Transcrição automática: Pois é, mais uma sexta-feira. E como passa rápido uma semana? Hoje eu tenho uma primeira missão que é evitar o uso do né no final das frases. Porque eu fiquei apegado às transcrições automáticas que o Substack faz quando você posta um áudio. E eu percebi que esta palavrinha está aparecendo com uma frequência terrível. E, incrivelmente, é só quando eu tô gravando podcast, eu não falo assim. Então, fiquei pensando, por quê? Por quê? E eu acho que, claro que tem uma ideia aí de terminar a frase com uma indução a uma ideia, né? Induzir, né? Aí, ó, tá vendo? A pessoa que tá ouvindo a continuar dentro do meu raciocínio, só que é extremamente chato. Pelo menos quando eu reparo depois, fica uma coisa extremamente chata. Então hoje tentarei não fazer isso, tá bom? Bom, essa semana, uma semana esquisita, né? Muita chuva, muita umidade, um setembro bem diferente, por assim dizer, mas estava dentro do previsto em razão do El Ninho, né? E muitas coisas aí que vêm acontecendo climaticamente que provavelmente vão levar nós, a raça humana, à extinção. Mas não vamos ser precipitados, vamos aguardar com calma. Semana passada eu fui para o Rock in Rio, sim, aquele festival do OUO, Rock in Rio. E foi a segunda vez que eu fui, eu fui dois anos atrás, as duas vezes, coincidentemente, pra assistir o Avenged Sevenfold, uma banda que eu gosto muito, por sinal, e inclusive eu citei aqui, acho que no último episódio, né, por conta da questão do barulho que eu venho ouvindo aqui em casa. Inclusive esse barulho deu uma cessada, essa semana eu não ouvi tanto, mas pode ser que tenha mudado o horário, enfim, eu imagino que seja a obra mesmo que eu comentei. Bom, fui ao Rock in Rio e esse ano eu tive uma experiência muito diferente em relação ao outro ano que eu fui, né? Primeira vez que eu fui eu nunca tinha ido no Rock in Rio, eu nunca tinha assistido um show do Avenged, porque já faziam 10 anos mais ou menos que eles tinham vindo pela última vez. Então foi uma coisa muito, assim, fanática, né? Fazer o que a gente fez. Eu fui com mais alguns amigos e a gente fez uma excursão bate e volta. No caso, quando a Avenida veio, o show foi no domingo, né? Então a gente saiu no sábado à noite aqui de São Paulo. Chegamos no Rio no domingo de manhã, pegamos uma praia ali, tomamos uns álcools pra dar uma animada. Chegamos lá no Rock in Rio no horário de abertura, né, que é 14 horas. E daí a gente entrou no Rock in Rio e já ficou na frente do palco do Avenged, que só ia tocar lá depois da meia-noite. Então a gente ficou muitas e muitas horas em pé e no meio da galera lá. Sim, valeu a pena pra caramba, foi um show inesquecível, foi um dia muito forte, especialmente pra nós quatro que fomos e éramos todos fãs do Avenged, né. Mas no outro dia a gente tava completamente destruído, né? Porque no bate e volta você já acabou o show, você volta pro ônibus, você apagou, você acorda em São Paulo e enfim, tudo terrível, né? Você perde a noção de espaço, do corpo, tudo dolorido, tudo esquisito, enfim. Já esse ano, eu fui num show do Avengers já esse ano porque eles voltaram, né? Fizeram um show em São Paulo no começo do ano, que era pra ter sido um show no final do ano passado. Então assim, esse ano já foi aquela coisa assim, eu vou mais pra curtir o festival, vou assistir o Avenged, que é uma banda que eu gosto, mas vou pra conhecer o Rock in Rio melhor, né, poder ir nas coisas, dar uma volta, coisa que eu não fiz no outro ano. E esse ano ainda, o que me motivou, além do show do Avenged, foi que também tinha o show do Bring Me, o show do Bad Omens, né, que... que são bandas que são muito interessantes, assim, que eu gosto bastante, que... Enfim, o Bring Me também já é o terceiro show deles que eu assisto, o Better Home is a primeira, mas enfim, o combo do festival fez valer a pena, assim, pensar em ir. Então eu fui, né, o tempo não ajudou muito, assim, não foi um grande tempo e tal. Mas foi interessante a experiência, foi legal. O show do Bring Me, do Bad Omens, foi assim, incrível, né? Especialmente o do Bring Me, eu acho que foi uma consolidação, assim, da banda, né? Enquanto já é muito grande, mas assim, eu acho que esse show consolida ainda mais, né? O tamanho do Bring Me. Agora, me decepcionou profundamente o Avenged Sevenfold, né? E vamos lá, né? Eu entendo que o Avenged já é uma banda, não vou dizer nichada porque eles são grandes, mas já é uma banda que é meio 880, assim. Eu conheço muita gente que gosta, que adora, mas também tem um monte de gente que odeia, não chega nem perto, né? E é compreensível, porque o estilo deles é um pouco específico, eles têm muitas fases diferentes, né, os sons antigos, os primeiros são muito mais metalcore, aí depois eles vêm pra uma fase mais melódica, depois chegam num metal ali mais clássico com o Hail to the King, tem a consagração