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Um podcast sobre a cidade de São Paulo, seus problemas, seus avanços e seu futuro. Entrevistas quinzenais com especialistas que respondem perguntas e sugerem soluções para a cidade.

Momento Cidade - USP Jornal da USP

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Um podcast sobre a cidade de São Paulo, seus problemas, seus avanços e seu futuro. Entrevistas quinzenais com especialistas que respondem perguntas e sugerem soluções para a cidade.

    Momento Cidade #22: Como São Paulo pode garantir a segurança das suas águas?

    Momento Cidade #22: Como São Paulo pode garantir a segurança das suas águas?

    A água é um recurso essencial que percorre todos os lados do nosso cotidiano. No entanto, sete anos atrás, a região metropolitana de São Paulo sofreu com a falta dela durante uma das piores crises hídricas do Estado. A recuperação foi possível, mas será que aprendemos com ela a fim de evitarmos futuros problemas?
    Durante o período de isolamento, o Momento Cidade fará uma série de episódios diferentes. Nas próximas edições, conversaremos com pesquisadores que estudaram temas específicos sobre São Paulo e, de vez em quando, vamos além da capital paulista para entender em detalhes o passado, os problemas e os avanços dessa região.
    Nesta semana, entrevistamos o pesquisador Fabiano Alves, autor da dissertação Escassez, segurança hídrica e os negócios com a água na região metropolitana de São Paulo, defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Alves estudou o fenômeno da estiagem de dois verões que acarretou a crise hídrica de São Paulo entre 2013 e 2015.
    O estudo analisou elementos históricos no serviço de saneamento da cidade que podem ter interferido no abastecimento de água da região. Além disso, mostrou como a crise impactou nas estratégias dos agentes responsáveis pela regulação e distribuição da água na região, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e o próprio governo estadual.
    Para Alves, o trabalho nos ajuda a pensar melhor em métodos de prevenção para que a falta de água não volte a assombrar São Paulo. De acordo com o pesquisador, “é importante que a sociedade civil esteja muito atenta aos passos que serão dados pelas empresas de saneamento que fazem a distribuição desse precioso recurso que é a água”.
    A dissertação completa pode ser acessada neste link.
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    • 9 min
    Momento Cidade #21: Como o compartilhamento de bicicletas pode melhorar as cidades?

    Momento Cidade #21: Como o compartilhamento de bicicletas pode melhorar as cidades?

    Há muitas maneiras de se percorrer uma cidade. Os trajetos podem ser feitos no aperto abafado de um trem, ouvindo a trilha sonora que anuncia a próxima estação do metrô, no ar condicionado dos nossos carros ou cortando o vento, se equilibrando em cima de uma bicicleta, um veículo ágil, não poluente e que nos mantém ativos. Não por acaso, será que a boa e velha bicicleta pode ser a chave para melhorarmos a forma como nos transportamos nas cidades?
    Durante o período de isolamento, o Momento Cidade fará uma série de episódios diferentes. Nas próximas edições, conversamos com pesquisadores que estudaram temas específicos sobre São Paulo e, de vez em quando, vamos além da capital paulista para entender em detalhes o passado, os problemas e os avanços dessa região.
    Nesta semana, entrevistamos a pesquisadora Renata Rabello, autora da dissertação Sistema público de bicicletas compartilhadas: a disputa do espaço urbano, defendida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Renata estudou a relação entre o compartilhamento de bicicletas com o debate que discute o uso dos espaços nas cidades.
    Para a arquiteta, a mobilidade é um dos grandes desafios das cidades, principalmente das metrópoles brasileiras, com grande parte da população vivendo em áreas periféricas. De acordo com Renata, “a mobilidade é o que dá o acesso à cidade, onde o cidadão tem oportunidade de emprego, oportunidade de educação e saúde”. A especialista acredita que a questão dos transportes seja o maior desafio urbano, já que nossa capacidade de deslocamento é essencial para que possamos, de fato, ter direito à cidade e a tudo o que ela oferece.
    Na opinião da pesquisadora, se bem integrados aos outros meios de transporte como metrô e ônibus, os sistemas de compartilhamento de bicicletas são capazes de melhorar a integração modal do espaço urbano. Atualmente, uma das grandes dificuldades para se incentivar o uso de bicicletas é conseguir espaço para as estações de compartilhamento. “É muito difícil ganhar essa disputa do automóvel, as pessoas estão muito acostumadas a ver aquele espaço como um espaço seu, do estacionamento do seu carro”, pontua.
    Uma das conclusões do estudo apontou a importância da experimentação quando o assunto é introduzir novas políticas urbanas. De acordo com ela, é comum que haja rejeição a qualquer grande mudança no contexto das cidades: “Um exemplo é a questão do projeto das ruas abertas. No começo, teve muita rejeição e hoje em dia a gente não consegue imaginar a cidade sem a Paulista aberta no domingo”.
    A dissertação completa pode ser acessada neste link.
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    Ficha técnica
    Reportagem: Giovanna Stael
    Produção: Denis Pacheco
    Edição: Guilherme Fiorentini

