Bola Preta

Hugo Gomes

"Oh não, mais um 'podcast' de cinema!!" O horror, o horror ... No meio da saturação de vinhetas sobre cinema, estreias e outras constelações previamente alinhadas, vamos conversar, e é exactamente isso que faremos. Uma tertúlia cinematográfica, com a crítica no centro, o Cinema como um todo, e o restante a orbitar, a fervilhar ou a expelir. Contra formalidades: Cinema por "tu", sem filtros nem bandanas.

  1. 6d ago

    Episódio 23: Porta-te bem ou habilitas-te a ir para o Livro Negro! Uma conversa com os Universos Paralelos.

    “Quem é que anda a dar dinheiro a Guy Ritchie?” / “Que realizador teríamos se George Lucas não tivesse cedido a Star Wars?” / “Porque é que o Cinema teima nos remakes e nas sequelas?” / “Quem dá luz verde aos live-actions da Disney?” / “Porque é que ‘Spider-Man: Brand New Day’ é um fenómeno de bilheteira?” / “Porque é que a ‘Bola Preta’, de Tomás Agostinho, é tão polémica?” Cruzamos espaços e tempos, universos partilhados ou talvez paralelos, numa conversa sem constantes espreitadelas ao relógio, sem cronómetro, apenas ao sabor do momento, nesta noite apertada, com promessas de regabofe num dos bairros mais badalados da noite lisboeta. Acreditamos que existem outras versões de nós, ou talvez não. Afinal, é tudo um produto da Disney para vender mais merchandising, bonecos Funko, exaltar a cultura pop ou marchar contra a nossa vontade em direcção ao fascismo. São conversas soltas com um dos (se não o) podcasts de cinema mais regulares deste país, “Universos Paralelos”. Os membros habituais, António Araújo e José Carlos Maltez, juntam-se ao caloiro da “Wikipédia Bola Preta”, Tomás Agostinho, para despachar conversas e polémicas, hot takes ou provocações. Pelo caminho, abrimos o livro negro, com a lista dos realizadores malcomportados, sobretudo daqueles que incorrem no crime de defraudar expectativas. Apertem os cintos e venham connosco… Sejam bem-vindos a mais um episódio de “Bola Preta”! Material de Apoio Aqui poderão ouvir todos os episódios do podcast Universos Paralelos aqui: https://open.spotify.com/show/1s4tTfhX1e5tMBNaoC41Cu Mais sobre o romance-sequela de “Donnie Darko” aqui: https://variety.com/2026/film/news/donnie-darko-sequel-book-release-cover-teaser-1236841844/ Para adquirir o “Cadernos da Janela: O cinema expressionista alemão”: https://ajanelaencantada.wordpress.com/cadernos1/ O mencionado artigo da The Economics: https://www.economist.com/culture/2024/08/16/is-western-culture-stopping-people-from-growing-up Caso quiserem espreitar a referida capa do filme “Anora” do Sean Baker nas edições Criterion: https://www.criterion.com/films/34891-anora Entrevista a Kris Hitchen, o protagonista de “Sorry We Missed You” de Ken Loach aqui: https://cinematograficamentefalando.com/2019/11/18/existe-uma-especie-de-cao-raivoso-em-mim-falando-com-kris-hitchen-o-actor-de-sorry-we-missed-you/ Entrevista de Alan Moore em que conecta o boom do super-herois com a ascensão do fascismo: https://www.theguardian.com/books/2022/oct/07/watchmen-author-alan-moore-im-definitely-done-with-comics “Polígrafo” O papel de “coelho macho” na curta de David Lynch é interpretado por Scott Coffey Falso. O produtor de “Babylon A.D.” não é Harvey Weinstein.

    Episódio 23: Porta-te bem ou habilitas-te a ir para o Livro Negro! Uma conversa com os Universos Paralelos.
  2. Sep 22

    Episódio 22: Cinema português! Salvar ou ficar-nos pela revolta nessa Estrada de Fogo?  Uma conversa com Tiago R. Santos.

