MFCê Podcast

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Espaço dedicado à formação em Medicina de Família e Comunidade, educação médica e pensamento crítico na Medicina. Feito por MFCs.

  1. 3d ago

    #14 - Navegantes solitários: como lidar com a incerteza na Medicina de Família?

    Como médicos de família e comunidade lidam com a incerteza na prática clínica? Neste episódio do MFCê, conversamos com as residentes em Medicina de Família e Comunidade Flavia Ferreira de Olim e Luana Lika Konishi sobre a incerteza como parte da medicina e o papel do médico de família na navegação por esse “mar de incertezas”. A partir do artigo Aventuras y desventuras de los navegantes solitarios en el Mar de la Incertidumbre, de Juan Gérvas e Mercedes Pérez Fernández, discutimos: • Por que a incerteza é uma característica inerente à prática médica. • Como a longitudinalidade ajuda a acompanhar situações em que ainda não é possível chegar a um diagnóstico definitivo. • O papel do médico de família como um “navegador experiente” na coordenação do cuidado. • Como o olhar dos especialistas focais pode levar a diferentes interpretações de uma mesma queixa. • Por que exames não devem ser solicitados de forma isolada do raciocínio clínico. • Como o excesso de investigação pode gerar achados incidentais, novas intervenções e possíveis danos. • O papel da prevenção quaternária diante da ideia de que “quanto mais exames, melhor”. • Como o contexto da pessoa, da família e do território contribui para a tomada de decisão na Atenção Primária. Mais do que eliminar todas as incertezas, o cuidado na Medicina de Família e Comunidade exige aprender a conviver com elas, reconhecer sinais de alarme, acompanhar ao longo do tempo e saber quando é necessário buscar outros “portos” no sistema de saúde. Referências discutidas no episódio: Gérvas J, Pérez Fernández M. Aventuras y desventuras de los navegantes solitarios en el Mar de la Incertidumbre [Adventures and misadventures of solitary sailors on the sea of uncertainty]. Aten Primaria. 2005 Feb 15;35(2):95-8. Spanish. doi: 10.1157/13071916. PMID: 15727752; PMCID: PMC7684437. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7684437/

    #14 - Navegantes solitários: como lidar com a incerteza na Medicina de Família?
  2. Oct 1

    Matriciamento em dor crônica: Como construir o raciocínio clínico na Atenção Primária? | MFCê #13

    Como o matriciamento em dor crônica pode contribuir para o raciocínio clínico na Atenção Primária? Neste episódio do MFCê, conversamos sobre o matriciamento em dor crônica, o atendimento compartilhado e o papel desse processo na formação de médicos de família e comunidade. A partir da experiência do Dr. Gustavo Ferrão, discutimos: • Como funciona o matriciamento em dor crônica na prática. • O papel dos seminários, da discussão de casos e do atendimento compartilhado. • Como o matriciamento pode ajudar a organizar e desenvolver o raciocínio clínico. • A relação entre os conhecimentos da fisiatria e da Medicina de Família e Comunidade. • Como a experiência de matriciamento pode ultrapassar a transmissão de conhecimentos específicos e contribuir para a formação dos residentes. Mais do que tirar dúvidas sobre casos, o matriciamento pode ser um espaço de construção do raciocínio clínico e de troca entre diferentes formas de olhar para o cuidado. Referências discutidas no episódio: Tratado de MFC. 2ª ed. Cap. 43: Princípios do apoio matricial. Campos GW de S. Equipes de referência e apoio especializado matricial: um ensaio sobre a reorganização do trabalho em saúde. Ciênc saúde coletiva [Internet]. 1999;4(2):393–403. Available from: https://doi.org/10.1590/S1413-81231999000200013 Campos GW de S, Domitti AC. Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cad Saúde Pública [Internet]. 2007Feb;23(2):399–407. Available from: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2007000200016 Guia prático de matriciamento em saúde mental / Dulce Helena Chiaverini (Organizadora) ... [et al.]. [Brasília, DF]: Ministério da Saúde: Centro de Estudo e Pesquisa em Saúde Coletiva, 2011. 236 p.; 13x18 cm. PORTARIA GM/MS Nº 635, DE 22 DE MAIO DE 2023

