Psicologia Entre Aspas

Sara Cruz

O meu nome é Sara Cruz, sou psicóloga clínica, com especialização em psicoterapia cognitivo-comportamental e integrativa e estarei aqui às quintas-feiras com novos episódios. No Psicologia Entre Aspas, cada episódio começa com uma citação de livros, filmes, séries ou músicas, para abrir caminho a conversas sobre emoções, relações, e, no fundo, tudo aquilo que nos torna humanos. De forma simples e prática, exploro a psicologia por detrás das palavras, para que possa compreender-se melhor, ganhar consciência e aproximar-se de si, um episódio de cada vez. Para mais conteúdos: @saracruzclinica

Episodes

  1. 2d ago

    #11 - “A confiança é como uma barragem”: ruturas, reparação e segurança nas relações

    Porque é que, quando a confiança se parte, não basta pedir desculpa para que tudo volte ao lugar? Neste episódio do Psicologia Entre Aspas, partimos de uma frase do filme Hoppers  “A confiança é como uma barragem. Quando se parte, é preciso fazer algum trabalho para a reparar.”  para refletir sobre confiança, rutura, segurança emocional e sobre o que realmente está em causa quando uma relação deixa de ser sentida como um lugar seguro. De forma acessível e cientificamente informada, exploro: Porque é que a confiança está tão ligada à sensação de segurança e previsibilidadeO impacto psicológico de uma quebra de confiança, não só na relação com o outro, mas também na relação consigoPorque é que pedir desculpa não é o mesmo que repararO que significa reconstruir confiança através de experiências repetidas de segurançaComo distinguir entre uma relação onde a confiança pode ser reconstruída e uma relação onde ela já não tem base para voltar a crescerUm episódio para quem viveu uma rutura de confiança, para quem sente que continua em alerta mesmo querendo seguir em frente, e para quem quer compreender melhor o que a confiança precisa para se manter e o que precisa para ser reconstruída. 🔎 Psicologia clínica, confiança, traição, reparação, segurança emocional, relações e limites: tudo num espaço de empatia e reflexão. 🌿 Novos episódios às quintas-feiras.Siga-nos no Instagram: ⁠@saracruzclinica⁠ e acompanhe o nosso trabalho!

    24 min
  2. May 14

    #10 -“pessoas vulneráveis vão sempre encontrar forma de se conectar”: vínculos, defesas e relações

    Porque é que, tantas vezes, aquilo que mais protege uma pessoa acaba também por afastá-la daquilo que mais deseja? Neste episódio do Psicologia Entre Aspas, partimos de uma frase da série Shrinking: “duas pessoas vulneráveis vão sempre encontrar uma forma de se conectar” para refletir sobre vulnerabilidade, vinculação, intimidade e sobre a forma como as nossas defesas podem funcionar como muros dentro das relações. De forma acessível e cientificamente informada, exploro: - Porque é que tantas pessoas têm medo de baixar a guarda - Como as experiências de vinculação influenciam a forma como vivem proximidade, distância e confiança - De que forma as defesas psicológicas podem proteger, mas também isolar - A diferença entre vulnerabilidade saudável e exposição sem limites - Porque é que a intimidade real não nasce da perfeição, mas da capacidade de existir numa relação autêntica Um episódio para quem sente dificuldade em confiar, para quem vive dividido entre o desejo de proximidade e o medo de se mostrar, e para quem quer compreender melhor como se constroem ligações mais seguras, mais humanas e mais autênticas. 🔎 Psicologia clínica, vinculação, vulnerabilidade, intimidade, defesas emocionais e relações: tudo num espaço de empatia e reflexão. 🌿 Novos episódios às quintas-feiras. Siga-nos no Instagram: ⁠@saracruzclinica⁠ e acompanhe o nosso trabalho!

    18 min
  3. Apr 30

    #9 - “...quando eu me aceito tal como eu sou, então eu consigo mudar”: autoaceitação, autocrítica e transformação