    Continuando à procura de soluções … será que conseguimos? O Cinema Português, o nosso orgulho e, igualmente, a nossa cruz, as suas guerras, tribais, diz-se por aí, as tendências estéticas e narrativas e os fracos números, que nos levam a não baixar os braços. Mas onde está o “inimigo”? Por onde lutar? É um episódio, daqueles como sempre prometi, sem respostas, apenas questões lançadas ao ar, com lamentos e desejos. Tiago R. Santos toma a cadeira de convidado para si, em tempos colega crítico da revista Sábado, enquanto, em alternância, argumentista, sobretudo em parceria com António-Pedro Vasconcelos, hoje tido nessa linha, com a escrita de romances e a realização a partilharem espaço na sua dedicação e convicção. “Revolta”, a sua primeira longa-metragem, filme de confinados e confinamentos, com quatro personagens confrontadas com os seus segredos sujos, dilacerando as suas mordomias e confortos, estreou entre nós em pleno pós-Covid, e os números decepcionantes nas bilheteiras levar-nos-iam a debater sobre a fase em que o cinema português entraria, nomeadamente a sua fama junto do público e a colheita de fracos resultados em cada exibição motivado por diversos factores. Avança numa “Última Noite”, mas antes uma paragem pela “Bola Preta”, sob a supervisão dos deuses do cinema, com voz de Bruce Springsteen, o caminho, uma estrada de fogo, aquela que o cinema nosso, aportuguesado, deve percorrer até atingir a plena aceitação do público. Talvez sim, talvez não... mas não basta esperar por D. Sebastião e as suas travessias pelo nevoeiro acima ou reter-nos em somente “Non”, ou “Vã Glória de Mandar. Deverá existir outro trilho, não? Material de Apoio Os livros da autoria do nosso convidado: “A Velocidade dos Objectos Metálicos” e “Quarto Nº2”, poderão ser adquiridos aqui. Crítica a “Revolta”, o filme de Tiago R. Santos: https://cinematograficamentefalando.com/2022/06/01/o-descaramento-indiscreto-da-burguesia/ Sobre o curso da ACT - Escola de Actores: https://act-escoladeactores.com/act/professores/ O livro de David Thomson - “The Whole Equation: A History of Hollywood” - poderá ser adquirido aqui: The Whole Equation: A History of Hollywood : Thomson, David: Amazon.co.uk: Books

    Episódio 22: Cinema português! Salvar ou ficar-nos pela revolta nessa Estrada de Fogo?  Uma conversa com Tiago R. Santos.
  3. Aug 30

    Episódio 21: Citizen Lauro António e as suas manhas submersas. Uma conversa com Frederico Corado

