuriz, Seña, Viñedo Chadwick, Arboleda e Caliterra, ele relembra no SommCast uma trajetória construída com visão, persistência e uma ambição que, nos anos 1980 e 1990, parecia improvável: provar que o Chile poderia produzir vinhos capazes de competir no mesmo nível dos grandes ícones de Bordeaux, Toscana e Napa Valley. No centro dessa história está o Viñedo Chadwick, criado no antigo campo de polo de seu pai e transformado também em uma homenagem à memória da família. O episódio mergulha em um dos momentos decisivos dessa mudança de percepção: a histórica Cata de Berlim de 2004. Em uma degustação às cegas diante de críticos e profissionais internacionais, Viñedo Chadwick 2000 terminou em primeiro lugar e Seña em segundo, superando rótulos consagrados da França e da Itália. O resultado abriu portas, ganhou repercussão internacional e deu início a uma série de degustações pelo mundo que ajudaram a consolidar os grandes vinhos chilenos. Eduardo também conta sua relação com Robert Mondavi, a criação de Seña em 1995 e o aprendizado de que produzir um grande vinho não basta: é preciso saber apresentá-lo, construir reputação e contar sua história. Mas a conversa não vive apenas do passado. Chadwick analisa a queda global do consumo, a necessidade de reconectar novas gerações ao vinho, a premiumização do mercado brasileiro e o papel dos vinhos icônicos em um cenário cada vez mais competitivo. Também fala sobre sucessão familiar, enoturismo, formação de uma nova geração dentro da empresa e o desafio que ainda permanece: ampliar definitivamente a presença do Chile nos grandes restaurantes e mercados de luxo do mundo. Um episódio sobre vinho, claro — mas principalmente sobre visão de longo prazo, legado e a coragem de desafiar hierarquias que pareciam imutáveis. Destaques 🍷 A Cata de Berlim que mudou a história Viñedo Chadwick e Seña foram colocados às cegas diante de alguns dos maiores vinhos do planeta. O resultado não foi apenas uma vitória de dois rótulos: ajudou a romper o preconceito de que o Chile não poderia ocupar a elite mundial do vinho. 🌎 De desconhecido a protagonista Eduardo relembra um Chile que praticamente começava do zero no mercado internacional e todo o trabalho necessário para renovar vinhedos, modernizar bodegas, formar profissionais e conquistar reconhecimento. 🤝 O encontro com Robert Mondavi A parceria que deu origem ao Seña trouxe intercâmbio técnico, visão internacional e uma lição fundamental: qualidade precisa caminhar junto com posicionamento, marketing e capacidade de contar uma grande história. 🇧🇷 Brasil como mercado estratégico Chadwick destaca a proximidade histórica com o consumidor brasileiro e enxerga a evolução para vinhos de maior qualidade como uma oportunidade importante para os grandes rótulos chilenos. 🏛️ Construir luxo exige tempo Guardar safras antigas, realizar degustações verticais e provar a longevidade dos vinhos tornou-se parte essencial da estratégia para posicionar a família entre os grandes nomes do vinho mundial. 🌱 Legado e próxima geração Três das quatro filhas de Eduardo já participam do negócio, enquanto uma nova geração também assume responsabilidades técnicas. Mais do que preservar uma história, o desafio agora é garantir que ela continue evoluindo.

    [SommCast] Eduardo Chadwick - Presidente da Viñedos Familia Chadwick #EP176
  2. 4d ago

    [A Origem do Sabor] Marcelo Pardin - Mestre alambiqueiro e fundador da Cachaça Pardin #EP16

