Podcast da Alma

Alma

Um podcast íntimo sobre o meu universo interior. Eu penso em voz alta sobre identidade, crises, criatividade, futuro, sonhos, memória, obsessões, contradições, tabus e tudo aquilo que insiste em ficar na minha cabeça. Sigo as conexões de uma mente com TDAH, com desvios, hiperfocos, mil abas abertas e perguntas que nem sempre chegam a uma resposta. Sem roteiro e sem pose. Como nos tempos da internet raiz: eu, Alma, falando de verdade com você. De coração pra coração. Ou melhor, de alma pra alma. Dá o play e vem pensar comigo.

  1. Oct 18

    Ep 17 - Artivismo

    Direto da minha cama, que agora também virou estúdio do Podcast da Alma, recebi minha amiga-irmã Lila May para uma conversa sobre artivismo, a arte como instrumento de resistência, mobilização e transformação social. Numa madrugada de reflexões, histórias e muitas risadas, falamos sobre o poder da criação artística, a autenticidade e a necessidade de nos colocarmos em movimento para transformar aquilo em que acreditamos em ações concretas. Contamos os bastidores do Samba da Esperança, uma obra coletiva que nasceu do luto, se transformou em música e ganhou imagens através de um processo intenso de criação com inteligência artificial. Revisitamos também histórias da minha trajetória, desde os primeiros manifestos pela liberdade e mobilizações nas ruas até projetos como o Capitalipse e a Medicina da Imaginação. Conversamos sobre os desafios de produzir arte em um mundo que insiste em medir tudo pelo valor de mercado, sobre a arte como expressão da própria existência e sobre o que significa colocar nossa criatividade, nossos corpos e nossas vozes a serviço do coletivo. Falamos de corpos políticos, direitos das pessoas trans, espiritualidade, redes de apoio, vulnerabilidade e da responsabilidade de cuidar uns dos outros. De como a mobilização precisa sair do discurso, ocupar as ruas, provocar encontros e se manifestar também nos pequenos gestos cotidianos. Porque às vezes a revolução é um filme. Às vezes é uma manifestação. E às vezes é uma amiga que aparece com luvas de borracha para te ajudar a arrumar a casa. O coletivo também se constrói no um a um. Numa porta que se abre, numa oportunidade compartilhada, numa mão que efetivamente encontra outra. Uma conversa sobre a arte de ser quem somos, a coragem de nos posicionarmos e o que podemos fazer, individual e coletivamente, para transformar a realidade que estamos vivendo. E, diante do penhasco, abrir nossas asas.

    Ep 17 - Artivismo
  2. Sep 16

    Ep 14 - Meu Setembro é Amarelo

    Este episódio fala abertamente sobre suicídio, ideação suicida e saúde mental. Se esse tema estiver pesado demais para você hoje, talvez seja melhor não ouvir agora. Eu comecei essa gravação na estrada, com um quadro de um elefante no banco do passageiro. E foi justamente o elefante que abriu a conversa: um animal que vive em coletivo, que cuida dos seus, reduz o passo quando alguém fica para trás, atravessa o luto junto e parece entender uma coisa que nós, humanos, estamos esquecendo. Ninguém deveria precisar sobreviver sozinho. Neste Setembro Amarelo, eu não queria falar sobre “valorizar a vida” como um slogan. Queria falar sobre o que acontece quando continuar vivendo passa a exigir uma escolha diária. Falo, sem romantização, sobre os pensamentos suicidas que têm me acompanhado. Sobre amar a vida e, ao mesmo tempo, não conseguir enxergar perspectiva dentro da sociedade em que vivemos. Sobre solidão, dinheiro, trabalho, desigualdade, propósito, redes de apoio, capitalismo, privilégios, corpos marginalizados e a sensação de que transformamos sofrimentos coletivos em problemas individuais. Também falo sobre as pessoas que têm me mostrado outras possibilidades: comunidades que se fortalecem, mulheres que fazem o dinheiro e o cuidado circularem entre si, amizades que viram rede, minha relação não monogâmica e o que estou aprendendo sobre uma vida menos baseada em posse e mais baseada em companhia. Talvez meu Setembro Amarelo seja isso: menos perguntar “por que essa pessoa quer morrer?” e começar a perguntar “que mundo estamos construindo para que tanta gente não consiga mais imaginar um futuro nele?” Não tenho uma resposta pronta. Não tenho uma frase de efeito sobre como tudo vai ficar bem. Tenho um elefante no banco do passageiro e uma vontade ainda viva de descobrir se conseguimos reaprender a não deixar ninguém para trás. Se você está pensando em se machucar ou sente que pode estar em risco agora, procure alguém de confiança e ajuda presencial. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia. Em uma emergência, procure um pronto atendimento ou ligue para o SAMU, 192.

    Ep 14 - Meu Setembro é Amarelo

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Um podcast íntimo sobre o meu universo interior. Eu penso em voz alta sobre identidade, crises, criatividade, futuro, sonhos, memória, obsessões, contradições, tabus e tudo aquilo que insiste em ficar na minha cabeça. Sigo as conexões de uma mente com TDAH, com desvios, hiperfocos, mil abas abertas e perguntas que nem sempre chegam a uma resposta. Sem roteiro e sem pose. Como nos tempos da internet raiz: eu, Alma, falando de verdade com você. De coração pra coração. Ou melhor, de alma pra alma. Dá o play e vem pensar comigo.