    Talvez possamos considerar uma das melhores aberturas do cinema português: um comboio negro avança pela paisagem verde, deixando para trás uma corrente de fumo cinzento até à chegada à estação. Um paraíso rapidamente empestado por essa névoa de repressão e austeridade, quando António, ainda criança, é levado pelo destino que lhe traçaram, o de entrar para o seminário e cumprir os trilhos impostos de um “prestigiado” padre. O livro de Vergílio Ferreira encontrou nas mãos de Lauro António uma capacidade visual, uma força cénica e um entranhado sentimento de um país culposo, ainda embutido no obscurantismo. António, o outro, o homem por detrás das câmaras, não foi apenas um realizador, foi uma figura proeminente e reconhecida do cinema neste país. Contudo, a conversa haveria inevitavelmente de cair sobre esse legado, até porque Frederico Corado, detentor de diversos ofícios (tal pai, tal filho!), não poderia escapar à armadilha da sua génese. E assim foi … na Casa do Artista, entre salas de memórias e acervos, cumprimos uma conversa sobre um homem, ou melhor, sobre homens, essa conexão, a homenagem e aquilo que deixamos para o futuro com os abraços do passado. “Manhã Submersa”, é verdade, o livro, o filme, uma parte da História do Cinema Português… esperemos, então, pelo restauro! Material de Apoio Fiquem com alguns filmes publicitários protagonizados pelo meu convidado: https://www.youtube.com/watch?v=Wh6MFRS81sI https://www.youtube.com/watch?v=jaO2d9ObAfc https://www.youtube.com/watch?v=cLvoEwrNyjU A conta de Instagram da Casa das Imagens Lauro António, em Setúbal: https://www.instagram.com/casadasimagenslauroantonio/ “Telefona-me!”, a mencionada curta-metragem de Frederico Corado: https://www.youtube.com/watch?v=qHSd_4iRiBk A Campanha de crowdfunding para o documentário “Citizen Jones”: https://ppl.pt/prj/citizen-jones Alguns (tele)filmes de Lauro António disponíveis na RTP Arquivo: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/casino-oceano-parte-i/ https://arquivos.rtp.pt/conteudos/mae-genoveva-parte-i/ https://arquivos.rtp.pt/conteudos/a-bela-e-a-rosa-parte-i/ https://arquivos.rtp.pt/conteudos/paisagem-sem-barcos-parte-i/ “Polígrafo” As “brancas” contra-atacam, o filme realizado por Max Minghella, filho do saudoso Anthony Minghella, com Kate Hudson e Elizabeth Berkley é “Shell”. Como anexo fica o texto crítico: https://cinematograficamentefalando.com/2025/10/23/a-substancia/

    Episódio 21: Citizen Lauro António e as suas manhas submersas. Uma conversa com Frederico Corado
  4. Aug 19

    Episódio 20: Ritrovato, che nostalgia! Uma conversa com Rui Alves de Sousa e Samuel Andrade (+ Luís Miguel Oliveira)

    Aviso à navegação, este episódio foi gravado antes da estreia de “Odyssey”, do Nolan… fica o aviso, porque as menções aqui feitas foram concebidas com o sabor da antecipação. Mas andiamo, porque o que nos levou ao encontro, a este novo episódio, não foi Nolan em si, mas outro evento, Ritrovato, a contar com a sua 40.ª edição, o Festival de Cinema especializado no clássico e restauro, História do Cinema como nova, contou com uma comitiva portuguesa de peso. Eu, neste pedaço de mar plantado, roído de inveja, admito, solicitei uma viagem aos olhos de outros. Os meus convidados fornecem isso, não uma rota turística (nem gastronómica, pois claro), mas antes uma viagem com o seu rigor crítico. Rui Alves de Sousa e Samuel Andrade, já conhecidos deste universo Bola Preta, prestaram testemunho… oh, espera (“estão a gravar?”). Ouve-se uma voz no fundo. “Sim, junta-te.” Saltando para a água, Luís Miguel Oliveira, outro repetente, também esmiuça sobre esta viagem e o que de lá retirou sobre o estado do cinema. Pelo meio, formatos e Nolan, as suas odisseias, porque a cinefilia tem isso mesmo, algo de aventureiro, por vezes saudoso, mas igualmente bravo. Uns quantos hurras à película porque o “digital é necrofilia pura”, disse alguém… segundo a memória fragmentada de alguns, ‘coisas’ da idade. Material de Apoio A mencionada crónica de André Filipe Gonçalves sobre as “críticas compradas”: https://cinematograficamentefalando.com/2026/07/08/quando-a-critica-se-confunde-com-marketing-o-caso-nolan/ Texto de Samuel Andrade no FilmSpot em que se confessa “Nolaniano”: https://filmspot.pt/artigo/nolaniano-me-confesso-15037/ “Polígrafo” Apesar da motivação e promessa durante o episódio, não fomos ver o “Blowing Wild” do Hugo Fregonese.

    Episódio 20: Ritrovato, che nostalgia! Uma conversa com Rui Alves de Sousa e Samuel Andrade (+ Luís Miguel Oliveira)
  5. Jul 24

    Episódio 19: O Nosso Verbo é Outro, ou como amar o popular contra o popular. Uma conversa com Lília Lopes.