    A cachaça pode ocupar o mesmo espaço de complexidade, técnica e prestígio de um grande whisky? Para Marcelo Pardin, mestre alambiqueiro e fundador da Cachaça Pardin, a resposta passa por estudo, experimentação e, sobretudo, curiosidade. Neste episódio de A Origem do Sabor, ele conta uma trajetória improvável: começou a se aprofundar no universo da bebida aos 45 anos, depois de buscar uma solução para aproveitar canas fora do padrão comercial, e transformou essa descoberta em uma obsessão por fermentação, destilação, madeiras e construção sensorial. A conversa mergulha no que existe por trás de uma cachaça de alta qualidade. Marcelo explica como higiene, fermentação, leveduras, origem da cana e destilação interferem diretamente no resultado — e mostra como diferentes regiões e matérias-primas podem criar perfis completamente distintos. Mas é nas madeiras e nos blends que sua inquietação aparece com mais força: há criações finalizadas em barris que receberam vinho do Porto e whisky, além de um acervo de 26 tipos de madeira usado para desenvolver bebidas únicas. A degustação ainda abre espaço para harmonizações com queijos e para uma reflexão importante: a cachaça brasileira evoluiu e hoje pode entregar destilados capazes de dialogar com grandes bebidas do mundo. Mais do que falar de bebida, o episódio fala de campo, transformação, cultura e identidade brasileira. Marcelo provoca ao lembrar que o desafio não termina no alambique: produzir algo extraordinário também exige saber posicionar, comunicar e vender. Entre técnica, paixão e empreendedorismo, o papo ajuda a enxergar a cachaça para muito além dos estereótipos. Um episódio para quem gosta de descobrir o sabor por trás do processo — mesmo que nunca tenha parado para prestar atenção em uma boa cachaça. Destaques 🥃 Da cana ao alambique — Como uma atividade ligada ao fornecimento de cana despertou em Marcelo a curiosidade que o levou a estudar cachaça, whisky, gin, café, chá e outros universos sensoriais. 🌱 Terroir também existe na cachaça — A mesma variedade de cana, cultivada em regiões diferentes, pode entregar características completamente distintas ao destilado. 🧪 Fermentação como ferramenta criativa — Marcelo experimenta diferentes leveduras para desenvolver perfis próprios, mostrando quanto da personalidade da bebida nasce antes mesmo da destilação. 🪵 Madeiras, tempo e blends — Carvalho, madeiras brasileiras e barris que já receberam outras bebidas entram em criações de longa maturação, algumas com anos de desenvolvimento e lotes extremamente limitados. 🧀 Cachaça também harmoniza — Queijos, café, charutos e coquetelaria mostram a versatilidade de uma bebida que ainda tem muito território gastronômico para conquistar. 📈 Produzir é só metade do desafio — Marcelo também fala sobre embalagem, concursos, posicionamento e marketing: fazer uma grande cachaça não basta se ninguém entender o valor que existe dentro da garrafa.

    [A Origem do Sabor] Marcelo Pardin - Mestre alambiqueiro e fundador da Cachaça Pardin #EP16
  3. 5d ago

    [SommCast] Beto Marcondes - Sócio-proprietário da Vinícola Almatero #EP175

    A Almatero nasceu de uma família de engenheiros que não vinha do agronegócio, mas decidiu aprender o campo do zero — e transformar curiosidade em um projeto de longo prazo. Neste episódio do SommCast, gravado na Wine South America, Beto Marcondes, sócio-proprietário da vinícola, conta como a família chegou a São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas, iniciou os primeiros plantios e começou a construir uma marca que conecta vinho, café, território e origem. A conversa mostra uma Almatero que trata a viticultura quase como um laboratório a céu aberto. Sensores de umidade, estação meteorológica, mapeamento de solos, irrigação orientada por dados, certificação regenerativa e recuperação de nascentes fazem parte de uma filosofia em que tecnologia e sustentabilidade caminham juntas. Beto também fala sobre a força dos vinhos de inverno, a construção da Indicação de Procedência no Sul de Minas e um consumidor cada vez mais interessado em saber de onde veio, como foi produzido e qual história existe por trás do que está na taça. Mas talvez o ponto mais interessante seja perceber que a Almatero não quer ser apenas uma vinícola. O plano passa por desenvolver o território, integrar vinho e café, criar experiências de enoturismo e construir uma marca capaz de representar tudo o que nasce naquela terra. Bar, cave, receptivo, contato direto com o campo e uma estrutura própria fazem parte dos próximos capítulos. Um episódio sobre vinho brasileiro, mas também sobre empreendedorismo, construção de marca e a coragem de começar do zero. Destaques 🍇 Do zero ao vinhedo Uma família de engenheiros entrando em um universo completamente novo, aprendendo na prática e transformando um interesse pelo agronegócio em um projeto familiar. 🌱 Viticultura regenerativa Recuperação de nascentes, uso consciente de recursos, cobertura vegetal e certificação mostram que sustentabilidade, para a Almatero, começa no manejo diário. 📊 Dados dentro do vinhedo Sensores, estações meteorológicas e monitoramento de solo ajudam a substituir a “receita de bolo” por decisões específicas para cada área da propriedade. 📍 O terroir do Sul de Minas A Indicação de Procedência dos vinhos de inverno reforça a busca por identidade regional e por uma comunicação mais clara sobre origem, tipicidade e rastreabilidade. 🌎 Almatero: a “alma da terra” O nome conecta as iniciais da família Alcântara Marcondes ao conceito de “tero”, terra em esperanto — traduzindo a proposta de valorizar tudo o que nasce daquele território. 🏡 Vinho, café e experiência O futuro inclui enoturismo, bar, cave e experiências no campo, mostrando que construir uma região vitivinícola vai muito além de colocar vinho dentro da garrafa.