no Nightmare, né, e tal. E depois eles começam essa fase agora mais experimentalzona, assim, que mistura um monte de coisa. Enfim, eu gosto de um pouco de cada fase, né? Eu acho que talvez agora com esse último EP aí eles estão começando a dar uma viajada. Mas enfim, os caras são velhos, né? E já fizeram tudo o que eles queriam fazer. Eles não estavam fazendo música só porque eles querem que os fãs vão no show e tal. Eles querem fazer música pra eles, né? Querem fazer o que eles gostam e eu acho isso muito louvável, né? Mas óbvio que por causa disso eles têm que lidar com críticas, com um público que às vezes estranha, né? A própria banda e tal. E o problema central, né, do Avenged, penso eu, é que o Matt Shadows, né, o vocalista, ele já tem um problema de algum tempo com a voz, né, já teve que fazer algumas cirurgias, já teve alguns problemas, inclusive o show que teve, que ia ser no final do ano passado em São Paulo foi adiado por conta disso, porque ele teve um problema na voz e a recomendação é que ele se recuperasse antes de voltar aos shows, né. Então assim, eu já sei de tudo isso, né? Não é uma grande novidade. O Avenged, isso aí não foi pro Rock in Rio que eu fiquei sabendo essas informações. Mas de alguma forma, a minha expectativa era grande até, pelo Avenged, né? Um fator interessante, inclusive, que conta um pouco com essa ideia de expectativa, é que eu dei de presente pra minha mãe, né? E no Rock in Rio esse ano. Aquela que sempre falava de ir no Rock in Rio, enfim, mais pelo festival e tal. Ela escutou o Avenged por minha causa, né? Ela gosta de bandas de rock, ia tocar o Black Pantera também, que ela gosta bastante. Então, né, eu já ia e falei, ah, se a senhora quiser ir, vamos, né? Dou de presente pra senhora e tal, e foi isso. Então, assim, eu acho que eu criei uma expectativa também em cima do Avenged. De mostrar, né, pra minha mãe, né, que tá me acompanhando desde que eu era molequinho, né, ouvindo, querendo ir no show dos caras. Falar, ó, mãe, você vai ver agora o que é que eu tô falando, né, do que eu tava falando esse tempo todo, esses caras, esse show. E algo que foi assim, bem frustrante pra mim, claro né, a voz do Matt Shadows, um pouco frustrante sempre, mas ele tem um apoio ali dos outros músicos e tal. Mas o que me incomodou profundamente foi esse telão do Rock in Rio novo, né. O Palco Mundo ganhou esse telão grandão, tinha o Fora Fora, que é basicamente só tela, né. Eles tinham um telão grande e tinham uma passarela no outro ano. Esse ano não tinha passarela e tinha um telão ainda maior. O Bring Me usou muito bem o telão, eles já tem um show muito interessante nesse sentido de fazer uma apresentação visual. E o Avenged também tinha isso, pelo menos eu entendia que o Avenged tinha sacado a proposta assim como o Bring Me sacou. Que eu acho que o que torna o Bring Me excelente não é só uma banda incrível, um vocalista muito carismático, mas também esse apelo visual que o Bring Me tem. E eu achei que o Avenged tinha pegado essa regra do jogo também, tinha entendido esse negócio, porque nos dois shows do Avenged que eu fui, eles usaram muito bem a tecnologia, né? Existia até uma discussão a respeito do uso da IA que eles fazem, porque eles usam uma geração ao vivo de imagem, né? Então assim, na música... A Little Piece of Heaven tem todos os bonequinhos lá fazendo a animaçãozinha da história do A Little Piece of Heaven. Então, cada música tinha uma coisa assim, né? E daí, por alguma razão, nesse show do Rock in Rio, eles fizeram uma coisa específica pro show, pra aproveitar o telão, mas eu achei horrorosa. Que eles colocaram um filtro verde, uma estética meio escura, né? Enfim, na música Hail to the King, inclusive, que eu acho que eu não entendi nada, fizeram lá um cenário no telão e não mostrava ninguém da banda. Não mostrava uma sombra da guitarra e tal. Mas não mostrava ninguém. O resultado é que eu quase não vi os membros da banda. Quando aparecia era extremamente escuro, exerdeado e muito sem graça. E também já estava no final do festival, a gente já estava cansado. Então eu achei sinceramente meio bosta o show, tá ligado? Posso ser sincero. Claro, né? Como eu tenho outras duas referências de shows deles que foram muito positivas, não é um... não bate o martelo pra realmente a falência desta banda, né? Mas me deu uma certa decepção, assim. Em compensação, o show do Bring Me valeu muito, assim. Foi um show incrível e tava muito legal a energia. Enfim, e tem isso também, né? Que às vezes o lugar que você se posiciona dentro do... Dentro de um festival ou um show por si também muda um pouco a sua experiência. Às vezes você está lá junto com a galera mais fã ou você está mais distante. Isso tudo influencia. Bom, dito tudo isso, que já nos tomou aí 10 minutos, outro aspecto que eu queria falar sobre essa ideia de ir em sh