SommCast TV

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O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

  1. 22h ago

    [A Origem do Sabor] Hugo Sobrinho - Charcutaria Artesanal Brasileira #EP13

    O futuro da comida está no passado? Para Hugo Sobrinho, proprietário da In Caneva Charcutaria Artesanal, produzir alimentos de verdade começa por respeitar três coisas que a pressa moderna costuma ignorar: a origem, a matéria-prima e o tempo. Depois de viver em sete países, trabalhar com gastronomia na Europa e construir uma carreira executiva, ele encontrou na charcutaria uma nova forma de fazer diferença — e tudo começou com um pedaço de bacon que sua filha escolheu instintivamente durante uma viagem. A conversa percorre os bastidores de um trabalho em que não existem atalhos. Hugo explica por que visita fazendas, acompanha a criação dos animais e seleciona raças capazes de entregar gordura, estrutura e sabor. Fala das diferenças entre a produção artesanal e a industrial, dos meses — ou anos — necessários para maturar uma peça e da sensibilidade que permite ao artesão reconhecer pelo toque o momento exato em que ela está pronta. O episódio também passa pela defumação, fermentação, conservação, certificação sanitária e pela busca de uma identidade brasileira, construída com carnes locais, vermute nacional e ingredientes como cumaru, puxuri e pimentas produzidas no país. Mais do que uma aula sobre carne curada, este é um episódio sobre escolhas, paciência e pertencimento. Hugo mostra que comida especial não é apenas comida cara: é alimento capaz de carregar território, memória e intenção. Em uma época dominada pela velocidade e pelos ultraprocessados, a charcutaria aparece como um convite para comer com mais consciência, reconhecer quem produz e recuperar sabores que também contam quem somos. Destaques 🥓 A história que deu origem à In Caneva O interesse pela charcutaria ganhou outro sentido quando a filha de Hugo, ainda pequena e muito seletiva para comer, escolheu um pedaço de bacon de seu prato. Ao voltar ao Brasil, ele decidiu produzir uma versão em que pudesse confiar. 🐖 A matéria-prima como protagonista Antes de pensar em temperos ou técnicas, Hugo olha para a criação, a raça, a idade e a alimentação do animal. Para ele, sabor e qualidade começam muito antes de a carne chegar ao atelier. ⏳ O tempo que não aceita atalhos Uma peça pode levar meses ou até anos para atingir seu melhor ponto. O episódio revela por que maturar não é simplesmente esperar, mas acompanhar cada músculo, entender suas diferenças e permitir que o sabor se concentre naturalmente. 🌿 Uma charcutaria com identidade brasileira Mesmo partindo de técnicas europeias, a In Caneva busca expressar o Brasil por meio de carnes, produtores e ingredientes locais. A tradição não é copiada: ela é reinterpretada a partir do território. 🏛️ O terroir de uma casa histórica A cave de maturação funciona em uma construção de 1937, onde elementos antigos, como a madeira de peroba-rosa, também participam do ambiente microbiológico e da identidade dos produtos. 🍽️ Comida que alimenta e reconecta Para Hugo, o produto artesanal vai além do sabor. Ele pode despertar lembranças, mudar a conversa à mesa e aproximar as pessoas de sua cultura, de seu território e de quem produz o alimento.

    [A Origem do Sabor] Hugo Sobrinho - Charcutaria Artesanal Brasileira #EP13
  2. 1d ago

    [SommCast] Bruna Cristofoli - Enóloga e Sócia na Cristofoli Vinhos de Família #EP169