    [SommCast] Beto Marcondes - Sócio-proprietário da Vinícola Almatero #EP175
  4. 6d ago

    [Boletim Tanin] O Primeiro Vinho do Brasil, Neymar e a Nova Era do Vinho Brasileiro #EP22

    A primeira “degustação de vinho” da história do Brasil aconteceu em 1500 — e deu errado. Pero Vaz de Caminha registrou a reação dos indígenas ao vinho trazido pelos portugueses. Décadas depois, Brás Cubas conseguiria produzir, em 1551, aquele que é considerado o primeiro vinho brasileiro de que se tem registro. No Boletim Tanin #22, Ana Leal conecta quase cinco séculos de história às principais movimentações do mercado atual: do vinho de Neymar, com garrafas que vão de R$ 59,90 a edições de dezenas de milhares de reais, à possível quarta Denominação de Origem brasileira e ao crescimento do enoturismo como negócio. Neste episódio: 🍷 A primeira experiência com vinho registrada no Brasil, em 1500, e a história de Brás Cubas e do primeiro vinho produzido por aqui. ⚽ O mercado se abasteceu para a Copa, mas o consumidor não respondeu como esperado: foram cerca de 280 milhões de garrafas colocadas no mercado no primeiro semestre, enquanto as vendas na ponta recuaram. 💰 A estratégia por trás dos vinhos de Neymar: uma mesma marca que vai de R$ 59,90 a R$ 50 mil, passando do atacarejo ao mercado de luxo. 🇧🇷 Campos de Cima da Serra caminha para se tornar a quarta Denominação de Origem de vinhos do Brasil, ao lado de Vale dos Vinhedos, Altos de Pinto Bandeira e Vales da Uva Goethe. 🇪🇸 Quem é Raúl Pérez, o enólogo espanhol que dominou os destaques do novo Guia ADEGA Espanha e ajudou a transformar Bierzo em uma das regiões mais comentadas do país. 🍷 Bordeaux ressuscita o clarete, um estilo de tinto mais leve e fresco, de olho em um consumidor que está mudando a maneira de beber vinho. 🍇 E o dado que muda a forma de enxergar uma vinícola brasileira: entre as propriedades pesquisadas que recebem visitantes, o enoturismo já representa 35% do faturamento. Mais do que notícias, o Boletim Tanin é leitura de mercado — para quem quer entender o vinho além da taça.

    [Boletim Tanin] O Primeiro Vinho do Brasil, Neymar e a Nova Era do Vinho Brasileiro #EP22
  5. Aug 18

    [PodVenda+Vinho] Triplicando vendas de vinho: como saímos do restaurante tradicional para o multicanal #EP04

