Manhãs com Jesus

Bruno Serafim da Luz

Palavras de encorajamento, consolo e exortação, para corações que desejam viver uma íntima relação com Jesus. Me chamo Bruno Serafim da Luz, sou pastor da Aviva igreja cristã, na cidade de Criciúma, SC. Casado com a Lela, pai da Malu e da Laura. Formado em Teologia pelo Seminário Martin Bucer. Mestre em Neurociências pelo Instituto de Psicologia da USP.

  1. Uma idolatria disfarçada - Deuteronômio 11

    10H AGO

    Uma idolatria disfarçada - Deuteronômio 11

    Uma idolatria disfarçada Leitura: Deuteronômio 11 Seleção Dt 11.16Tenham cuidado para que não aconteça que o coração de vocês se engane, e vocês se desviem, sirvam outros deuses e se prostrem diante deles. 17Se isso acontecer, a ira do Senhor se acenderá contra vocês, ele fechará o céu para que não chova, a terra não dará a sua colheita, e em pouco tempo vocês serão eliminados da boa terra que o Senhor lhes dá. Observação Muita gente entende que idolatria se resume a adorar imagens ou falsos deuses pagãos. No entanto, tornamo-nos idólatras todas as vezes que atribuímos valor excessivo a algo ou a alguém, oferecendo a essa realidade a devoção, a confiança, o amor e a obediência que pertencem somente a Deus. É justamente esse alerta que Moisés faz ao povo hebreu antes da entrada na Terra Prometida. Porque o coração humano é enganoso, ele orienta Israel a não se desviar, a não servir outros deuses e a não se prostrar diante deles. Mas, infelizmente, ao longo das páginas do Antigo Testamento, vemos exatamente isso acontecer: o povo, tantas vezes amado, conduzido e sustentado por Deus, caiu na tentação de adorar os deuses das nações ao redor. Moisés também advertiu que, se o povo se voltasse para outros deuses, a ira do Senhor se acenderia contra eles. As chuvas deixariam de regar a terra, a colheita seria comprometida e, em pouco tempo, eles seriam eliminados da boa terra que o próprio Deus lhes havia dado. A idolatria nunca é inofensiva. Ela sempre desorganiza o coração, corrompe a adoração e produz morte espiritual. Esse alerta continua ecoando ao longo dos séculos. Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Seu caráter não muda. Ele continua exigindo adoração exclusiva, não porque seja carente, mas porque somente Ele é digno de ocupar o centro da nossa vida. Ainda hoje, há uma multidão de ídolos tentando roubar o lugar de Deus em nosso coração. É verdade que os ídolos modernos nem sempre se parecem com os deuses pagãos do passado. Hoje, eles podem aparecer como amor ao dinheiro, preocupação excessiva com a estética, desejo por fama, busca obsessiva por sucesso, necessidade de controle, aprovação das pessoas, prazer, segurança ou conforto. Todas as vezes que colocamos esses ídolos no centro da nossa vida, Deus, em seu amor, intervém com sua disciplina. Não porque seja mau, mas justamente porque é Pai. Como um Pai amoroso, que sabe o que é melhor para seus filhos, Ele corrige nossos caminhos e recalibra nossas afeições, para que voltemos a amá-lo de todo o coração, de toda a alma e com todo o entendimento. Petição Senhor, revela os possíveis ídolos que flertam com meu coração. Ajuda-me a eliminá-los da minha vida para que eu adore somente a Ti. Aplicação Refletirei sobre possíveis ídolos do meu coração.