    Matriciamento em dor crônica: Como construir o raciocínio clínico na Atenção Primária? | MFCê #13
  3. Sep 24

    Desfechos intermediários e diabetes | MFCê #12

    Hemoglobina glicada mais baixa significa necessariamente melhores resultados para o paciente?Neste episódio do MFCê, conversamos sobre desfechos intermediários no diabetes tipo 2 e por que melhorar um marcador nem sempre significa melhorar aquilo que realmente importa para o paciente.A partir de estudos e exemplos da literatura, discutimos:• O que são desfechos intermediários e quais são suas limitações.• O que o estudo ACCORD nos ensina sobre metas intensivas de controle glicêmico.• Por que melhorar a hemoglobina glicada ou o LDL não significa necessariamente reduzir eventos clínicos.• Como interpretar novos marcadores, como o Time in Range.• Por que complicações, qualidade de vida e mortalidade precisam continuar no centro das decisões.Mais do que atingir metas, a pergunta é: estamos melhorando um número ou um desfecho que realmente importa para o paciente?Referências discutidas no episódio:CETP, torcetrapib e desfechos cardiovascularesJoy T, Hegele RA. The end of the road for CETP inhibitors after torcetrapib? Curr Opin Cardiol. 2009.https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19522058/Preiss D, Sattar N. Lipids, lipid modifying agents and cardiovascular risk: a review of the evidence. Clinical Endocrinology. 2009.https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2265.2008.03490.xACCORD e controle glicêmico intensivoAction to Control Cardiovascular Risk in Diabetes Study Group. Effects of Intensive Glucose Lowering in Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2008;358:2545–2559.https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0802743Nissen SE, Wolski K, Topol EJ. Effect of Muraglitazar on Death and Major Adverse Cardiovascular Events in Patients With Type 2 Diabetes Mellitus. JAMA. 2005;294(20):2581–2586.https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/201927RosiglitazonaWallach JD, Wang K, Zhang AD, et al. Updating insights into rosiglitazone and cardiovascular risk through shared data: individual patient and summary level meta-analyses. BMJ. 2020;368:l7078.https://www.bmj.com/content/368/bmj.l7078Desfechos intermediários/substitutosBikdeli B, Punnanithinont N, Akram Y, et al. Two Decades of Cardiovascular Trials With Primary Surrogate Endpoints: 1990–2011. J Am Heart Assoc. 2017;6:e005285.https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5524035/Time in RangeWright EE Jr, Morgan K, Fu DK, et al. Time in Range: How to Measure It, How to Report It, and Its Practical Application in Clinical Decision-Making. Clinical Diabetes. 2020;38(5):439–448.https://diabetesjournals.org/clinical/article/38/5/439/32320/Time-in-Range-How-to-Measure-It-How-to-Report-ItQuer aprofundar seus conhecimentos sobre diabetes na Atenção Primária?A lista de espera do curso Diabetes Tipo 2 e Insulinoterapia do MFCê está aberta.Entre na lista de espera e seja avisado quando as inscrições abrirem: https://mfce.academy/cursos/diabetes-tipo-2-e-insulinoterapia/?utm_source=spotify&utm_medium=clique&utm_campaign=Lista+de+espera+Diabete+tipo+2+e+insulinoterapia&utm_content=Podcast+Desfechos+Intermedi%C3%A1rios+e+Diabetes