    • 7 min
    Momento Cidade #20: Como o boxe se tornou parte da história de São Paulo?

    Momento Cidade #20: Como o boxe se tornou parte da história de São Paulo?

    Não são apenas prédios e carros que contam a história de uma grande metrópole. Em São Paulo, como em todas as cidades do mundo, são as pessoas que constróem as narrativas que dão identidade aos locais. Os lugares que habitamos, trabalhamos e nos divertimos são alguns dos cenários em que essa história acontece e neste contexto é que entra a prática de esportes.
    Durante o período de isolamento, o Momento Cidade fará uma série de episódios diferentes. Nas próximas edições, conversamos com pesquisadores que estudaram temas específicos sobre São Paulo e, de vez em quando, vamos além da capital paulista pra entender em detalhes o passado, os problemas e os avanços dessa região.
    Para começar, entrevistamos o pesquisador Breno Macedo, autor da dissertação de mestrado Sangue, suor e lágrimas: o boxe em São Paulo de 1928 e 1953, defendida em 2019, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Macedo estudou a relação entre o boxe e a história da capital paulista na primeira metade do século 20.
    Focado em um período anterior a consagração do maior atleta brasileiro do boxe, Éder Jofre, o historiador se concentrou em entender em quais lugares o boxe era praticado na capital. Eram “circos, teatros, cinemas, pavilhões e rinques de patinação que acabaram recebendo o boxe”, narra ele ao reforçar que o esporte era praticado e assistido especificamente na região central de São Paulo. “Somente a partir da inauguração do Estádio do Pacaembu, em 1940, que o boxe começou a sair do centro”, explica.
    Na opinião do pesquisador, entender quem eram os praticantes do esporte e qual foi o percurso de ocupação urbana do boxe nos ajuda a mapear uma parte importante da história da cidade. “Analisar a trajetória do boxe em São Paulo, ao lado da trajetória da cidade, é de suma importância, pois assim conseguimos unir as peças de um quebra-cabeça para entender tanto como o boxe se estabeleceu, quanto como a cidade foi se adaptando e virando o que ela é hoje”, finaliza.
    A dissertação completa pode ser acessada neste link.
    Ouça o podcast na íntegra no player acima. Siga no Spotify, no Apple Podcasts ou seu aplicativo de podcast favorito.
    Ficha técnica
    Reportagem: Denis Pacheco
    Edição: Guilherme Fiorentini

    • 8 min
    Momento Cidade #19: É possível regular os sons da cidade?

    Momento Cidade #19: É possível regular os sons da cidade?

