PedagoGingar

LEONARDO ÂNGELO DA SILVA

Um podcast destinado a diálogos com pessoas, grupos e ou coletivos que possuem uma ação antirracista, prática descolonizada e pautada na valorização da negritude e africanidades. Assim, o povo do Axé (Asé), personalidades do movimento negro, capoeiras, o povo do jongo e outros confluentes, principalmente da região Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro, aparecerão por aqui. Sintonize na gente, pedagogingue-se!

  1. Julinho dos Palmares #28 - Um Poeta Papagoiaba do Vale do Paraíba

    02/15/2025

    Julinho dos Palmares #28 - Um Poeta Papagoiaba do Vale do Paraíba

    Nessa entrevista realizada em 2012, meu primeiro contato com Julinho dos Palmares, ele me apresentou Lélia González e várias outras personagens. Como já sabido, Lélia não é uma autora que, até então, faculdades e academias tinham o costume de ler, as coisas têm mudado! ✊🏽✊🏽✊🏽 Para além dessa apresentação de Lélia, Julinho entra em vários outros assuntos. Mas quem é esse tal de Julinho? Julinho dos Palmares foi poeta, um músico ímpar, autodidata no violão e um baita compositor da cena do Vale do Paraíba. Nessa nossa conversa, ele soltou o verbo sobre a época em que participou do programa do Chacrinha, se apresentando com o Trio Piraí. Ele ainda fala das inspirações que moldaram sua musicalidade, das experiências que viveu e até da música que compôs e que Lélia González tanto gostou, a música "Criolesa" (dizem que ele fez para ela...). A parada vai além da música: ele também mergulhou na história do Palmares, no racismo que rolou (rola?) emVolta Redonda, falou do Clube Paulo Mendes (CTC) e nas conversas paralelas sobre a questão racial nos bailes do Palmares. Ainda tratou do Movimento Negro, da eleição de José Garcia, de conceitos de esquerda e direita e daquilo que ele chamou de "oportunismo de esquerda". Tudo isso se mistura e dá um panorama da trajetória desse cara incrível, que já virou ancestral, mas que é um dos grandes nomes Vale do Paraíba e do Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. Julinho é poeta, guardião da região e também uma figura cheia de afeto e história pra contar.Ele é Griot! Então, se joga! Escuta o que ele tem a dizer! Escute, curta, e compartilhe essa história! Que nosso "mais velho", agora ancestral, esteja em um bom novo começo (e sempre com a gente)! Axé!

    34 min
  2. Maria Eloah #23 - Uma conversa sobre família negra, trabalho e vários estranhamentos!

    05/23/2023

    Maria Eloah #23 - Uma conversa sobre família negra, trabalho e vários estranhamentos!

    🙌🏽 Um *salve* para todas as amílias negras 🙌🏽Pessoal, é com muita alegria que publicamos o episódio com essa mulher negra de fibra e que muito me inspira e afeta. Eloah é sobrinha, filha e neta de uma família matriarcal e traz em sua pesquisa e estranhamentos a marca de sua ancestralidade. Nova na idade, desfila uma maturidade e sabedoria em suas colocações que coloca suas hipóteses de pesquisa em construções muito críticas, tanto para o passado pesquisado como para a análise e contexto da região em que pesquisa. 👉🏽Tanto eu como ela somos “nativos” e pesquisamos nossa região, isso traz muitos estranhamentos e certa dificuldade ao lidar nos acervos, pois entre pesquisa e documentos, traças e poeira há muita politicagem, como as questões das cidades do café e suas famílias tradicionais... Há que se ter maior institucionalização. Para além da pesquisa, Eloah fala de sua trajetória como filha de escola pública, demonstra como a educação foi e é uma potência para mudança de vida e rompimento com exclusões do passado. Em seus próprios termos Eloah se apresenta👇🏽 “Sou Maria Eloah Bernardo e tenho 24 anos. Sou cria de escola pública e pré vestibular social, sou licenciada em História pela UNIRIO e especialista em História Afro-Brasileira na Faculdade deEducação São Luís. Atualmente sou Mestranda em História no PPHR/UFRRJ, professora contratada da prefeitura de Rio Claro-Rj, educadora Social no Instituto Lima Barreto e no MEP-VR. Por fim, mas não menos importante, fui e sou criada por mulheres: minha mãe (in memorian), minha avó (in memorian) e minhas tias. Tenho interesse em pesquisar relações familiares e de trabalho para mulheres negras e seus filhos durante e após a vigência da escravidão”. Se gostar e desejar, colabore com nosso canal com qualquer valor (chave pix 24 999315369), curta e compartilhe!Axé! Para saber mais sobre a entrevistada, baixe seu artigo 👇🏽https://www.encontro2022.rj.anpuh.org/resources/anais/13/anpuh-rj-erh2022/1658861236_ARQUIVO_9f578d023f02b207f7a201d0f342f134.pdf Ou acesse seu Currículo Acadêmico 👇🏽http://lattes.cnpq.br/1255740218548363

    1h 26m

About

Um podcast destinado a diálogos com pessoas, grupos e ou coletivos que possuem uma ação antirracista, prática descolonizada e pautada na valorização da negritude e africanidades. Assim, o povo do Axé (Asé), personalidades do movimento negro, capoeiras, o povo do jongo e outros confluentes, principalmente da região Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro, aparecerão por aqui. Sintonize na gente, pedagogingue-se!