    3 min
  2. Quem é o senhor de sua vida? - Deuteronômio 10

    1D AGO

    Quem é o senhor de sua vida? - Deuteronômio 10

    Quem é o senhor de sua vida? Leitura: Deuteronômio 10 Seleção Dt 10.12E agora, Israel, o que é que o Senhor requer de vocês? Não é que vocês temam o Senhor, seu Deus, andem em todos os seus caminhos, amem e sirvam o Senhor, seu Deus, de todo o coração e de toda a alma, 13para guardarem os mandamentos do Senhor e os seus estatutos que hoje lhes ordeno, para o bem de vocês? Observação Quem é o Senhor da sua vida? Muitos cristãos, hoje, vivem uma vida centrada em si mesmos. Na prática, agem como senhores da própria história, das próprias decisões, dos próprios desejos e prioridades. Infelizmente, esse modo de viver não combina com o chamado dos discípulos de Jesus, pois quem foi alcançado pela graça não pertence mais a si mesmo. Conforme lemos em Deuteronômio 10, depois de libertar o povo da escravidão no Egito e conduzi-lo pelo deserto, Deus o estava preparando para entrar na Terra Prometida. Nesse contexto, Moisés relembra o que o Senhor esperava de Israel: que tema o Senhor, seu Deus, que ande em todos os seus caminhos, que o ame, que sirva ao Senhor, seu Deus, de todo o seu coração e de toda a sua alma. Ou seja, o povo não deveria viver para si mesmo, mas para o Deus que o havia libertado. A obediência, portanto, não era uma tentativa de comprar o favor de Deus, mas uma resposta ao amor já recebido. O Deus que tomou a iniciativa de salvar, conduzir, sustentar e formar o seu povo também o chamava a responder com temor, amor, serviço e fidelidade. Amar a Deus não era apenas sentir algo por Ele, mas reorganizar toda a vida diante Dele. Essa realidade também se aplica a nós. Fomos libertos da escravidão do pecado, sustentados nos desertos da vida e estamos a caminho da nossa morada eterna. Tudo isso só foi possível porque Deus nos amou primeiro e enviou seu Filho, Jesus Cristo, para morrer pelos nossos pecados e nos reconciliar com o Pai. Agora, pertencemos a Deus. Fomos trazidos para sua família, amparados por sua mão poderosa e amados antes mesmo da fundação do mundo. O que Ele espera de nós? Que o amemos e o sirvamos de todo o coração e de toda a alma. Que vivamos em obediência sincera, não por medo servil, mas por amor filial. Como Jesus disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama” (Jo 14.21). Petição Senhor, ajuda-me a ter consciência do quanto sou amado por Ti e que isso produza gratidão em meu coração. Ajuda-me a expressar isso de forma prática. Aplicação Refletirei sobre o quanto sou amado por Deus.