    Em 2016, foi aprovada em São Paulo a lei que regulamentou o Programa Silêncio Urbano, o PSIU. Desde então, seu objetivo é combater a poluição sonora e tornar mais pacífica a convivência entre os cidadãos. A lei proíbe a emissão de ruídos com níveis superiores aos determinados pela legislação federal, estadual ou municipal, prevalecendo a mais restritiva.
    Entretanto, todos que vivem em uma grande cidade sabem que não é uma tarefa simples garantir que os sons no espaço urbano fiquem sob controle. Por isso, o Momento Cidade desta semana tentou responder a pergunta: é possível regular os sons da cidade?
    Para o professor Fernando Iazzetta, coordenador do Núcleo de Pesquisas em Sonologia (NuSom) da USP, quando se pensa em sons na cidade, é importante definir melhor o que consideramos “poluição sonora”, normalmente interpretada como todo excesso de ruídos que afeta a saúde física e mental da população. De acordo com ele, esse tipo de definição “não leva em consideração contextos sociais e culturais, e acaba levando a uma espécie de achatamento da visão que temos sobre o som como um problema dentro da sociedade atual”.
    Segundo a Organização Mundial da Saúde, o nível limite de sons que podemos tolerar nas nossas cidades deveria ser de 50 decibéis, no máximo. Acima disso, é possível já sofrer com perdas auditivas. Certos equipamentos de construção, por exemplo, podem gerar até 100 decibéis.
    Neste contexto, Ricardo Ferreira Bento, professor da disciplina de otorrino da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), esclarece que o ouvido humano não foi desenvolvido pela natureza para os níveis sonoros que temos hoje. “Em qualquer situação numa cidade grande, mesmo na rua, no trânsito, estamos expostos a um barulho de alta intensidade para o ouvido”, pontua.
    E, em alguns casos particulares, os sons altos são usados como estratégia de defesa no ambiente das cidades. Isso é o que concluiu o pesquisador André Forcetto, doutorando da USP que, em sua dissertação de mestrado, estudou os motivos pelos quais motociclistas estavam  modificando seus veículos para emitirem sons mais altos. “A grande maioria dos motociclistas alegou que faz isso por segurança. Eles querem ser ouvidos enquanto transitam no meio dos carros e, sendo ouvidos, eles podem transitar mais rápido”, conta.
    Para o professor Iazzetta,  é necessário compreender essas complexidades para não só regularmos os sons das nossas grandes cidades, mas expandirmos nossa atenção e vocabulário sonoro. O especialista defende que “resolver a poluição sonora desse ponto de vista normativo, ou seja, simplesmente diminuir o nível de som que existe, especialmente nos centros urbanos, possivelmente abriria espaço para que a gente tivesse mais sons e não simplesmente eliminar sons”. 
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    Ficha técnica
    Reportagem: Denis Pacheco e Kaynã de Oliveira
    Edição: Beatriz Juska e Guilherme Fiorentini
    As músicas utilizadas neste episódio são parte do álbum 2 do Make it Heard que foi lançado pelo selo Berro, criado pelo NuSom. São elas:
    André Damião – Make it Heard – Vol. 2 – 05 Kamikaze Modelismo
    Juçara Marçal & Cadu Tenório – Make it Heard – Vol. 2 – 02 Canto II
    Marco Scarassatti – Make it Heard – Vol. 2 – 07 Èsù
    Paula Garcia – Make it Heard – Vol. 2 – 04 # 3 (da série Corpo Ruído)


    Momento CidadeO Momento Cidade vai ao ar na Rádio USP, quinzenalmente, sextas-feiras, às 8h05 na Rádio USP – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast

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    • 9 min
    Momento Cidade #18: Por que estudamos as cidades?

    Momento Cidade #18: Por que estudamos as cidades?