    Porque é que, tantas vezes, quanto mais uma pessoa tenta mudar à força, mais presa fica ao mesmo padrão? Neste episódio do Psicologia Entre Aspas, partimos de uma frase de Carl Rogers “O paradoxo curioso é que quando eu me aceito tal como eu sou, então eu consigo mudar” para refletir sobre uma ideia que pode parecer estranha à primeira vista: a de que a mudança mais profunda nem sempre nasce da crítica, da dureza ou da insatisfação constante, mas pode começar precisamente na forma como a pessoa se aceita e se compreende. De forma acessível e cientificamente informada, exploro: - Porque é que a autocrítica e a vergonha muitas vezes dificultam a mudança em vez de a facilitarem - O impacto da forma como a pessoa se relaciona consigo quando sente ansiedade, falha ou procrastina - A diferença entre aceitar-se e acomodar-se - Porque é que compreender a função de certos padrões pode ser mais transformador do que atacá-los - Como a aceitação, a curiosidade e a autocompaixão podem abrir espaço para uma mudança mais profunda e mais duradoura Um episódio para quem vive em guerra consigo próprio, para quem sente que já tentou mudar de muitas formas e continua preso aos mesmos ciclos, e para quem quer perceber melhor como a relação consigo pode estar a bloquear, ou a facilitar, a sua transformação. 🔎 Psicologia clínica, autoaceitação, autocrítica, ansiedade, procrastinação, mudança emocional e relação consigo: tudo num espaço de empatia e reflexão. 🌿 Novos episódios às quintas-feiras.Siga-nos no Instagram: ⁠@saracruzclinica⁠ e acompanhe o nosso trabalho!

    26 min
  4. #6 - “Se os conselhos fossem bons, não se davam, vendiam-se”: terapia, autonomia e empoderamento

    Mar 26

    #6 - “Se os conselhos fossem bons, não se davam, vendiam-se”: terapia, autonomia e empoderamento

    Porque é que, tantas vezes, procurar conselhos nos deixa ainda mais confusos, ou frustados? Neste episódio do Psicologia Entre Aspas, partimos do provérbio “Se os conselhos fossem bons, não se davam, vendiam-se” para falar sobre o papel do psicólogo e sobre um mito muito comum: a ideia de que ir à terapia é ir buscar respostas prontas e instruções sobre o que fazer. De forma acessível e cientificamente informada, exploro: - Porque é que os conselhos dizem muitas vezes mais sobre quem os dá do que sobre quem os recebe - O que acontece quando tentamos aplicar “soluções” que não partem da nossa história emocional - O que faz realmente um psicólogo numa consulta (e porque não é um “oráculo”) - A diferença entre conselhos e ferramentas terapêuticas (exercícios, estratégias, reflexão guiada) - Porque a terapia não cria dependência: cria autonomia, consciência e capacidade de escolha Um episódio para quem está cansado de procurar respostas fora e quer compreender melhor o seu funcionamento, para tomar decisões mais alinhadas consigo, com os seus valores e com a vida que quer construir. 🔎 Psicologia clínica, terapia, autonomia emocional, tomada de decisão e padrões relacionais: tudo num espaço de empatia e reflexão. 🌿 Novos episódios às quintas-feiras. Siga-nos no Instagram: ⁠@saracruzclinica⁠ e acompanhe o nosso trabalho!

    16 min
  5. #5 - “Nem tudo é uma lição, Ryan. Às vezes, nós falhamos simplesmente”: falha, vergonha e significados

    Mar 12

    #5 - “Nem tudo é uma lição, Ryan. Às vezes, nós falhamos simplesmente”: falha, vergonha e significados

    Porque é que sentimos tanta necessidade de transformar cada falha numa lição? Neste quinto episódio do Psicologia Entre Aspas, partimos da frase da série The Office :“Nem tudo é uma lição, Ryan. Às vezes, nós falhamos simplesmente.” para falar sobre falha, vergonha e a pressão constante para extrair significado de tudo o que corre mal. De forma acessível e cientificamente informada, exploramos:- A diferença entre falhar e sentir-se “um falhado”- O impacto da vergonha e do medo de avaliação na nossa identidade- A armadilha da positividade tóxica e do “crescimento obrigatório”- Como a tentativa de dar propósito à dor pode ser uma forma subtil de evitamento emocional- A razão pela qual aceitar a falha pode ser mais saudável do que forçar uma aprendizagem O sofrimento não está apenas no erro, mas na forma como ele é interpretado: como prova de insuficiência, incompetência ou desvalor. Quando a falha deixa de ser algo que aconteceu e passa a definir quem somos, a dor intensifica-se. Este episódio é um convite a separar comportamento de identidade, a tolerar o desconforto sem necessidade imediata de o transformar em algo positivo, e a desenvolver uma relação mais compassiva com a própria imperfeição. 🎧 Disponível agora.Um episódio para quem já falhou e ficou a acreditar que isso dizia algo sobre o seu valor. Ou seja, um episódio para todos os seres humanos. 🔎 Psicologia clínica, falha, vergonha, autocrítica, resiliência emocional: tudo num espaço de empatia e reflexão. 🌿 Novos episódios às quintas-feiras, de 15 em 15 dias.Siga-nos no Instagram: ⁠@saracruzclinica⁠ e acompanhe o nosso trabalho.

    13 min

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