O último pregão de setembro começa com uma tentativa de recuperação apoiada pela melhora dos futuros americanos, avanço das bolsas asiáticas e sinais mais positivos da atividade industrial chinesa. O principal ponto de atenção, porém, continua sendo o nível elevado dos juros americanos e a divulgação do PCE, que pode redefinir rapidamente a percepção sobre a trajetória do Federal Reserve. Na terça-feira, o Ibovespa interrompeu uma sequência de quatro quedas e avançou 0,46%, aos 183.827,59 pontos, depois de oscilar entre 181.562,24 e 183.951,05 pontos. O dólar comercial fechou a R$ 5,2170, queda de 0,18%. Os bancos foram destaque positivo, com Banco do Brasil +2,56%, Itaú PN +1,41% e Bradesco PN +0,68%. PETR4 avançou 0,78% e PETR3 subiu 0,09%. Na direção oposta, VALE3 caiu 2,18%, enquanto CSNA3 recuou 9,85% e CMIN3 perdeu 5,74%. Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,26%, o S&P 500 recuou 0,17% e o Nasdaq Composite perdeu 0,08%. Nesta manhã, o ambiente mostra alguma melhora, com S&P 500 futuro +0,24% e Nasdaq futuro +0,13%, enquanto o Treasury de dez anos permanece próximo de 5,23%. Na Ásia, o Nikkei avança 2,1%, o CSI 300 sobe 0,2% e o Shanghai Composite ganha 0,3%. Na China, o PMI industrial oficial subiu de 49,8 para 50,1 em setembro, voltando ao território de expansão, enquanto o PMI privado avançou para 52,1. Entre as commodities, o Brent para novembro opera a US$ 102,43 por barril, queda de 0,2%, enquanto o contrato de dezembro está em US$ 95,98. No minério de ferro, os negócios noturnos indicam recuperação após três sessões de pressão, embora as margens reduzidas das siderúrgicas chinesas ainda limitem uma leitura mais positiva. Na agenda, os principais destaques são: - IPP de agosto no Brasil, às 09h00; - ADP dos Estados Unidos, às 09h15; - PCE, renda e gastos pessoais, às 09h30; - estoques semanais de petróleo, às 11h30. O PCE é o principal gatilho do dia. Uma leitura capaz de reacender a preocupação com inflação pode pressionar novamente os Treasuries, o dólar e os ativos de risco. Em sentido contrário, um dado mais benigno pode ampliar a tentativa de recuperação observada nos mercados nesta manhã. No episódio, também analisamos os possíveis impactos sobre PETR4, VALE3, bancos e siderúrgicas, além dos efeitos da melhora do PMI chinês e da manutenção dos juros americanos em níveis elevados. Pelos pivôs clássicos, o Ibovespa tem pivô em 183.113,63 pontos, suporte em 182.276,20 pontos e resistência em 184.665,01 pontos. A leitura da FUTURO Invest é de abertura mista, com possibilidade de viés positivo condicionado à confirmação do exterior. Futuros americanos, Treasury de dez anos, PETR4, VALE3 e os grandes bancos funcionam como os principais termômetros dos primeiros negócios. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações, análises e opiniões apresentadas não constituem recomendação de investimento, oferta de compra ou venda de ativos, nem substituem uma avaliação individual adequada ao perfil e aos objetivos de cada investidor.