    Quase se perdeu a alma numa floresta qualquer, em geografias não identificáveis. Pelo meio, o teatro de revista, primeiro ocultado, depois confessado como desejo, porque ser popular não é nefasto, no Cinema a história é outra. Lília Lopes, actriz, escritora e jurada dos Prémios Curtas, falou-nos de algumas delas, numa conversa com birras e milho tostado para o paladar, naquele “lugar do costume”. Foram os processos criativos, as origens e as mulheres fregueses das páginas do seu “O Meu Verbo é Ir”. No final, há o costume da vénia ao título do programa, as Bolas Pretas, ou melhor, à procura delas, deitando mão à popularidade de títulos que constituem o frágil esqueleto dos cinéfilos de ocasião. As coisas movimentam-se, tudo se extingue e o tempo é uma incógnita para as narrações, só que aqui, o Cinema é o propósito, ou a desculpa da conversa … tchim tchim … tilintam os copos, promessas de um regresso, talvez sim, ou talvez não. Ou Ítaca ao longe, mesmo com uns quantos escarros guardados para Nolan. Enquanto isso, vamos defender o popular, a arte de fazer feliz quem dela aproveita … e porque não!? Material de Apoio O livro de Lília Lopes, “O Meu Verbo é Ir”, pode ser adquirido aqui: O Meu Verbo é Ir de Lília Lopes - Livro - WOOK  Entrevista a Manuela Serra, realizadora de “O Movimento das Coisas”: https://cinematograficamentefalando.com/2021/06/16/manuela-serra-a-corrida-pelo-desenvolvimento-leva-nos-ao-esquecimento-de-coisas-meramente-importantes/ Canal da banda ‘Os Barbosas’ (O Sindicato da Morte): Os Barbosas (O Sindicato da Morte) - YouTube  O filme “A Floresta das Almas Perdidas” poderá ser visualizado aqui: A Floresta das Almas Perdidas - Filmin   Trailer da mencionada curta “Calhau” de Paulo Abreu: CALHAU TEASER | Vídeos e Filmes no Vimeo e de “Atom & Void” (ou “a curta das Aranhas”) aqui: Atom & Void by Gonçalo Almeida | Vídeos e Filmes no Vimeo  “Polígrafo” Julie Delpy imita Nina Simone na última sequência de “Before Sunset”

    Episódio 19: O Nosso Verbo é Outro, ou como amar o popular contra o popular. Uma conversa com Lília Lopes.
  6. Jul 11

    Episódio 18: Um Passo no Escuro, outro na Irritação. Uma conversa com José Santiago.