    Vender mais vinho nem sempre exige conquistar mais clientes. Muitas vezes, o crescimento está em vender melhor para quem já frequenta o negócio. Neste episódio do PodVenda+Vinho, Diego Bertolini conversa com Marcelo de Moraes, do Restaurante Amicci, sobre a transformação de uma operação tradicional em um ecossistema que conecta restaurante, empório, clube, eventos, importação própria e e-commerce. Marcelo compartilha uma trajetória de mais de 25 anos no mercado, construída entre serviço, compras, gestão, vendas e empreendedorismo. No Amicci, essa experiência foi aplicada para reorganizar a jornada do cliente: a adega deixou de ser apenas apoio do restaurante e passou a funcionar também como ponto de venda, com preços diferentes para consumo na casa, compra para levar e membros do clube. O vinho já representa 45% da receita do restaurante e, após os novos movimentos comerciais, a venda de garrafas para consumo em casa cresceu 46% no primeiro trimestre. O episódio mostra que multicanalidade não é simplesmente abrir vários canais, mas integrar cada ponto de contato de forma estratégica. CRM, histórico de compras, precificação, pós-venda, eventos e recorrência entram na conversa como ferramentas para aumentar eficiência e fidelização. Mais do que vender garrafas, o desafio é construir relacionamento e transformar cada cliente em uma oportunidade contínua de negócio Destaques 🍷 Do restaurante ao ecossistema O Amicci evoluiu de uma operação focada no salão para um modelo que reúne restaurante, empório, importação, eventos, clube e digital. A lógica é ampliar os pontos de contato sem perder a conexão entre eles. 🏷️ Três preços para a mesma garrafa Uma das mudanças foi criar preços distintos para consumo no restaurante, compra no empório e membros do clube. A estratégia respeita os custos de cada operação e cria um benefício claro para quem entra no relacionamento da marca. 📊 O vinho virou protagonista Hoje, o vinho representa 45% da receita do restaurante. O dado reforça que a categoria não precisa ser apenas complemento da gastronomia: com gestão e estratégia, pode se tornar uma unidade relevante de negócio. 📈 Crescimento de 46% Com equipe dedicada, CRM, contato ativo e foco na base existente, as vendas de garrafas para consumo em casa cresceram 46% no primeiro trimestre. Em uma feira gastronômica, foram 1.434 garrafas vendidas em dois finais de semana. 🧠 CRM é relacionamento Registrar histórico de compra, preferências e dados do cliente permite sugerir melhor, recuperar clientes inativos e estimular recompra. Antes de buscar novos leads, é preciso trabalhar melhor com quem já compra. 🌐 E-commerce vem depois da base Em vez de começar investindo pesado em mídia, o caminho foi estruturar primeiro a base local, o pós-venda e a recorrência. Depois, o e-commerce entra como extensão natural da operação. 🎟️ Eventos também são canal de venda Feiras, degustações e cursos geram autoridade, experiência e receita. Além de vender ingressos e vinhos, ajudam a educar o consumidor e criar comunidade. 📌 Gestão começa pelos números DRE, CMV, margem, recompra, cadastro e conversão precisam estar na palma da mão. A provocação final é direta: crescer não depende apenas de fazer mais, mas de ser mais eficiente com o que o negócio já tem.

    [PodVenda+Vinho] Triplicando vendas de vinho: como saímos do restaurante tradicional para o multicanal #EP04
  6. Aug 17

    [SommCast] Ivana Macedo - Sommelier, creator e organizadora de experiências de enoturismo #EP174

    Vinho também é estrada, paisagem, comida, encontros e memória. E poucas pessoas traduzem essa ideia tão bem quanto Ivana Macedo, sommelier, creator do perfil Apaixonada por Vinícolas e Vinhos e organizadora de experiências de enoturismo. Depois de visitar mais de 300 vinícolas e transformar uma paixão pessoal em um projeto que movimenta grupos pelo Brasil e pelo mundo, Ivana ainda recebeu o título de Embaixadora dos Vinhos Mineiros pelo trabalho de divulgação das vinícolas de Minas Gerais. No papo, ela conta como uma viagem à África do Sul mudou sua relação com o vinho, despertou a vontade de estudar para ser sommelier e, mais tarde, levou à criação dos primeiros roteiros de viagem. O que começou com um encontro de amigos em São Roque virou uma operação de enoturismo construída nos detalhes: escolha criteriosa das vinícolas, hotéis, restaurantes, logística, atendimento, experiências exclusivas e, principalmente, hospitalidade. Para Ivana, uma grande viagem não é uma sequência de degustações; é uma narrativa pensada para criar lembranças. E isso exige pesquisa, planejamento, flexibilidade e um olhar quase obsessivo para a experiência do viajante. A conversa também coloca Minas Gerais no centro de um novo mapa do vinho brasileiro. Com a expansão dos vinhos de inverno e de novos projetos pelo estado, regiões antes pouco associadas à vitivinicultura começam a se transformar em destinos. Ivana percebeu que muita gente conhecia Toscana, Portugal ou Espanha, mas nunca tinha visitado as vinícolas do próprio estado — e seus roteiros ajudaram a aproximar esse público dos produtores mineiros. No fim, fica uma ideia que resume bem o episódio: vinho não é apenas o que está dentro da garrafa. É movimento, conexão e uma desculpa poderosa para conhecer lugares e pessoas que talvez nunca cruzassem o nosso caminho. Destaques 🍷 De consumidora a sommelier O contato com o vinho começou há anos, mas foi uma viagem à África do Sul que despertou em Ivana a vontade de aprofundar o conhecimento e buscar a formação de sommelier. ✈️ Quando viajar virou negócio Depois de organizar um reencontro em São Roque para amigos de uma viagem, Ivana percebeu que havia algo maior ali. O primeiro grupo profissional veio em 2025, no Chile, e abriu caminho para novos destinos e experiências. 🏨 Experiência se constrói nos detalhes Do estofado do ônibus ao jantar de boas-vindas, passando pelo hotel, ritmo do roteiro e atendimento das vinícolas: tudo interfere na percepção final. Para ela, quanto maior o planejamento, menor a chance de um detalhe comprometer a viagem. 🤝 Hospitalidade é mais importante que tamanho Uma pequena vinícola familiar pode marcar muito mais do que uma estrutura milionária. Recepção, autenticidade e cuidado são capazes de transformar uma visita em memória afetiva. 🇧🇷 O novo enoturismo brasileiro Minas Gerais, Serra Fluminense e outras regiões mostram que o vinho brasileiro está construindo novas rotas. O desafio agora é fazer o consumidor descobrir que muitas dessas experiências estão muito mais perto do que ele imagina. 📱 Do Instagram para a estrada O perfil criado inicialmente apenas para registrar viagens se transformou em uma importante porta de entrada para os grupos. Ainda assim, Ivana defende um relacionamento menos automatizado e mais humano com quem acompanha seu trabalho. ❤️ Vinho como conexão Depois de centenas de vinícolas visitadas, a principal descoberta de Ivana talvez não esteja em uma uva ou região: está nas pessoas. Para ela, uma das maiores forças do vinho é colocar no nosso caminho encontros improváveis, amizades e novas histórias.