    3 min
  3. Anulando o medo diante do desafio - Deuteronômio 9

    2D AGO

    Anulando o medo diante do desafio - Deuteronômio 9

    Anulando o medo diante do desafio Leitura: Deuteronômio 9 Seleção Dt 9.3Saibam, pois, hoje que o Senhor, seu Deus, é que vai adiante de vocês. Ele é fogo que consome; ele os destruirá e os subjugará diante de vocês. Assim, vocês os expulsarão e, depressa, os farão desaparecer, como o Senhor prometeu a vocês. Observação Todos enfrentamos inúmeros desafios ao longo da vida. Pode ser uma dificuldade financeira, uma doença na família, um problema na empresa ou uma luta na igreja. A verdade é que vivemos em um mundo marcado pelo pecado e pelo mal e, por isso, as adversidades sempre farão parte da nossa caminhada. Mas, diante delas, muitas vezes temos duas opções: recuar com medo ou avançar em fé. Era exatamente assim que estava o povo hebreu. Eles estavam diante do grande desafio de conquistar a Terra Prometida. Para isso, teriam de enfrentar nações maiores e mais fortes, cidades fortificadas e homens de grande estatura. O desafio era tão grande que, quarenta anos antes, a geração anterior havia decidido retroceder. Mas agora uma nova geração estava diante da mesma pergunta: como enfrentar aquilo que parecia maior do que suas próprias forças? No capítulo lido, Moisés relembra algumas verdades importantes. Ele confronta o povo com sua pecaminosidade, incredulidade e rebeldia, deixando claro que a conquista da terra não aconteceria por causa da justiça deles. Ao mesmo tempo, relembra a fidelidade de Deus às suas promessas. O Senhor havia prometido a Abraão que daria aquela terra à sua descendência. Séculos se passaram, mas Deus não havia se esquecido do que prometeu. Agora, o povo estava prestes a ver a promessa se cumprir. Por isso, Moisés afirma que o próprio Deus iria adiante deles como fogo consumidor e derrotaria seus inimigos. Isso não anulava a responsabilidade do povo de lutar e obedecer, mas lembrava que eles não lutariam sozinhos. A vitória não dependeria da força de Israel, mas da presença, do poder e da fidelidade do Senhor. Essa história também nos encoraja a prosseguir diante dos nossos desafios. O mesmo Deus que guiou o seu povo no passado continua fiel hoje. Ele não nos chama a avançar confiando em nossa própria força, mas em sua presença e em suas promessas. Portanto, se estamos seguindo a direção do Senhor, lutando as lutas que Ele nos chamou a lutar e obedecendo à sua Palavra, podemos confiar que Ele continua conosco. Por isso, confie e avance. Petição Senhor, não deixe que o medo me paralise. Ajuda-me a lembrar de tua fidelidade. Além disso, me dê discernimento para compreender quais lutas devo lutar. Aplicação Vou buscar mais discernimento para compreender em quais lutas Deus me alistou.

    3 min
  4. Os desertos da vida - Deuteronômio 8

    5D AGO

    Os desertos da vida - Deuteronômio 8

    Os desertos da vida Leitura: Deuteronômio 8 Seleção Dt 8.2Lembrem-se de todo o caminho pelo qual o Senhor, seu Deus, os guiou no deserto durante estes quarenta anos, para humilhar vocês, para pôr vocês à prova, para saber o que estava no coração de vocês, se guardariam ou não os seus mandamentos. Observação De tempos em tempos, nós, povo de Deus, passamos por aquilo que podemos chamar de “desertos espirituais”. São períodos da vida em que Deus nos ensina de maneira profunda. Neles somos corrigidos, disciplinados, purificados e temos a oportunidade de aprender a confiar mais no Senhor. Foi assim com o povo hebreu, que passou quarenta anos, literalmente, no deserto. Conforme lemos em Deuteronômio 8, o povo foi conduzido por Deus ao longo de todo esse tempo. O próprio Senhor os levou pelo deserto para humilhá-los, prová-los e revelar o que havia em seu coração. Foi, ao mesmo tempo, um grande teste de fé e um profundo tratamento espiritual. Um teste porque a confiança daqueles homens e mulheres estava sendo provada diariamente. O maná caía do céu todos os dias, mas eles não deveriam armazená-lo para o dia seguinte. Suas roupas não envelheciam. A coluna de fogo os protegia durante a noite, e a nuvem os guiava durante o dia. Eles precisavam aprender, dia após dia, que Deus cuidaria de tudo. Mas, além de um teste, o deserto também foi uma oportunidade de purificação e amadurecimento. O povo precisava abrir mão da autossuficiência. Nenhuma estratégia humana, força braçal ou controle pessoal seria suficiente para sustentá-los naquele lugar. Uma geração inteira havia morrido no deserto por causa da incredulidade. Agora, a nova geração tinha a oportunidade de aprender a descansar, humildemente, em Deus. E não é diferente em nossa vida. Deus também nos conduz à escola do deserto em determinados momentos, não para nos destruir, mas para revelar como está a nossa confiança nele e para nos ensinar a depender mais profundamente da sua graça. O deserto expõe nossas fragilidades, mas também pode formar em nós uma fé mais humilde, madura e perseverante. Então, se você está passando por um deserto espiritual, antes de tudo, peça a Deus discernimento para enxergar esse tempo como uma oportunidade de crescimento. Aproveite esse momento para mergulhar mais fundo no conhecimento de si mesmo e, principalmente, no conhecimento de Deus. Ore, leia a Palavra, medite, reflita, confesse, perdoe, restaure, arrependa-se e permaneça fiel. E, por fim, descanse. Nosso Pai sabe o que é melhor para seus filhos. Petição Senhor, obrigado por esses períodos de deserto espiritual. Ajuda-me a aproveitar esses momentos ao máximo, para que haja amadurecimento em mim. Torna-me cada dia mais parecido contigo. Aplicação Vou refletir sobre o que Deus está me ensinando nos desertos da vida