    Desfechos intermediários e diabetes | MFCê #12
  4. Sep 17

    Registro clínico na prática: Documentação ou ferramenta de cuidado? | MFCê #11

    O registro clínico é apenas um documento médico-legal ou uma ferramenta para pensar e cuidar do paciente? Neste episódio de MFCê, conversamos com o Prof. Dr. Gustavo Gusso, médico de família e comunidade, sobre o registro clínico na Atenção Primária e como a forma de organizar as informações contribui diretamente para o raciocínio clínico, a continuidade do cuidado e a compreensão da trajetória de cada pessoa. A partir da história do registro clínico orientado por problemas e das contribuições de Lawrence Weed, exploramos a lógica do SOAP, a lista de problemas e os desafios de construir registros concisos, completos e úteis na prática: • Quais são as principais funções do registro clínico para além da dimensão médico-legal. • Como o registro organiza o raciocínio clínico e garante a continuidade do cuidado. • Como surgiu o registro clínico orientado por problemas e qual foi a contribuição de Lawrence Weed. • Por que o SOAP não é apenas uma reorganização da anamnese tradicional. • O que deve ser registrado em Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano. • Quais são os erros mais comuns no preenchimento de cada campo do SOAP. • Como construir um registro conciso sem omitir dados fundamentais. • Como lidar com sintomas e incertezas diagnósticas no campo Avaliação. • O papel da lista de problemas — ou lista de condições — no acompanhamento longitudinal. • O que é um episódio de cuidado e como esse conceito ajuda a compreender a trajetória do paciente. • Como registros estruturados permitem recuperar dados e conhecer melhor a própria prática. Mais do que documentar uma consulta, este episódio propõe olhar para o registro como parte do próprio cuidado: uma ferramenta que organiza informações e sustenta a prática médica entre um encontro e outro. Referências discutidas no episódio: Série Manual do Médico-Residente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – HCFMUSP: Medicina de Família e Comunidade. 2ª ed. Cap. 3: Registro Clínico Ambulatorial. Ed. Atheneu.

    Registro clínico na prática: Documentação ou ferramenta de cuidado? | MFCê #11
  5. Sep 10

    Anemia no hemograma: O que investigar antes de prescrever ferro? | MFCê #10

    Você já atendeu um paciente com anemia no hemograma e ficou na dúvida se era hora de suplementar ferro ou aprofundar a investigação? E se a anemia microcítica não for necessariamente deficiência de ferro? Neste episódio de MFCê, conversamos com a médica de família e comunidade Dra. Janine Castro sobre a investigação inicial das anemias na Atenção Primária. A partir de um caso clínico prático, discutimos como interpretar índices como VCM, RDW e ferritina, o que perguntar na anamnese para identificar perdas sanguíneas e quais exames solicitar antes de definir a conduta no SUS. Referências discutidas no episódio: ⁠https://www.acpjournals.org/doi/10.7326/A22-0007⁠ Burack WR, Lichtman MA. The Complete Blood Count: Increasing Its Precision and Impact. Ann Intern Med. 2023;176(3):404-405. doi:10.7326/M22-3071  Go LT, Go LT, Gunaratne MDSK, Abeykoon JP. Variation in Complete Blood Count Reports Across US Hospitals. JAMA Netw Open. 2025;8(6):e2514050. Published 2025 Jun 2. doi:10.1001/jamanetworkopen.2025.14050  Burack WR, Lichtman MA. The Complete Blood Count-Time to Assess What Is Impactful and What Is Distracting. JAMA Netw Open. 2025;8(6):e2514055. Published 2025 Jun 2. doi:10.1001/jamanetworkopen.2025.14055  Lichtman MA, Burack RW. The evolution of the complete blood count: have we gone too far?. Haematologica. 2026;111(4):1215-1219. doi:10.3324/haematol.2025.300032 Symptom to Diagnosis. 4ª ed. Cap. 6, Anemia Iolascon A, et al. Recommendations for diagnosis, treatment, and prevention of iron deficiency and iron deficiency anemia. Hemasphere. 2024. Buttarello M, et al. Evaluation of the hypochromic erythrocyte and reticulocyte hemoglobin content... Clin Chem Lab Med. 2016. Ko CW, Siddique SM, Patel A, et al. AGA Clinical Practice Guidelines on the Gastrointestinal Evaluation of Iron Deficiency Anemia. Gastroenterology. 2020;159(3):1085-1094. DeLoughery TG, et al. AGA clinical practice update on management of iron deficiency anemia: expert review. Clin Gastroenterol Hepatol. 2024. Thurnham DI, et al. Adjusting plasma ferritin concentrations to remove the effects of subclinical inflammation... Am J Clin Nutr. 2010. Stoffel NU, Cercamondi CI, Brittenham G, et al. Iron absorption from oral iron supplements given on consecutive versus alternate days... Lancet Haematol. 2017. Stoffel NU, Zeder C, Brittenham GM, et al. Iron absorption from supplements is greater with alternate day than with consecutive day dosing in iron-deficient anemic women. Haematologica. 2020;105(5):1232-1239. Tolkien Z, Stecher L, Mander AP, Pereira DIA, Powell JJ. Ferrous sulfate supplementation causes significant gastrointestinal side-effects in adults: a systematic review and meta-analysis. PLoS One. 2015;10(2):e0117383. Kalra PR, Cleland JGF, Petrie MC, et al. Intravenous ferric derisomaltose in patients with heart failure and iron deficiency in the UK (IRONMAN). Lancet. 2022;400(10369):2199-2209. Zoller H, Wolf M, Blumenstein I, et al. Hypophosphataemia following ferric derisomaltose and ferric carboxymaltose... (PHOSPHARE-IBD). Gut. 2023;72(4):644-653. US Preventive Services Task Force; Nicholson WK, et al. Screening and supplementation for iron deficiency and iron deficiency anemia during pregnancy: USPSTF recommendation statement. JAMA. 2024;332(11):906-913. NICE Clinical Knowledge Summaries / NHS primary care anaemia pathways (várias fontes regionais NHS). McGee S. Evidence-Based Physical Diagnosis. 5th ed. Elsevier; 2021 — Capítulo 10: Anemia (dados de razão de verossimilhança para sinais de palidez). Estudos de acurácia diagnóstica de RDW/VCM em pediatria e adolescência (PLOS Global Public Health, 2025; PMC, estudos em crianças 1-3 anos).

