/SuperHuman

LD - Luis Diogo

Chamo-me Luís Diogo. Construí, escalei e vendi empresas, cheguei a ter uma equipa de 100 pessoas e percebi tarde demais o preço que estava a pagar: quanto mais a equipa crescia, menos tempo me sobrava. Hoje faço o contrário. Opero uma empresa de 10 pessoas que rende como se fossem 30, com IA a tratar do trabalho pesado e o meu tempo de volta nas minhas mãos. Neste podcast penso em voz alta sobre como o faço na prática: os sistemas que montei, as pessoas que contratei, os custos que cortei e as decisões que tomo todos os dias. Conto o que funciona e também o que correu mal. É o mesmo pensamento que ponho na newsletter SuperHuman, agora em conversa. Se tens um negócio e estás farto de o levar sozinho às costas, este sítio é para ti.

  1. 5h ago

    Pus o meu funcionário IA a trabalhar ao lado da equipa

    Toda a gente quer um funcionário IA no negócio. Eu também quero, e este não é o primeiro que construo. O que quase ninguém discute é a parte que decide o resultado: onde é que esse agente trabalha. Ou obrigas a tua equipa a ir ter com ele a um chat à parte, ou o metes dentro do sítio onde a equipa já trabalha todos os dias. Escolhi a segunda. Neste episódio conto como lá cheguei. Comecei por uma infraestrutura pronta, open source, com tudo o que eu precisava no papel. Passei um dia inteiro a reiniciá-la e partia sempre no mesmo sítio. Numa ferramenta, a competência interessa-me menos do que a fidelidade: se tenho de andar sempre a verificar se aquilo funcionou, perco a vantagem toda de ter um agente e mais valia fazer eu o trabalho. Ao fim do dia desisti e construí a arquitetura de raiz. Explico o que montei: o agente com o seu próprio espaço e as suas próprias regras, um automatismo que o faz aparecer de hora em hora durante o horário de trabalho para ver se alguém o chamou, uma conversa por dia para não perder contexto, e um segundo automatismo que à meia-noite lê o dia e atualiza a memória dele. É isto que fecha o loop: ele aprende com o que lhe digo e no dia seguinte trabalha melhor. E mostro-o a trabalhar. A ensiná-lo a escrever com hierarquia, como ensinaria a qualquer pessoa que entra na empresa, a discutir comigo a organização do trabalho e a propor-me coisas que eu não lhe tinha pedido. Não estou a usar uma ferramenta, estou a treinar uma contratação.

  2. 6d ago

    A forma mais rápida de ganhares dinheiro com IA no teu negócio

    Tenho recebido a mesma pergunta de muitos founders e colegas: como é que aplicam IA no negócio deles? E reparo sempre no mesmo erro: querem começar pelas coisas novas: conteúdo, redes sociais, produtos que ainda não fazem, em vez de olharem primeiro para o que já têm. Neste episódio explico as duas vias possíveis. A primeira é resolver um problema que já tens: uma tarefa repetitiva, um relatório, um suporte que consome tempo todas as semanas. Aí o ganho é certo. Se uma tarefa te ocupa 2 horas por semana, isso são cerca de 2600€ por ano, e resolvê-la liberta essa margem de imediato. A segunda via é perseguir oportunidades novas, e aí entram demasiadas variáveis: estratégia, comunicação, conversão. Quanto mais variáveis entram, mais imprevisível o resultado e mais tempo demora a aparecer o retorno. Depois explico o processo de 5 passos que uso, o mesmo que está na base da máquina que construímos para a comunidade: identificar a oportunidade certa pelo contexto e pelo fluxo de caixa, planear a solução, construir, melhorar com o uso, e por fim medir o ganho real. É este loop, repetido processo a processo, que vai construindo o playbook que se torna o ativo da empresa. No fim respondo a comentários, incluindo a pergunta do Ruca, arquiteto que quer transformar a sua área numa operação de uma só pessoa: se estás no teu limite, o primeiro passo é ganhar tempo; se não estás, o primeiro passo é encontrar o teu gargalo.

About

Chamo-me Luís Diogo. Construí, escalei e vendi empresas, cheguei a ter uma equipa de 100 pessoas e percebi tarde demais o preço que estava a pagar: quanto mais a equipa crescia, menos tempo me sobrava. Hoje faço o contrário. Opero uma empresa de 10 pessoas que rende como se fossem 30, com IA a tratar do trabalho pesado e o meu tempo de volta nas minhas mãos. Neste podcast penso em voz alta sobre como o faço na prática: os sistemas que montei, as pessoas que contratei, os custos que cortei e as decisões que tomo todos os dias. Conto o que funciona e também o que correu mal. É o mesmo pensamento que ponho na newsletter SuperHuman, agora em conversa. Se tens um negócio e estás farto de o levar sozinho às costas, este sítio é para ti.