    3 min
  5. Como posso conquistar o amor de Deus? - Deuteronômio 7

    6D AGO

    Como posso conquistar o amor de Deus? - Deuteronômio 7

    Como posso conquistar o amor de Deus? Leitura: Deuteronômio 7 Seleção Dt 7.6Porque vocês são povo santo para o Senhor, seu Deus. O Senhor, seu Deus, os escolheu, para que, de todos os povos que há sobre a terra, vocês fossem o seu povo próprio. Observação A mentalidade predominante em muitas pessoas que procuram uma religião é mais parecida com a orfandade do que com a filiação. Imagine uma criança em um orfanato, esperando ser adotada. Cada família que chega para visitar se torna uma pequena gota de esperança em seu coração. Então, ela tenta impressionar seus possíveis pais adotivos: demonstra carinho, inteligência, boas maneiras, habilidades e qualidades, na esperança de conquistar o amor daquele casal. Muita gente trata Deus da mesma forma. Vive tentando impressioná-lo, como se, no dia do juízo final, Ele colocasse suas boas ações de um lado da balança e seus pecados do outro. Se as boas obras pesarem um pouco mais, a pessoa seria considerada merecedora do céu. Se os pecados pesarem mais, seria condenada ao inferno. Essa visão transforma a salvação em mérito, a obediência em moeda de troca e Deus em alguém que precisa ser convencido a nos amar. Mas Deus nunca se relacionou com o seu povo dessa forma. Na Antiga Aliança, Ele escolheu Israel, não por causa de sua grandeza ou superioridade moral. O versículo 7 do capítulo lido afirma: “O Senhor os amou e os escolheu, não porque vocês eram mais numerosos do que outros povos, pois vocês eram o menor de todos os povos.” Ou seja, o critério usado por Deus para amar e escolher os hebreus nunca foi o merecimento, mas a sua própria graça, seu amor e sua fidelidade à aliança. E, quando chegamos à Nova Aliança, compreendemos que a igreja, o povo de Deus em Cristo, também não é aceita com base em seus feitos. O apóstolo Paulo diz aos efésios que Deus nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo (Ef 1.4), isto é, antes que pudéssemos ter feito qualquer coisa boa ou ruim. Pedro também se refere à igreja como geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus. Irmãos, Deus não é um possível Pai adotivo que precisa ser impressionado por nossas obras. Em Cristo, já fomos adotados. Somos amados desde antes da fundação do mundo. Se a mentalidade de órfão escraviza, a mentalidade de filho liberta. Portanto, seja livre para amar. Seja livre para obedecer. Seja livre para corresponder ao amor daquele que nos amou primeiro. Petição Senhor, ajuda-me a viver como um filho amado que não precisa mendigar atenção. Me faz compreender o quanto sou amado por Ti. E ajuda-me a retribuir esse amor, amando a Ti e ao próximo. Aplicação Vou refletir sobre o quanto sou amado por Deus.