    Anemia no hemograma: O que investigar antes de prescrever ferro? | MFCê #10
  6. Sep 3

    Psicotrópicos na prática clínica: O que realmente importa para o paciente? | MFCê #9

    Antidepressivos, ansiolíticos, estimulantes: quando prescrevemos um psicofármaco, o que exatamente esperamos melhorar na vida do paciente? Neste episódio de MFCê, conversamos com a Dra. Ana Clara Campanelli, médica de família e comunidade, sobre o uso de psicofármacos na prática clínica e os desafios de transformar as evidências disponíveis em decisões verdadeiramente centradas na pessoa. A partir de estudos sobre antidepressivos para ansiedade e metilfenidato para TDAH, exploramos o raciocínio clínico e os limites da medicalização:  O que os estudos sobre psicofármacos realmente medem e o quanto esses desfechos importam para os pacientes.  Por que a melhora em uma escala de sintomas não significa necessariamente remissão ou ganho em qualidade de vida.  O que sabemos sobre a eficácia dos antidepressivos no transtorno de ansiedade generalizada.  O papel do placebo, da regressão à média e da evolução natural dos sintomas em saúde mental.  Como os efeitos adversos entram na decisão de iniciar um tratamento medicamentoso.  O uso de metilfenidato em crianças com TDAH e a diferença entre comportamento observado e qualidade de vida.  Como diferenciar transtornos mentais de sofrimentos relacionados ao contexto de vida.  O problema da ideia de que depressão e outros transtornos mentais seriam simplesmente resultado de um desequilíbrio químico.  Como construir uma decisão compartilhada antes de iniciar um psicofármaco. Mais do que discutir se psicofármacos funcionam ou não, este episódio propõe uma pergunta anterior: para quem estamos prescrevendo, com qual objetivo e qual desfecho realmente importa? Referências discutidas no episódio: Saving Normal: An Insider's Revolt Against Out-Of-Control Psychiatric Diagnosis, Dsm-5, Big Pharma, and the Medicalization of Ordinary Life Joanna Moncrieff: The myth of the chemical cure: a critique of psychiatric drug treatment Mark TL, Levit KR, Buck JA. Datapoints: psychotropic drug prescriptions by medical specialty. Psychiatr Serv. 2009 Sep;60(9):1167. doi: 10.1176/ps.2009.60.9.1167. PMID: 19723729.  Hughes PM, Annis IE, McGrath RE, Thomas KC. Psychotropic Medication Prescribing Across Medical Providers, 2016-2019. Psychiatr Serv. 2024 May 1;75(5):477-480. doi: 10.1176/appi.ps.20230156. Epub 2023 Nov 29. PMID: 38018151. Martinhago, Fernanda. (2020). Uma sala tranquila: neurolépticos para uma biopolítica da indiferença. Estilos da Clinica, 25(2), 353-357. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v25i2p353-357 Hetrick SE, McKenzie JE, Bailey AP, Sharma V, Moller CI, Badcock PB, Cox GR, Merry SN, Meader N. New generation antidepressants for depression in children and adolescents: a network meta-analysis. Cochrane Database Syst Rev. 2021 May 24;5(5):CD013674. doi: 10.1002/14651858.CD013674.pub2. PMID: 34029378; PMCID: PMC8143444. Kopcalic K, Arcaro J, Pinto A, Ali S, Barbui C, Curatoli C, Martin J, Guaiana G. Antidepressants versus placebo for generalised anxiety disorder (GAD). Cochrane Database Syst Rev. 2025 Jan 30;1(1):CD012942. doi: 10.1002/14651858.CD012942.pub2. Davis LC, Diianni AT, Drumheller SR, Elansary NN, D'Ambrozio GN, Herrawi F, Piper BJ, Cosgrove L. Undisclosed financial conflicts of interest in DSM-5-TR: cross sectional analysis. BMJ. 2024 Jan 10;384:e076902. doi: 10.1136/bmj-2023-076902. PMID: 38199616; PMCID: PMC10777894.

