Mais lento do que a luz

David Marçal e Carlos Fiolhais

Uma conversa sobre ciência, o Universo e tudo o resto com David Marçal e Carlos Fiolhais. O som é muito mais lento do que a luz: 340 m/s em contraste com os estonteantes 300 000 km/s da luz, a sua velocidade no vazio. A voz dos convidados deste podcast chegará aos microfones à velocidade da som e daí seguirá, mais lento do que a luz no vazio, através dos cabos de fibra óptica, que formam a Internet hoje.

  1. May 18

    Da nutrição à astrofísica: os livros de ciência a não perder este ano

    Aproximando-se a Feira do Livro de Lisboa, este episódio de Mais Lento do que a Luz é inteiramente dedicado a livros. Escolhemos apenas títulos de divulgação científica publicados em português neste ano. Os convidados chegam, assim, em forma de páginas impressas. E, fiéis ao espírito do podcast, percorremos diferentes áreas da ciência — da nutrição à astrofísica, da matemática à ecologia — numa selecção organizada por ordem alfabética do autor. Entre as sugestões, encontramos temas que cruzam ciência e vida quotidiana, como Engolir Sapos Engorda — O peso das emoções na saúde e na balança, de Conceição Calhau (Contraponto), ou A Química das Emoções, de Nuno Maulide (Planeta). Sugere-se olhar para o céu, com O que se passa acima das nossas cabeças, de Elisabete Cunha (Manuscrito), e também para uma reflexão sobre o estado actual da ciência na sociedade, com A Ciência Está Debaixo de Fogo, de Michael E. Mann e Peter J. Hotez (Bertrand). A matemática surge associada ao humor em Riso, Humor e Matemática, de Cláudia Custódio (Fundação Francisco Manuel dos Santos), enquanto a história da ciência é revisitada em O Efeito Matilda — As Mulheres Cientistas que a História Tentou Esquecer, de Filipa Almeida Mendes (Oficina do Livro) e em Os Elementos de Marie Curie, de Dava Sobel (Temas & Debates). Já a biologia e o ambiente estão presentes em Lições da Natureza, de Luísa Ferreira Nunes (Contraponto), e em Os Confins da Terra, de Neil Shubin (Temas & Debates). Também há incursões pela física e filosofia com Sobre a Igualdade de Todas as Coisas, de Carlo Rovelli (Penguin). E há, finalmente, uma proposta para leitores mais jovens, como Tu Bebes a Água que um Dinossauro Bebeu, de Diana Matos e Miriam Alves (Nuvem de Letras), que aborda várias áreas da ciência. E, quase a chegar às livrarias, a tempo da Feira, fica ainda uma nota sobre Ciência Pop, de Carlos Fiolhais e João Miguel Santos (Relógio D'Água), baseado no podcast da Rádio Observador. Boas leituras! See omnystudio.com/listener for privacy information.

    27 min
  2. May 4

    Luísa Ferreira Nunes e as lições da Natureza

    Neste episódio, recebemos Luísa Ferreira Nunes, engenheira florestal e bióloga que tem dedicado a sua vida ao estudo da ecologia de insectos e à biomimética —  isto é, a procura soluções para problemas humanos inspirando-se nas estratégias desenvolvidas pela Natureza ao longo da evolução. Actualmente, é professora na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco e investigadora no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Tem também um trabalho continuado na divulgação científica, sendo autora do livro Lições da Natureza e do podcast Lições Naturais, no PÚBLICO. A conversa começou pelo seu percurso: de onde nasceu o seu interesse pela ecologia e como surgia a especialização nos insectos, seres fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas. Depois entrámos no domínio da biomimética — o que é, como funciona e de que forma a observação do mundo natural pode inspirar soluções em áreas tão diversas como a medicina, a arquitectura ou a organização social. Num momento em que enfrentamos desafios ambientais complexos, discutimos também o papel do conhecimento científico e da atenção à Natureza na construção de um futuro sustentável. Pode a evolução — esse longo laboratório natural — ajudar-nos a tomar melhores decisões?Falámos ainda da sua actividade como comunicadora de ciência: a passagem dos artigos científicos para o contacto directo com o público, a experiência do podcast Lições Naturais e o processo de escrita dos seus livros. E, num registo mais pessoal, discutimos também a dimensão artística do seu trabalho e a forma como a ciência e arte se cruzam. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    25 min
  3. Apr 20