    3 min
  6. Qual o principal dos mandamentos? - Deuteronômio 6

    MAY 13

    Qual o principal dos mandamentos? - Deuteronômio 6

    Qual o principal dos mandamentos? Leitura: Deuteronômio 6 Seleção Dt 6.4 Escute, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 5Portanto, ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e com toda a sua força. Observação Muitas pessoas tratam Deus como se Ele pudesse ocupar apenas um espaço específico da vida. Deus fica reservado para o culto, para a oração antes das refeições, para os momentos de crise ou para alguns minutos de devocional. No restante do tempo, decisões, desejos, conversas, ambições, relacionamentos e prioridades acabam sendo conduzidos como se fossem áreas neutras, desconectadas da fé. Mas Deuteronômio 6 nos chama para uma realidade muito mais profunda. Moisés declara que o Senhor é o único Deus e, exatamente por isso, deve ser amado de forma inteira. Se Deus é único, Ele não pode ser tratado como mais um interesse entre tantos outros. Ele não disputa espaço com os ídolos do nosso coração. Ele reivindica tudo o que somos. Por isso, o texto diz: “ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e com toda a sua força”. O chamado não é apenas para uma obediência externa, fria e religiosa. Deus deseja o coração, os afetos, os pensamentos, a vontade, o corpo, os recursos, o tempo e as energias. Amar a Deus é viver com a totalidade da vida voltada para Ele. Isso significa que nossa espiritualidade não pode ser fragmentada. Não amamos a Deus apenas quando cantamos, oramos ou lemos a Bíblia. Também demonstramos amor a Deus quando trabalhamos com honestidade, servimos nossa família com paciência, tratamos pessoas com graça, fugimos do pecado, usamos bem nosso dinheiro, descansamos com gratidão e tomamos decisões que honram o Senhor. Em Cristo, esse amor inteiro se torna possível. Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro. O Filho de Deus se entregou por nós de forma plena, sem reservas, para nos reconciliar com o Pai. Agora, como resposta a esse amor, somos chamados a entregar não apenas uma parte da vida, mas tudo o que somos. Petição Senhor, ajuda-me a Te amar com todo o meu coração, com toda a minha alma e com toda a minha força. Livra-me de uma fé dividida e ensina-me a viver cada área da minha vida diante de Ti. Aplicação Hoje, avaliarei uma área da minha vida que ainda não tenho submetido plenamente a Deus.

    2 min
  7. Obedecer os 10 Mandamentos me leva para o céu? - Deuteronômio 5

    MAY 12

    Obedecer os 10 Mandamentos me leva para o céu? - Deuteronômio 5

    Obedecer os 10 Mandamentos me leva para o céu? Leitura: Deuteronômio 5 Seleção Dt 5.1Moisés chamou todo o Israel e lhe disse: Escute, Israel, os estatutos e juízos que hoje lhes anuncio, para que vocês os aprendam e tenham o cuidado de pôr em prática. Observação Muita gente pensa que os Dez Mandamentos são o caminho para conquistar o céu. Imaginam que, se viverem uma vida de obediência, pelo menos “na média”, serão merecedores de morar eternamente com Deus. Essa ideia, presente em muitos corações religiosos, é um equívoco espiritual profundo: transforma a obediência em moeda de troca e a graça de Deus em recompensa por bom comportamento. O Decálogo, como também é conhecido, foi entregue a Moisés pelo próprio Deus, que escreveu os mandamentos em duas tábuas de pedra. Mas é fundamental perceber que, antes de apresentar as ordens ao povo, Deus declara: “Eu sou o Senhor, seu Deus, que o tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Dt 5.6). Antes de dizer como o povo deveria caminhar, Deus relembra o que Ele já havia feito. Israel não recebeu os mandamentos para ser liberto; recebeu os mandamentos porque já havia sido liberto. Depois de séculos de servidão, trabalho pesado e opressão no Egito, o Senhor interveio com mão poderosa, abriu o mar e conduziu o seu povo para fora da escravidão. Ou seja, a obediência aos mandamentos não era uma tentativa de conquistar o favor de Deus, mas uma resposta de gratidão à graça recebida. Israel já havia sido resgatado, e isso não aconteceu porque o povo merecia. Foi uma ação da iniciativa divina, fruto do amor e da fidelidade do Senhor à sua aliança. A obediência, portanto, seria uma forma concreta de corresponder ao amor de Deus. E é exatamente assim que Deus nos trata em Cristo. Éramos escravos dos nossos pecados, servos das nossas vontades e incapazes de salvar a nós mesmos. Mas Deus, em seu amor, enviou o seu Filho para que, na cruz, nossos pecados fossem perdoados e nossa reconciliação fosse realizada. Não obedecemos para sermos aceitos; obedecemos porque fomos aceitos em Cristo. Agora, como filhos amados, buscamos viver de modo que agrade aquele que nos amou primeiro. A obediência, então, é uma resposta prática de gratidão à graça de Deus. Medite nisso! Petição Senhor, obrigado pela tua graça e pelo teu amor. Sei que não sou merecedor. Ajuda-me a reconhecer o quanto sou amado por Ti e a expressar de forma prática essa gratidão. Ajuda-me a Te obedecer todos os dias. Aplicação Refletirei sobre o quanto sou amado por Deus.