    [SommCast] Ivana Macedo - Sommelier, creator e organizadora de experiências de enoturismo #EP174
  7. Aug 14

    [A Origem do Sabor] Edson Navarro - Mestre charcuteiro e fundador da Curato Escola de Charcutaria Artesanal #EP15

    A charcutaria pode começar numa receita de família, mas ganha outra dimensão quando tradição encontra técnica, matéria-prima e conhecimento. Edson Navarro, mestre charcuteiro e fundador da Curato Escola de Charcutaria Artesanal, é terceira geração de uma família de açougueiros de origem italiana. Depois de anos como executivo em multinacionais, decidiu trocar a carreira corporativa por uma paixão que vinha da infância — e ajudou a transformar essa paixão em formação para milhares de alunos no Brasil. No papo, Navarro desmonta a ideia de que charcutaria é simplesmente “fazer salame”. A conversa passa pelas diferentes tradições da charcutaria, pelas categorias de produtos, fermentação, maturação, escolha dos cortes, gordura e, principalmente, pela importância da matéria-prima. Para ele, não existe grande charcutaria sem um grande animal: raça, manejo e alimentação mudam profundamente o resultado, especialmente nos maturados. Daí surge uma discussão que vai direto ao coração do conceito farm to table: o Brasil precisa olhar para suas próprias raças, ingredientes e referências se quiser construir uma charcutaria com identidade genuinamente brasileira. Mas técnica sozinha não resolve. Navarro provoca ao dizer que hoje o maior desafio não é aprender a produzir, e sim vender, explicar e formar mercado. O consumidor precisa entender por que um produto artesanal custa mais, demora mais e não pode ser comparado apenas pelo preço com uma produção em escala. É um episódio sobre alimento, mas também sobre empreendedorismo, educação, consumo local e o valor do tempo — afinal, na charcutaria, a pressa cobra caro. Destaques 🐖 Matéria-prima começa no campo Raça, genética, alimentação e manejo influenciam textura, gordura, aroma e qualidade. Nos produtos maturados, essa diferença se torna ainda mais evidente. 🇧🇷 Uma charcutaria com sotaque brasileiro Navarro defende o resgate de raças brasileiras e o uso de castanhas, temperos e ingredientes nacionais para que o país deixe de apenas reproduzir referências europeias e desenvolva produtos com identidade própria. ⏳ O tempo também é ingrediente Uma linguiça curada pode levar cerca de 40 dias; um presunto cru, um ano. Fermentação, maturação e paciência não são detalhes: fazem parte da construção do sabor. 🏷️ Aprender a ler o rótulo Na hora da compra, aparência não basta. A lista de ingredientes ajuda a entender o que realmente existe dentro do produto e por que matérias-primas mais nobres também significam outro custo. 🎓 Conhecimento para ampliar o mercado A Curato nasceu depois que clientes começaram a pedir para aprender o que Navarro produzia. E a lógica continua a mesma: formar novos charcuteiros não significa criar concorrentes, mas fortalecer uma categoria inteira e estimular o consumo local. 💡 Produzir bem é só metade do negócio Para quem quer viver de charcutaria artesanal, paixão e conhecimento técnico são essenciais — mas pesquisa de mercado, bons fornecedores, regularização e capacidade de vender são igualmente decisivos.