    Rui Agostinho e a Artemis II: o regresso da humanidade à Lua

    Neste episódio, recebemos Rui Agostinho, astrónomo, professor aposentado da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço. Ao longo de uma carreira dedicada ao estudo da Via Láctea e da dinâmica estelar, com trabalho em observatórios internacionais — nomeadamente no Chile —, Rui Agostinho tem sido uma figura central na astronomia em Portugal, tanto no plano institucional como no da divulgação científica. A conversa começou pelo percurso pessoal: como nasce uma vocação para a astronomia e que momentos ou influências ajudam a definir um caminho científico. Como passou a acumular a investigação com a comunicação de ciência? Mas falámos principalmente da actual exploração espacial, com destaque para a missão Artemis II e o regresso de missões tripuladas à órbita da Lua, mais de meio século depois do programa Apollo. Discutimos o que está em causa neste novo ciclo: os desafios tecnológicos, os objectivos científicos e o fascínio público — ainda hoje alimentado por imagens icónicas do espaço — na justificação destes investimentos. Será este o início de uma nova era de exploração humana fora da Terra? E até que ponto a Lua é um passo intermédio para Marte? Por fim, descemos à Terra — literalmente — para falar do debate europeu sobre o fim da mudança sazonal da hora. Rui Agostinho explica o que está em jogo e indica que solução faria mais sentido para Portugal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    34 min
  4. Mar 9

    Fernando Seabra Santos e as cheias no Mondego

    O nosso convidado é Fernando Seabra Santos, professor catedrático aposentado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Engenheiro civil formado em Coimbra e doutorado pela Universidade de Grenoble, em França, Seabra Santos desenvolveu uma carreira científica na área da engenharia de recursos hídricos, hidráulica e ambiente, tendo contribuído para o desenvolvimento desta área em Portugal. Para além do seu percurso na investigação e ensino, teve também uma carreira marcante na gestão universitária: foi reitor da Universidade de Coimbra entre 2003 e 2011 e presidiu ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas. Como Reitor teve várias iniciativas institucionais relevantes, como a criação do Instituto de Investigação Interdisciplinar e do Colégio das Artes, e o início e desenvolvimento do processo que levou a Universidade de Coimbra a tornar-se em 2013  Património Mundial da UNESCO. A conversa começou pelo seu trajecto académico, mas centrou-se sobretudo num tema particularmente actual: a gestão da água e o risco de cheias, em particular na bacia do rio Mondego, que Seabra Santos tem estudado. A propósito das recentes cheias do Mondego, associadas a um «comboio» de tempestades, discutiram-se as causas destes episódios extremos e o modo como  as suas consequências envolvem variabilidade climáticas, gestão de barragens e ordenamento do território. Foram as maiores cheias do rio Mondego? Até que ponto esteve a Baixa de Coimbra perto de ser inundada? O que correu bem e o que correu mal? A conversa abordou em particular o papel das infra estruturas hidráulicas, como as barragens, a montante de Coimbra, e os sistemas de diques, a jusante, na mitigação do risco de cheias, e a proposta da barragem de Girabolhos, em Seia. Quais são as suas vantagens? Será realmente necessária para proteger Coimbra? See omnystudio.com/listener for privacy information.

    28 min
  5. Feb 23

    Engenharia: criar o que nunca existiu, com Elói Figueiredo e Carlos Matias Ramos

    Neste episódio do Mais Lento do Que a Luz, recebemos dois convidados que representam bem a engenharia portuguesa. Elói Figueiredo é engenheiro civil, professor universitário e especialista em saúde de estruturas, com trabalho académico e de divulgação dedicado à forma como avaliamos, mantemos e prolongamos a vida das infra-estruturas. Autor de livros e artigos dirigidos ao grande público, tem procurado aproximar a engenharia da sociedade, explicando o impacto das decisões técnicas no quotidiano. E Carlos Matias Ramos, também engenheiro civil e professor, foi presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e Bastonário da Ordem dos Engenheiros, desempenhando um papel central no planeamento do território, nas políticas de infra-estruturas e na construção de  grandes obras públicas em Portugal. A sua experiência cruza o ensino, a investigação e a intervenção pública em temas de engenharia. Partindo do livro que escreveram em conjunto — "A Ciência Descobre, a Engenharia Cria: Uma visão da Engenharia em doze axiomas e meio", recentemente saído na colecção Ciência Aberta da Gradiva — a nossa conversa explorou a ideia provocadora dos autores: enquanto a ciência procura compreender o mundo que existe, a engenharia dedica-se a imaginar e a construir aquilo que ainda não existe. Ao longo do episódio, falámos sobre a distinção entre ciência e engenharia, sobre o modo como as grandes obras  moldam o nosso quotidiano e sobre os riscos, responsabilidades e falhas que  fazem parte da história da engenharia — do vaivém Challenger à Ponte de Entre-os-Rios. Discutimos os axiomas que estruturam o livro, a simplificação como princípio do pensamento do engenheiro,  e a presença, muitas vezes invisível, da engenharia na nossa vida diária. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    34 min

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Uma conversa sobre ciência, o Universo e tudo o resto com David Marçal e Carlos Fiolhais. O som é muito mais lento do que a luz: 340 m/s em contraste com os estonteantes 300 000 km/s da luz, a sua velocidade no vazio. A voz dos convidados deste podcast chegará aos microfones à velocidade da som e daí seguirá, mais lento do que a luz no vazio, através dos cabos de fibra óptica, que formam a Internet hoje.

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