    O vinho pode ser uma profissão, um negócio ou uma bebida. Para Bruna Cristofoli, ele é também memória, identidade e continuidade. Enóloga e sócia da Cristofoli Vinhos de Família, ela cresceu entre os vinhedos de Bento Gonçalves, acompanhando o trabalho dos pais e dos tios muito antes de compreender que assumiria parte dessa história. No SommCast, Bruna mostra como uma vinícola nascida da necessidade de dois agricultores se transformou em um projeto que conecta tradição, conhecimento e visão de futuro. A conversa percorre a trajetória da família, que começou a produzir vinho informalmente em 1986, no porão da casa da avó, depois que os viticultores enfrentaram dificuldades para vender suas uvas. Bruna também fala sobre sua formação em Enologia, as experiências profissionais na Itália e na Alemanha e a escolha de retornar ao negócio familiar. Entre uma taça e outra, o papo mergulha na diversidade do vinho brasileiro, nas características de Faria Lemos e no trabalho da Cristofoli com a Sangiovese, variedade ligada às origens italianas da família e hoje utilizada em diferentes estilos de vinho. Mais do que preservar o que os pais construíram, a nova geração quer compreender o território, fortalecer a identidade da marca e criar experiências que façam sentido para quem visita ou abre uma garrafa. É um episódio sobre vinho, mas também sobre coragem, propósito e pertencimento. Uma conversa para quem acredita que aquilo que existe dentro da taça começa muito antes da colheita. Destaques 🍇 Das uvas ao próprio vinho A vinícola começou quando a família deixou de encontrar compradores para sua produção e decidiu transformar a dificuldade em oportunidade. Sem investidores e com poucos recursos, o negócio cresceu com trabalho, reinvestimento e persistência. 🇮🇹 Sangiovese como identidade Enquanto variedades internacionais estão espalhadas pelo mundo, a família buscou recuperar uma conexão mais profunda com suas raízes italianas. A Sangiovese tornou-se um dos principais símbolos desse movimento, dando origem a espumante, rosé e diferentes estilos de tintos. ⛰️ O terroir de Faria Lemos Localizada próxima ao Rio das Antas, a região possui relevo acidentado, solos com presença de basalto e temperaturas ligeiramente mais altas. Essas condições antecipam a maturação das uvas e ajudam os produtores a escapar das chuvas do fim do verão. 🍽️ Enoturismo com memória afetiva Piqueniques privativos, refeições harmonizadas, almoço no vinhedo e experiências de vindima fazem parte da proposta da Cristofoli. A ideia não é apenas servir vinho, mas criar momentos que permaneçam na memória dos visitantes. 🔄 Uma marca em transformação A família está passando por um processo de reposicionamento para entender o que realmente a diferencia e o que conecta seus vinhos aos consumidores. No centro desse trabalho está um propósito claro: unir família, território e experiências memoráveis. 🥂 Um brinde ao vinho brasileiro Bruna defende um Brasil vitivinícola diverso, que não pode ser resumido a um único estado ou estilo. Da Serra Gaúcha ao Vale do São Francisco, cada território amplia as possibilidades do vinho nacional e ajuda a construir uma identidade que ainda está sendo descoberta.

    [SommCast] Bruna Cristofoli - Enóloga e Sócia na Cristofoli Vinhos de Família #EP169
  3. 2d ago

    [Boletim Tanin] Trump Taxa o Vinho Brasileiro, Geração Z e a Uva de 2 Mil Anos #EP19

    O vinho brasileiro bateu recordes de exportação, mas agora enfrenta novas tarifas dos Estados Unidos. Enquanto isso, uma pesquisa revela que a geração Z está, sim, descobrindo o vinho, e cientistas identificam uma uva cultivada desde a época do Império Romano. Neste episódio: 🍷 O impacto das novas tarifas anunciadas por Donald Trump sobre o vinho e o espumante brasileiros, justamente no melhor momento das exportações da última década. 🌱 O prejuízo milionário causado pelos herbicidas das lavouras de soja aos vinhedos da Campanha Gaúcha e o estudo que pode mudar esse cenário. 🏛️ A descoberta de uma variedade de uva cultivada há cerca de 2 mil anos, ainda preservada até hoje graças a pesquisas arqueogenéticas. 🍷 A geração Z está realmente abandonando o álcool? Os novos dados mostram outra realidade, impulsionada pelo crescimento dos bares de vinho. 🥂 Leonardo DiCaprio, Idris Elba e Brad Pitt investem em Champagne e reforçam a aproximação entre Hollywood e o mercado de vinhos de luxo. 💰 A garrafa histórica do Julgamento de Paris vendida por mais de R$ 117 mil em um leilão internacional. ❤️ A história de Anita LeBrun, que aos 82 anos mobilizou uma campanha para mudar a legislação de Minnesota e garantir uma taça de vinho em casas de repouso. Mais do que notícias, o Boletim Tanin é leitura de mercado — para quem quer entender o vinho além da taça.