    Programar um Hitchcock, um Fellini ou um Bergman é “canja” (quer pela sua fama canónica ou já contemplado selo de clássico), espera-se sempre uma enxurrada de cinéfilos saudosos ou dos tais “verdinhos” a dar os primeiros passos e a cumprir a sua caminhada cinematográfica, expondo-a no Letterboxd em X passos, mas o desafio de um sala é realmente confiar sala confiar o seu cartaz a uma obra de série B ou(a) Z. Que escuridão traria uma decisão dessas? Contudo, os resultados têm desafiado a suposta lógica da popularidade e da eternização da série A, e José Santiago que o diga! Programador da iniciativa Passos no Escuro, no Passos Manuel, na cidade Invicta, apresenta, de quinze em quinze dias, cinema de género, de culto ou, nas suas próprias palavras, “a próxima redescoberta”. Foi de Lucio Fulci a Paul Verhoeven, encerrando esta segunda temporada no travestismo festivo de “The Rocky Horror Picture Show” (é preciso dizê-lo correctamente), numa sessão celebratória como tão poucas se fazem neste país. A conversa inicia-se nesses territórios, em jeito de “drag show”, passa pelos temas do momento (dos youtubers a invadirem Hollywood) e acaba por estacionar em irritações, “guilty pleasures” e traumas. Avisam-se os navegantes: há lobisomens ‘bombados’, Bad Bunny, Ana Malhoa entre nós e dildos de Amityville... Que salganhada! Palavras cruzadas, inesperadamente fora de contexto, a relegar este podcast para a sua própria liga. A série B, talvez? Material de Apoio: Site oficial do Passos no Escuro: https://www.passosnoescuro.com/ Páginas das tais “folhas de sala” do Passos no Escuro:  https://cinematograficamentefalando.com/passos-no-escuro/ Link da entrevista com Daniel Luchetti sobre o filme “Confidenza” / “Trust”: https://cinematograficamentefalando.com/2025/03/16/daniele-luchetti-cresci-com-um-cinema-em-que-era-preciso-discutir-para-completar-a-experiencia/ "Polígrafo": A propósito de “Nightwatch”, protagonizado por Ewan McGregor, o realizador é Ole Bornedal, dinamarquês (e não norueguês). É verdade que o filme é um remake da sua obra homónima de 1994; no entanto, ao contrário do que foi referido, a versão norte-americana não é de 1994, mas sim de 1997. Como curiosidade, “Nightwatch” teve uma sequela em 2023, também realizada por Bornedal, intitulada “Nightwatch: Demons Are Forever”. A comédia romântica protagonizada por Michelle Pfeiffer e Paul Rudd, cujo título português foi escolhido através de um passatempo, é “I Could Never Be Your Woman”, de Amy Heckerling. O título vencedor foi “Nem Contigo... Nem Sem Ti!”.

    Episódio 18: Um Passo no Escuro, outro na Irritação. Uma conversa com José Santiago.
  7. Jun 8

    Episódio 17: Abram alas para os novos, e a geração de trás que se lixe! Uma conversa com André Filipe Gonçalves.

    Tudo rima, é quase uma questão de simetria! Buscando o primeiro episódio de “Bola Preta”, numa varanda com vista para a Arrábida, mencionou-se de uma “geração perdida”, sem espaço nem oportunidade para singrar por deleite dos já estabelecidos. Hoje, deixou-se de falar sobre isso, apostou-se em novos nomes e em novas ideias. Para esta segunda ronda de conversas (bem regadas a cevada, por sinal!) deparamo-nos com outro dilema: o lamento daqueles que foram sendo retirados de cena perante o impulso de uma nova vaga de realizadores, sobretudo no terror, a conquistar público e bilheteiras, e sublinhando as suas origens tecnológicas: agora os youtubers é que mandam! Mas deixemos isso para a inevitável “conversa de café”. O convidado é André Filipe Gonçalves, crítico de cinema de longa data, que, no site que durante anos teve como bandeira um certo “movimento” (o que lhe aconteceu, afinal?), escreveu em tempos uma crítica a “The Perks of Being a Wallflower” saída da alma, quase beijada pela musa do momento. Hoje voltamos a reunir-nos. Falamos de videoclipes, xenomorfos, podcasts e dessa nostalgia que parece estar sempre ali, à esquina. A idade não perdoa! “Gosto desta ideia de podcast espontâneo, com ruído ambiente. Faz-me lembrar João Canijo”, disse-me, momentos antes de carregar no botão de gravação. Material de Apoio Texto de André Filipe Gonçalves sobre a vaga youtuber: https://cinematograficamentefalando.com/2026/05/27/serao-os-youtubers-os-novos-realizadores-de-telediscos/ Polígrafo Ao contrário do que foi dito, Florence Foster Jenkins era norte-americana e viveu em Nova Iorque. A adaptação de Stephen Frears, protagonizada por Meryl Streep, procura reconstituir de forma relativamente fiel (ainda que explorando o potencial cómico e o ridículo da situação) a sua trajectória. Já “Marguerite” (2015), de Xavier Giannoli, com Catherine Frot no papel inspirado em Jenkins, transpõe livremente essa história para o contexto francês, e com conotações mais trágicas.