    Psicotrópicos na prática clínica: O que realmente importa para o paciente? | MFCê #9
  7. Aug 27

    Risco cardiovascular na prática: De onde vêm as recomendações? | MFCê #8

    Você sabe de onde vêm as recomendações que usamos todos os dias na prática clínica? No oitavo episódio do MFCê Podcast, recebemos o Dr. Nilson para uma conversa sobre evidências, diretrizes e, principalmente, sobre como transformar recomendações em decisões que realmente façam sentido na Atenção Primária. Ao longo do episódio, discutimos diferentes fontes de evidência e exemplos de desfechos intermediários, refletindo sobre até que ponto eles realmente se traduzem em benefícios clínicos para os pacientes. Mais do que simplesmente seguir guidelines, a proposta é entender de onde vêm essas recomendações, quais são as evidências por trás delas e o que, de fato, é aplicável à realidade de médicos de família e comunidade e outros profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde. Referências discutidas no episódio: Khan SS, Coresh J, Pencina MJ, et al. Novel Prediction Equations for Absolute Risk Assessment of Total Cardiovascular Disease Incorporating Cardiovascular-Kidney-Metabolic Health: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation. 2023;148(24):1982-2004. doi:10.1161/CIR.0000000000001191   Global Cardiovascular Risk Consortium, Magnussen C, Alegre-Diaz J, et al. Global Effect of Cardiovascular Risk Factors on Lifetime Estimates. N Engl J Med. 2025;393(2):125-138. doi:10.1056/NEJMoa2415879   Yusuf S, Hawken S, Ounpuu S, et al. Effect of potentially modifiable risk factors associated with myocardial infarction in 52 countries (the INTERHEART study): case-control study. Lancet. 2004;364(9438):937-952. doi:10.1016/S0140-6736(04)17018-9  Pedroso Camargos A, Barreto S, Brant L, et al. Performance of contemporary cardiovascular risk stratification scores in Brazil: an evaluation in the ELSA-Brasil study. Open Heart. 2024;11(1):e002762. Published 2024 Jun 11. doi:10.1136/openhrt-2024-002762  Pedroso AF, Brant LCC, Ribeiro ALP, Barreto SM, Figueiredo RC, Khera R. Cardiovascular risk stratification without recalibration: A comparative study of the PREVENT and WHO risk scores in a multiethnic Brazilian cohort. Am J Prev Cardiol. 2025;25:101392. Published 2025 Dec 22. doi:10.1016/j.ajpc.2025.101392 Kolber MR, Klarenbach S, Cauchon M, et al. PEER simplified lipid guideline 2023 update: Prevention and management of cardiovascular disease in primary care. Can Fam Physician. 2023;69(10):675-686. doi:10.46747/cfp.6910675 Bell KJL, White S, Hassan O, et al. Evaluation of the Incremental Value of a Coronary Artery Calcium Score Beyond Traditional Cardiovascular Risk Assessment: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Intern Med. 2022;182(6):634-642. doi:10.1001/jamainternmed.2022.1262 Welsh P, Welsh C, Celis-Morales CA, et al. Lipoprotein(a) and cardiovascular disease: prediction, attributable risk fraction, and estimating benefits from novel interventions. Eur J Prev Cardiol. 2022;28(18):1991-2000. doi:10.1093/eurjpc/zwaa063 Arq. Bras. Cardiol. 122 (9) • 2025 • https://doi.org/10.36660/abc.20250624 E tem novidade: o MFC está lançando um curso sobre diabetes tipo 2 e insulinoterapia, com uma abordagem prática e crítica para quem quer aprofundar seus conhecimentos e entender não apenas o que as diretrizes recomendam, mas por que recomendam. Inscreva-se na lista de espera e seja notificado quando abrirem as inscrições: https://mfce.academy/cursos/diabetes-tipo-2-e-insulinoterapia/