  4. 2d ago

    [Épice Talks] Luis Duarte - A lenda da enologia portuguesa #EP02

    Poucos profissionais podem dizer que ajudaram a construir uma região vitivinícola enquanto ela ainda definia sua identidade. Luís Duarte pode. Eleito Legend of the Year pelo Portugal 2026 Special Report, o enólogo acompanhou e protagonizou algumas das maiores transformações do vinho português. Neste episódio do Épice Talks, ele relembra uma trajetória que começa em Angola, passa pelo Douro e encontra no Alentejo o território onde construiria sua história. A conversa percorre sua formação na primeira geração de enólogos de Vila Real, a chegada ao Alentejo aos 21 anos e os 18 anos dedicados à Herdade do Esporão. Luís fala sobre os projetos que ajudou a iniciar praticamente do zero, a consolidação da Herdade dos Grous e a evolução da qualidade dos vinhos portugueses. Mas o episódio não vive apenas de passado: escassez de água, alterações climáticas, solos vivos, viticultura regenerativa, leveduras indígenas e a necessidade de equilibrar tradição, ciência e pragmatismo também estão no centro do papo. Entre histórias de vinhos, barricas, viagens e amizades, Luís apresenta uma visão clara: produzir com menos intervenção não significa abrir mão do conhecimento, assim como sustentabilidade não pode se limitar ao discurso ambiental. Um projeto precisa respeitar a terra, cuidar das pessoas e continuar financeiramente viável. Ele também fala sobre o projeto familiar Luís Duarte Vinhos, desenvolvido ao lado do filho e pensado como legado para as próximas gerações. Destaques 🌍 De Angola ao Douro Luís relembra a saída de Angola durante a guerra e sua adaptação em Portugal. Foi em Vila Real, cercado pela cultura do Douro, que o vinho se transformou em profissão e propósito. 🎓 Formação com os pés na adegaIntegrante da primeira turma de Enologia de Vila Real, teve professores que também trabalhavam diretamente na produção. Antes da teoria, os alunos já participavam das vindimas e conheciam a realidade do setor. 🍷 A construção do novo Alentejo Aos 21 anos, Luís chegou à Herdade do Esporão quando a própria região ainda se organizava. A primeira vindima aconteceu com a adega em obras, marcando o início de uma trajetória ligada à criação de projetos do zero. 🏆 Reconhecimento coletivo Ao comentar os prêmios recebidos, Luís reforça que nenhum enólogo trabalha sozinho. Para ele, cada conquista representa o esforço de viticultores, técnicos e equipes inteiras. 🌙 Lua, ciência e longevidade O episódio apresenta a experiência por trás do Moon Harvested. Embora as diferenças sensoriais entre os momentos de colheita fossem discretas, análises indicaram maior concentração e potencial de evolução nas uvas colhidas sob determinada influência lunar. 🌱 O retorno aos solos vivos Na Herdade dos Grous, práticas regenerativas incluem cobertura vegetal, biodiversidade e ovelhas entre as vinhas. Mais do que seguir uma tendência, a proposta é recuperar técnicas antigas para proteger o solo e reduzir a dependência de recursos. 💧 O futuro passa pela água Luís alerta que regiões quentes como o Alentejo não poderão depender indefinidamente da irrigação. Novos sistemas de plantio, conservação da chuva e vinhas menos dependentes de rega serão fundamentais. 🧪 Natural não significa defeituoso O enólogo trabalha com leveduras indígenas selecionadas, combinando autenticidade e controle. Para ele, respeitar a natureza não significa aceitar falhas que impeçam o vinho de expressar seu terroir. 🤝 Vinho é relacionamento Ao falar da parceria com a Épice, Luís destaca confiança, proximidade e construção conjunta de marca. No vinho, importar e distribuir é apenas parte de uma relação que precisa ser desenvolvida a longo prazo. 👨‍👦 Família e legado Com o filho atuando no projeto Luís Duarte Vinhos, a marca pessoal ganhou um novo significado: deixou de representar apenas liberdade criativa para se tornar uma construção familiar voltada às próximas gerações.