    Episódio 17: Abram alas para os novos, e a geração de trás que se lixe! Uma conversa com André Filipe Gonçalves.
  8. Jan 17

    Episódio 16: Os Cinéfilos que Ninguém Encomendou. Uma conversa com os Três Já é Companhia.

    E chegamos ao fim de temporada! Içam esses copos: brindemos às “Bolas Pretas”, ou às “Bolas Pretas que nos unem”, porque odiar um filme também é uma prova de amor cinematográfico. Um amor torto é certo, mas continua a ser amor. É dar emoção à arte, sair do papel de espectadores passivos ou meramente passageiros, fazer do cinema o centro da vida, dos afectos e dos encontros. Mas deixemos a conversa fiada, para o final da “season 1” (os anglicismos vieram para ficar), eis a galhofa cinematográfica: três amigos juntam-se, abraçam o projecto e uma vampirada mais morta do que viva, e pelo meio, a sugestão de um ciclo de cinema Jon Bon Jovi, um enredo feito de caos e temas avulsos atirados pela janela. Fiquemos com os hot takes, com as abjecções, as tiradas polémicas e o rufar dos tambores antecedido pela piada. “Bola Preta” regressará, com novos desafios, novos convidados e retornados, novos temas e outros já debatidos ao longo de 16 episódios, tudo isso para lembrar que um podcast também pode ser uma narrativa aventureira, só que não aristotélicas, sem os ditos três actos, “tudo ao molho”, porque não nos neguemos a um facto simples: a cinefilia é, ela própria, uma aventura … e por que não partilhá-la? Comigo, o radialista Rui Alves de Sousa, o podcaster António Araújo e Tiago Laranjo, que poderão encontrar em qualquer bar da cidade: três cinéfilos a provar que Três Já É Companhia… dito isto, fica a roda suplente … eu, quem mais? Material de Apoio António Araújo, Rui Alves de Sousa e Tiago Laranjo fizeram parte de um programa intitulado “Três Já é Companhia”: https://www.youtube.com/@Tr%C3%AAsJ%C3%A1%C3%89Companhia/featured Episódio mencionado do podcast Universos Paralelos sobre a saga “The Exorcist”: https://open.spotify.com/episode/4BmkFamTTzuNEFFNGX0Seb?si=vX7BtFujTpKn_TEw9hAF0A  Episódio mencionado do podcast Betamax sobre “Halloween 2” e “Halloween 3: Season of the Witch”: https://open.spotify.com/episode/7xN8gBbSfYy2mv1fAlo2wM?si=nV6Tz1opT6ifTDyuqE3Cow Referência ao formato D-VHS: I Watched This Movie on 10 Different Formats Tiago Laranjo refere a existência de um “Aeroplano francês”. O filme “La Cité de la peur” (1994), de Alain Berbérian, com Alain Chabat, Valérie Lemercier e Gérard Darmon, inscreve-se nessa descrição.  “Polígrafo” “We're Back! A Dinosaur 's Story” é realmente uma produção de Steven Spielberg através da sua Amblin Entertainment. À época de gravação deste episódio não havia conhecimento algum de que a Cinemateca iria dedicar um ciclo a Mel Brooks para Fevereiro de 2026.  Confirma-se que a iniciativa Hall of Fame ainda se encontra em fase de votação: https://www.hall-of-fame.space/

    Episódio 16: Os Cinéfilos que Ninguém Encomendou. Uma conversa com os Três Já é Companhia.

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"Oh não, mais um 'podcast' de cinema!!" O horror, o horror ... No meio da saturação de vinhetas sobre cinema, estreias e outras constelações previamente alinhadas, vamos conversar, e é exactamente isso que faremos. Uma tertúlia cinematográfica, com a crítica no centro, o Cinema como um todo, e o restante a orbitar, a fervilhar ou a expelir. Contra formalidades: Cinema por "tu", sem filtros nem bandanas.

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