    Risco cardiovascular na prática: De onde vêm as recomendações? | MFCê #8
  8. Aug 20

    Achado de imagem é a causa da dor? Entenda a síndrome miofascial | MFCê #7

    A paciente chega ao consultório com dor lombar intensa e uma ressonância magnética mostrando três hérnias de disco, pedindo um novo exame. Como conduzir o caso sem cair na armadilha dos achados de imagem?Neste episódio de MFCê, conversamos com o Dr. Gustavo Ferrão, médico fisiatra e neurofisiologista, para discutir a frequente dissociação entre os sintomas clínicos do paciente e os achados em exames de imagem na Atenção Primária à Saúde (APS).Ao longo da conversa, exploramos:•Raciocínio clínico diante da dor lombar crônica e irradiações. • A prevalência de alterações em exames de imagem (hérnias, abaulamentos, degenerações) em populações totalmente assintomáticas. • O que é a Síndrome Dolorosa Miofascial, como identificar pontos-gatilho e por que esses quadros não aparecem na ressonância. • Estratégias de comunicação para abordar o pedido de exames desnecessários e pactuar o plano terapêutico com o paciente. • Os quatro pilares do tratamento da dor miofascial na Atenção Primária: orientações, inativação de pontos-gatilho, medicações e exercícios.Uma discussão essencial para profissionais de saúde que buscam aprimorar o raciocínio clínico, aperfeiçoar o manejo da dor e construir um cuidado verdadeiramente centrado no paciente do SUS.Referências discutidas no episódio:Brinjikji W, Luetmer PH, Comstock B, Bresnahan BW, Chen LE, Deyo RA, Halabi S, Turner JA, Avins AL, James K, Wald JT, Kallmes DF, Jarvik JG. Systematic literature review of imaging features of spinal degeneration in asymptomatic populations. AJNR Am J Neuroradiol. 2015 Apr;36(4):811-6. doi: 10.3174/ajnr.A4173. PMID: 25430861.Kasch R, Truthmann J, Hancock MJ, Maher CG, Otto M, Nell C, Reichwein N, Bülow R, Chenot JF, Hofer A, Wassilew G, Schmidt CO. Association of Lumbar MRI Findings with Current and Future Back Pain in a Population-based Cohort Study. Spine (Phila Pa 1976). 2022 Feb 1;47(3):201-211. doi: 10.1097/BRS.0000000000004198. PMID: 34629424.Travel J, Simons DG. Myofascial Pain and Dysfunction: The Trigger Point Manual. Williams & Wilkins.Tsuzuki LT, Coutinho S da S, Guerra PH, Ziegler FGG, Caldarelli PG, Borges LJ, et al. Dor musculoesquelética crônica em usuários da Atenção Primária à Saúde em municípios de pequeno porte. Ciênc saúde coletiva. 2026;31(4):e08222024.

    Achado de imagem é a causa da dor? Entenda a síndrome miofascial | MFCê #7

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