    [Épice Talks] Luis Duarte - A lenda da enologia portuguesa #EP02
  5. 5d ago

    [SommCast] Marcelo Copello lança “Em Nome do Vinho”: 500 frases, histórias e provocações #EP168

    Depois de mais de três décadas escrevendo, ensinando e provocando o mercado, Marcelo Copello retorna ao SommCast para apresentar seu oitavo livro, “Em Nome do Vinho”. A obra reúne 500 frases autorais sobre vinho, organizadas em 28 temas que passam por humor, filosofia, poesia, religião, conhecimento e, claro, champanhe. Mais do que uma coletânea de pensamentos, o livro revela uma maneira de enxergar o vinho como cultura, memória, amizade e parte da própria vida. A conversa percorre a trajetória de Copello desde o início dos anos 1990, quando estudar vinho no Brasil ainda era uma aventura, até sua atuação como escritor, jornalista, professor, comunicador e criador da Grande Prova de Vinhos do Brasil. Ele analisa a evolução da produção nacional, a redução dos defeitos, o surgimento de novas regiões e categorias e a força crescente dos vinhos de dupla poda. Outro destaque é a longevidade dos rótulos brasileiros: safras com 20 anos ou mais vêm surpreendendo nas degustações às cegas e ganhando espaço entre os grandes campeões. O episódio também entra no universo dos leilões, dos vinhos raros e dos desafios para identificar falsificações. Entre rolhas, conservação, procedência e garrafas centenárias, Marcelo mostra que um vinho antigo carrega muito mais do que líquido: carrega tempo, risco, história e emoção. Um papo para quem acredita que vinho não deve ser apenas explicado, mas vivido. Destaques 📖 Um livro construído ao longo do tempo “Em Nome do Vinho” nasceu de frases anotadas em livros, textos, viagens e, principalmente, em mesas compartilhadas com amigos. A ideia inicial de reunir 365 pensamentos cresceu até chegar às 500 frases da edição final. 🎨 Arte, literatura e inteligência artificial As ilustrações reinterpretam imagens e personagens conhecidos, colocando referências como Shakespeare, Freud e grandes obras da arte dentro do universo do vinho. 🍷 O vinho brasileiro amadureceu A experiência acumulada na Grande Prova revela uma evolução ampla: menos defeitos, maior diversidade de produtores, novas regiões, mais categorias e vinhos tecnicamente mais consistentes. ⛰️ A força da dupla poda Os Syrah de colheita de inverno já aparecem entre os grandes resultados das degustações às cegas. Para Marcelo, vinhedos mais maduros e maior tempo em garrafa ainda devem elevar esse padrão. 🕰️ Vinhos brasileiros também envelhecem Rótulos com 20 anos ou mais vêm roubando a cena nos concursos, mostrando que a capacidade de guarda do vinho nacional foi subestimada durante muito tempo. 🔍 O risco das falsificações Procedência, cápsula, rótulo, nível do líquido e até luz ultravioleta fazem parte da análise de garrafas raras. Quando existe qualquer indício relevante, a decisão é retirar o vinho do leilão. 🤝 Vinho, amizade e memória Entre todas as frases do livro, uma resume bem o espírito do episódio: o vinho aproxima pessoas, cria histórias e transforma uma garrafa em algo muito maior do que aquilo que existe dentro dela.