    3 min
  8. Fidelidade à Palavra - Deuteronômio 4

    MAY 11

    Fidelidade à Palavra - Deuteronômio 4

    Fidelidade à Palavra Leitura: Deuteronômio 4 Seleção Dt 4.2Não acrescentem nada à palavra que eu lhes ordeno, nem diminuam nada dela, para que vocês guardem os mandamentos do Senhor, o Deus de vocês, que eu lhes ordeno. Observação O ser humano tem uma forte tendência de viver segundo suas próprias ideias sobre a vida. Queremos definir o que é certo, relativizar o que é difícil, adaptar a verdade aos nossos desejos e construir uma espiritualidade que caiba dentro das nossas preferências. Desde o Éden, o coração humano tenta decidir por si mesmo o que deve ouvir, obedecer e rejeitar. Por isso, Deus dá uma ordem clara ao seu povo: não acrescentem nada à Palavra e não diminuam nada dela. A Palavra de Deus não precisa de ajustes humanos. Ela não deve ser ampliada por legalismo, nem reduzida por conveniência. Deus fala com autoridade, sabedoria e amor. O nosso chamado não é editar a vontade de Deus, mas guardá-la. Ao longo da história, muitos judeus acrescentaram várias regras à Lei de Deus. Criaram tradições humanas, cercas religiosas e exigências que Deus não havia ordenado. Em vez de conduzirem o povo à obediência sincera, muitas dessas tradições produziram peso, orgulho e aparência de piedade. Hoje, o perigo também permanece, mas de forma oposta. Muitos adulteram o sentido da Palavra de Deus para atrair multidões, agradar ouvintes e tornar a mensagem mais aceitável. Diminuem a gravidade do pecado, suavizam o chamado ao arrependimento e transformam o evangelho em produto de consumo religioso. Mas o povo de Deus é chamado a permanecer fiel à Palavra. É na Palavra que encontramos o caminho seguro. É nela que aprendemos quem Deus é, quem somos e como devemos viver. É nela que temos a certeza de como corresponder ao amor daquele que nos amou primeiro. Por isso Jesus disse: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14.21) Petição Senhor, dê-me sabedoria para não adulterar tua santa Palavra. Ajuda-me a compreendê-la como ela é, assim como a pregá-la com ousadia e fidelidade. Aplicação Não vou abrir mão de me manter fiel ao que a Bíblia diz.

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Palavras de encorajamento, consolo e exortação, para corações que desejam viver uma íntima relação com Jesus. Me chamo Bruno Serafim da Luz, sou pastor da Aviva igreja cristã, na cidade de Criciúma, SC. Casado com a Lela, pai da Malu e da Laura. Formado em Teologia pelo Seminário Martin Bucer. Mestre em Neurociências pelo Instituto de Psicologia da USP.