    [A Origem do Sabor] Edson Navarro - Mestre charcuteiro e fundador da Curato Escola de Charcutaria Artesanal #EP15
  8. Aug 13

    [SommCast] André Gasperin - Enólogo da Cooperativa Nova Aliança #EP173

    Como produzir em grande escala sem abrir mão de identidade, qualidade e expressão de terroir? Neste episódio do SommCast, gravado na Wine South America, André Gasperin, enólogo e gerente técnico da Cooperativa Nova Aliança, abre os bastidores de uma das operações mais complexas do vinho brasileiro. Quarta geração de uma família ligada à vitivinicultura, André assumiu a gerência técnica da cooperativa em 2023, trazendo uma trajetória que passa pela pesquisa, docência e presidência da Associação Brasileira de Enologia. O papo atravessa os diferentes terroirs onde a Nova Aliança atua, a logística de processar milhões de quilos de uva, o trabalho com centenas de famílias e o desafio de encontrar qualidade dentro de uma estrutura gigantesca. Da Campanha Gaúcha a Pinto Bandeira e Farroupilha, André mostra como escala e precisão podem caminhar juntas — inclusive com microvinificações, pequenas parcelas e vinhos de alta gama. É também uma conversa sobre quebrar preconceitos. Contra a ideia de que cooperativa significa apenas volume ou menor qualidade, André defende que a verdade está na taça. E provoca o consumidor brasileiro a conhecer melhor os próprios vinhos, entender seus territórios e dar mais espaço para aquilo que está sendo produzido aqui. Um episódio para enxergar tudo o que existe antes de uma garrafa chegar à mesa. Destaques 🍇 Quase 700 famílias por trás das garrafas Na cooperativa, uma decisão técnica não impacta apenas uma marca. Ela influencia diretamente centenas de produtores e famílias que fazem parte de toda a cadeia. 🏭 50 milhões de quilos de uva André revela a dimensão de uma safra na Nova Aliança e explica como tecnologia, agendamento e uma grande equipe permitem organizar uma operação que pode processar volumes gigantescos sem perder o controle sobre a matéria-prima. 🗺️ Uma cooperativa, vários terroirs Flores da Cunha, Farroupilha, Pinto Bandeira, Campanha Gaúcha e Serra do Sudeste permitem trabalhar perfis completamente diferentes dentro da mesma estrutura. Cada região entra no portfólio a partir de sua vocação. 🥂 Pinto Bandeira e os espumantes Com um núcleo importante de associados na região, a Nova Aliança consegue selecionar uvas de diferentes parcelas para espumantes e brancos, explorando um território já reconhecido pela excelência nesse estilo. 🌸 O Moscatel contra o preconceito Um dos primeiros espumantes elaborados por André na cooperativa nasceu com a proposta de mostrar que Moscatel não precisa ser um vinho simples. O produto passou a conquistar premiações e reconhecimento de mercado. 🔬 Grande escala também pode ter microterroir Mesmo trabalhando com volumes enormes, a cooperativa separa pequenas parcelas e realiza microvinificações. É dessa lógica que surgem projetos de produção limitada e vinhos que buscam traduzir características muito específicas de um vinhedo. 🤝 Cooperativismo não é sinônimo de vinho simples O episódio questiona uma percepção ainda presente no Brasil. Para André, estrutura, escala e união entre produtores podem justamente permitir mais tecnologia, constância e acesso a diferentes níveis de produto. 🇧🇷 O brasileiro precisa conhecer o vinho brasileiro Para valorizar, primeiro é preciso provar. André defende que o país já entrega qualidade e constância reconhecidas pelo mercado e por concursos internacionais — e que falta ao próprio consumidor brasileiro se permitir descobrir mais do que é produzido aqui.

    [SommCast] André Gasperin - Enólogo da Cooperativa Nova Aliança #EP173

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