    [SommCast] Marcelo Copello lança “Em Nome do Vinho”: 500 frases, histórias e provocações #EP168
  6. Jul 24

    [A Origem do Sabor] Fabio Pimentel - A revolução dos queijos de búfala do Laticínio Artesanal Montezuma #EP12

    O que um surfista de Santos, sem tradição rural na família, poderia entender sobre búfalas e queijos artesanais? Fábio Pimentel transformou cinco animais, 30 litros de leite e seis pequenos queijos por dia em uma das histórias mais marcantes da produção artesanal paulista. Agrônomo, fundador do Laticínio Montezuma e pioneiro na fabricação de queijos de búfala em São Paulo, ele relembra uma trajetória que começou com trocas na padaria, entregas em um Fusca 1973 e muita desconfiança em torno de um produto que quase ninguém conhecia. A conversa atravessa três décadas de evolução do queijo artesanal brasileiro. Fábio explica por que seleciona suas búfalas pela capacidade de produzir sólidos — e não apenas litros de leite —, como a alimentação interfere diretamente no sabor e por que constância, higiene e controle não diminuem o caráter artesanal. Pelo contrário: são o que permite transformar um alimento vivo em um produto seguro, economicamente viável e cheio de identidade. O episódio também provoca o mercado ao discutir vaidade, romantização, defeitos vendidos como “terroir”, legislação, fiscalização e os riscos de tratar o artesanal como improviso. Entre burratas premiadas, bem-estar animal, verticalização da produção, turismo rural, energia solar, reúso de água e recuperação do solo, Fábio mostra que o verdadeiro farm to table começa muito antes da mesa. Começa no manejo, na dieta dos animais, nas pessoas que trabalham todos os dias e na responsabilidade de manter uma cadeia inteira funcionando. Um episódio direto, divertido e necessário para quem deseja entender por que um queijo artesanal carrega muito mais do que sabor. Destaques 🐃 Das cinco búfalas ao Montezuma Fábio começou produzindo cerca de seis queijos por dia, que eram trocados por pão e carne. O pequeno projeto cresceu, ganhou estrutura e ajudou a abrir espaço para os derivados de búfala no mercado paulista. 🧀 Litros de leite não contam toda a história Na seleção do rebanho, o objetivo não é encontrar o animal que produz mais leite, mas aquele que entrega mais gordura e proteína. Para quem fabrica queijo, rendimento, qualidade e sabor importam mais do que volume. 🌱 O terroir também está no queijo O capim, o solo, o clima, a dieta dos animais e pequenas decisões durante a produção alteram o resultado final. Essa variação controlada é parte da identidade artesanal — diferente da padronização absoluta buscada pela indústria. ⚠️ Artesanal não significa improvisado Fábio confronta a ideia de que tradição pode justificar falta de controle. Produzir alimentos exige estrutura, higiene, conhecimento e responsabilidade. Uma bactéria desconhecida ou um queijo estufado não se transforma automaticamente em expressão do território. 📜 Uma legislação construída pelo diálogo O episódio relembra a participação de Fábio na evolução das regras para os produtores artesanais paulistas. O avanço aconteceu quando fiscalização e produtores deixaram de se enxergar como inimigos e passaram a construir soluções possíveis. ♻️ Produzir hoje sem destruir o amanhã No Montezuma, sustentabilidade aparece na prática: energia solar, reúso de água, aproveitamento de resíduos, recuperação do solo e valorização dos produtos da região. Mais do que discurso, é uma forma de garantir a continuidade da terra e do negócio. 🏆 Qualidade com personalidade A burrata do Montezuma conquistou duas medalhas de ouro consecutivas em competição mundial. Para Fábio, não basta lançar mais um produto: tudo o que leva a marca precisa ter intensidade, identidade e excelência. 🚜 Turismo como caminho para o pequeno produtor Levar o consumidor para dentro da propriedade cria conexão, gera renda e revela o trabalho por trás do alimento. Quando alguém conhece os animais, as pessoas e o território, deixa de comprar apenas um queijo e passa a consumir uma história.