    Uma cidade é uma área urbanizada que reúne os mais diversos fluxos e atividades humanas. No Brasil, 84% da população vive em cidades. Na capital paulista, uma população de quase 12 milhões de habitantes integra aquela que é considerada uma das maiores cidades do planeta.
    Entretanto, a vida urbana, com seu ritmo muitas vezes intenso e expansão crescente, nem sempre nos dá tempo de pensarmos sobre seus problemas, suas políticas e suas transformações.
    Por isso, o Momento Cidade desta semana, em edição especial, fez a pergunta: por que estudamos as cidades?
    Para responder a questão, convidamos o professor Eduardo Marques, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, diretor do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), também ligado à Universidade.
    O CEM é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Sediado na USP e no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), o grupo é “um acordo entre instituições que já tem 20 anos”, conta o professor. “O Centro é dedicado aos estudos sobre questões da metrópole, principalmente dimensões sociais, econômicas, demográficas e culturais”, esclarece.
    Em um espaço que reúne demógrafos, cientistas políticos, sociólogos, geógrafos, economistas e antropólogos, o CEM trabalha em projetos de pesquisa e fornece treinamentos e difusão de conhecimento sobre assuntos relacionados às cidades.
    Para Marques, que é organizador do livro As políticas do urbano em São Paulo, lançado em 2018 pela editora Unesp, quando se pensa em cidades e nas organizações políticas locais que as constituem, é importante compreender suas especificidades. Em especial, “as relações que cada uma dessas instituições e atores estabelece com o espaço”, defende.
    O especialista argumenta ainda que estudar e compreender as políticas públicas de uma cidade é essencial para que se possa, constantemente, implementar melhores políticas urbanas. “Todas elas partem de modelos de como funcionam os problemas, como as políticas envolvendo problemas funcionam e quais os efeitos que elas têm sobre esses problemas”, enumera.
    Ouça o podcast na íntegra no player acima. Siga no Spotify, no Apple Podcasts ou seu aplicativo de podcast favorito.
    Ficha técnica
    Reportagem: Denis Pacheco
    Edição: Beatriz Juska e Guilherme Fiorentini

    • 9 min
    Momento Cidade #17: E se o transporte público fosse de graça?

    Momento Cidade #17: E se o transporte público fosse de graça?

    Diariamente, 8,3 milhões de passageiros são transportados nas 13 linhas disponíveis no metrô e trem em São Paulo, e 8,8 milhões de pessoas andam frequentemente nos ônibus da capital. A cidade conta com a maior rede ferroviária e metroviária do País, além de uma frota com cerca de 15 mil ônibus.
    Entretanto, para muitos cidadãos, utilizar frequentemente o transporte público tem um custo alto. Uma análise feita pelo jornal O Estado de São Paulo em janeiro de 2019, mostrou que quem usa metrô e ônibus para ir e voltar do trabalho, gasta até um terço, ou seja, 33%, de um salário mínimo.
    Por isso, o Momento Cidade desta semana buscou responder a pergunta: e se o transporte público fosse de graça?
    Para Carolina Requena, pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) da USP, a primeira consequência do chamado “passe livre” seria o aumento da demanda. Os responsáveis, portanto, precisariam urgentemente melhorar a oferta de transporte, o que, para a especialista, resultaria em consequências positivas. “Seria feita uma justiça do ponto de vista do tempo que as pessoas usam porque elas poderiam escolher o seu trajeto e escolheriam seus trajetos ótimos, ou seja, parariam de viajar as vezes por duas horas, algo que elas poderiam fazer em uma, ou seja, metade do tempo”, pontua ela.
    De acordo com Joana Barros, professora no Departamento de Geografia do Birkbeck College, da Universidade de Londres, a gratuidade reduziria a segregação causada pelo transporte. “A parcela da população mais pobre que não consegue pegar um metrô, por exemplo, que é muito caro, de repente tem condições pra isso e isso é uma vantagem”, teoriza ela. 
    Entretanto, ela também questiona se a medida não traria mais transtornos para o trânsito já conturbado da capital. “A que ponto, se o metrô estiver trabalhando além de sua capacidade, também não perderemos a qualidade do transporte? E a que ponto, as pessoas que atualmente pegam transporte vão pegar seus carros e isso vai aumentar o congestionamento?”, questiona. 
    Para ambas as pesquisadoras, o ideal para uma cidade com as dimensões de São Paulo é começar pequenos experimentos de mobilidade. Para Carolina, o melhor é direcionar políticas públicas que “tentassem, em alguma escala, de alguma forma experimental, observar na prática qual é o custo real desse transporte”. 
    Ouça o podcast na íntegra no player acima. Siga no Spotify, no Apple Podcasts ou seu aplicativo de podcast favorito.
    Ficha técnica
    Reportagem: Denis Pacheco
    Edição: Beatriz Juska e Guilherme Fiorentini

    • 9 min

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