    [A Origem do Sabor] Fabio Pimentel - A revolução dos queijos de búfala do Laticínio Artesanal Montezuma #EP12
  7. Jul 23

    [SommCast] Rafael Jacobi - Chef gaúcho à frente do Nature Vinho & Gastronomia, na Vinícola Don Giovanni #EP167

    O que transforma uma refeição em uma experiência que permanece na memória? Para Rafael Jacobi, chef gaúcho à frente do Nature Vinho & Gastronomia, na vinícola Don Giovanni, a resposta passa por técnica, identidade, vinho e, principalmente, hospitalidade. Neste episódio do SommCast, gravado na Wine South America, Rafael revisita uma trajetória construída entre restaurantes familiares, cozinhas internacionais, grandes mestres e a coragem de começar novamente — sempre entendendo que cozinhar vai muito além de colocar um prato na mesa. A conversa atravessa sua formação na Austrália, onde entrou em uma das cozinhas mais respeitadas de Sydney como lavador de pratos e saiu como subchefe, além das experiências pela Ásia e da especialização em cozinha tailandesa. Rafael também fala dos aprendizados com nomes importantes da gastronomia, da influência decisiva do irmão Marcelo, das dificuldades de empreender e da humildade necessária para perceber que dominar a cozinha não significa compreender todos os desafios de um restaurante. Hoje, essa bagagem se traduz no Nature, onde a gastronomia ajuda a revelar a versatilidade dos espumantes e vinhos da Serra Gaúcha. Mais do que harmonizar pratos, Rafael quer criar conexões, valorizar o território e fazer cada visitante desacelerar. É uma conversa sobre carreira, perdas, recomeços e a maturidade de entender que hospitalidade também é fazer alguém se sentir bem-vindo, com os pés na grama, uma taça na mão e a sensação de estar celebrando a vida. Destaques 👨‍🍳 Uma carreira que começou longe do fogão Rafael trabalhou como garçom, copeiro, caixa e gerente antes de perceber que seu lugar estava dentro da cozinha. O encontro com grandes chefs e a leitura de Cozinha Confidencial, de Anthony Bourdain, ajudaram a transformar curiosidade em propósito. 🌏 Da louça à liderança na Austrália Sem experiência prática com facas ou técnicas profissionais, ele escolheu começar lavando pratos em um restaurante de destaque em Sydney. Em menos de dois anos, chegou ao posto de subchefe, mostrando como disciplina, entrega e abertura para aprender podem acelerar uma trajetória. 🇹🇭 A cozinha tailandesa como virada criativa A especialização em gastronomia asiática ampliou sua maneira de pensar ingredientes, sabores e processos. Rafael aprendeu que a boa cozinha também nasce quando o profissional questiona certezas e aceita que existem muitas formas de chegar a um grande resultado. 📉 A dura realidade de abrir um restaurante Depois de estrear com a casa lotada, Rafael viveu o choque de abrir as portas no dia seguinte e não receber nenhum cliente. O episódio virou uma lição de humildade e mostrou que talento culinário, sozinho, não sustenta um negócio. 🥂 Espumante também pertence à mesa No Nature, os pratos são pensados para mostrar que o espumante brasileiro não serve apenas para brindar. Ele pode acompanhar diferentes cozinhas, atravessar uma refeição completa e ocupar um lugar central na experiência gastronômica. 🌿 Hospitalidade como celebração Na Don Giovanni, restaurante, pousada, natureza e vinho formam uma experiência integrada. Para Rafael, quem chega ao Nature não está apenas comendo ou bebendo: está celebrando o fato de estar vivo. 🍷 Menos regras, mais descobertas A relação com o vinho aparece sem imposições. A proposta é provar, conversar e descobrir preferências sem transformar conhecimento em barreira — porque vinho bom também é aquele que encontra espaço na história de quem está bebendo.

    [SommCast] Rafael Jacobi - Chef gaúcho à frente do Nature Vinho & Gastronomia, na Vinícola Don Giovanni #EP167

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